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COISAS DE OSASCO: Lins foge de debate da UOL e é fustigado por adversários

COISAS DE OSASCO: Lins foge de debate da UOL e é fustigado por adversários Featured

 
Na noite desta terça-feira, 10/11, o Portal UOL, em parceria com a OAB/Osasco e outras empresas de comunicação, realizou um debate com candidatos a Prefeito de Osasco, com a participação dos candidatos Dr. Lindoso (Republicanos), Emídio de Souza (PT), Dateninha (Solidariedade) e Simony dos Anjos (PSOL).
 
O Prefeito Rogério Lins (Podemos) fugiu do debate e foi duramente criticado por todos os candidatos que disputam a Prefeitura de Osasco.
 
Emídio enfatizou: "Prefeito que foge do debate, não tem nada pra mostrar ou tem muita coisa pra esconder".
 
Já o Dr. Lindoso queria que o prefeito Lins estivesse presente para ele mesmo responder ao público, por que foi preso em 2016 pela Operação Caça-Fantasmas, esquema de corrupção que desviou R$ 21 milhões dos cofres públicos. (Renato Ferreira)
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  • ELEIÇÕES 2020: PSDB e DEM: Dois partidos que se apequenam no Brasil e somem em Osasco
     
    Pela primeira vez em sua história, os tucanos não têm candidato a prefeito em Osasco, a principal cidade da região Oeste da Grande São Paulo.
     
     
    Por Renato Ferreira - 
     
    Hoje, vergonhosamente, o Brasil tem 33 partidos políticos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e outros que aguardam seus registros oficiais na Corte Suprema Eleitoral do país. E isso só emporcalha e enfraquece a Democracia brasileira, pois, a maioria absoluta desses partidos é formada por legendas de gaveta, são partidos de aluguel, que em nada engradecem a política nacional.
     
    E o mais lamentável de toda essa lambança de partidos, que vivem, exclusivamente, do dinheiro público, através dos bilionários Fundos Partidário e Eleitoral, é que, em vez dos partidos se fortalecerem enquanto agremiações representativas do eleitorado, cada vez mais, até mesmo as grandes legendas acabam caindo na vala comum das legendas de aluguel, partidos nanicos que só aparecem em épocas de eleição para se venderem e ceder horários gratuitos de TV e Rádio. Uma forma antiga e descarada de corrupção, travestida de democracia. É a famosa sopa de letrinhas que a cada eleição afasta mais os jovens do interesse em participar da vida política.
     
    Partidos políticos
     
    O exemplo mais claro dessa desmoralização partidária é o que acontece com o PSDB e o DEM, ex-legendas grandes, mas, que a cada ano vem se enfraquecendo. São legendas que, hoje, não são nem sombra do que já foram no passado.
     
    De Aureliano Chaves e Rodrigo Maia
     
    O DEM (ex-PFL), já teve em seu áureos tempos quadros, como os ex-vices-presidentes da República, Aureliano Chaves (MG) e Marco Maciel (PE), para falar apenas em dois grandes políticos que davam musculatura moral e partidária ao então PFL. Hoje, no entanto, o partido é presidido nacionalmente pelo ACM Neto, prefeito de Salvador, e tem como seus "grandes" representantes, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), e do Senado, David Alcolumbre (RR), que, certamente, serão lembrados pela História muito mais pelas suas lambanças no Congresso do que pelas suas contribuições ao processo democrático. Essas "novas lideranças" do DEM, já disseram, por exemplo, que podem até fazerem alianças com partidos de esquerda, como PT e PSOL para tirar Bolsonaro do poder.
     
    De Mário Covas a João Doria
     
    PSDB e DEM Doria e Maia
    João Doria e Rodrigo Maia, hoje, os novos comandantes, respectivamente, do PSDB e do DEM
     
    Já o PSDB, que surgiu do antigo MDB, teve em seus quadros excelentes políticos como os ex-governadores de São Paulo, Franco Montoro e Mário Covas, mas, foi engolido também pela corrupção, e acabou nas mãos de Aécio Neves e de João Doria. E foi a partir da entrada do atual governador paulista, Doria, que o PSDB começou a se desmanchar em nível nacional.
     
    Em São Paulo, os tucanos mais ligados a Geraldo Alckmin, não se entendem como os aliados de João Doria e a cada eleição, o partido se mostra mais dividido e fragilizado. E o exemplo maior pode se ver na eleição municipal das capitais, como São Paulo, uma histórica fortaleza tucana, mas, que em 2020, corre o risco de não eleger Bruno Covas, justamente, pela presença de João Doria.
     
    Sem prefeito em Osasco
     
    Outro exemplo da atual fragilidade dos eternos aliados DEM e PSDB, é o que se vê, atualmente, na eleição municipal de Osasco, a principal cidade da região Oeste da Grande São Paulo, onde o DEM se transformou num partidinho de aluguel, mesmo caminho seguido a passos largos pelos tucanos.
     
    Presidido no município pelo secretário da Fazenda, Pedro Sotero, que já vem de outras duas administrações de partidos diferentes, já faz tempo que o DEM de Osasco passa de mão em mão, de acordo com o chefe do Executivo. Hoje, o DEM de Osasco é apenas um partido de gaveta para fazer aumentar o número de candidatos a vereador que apoiam a reeleição do prefeito de plantão.
     
    Inclusive, nesta eleição de 2020, muitos candidatos a vereador, principalmente, aqueles que criticam a corrupção, fazem questão de esconder o nome do partido em suas propagandas eleitorais, justamente, para não expor sua legenda e também para não ligar suas candidaturas à do prefeito Rogério Lins (Podemos), que além de ter sido denunciado na Operação Caça-Fantasmas e ter sido preso antes de tomar posse, tem também o maior índice de rejeição junto ao eleitorado.
     
    Por outro lado, em 2020, será a primeira eleição municipal que o PSDB de Osasco não terá candidato próprio a Prefeito. Partido forte e unido desde a sua fundação, principalmente, sob a liderança do saudoso ex-prefeito, Celso Giglio, o PSDB de Osasco começou a se desfazer com a morte de Giglio e a mostrar desunião a partir da eleição municipal de 2016, quando elegeu três vereadores: Dr. Lindoso, De Paula e Didi.
     
    Apesar dos três vereadores eleitos, os tucanos se dividiram na Câmara Municipal. Tanto que não houve convergência para apoiar um nome forte para Prefeito. O que se mostrou mais forte, o vereador Dr. Lindoso, teve que deixar o partido e, hoje, concorre à prefeitura como candidato pelo Republicanos 10.
    Dividido, o PSDB osasquense sofreu intervenção estadual e acabou por oficializar apoio à reeleição de Rogério Lins. No início de outubro, o partido soltou uma nota, mas, sem nenhuma explicação oficial, que estaria deixando a aliança com o Podemos de Lins. Porém, oficiosamente, candidatos tucanos continuam apoiando o atual Prefeito em suas campanhas.
     
    Ou seja, sem candidaturas próprias, PSDB e DEM de Osasco se enfraquecem ainda mais nas eleições de 2020. E, se faz tempo que o DEM local se transformou num partido de gaveta, pelo lado dos tucanos, se não aparecer logo uma liderança forte que possa unir o partido como nos tempos de Celso Giglio, o PSDB de Osasco dificilmente voltará a ser uma legenda forte, que até há poucos anos era o mais ferrenho adversário do PT de João Paulo Cunha e de Emídio de Souza.
     
    É possível que essas novas lideranças políticas de Osasco, que possam aparecer para protagonizar com o PT, estejam em novas legendas como o Podemos e o Republicanos,
    este último liderado pelo vereador Dr. Lindoso, candidato a Prefeito em 2020 (O jornalista Renato Ferreira é editor do Portal Notícias & Opinião).
  • COISAS DE OSASCO: Obras só em épocas de eleição podem ser tiro no próprio pé
     
     
    São tantas obras públicas, como asfalto, em épocas de eleição, que se as eleições fossem realizadas todos os anos, as cidades brasileiras seriam as melhores do mundo.
     
     
    É incrível como os políticos brasileiros apostam mesmo na memória curta do povo para mentir e enganar seus eleitores. Os prefeitos passam quatro sem fazer, praticamente, nada. Muitos, inclusive, só passam reclamando dos antecessores. Mas, quando chega o período eleitoral, é incrível o número de obras que eles encontram para fazer, na tentativa de enganar o povão e ficar mais quatro anos no poder.
     
    São inaugurações que vão de pintura de vielas a instalação de semáforos, passando por reformas de escolas e posto de saúde. Mas, um tipo de obras que esse tipo de prefeito gosta mesmo de mostrar, mesmo a poucos dias das eleições, é asfalto novo ou recapeamento de ruas.
     
    E esse tipo de administração com obras públicas por todo canto, pode ser observado na cidade de Osasco, administrada por Rogério Lins (Podemos). Só que além de atrapalhar o trânsito e a mobilidade urbana, uma vez que eles querem é mostrar serviço, no caso de asfalto, pelo que a gente ouve nas ruas, essas obras podem significar um tiro no próprio pé do administrador.
     
    Ao lado de alguns elogios, o que se ouve mais são reclamações, porque os administradores para mostrar que estão "asfaltando" a cidade, escolhem uma ou duas ruas de um bairro, porém, esquecem as demais. Assim, se os moradores da rua asfaltada ficam contentes, o asfalto eleitoreiro acaba desapontando os moradores das ruas preteridas pelo prefeito.
     
    Esgoto a céu aberto em Osasco
     
    Outro problema que também persiste nas grandes cidades do país, como em Osasco, o segundo PIB do estado de São Paulo e o sexto do país, são os esgotos a céu aberto. Como são problemas da periferia, eles ficam apenas nas promessas de campanha. Apesar de ser uma das cidades mais ricas do país, Osasco está entre os piores municípios em termos de saneamento básico do Brasil, conforme estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil e divulgado em dezembro de 2019. (Renato Ferreira)
  • COISAS DE OSASCO: Em mais um estelionato político, Lins anuncia cancelamento das obras do novo Paço Municipal
     
    Há décadas, Osasco tem uma Prefeitura que dá vergonha aos seus munícipes. Mas, em 2014, depois de um belo projeto, com várias apresentações do ex-prefeito Jorge Lapas, e com a retomada das obras por Rogério Lins, todos imaginavam que a política de Osasco daria um passo adiante em termos de responsabilidade com o dinheiro público. Ledo engano. Eis, agora, que o próprio Lins anuncia o cancelamento das obras do novo Paço Municipal. E mais: faz novas promessas de obras sociais para o local a menos de um mês para as eleições. Será que alguém acredita de novo? É o povo de Osasco sendo enganado e mais uma vez sendo feito de trouxa por políticos irresponsáveis.
     
     
    Por Renato Ferreira -
     
    Não é novidade pra nenhum osasquense que a cidade de Osasco, o segundo PIB do Estado e o sexto do país, é o município da Grande São Paulo e, certamente, do Estado, que tem uma das Prefeituras mais inadequadas para a pujança econômica da cidade e para um atendimento digno aos munícipes. E uma prefeitura bem estruturada não significa bem-estar apenas para servidores públicos. Apesar de muitos trabalharem em locais que poderiam ser considerados até insalubres, isso significa, principalmente, bem-estar e atenção com os municípes, pois é, no prédio da Prefeitura, que todos os moradores, ou mesmo pessoas de outras cidades, vão lá para tirar documentos e resolver questões públicas relacionadas ao município.
     
    Desde os anos 1970, que a Prefeitura de Osasco funciona num imóvel mais ou menos adaptado e todo remendado para abrigar o Gabinete do Prefeito e dezenas de Secretarias Municipais. Outros órgãos públicos funcionam em prédios alugados em diversos cantos da cidade, aumentando o gasto direto da Administração. Ao contrário de cidades como Diadema, São Bernardo do Campo, Piracicaba e Sorocaba, dentre outras, que há muitos anos já possuem um Paço Municipal vertical, centralizado todos os serviços públicos a facilitando a vida de seus munícipe.
     
    No máximo, ao longo desses anos, o atual Paço Municipal de Osasco passa por pequenas reformas e remendos para evitar até acidentes como forro caindo sobre a cabeça de funcionários, banheiros entupidos ou infiltração de água. Diferente, claro, de obras caras no Gabinete do Prefeito e salas anexas, até porque é nesse local, que o chefe do Executivo recebe visitas de empresários e de políticos de outras instâncias administrativas do país.
     
    Novo Paço Divulgação
    Pelo projeto, no Bairro Bonfim, seriam construídas a nova Prefeitura e a nova Câmara Municipal de Osasco
     
    Todo esse quadro degradante para Osasco parecia que iria ter fim com um belo e arrojado projeto para o novo Paço Municipal apresentado em 2014 pelo então prefeito Jorge Lapas, eleito pelo PT. Lançado com pompas, muitas fotos e vídeos, com a presença de empresários e políticos, o projeto previa a construção no degradado Bairro do Bonfim, ao lado de Presidente Altino e atrás da Estação da CPTM.
     
    Conforme o projeto, o Novo Paço Municipal contaria com dois prédios de 19 andares, teatro, estacionamentos, que abrigariam todas as secretarias municipais, além da nova sede da Câmara Municipal. Ou seja, uma Prefeitura à altura da importância da cidade, cujo projeto previa também a revitalização do bairro Bonfim e de toda área central da cidade.
     
    A nova Prefeitura começou a ser construída no local onde funcionava a antiga e história Cerâmica Hervy e no mesmo bairro, onde por mais de 40 anos, desde início de 1970, três prédios fantasmas formavam o "cartão postal" às avessas de Osasco. Eram três prédios residenciais que também eram irregulares para tristeza e desampotamento de centenas de famílias que invistiram todos seus recursos e jamais puderam morar no novo apartamento. Tudo foi demolido há poucos anos.
     
    E assim, como os prédios residenciais fantamas, o novo Paço Municipal também foi alicerçado em cima de irregularidades, conforme denunciou e alertou por diversas vezes o ex-vereador André Sacco Júnior (PSDB). Apesar de graves, as denúncias foram solenemente ignoradas pelo Executivo.
    Mesmo diante das denúncias, o ex-prefeito Jorge Lapas deu início às obras alimentando a esperança do povo de Osasco. Ledo engano. Acatando as denúncias do Ministério Público, a Justiça embargou as obras.
     
    No entanto, mesmo com as irregularidades cada vez tomando mais corpo no âmbito judicial, após as eleições municipais de 2016, quando Jorge Lapas enfrentou e perdeu para o então vereador, Rogério Lins (Podemos), numa das campanhas mais ferrenhas e baixas de Osasco, o novo prefeito prometeu que iria retormar as obras.
    E cumpriu a promessa no dia 19 de fevereiro de 2018, no aniversário de Osasco, quando os prefeitos costumam anunciar uma série de obras e refazer as promessas eleitoreiras. As obras foram retomadas, porém, a passos de tartaturuga.
     
    Inclusive, em fevereiro de 2018, Rogério Lins esteve no local, acompanhado de empresários e políticos, quando teceu elogios às obras irregulares iniciadas por Jorge Lapas. “Esse prédio unificará todos os serviços públicos e valorizará ainda mais a região central, tão importante para a cidade. A grande maioria da nossa população, seja os que trabalham ou vivem aqui, passa por esse acesso que liga à Rodovia Castello Branco”, disse, referindo-se à localização do empreendimento, na Avenida Fuad Auada, via de ligação com a rodovia Castello Branco.
     
    Projeto cancelado
     
    Essa promessa de Rogério Lins feita em fevereiro de 2018, foi bem diferente da realidade atual, com as obras paralisadas, e também com boatos de que a área iria a leilão. Se foi, não apareceu ninguém interessado. As irregularidades da obras tem como base a troca de terrenos públicos que a Prefeitura cederia para receber a obra concluída.
    Nesta segunda-feira, 26/10, Rogério Lins reuniu a imprensa local e regional, quando falou sobre outras obras e também e também sobre o cancelamento do novo Paço Municipal. As obras foram paralisadas com menos de 20% de construção.
     
    Segundo Lins afirmou, a obra foi paralisada por questões de divergências em torno dos custos ao município, inviabilizando a continuidade da parceria com a iniciativa privada. “Essa não foi uma iniciativa do nosso governo. A tratativa envolvia áreas nobres da Prefeitura em torno de um prédio somente na alvenaria.
    Quando a gente foi entender de fato o projeto… A Prefeitura iria ficar com toda a parte de acabamento, cabeamento. Teria que gastar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões em acabamento. Não vou dar área nobre da Prefeitura em troca de prédio sem acabamento”, explicou o prefeito de Osasco, conforme matéria publicada pelo Portal Visão Oeste.
     
    É bom ressaltar que os adversários de 2016, Jorge Lapas e Rogério Lins, agora, são aliados para as eleições de 2020
     
    Nova promessa
     
    Ainda na entrevista coletiva, Lins afirmou que pretende articular junto à iniciativa privada a construção de uma Universidade ou de um Hospital, sem contudo, dar detalhes da revitalização do Bairro Bonfim, conforme previa o projeto do Novo Paço Municipal. (O jornalista Renato Ferreira é editor do Portal Notícias & Opinião)

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