Terça, 01 Dezembro 2020 | Login
BREAKING NEWS
COISAS DE OSASCO: Obras só em épocas de eleição podem ser tiro no próprio pé

COISAS DE OSASCO: Obras só em épocas de eleição podem ser tiro no próprio pé Featured

 
 
São tantas obras públicas, como asfalto, em épocas de eleição, que se as eleições fossem realizadas todos os anos, as cidades brasileiras seriam as melhores do mundo.
 
 
É incrível como os políticos brasileiros apostam mesmo na memória curta do povo para mentir e enganar seus eleitores. Os prefeitos passam quatro sem fazer, praticamente, nada. Muitos, inclusive, só passam reclamando dos antecessores. Mas, quando chega o período eleitoral, é incrível o número de obras que eles encontram para fazer, na tentativa de enganar o povão e ficar mais quatro anos no poder.
 
São inaugurações que vão de pintura de vielas a instalação de semáforos, passando por reformas de escolas e posto de saúde. Mas, um tipo de obras que esse tipo de prefeito gosta mesmo de mostrar, mesmo a poucos dias das eleições, é asfalto novo ou recapeamento de ruas.
 
E esse tipo de administração com obras públicas por todo canto, pode ser observado na cidade de Osasco, administrada por Rogério Lins (Podemos). Só que além de atrapalhar o trânsito e a mobilidade urbana, uma vez que eles querem é mostrar serviço, no caso de asfalto, pelo que a gente ouve nas ruas, essas obras podem significar um tiro no próprio pé do administrador.
 
Ao lado de alguns elogios, o que se ouve mais são reclamações, porque os administradores para mostrar que estão "asfaltando" a cidade, escolhem uma ou duas ruas de um bairro, porém, esquecem as demais. Assim, se os moradores da rua asfaltada ficam contentes, o asfalto eleitoreiro acaba desapontando os moradores das ruas preteridas pelo prefeito.
 
Esgoto a céu aberto em Osasco
 
Outro problema que também persiste nas grandes cidades do país, como em Osasco, o segundo PIB do estado de São Paulo e o sexto do país, são os esgotos a céu aberto. Como são problemas da periferia, eles ficam apenas nas promessas de campanha. Apesar de ser uma das cidades mais ricas do país, Osasco está entre os piores municípios em termos de saneamento básico do Brasil, conforme estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil e divulgado em dezembro de 2019. (Renato Ferreira)
000

About Author

Related items

  • COISAS DE OSASCO: Lins foge de debate da UOL e é fustigado por adversários
     
    Na noite desta terça-feira, 10/11, o Portal UOL, em parceria com a OAB/Osasco e outras empresas de comunicação, realizou um debate com candidatos a Prefeito de Osasco, com a participação dos candidatos Dr. Lindoso (Republicanos), Emídio de Souza (PT), Dateninha (Solidariedade) e Simony dos Anjos (PSOL).
     
    O Prefeito Rogério Lins (Podemos) fugiu do debate e foi duramente criticado por todos os candidatos que disputam a Prefeitura de Osasco.
     
    Emídio enfatizou: "Prefeito que foge do debate, não tem nada pra mostrar ou tem muita coisa pra esconder".
     
    Já o Dr. Lindoso queria que o prefeito Lins estivesse presente para ele mesmo responder ao público, por que foi preso em 2016 pela Operação Caça-Fantasmas, esquema de corrupção que desviou R$ 21 milhões dos cofres públicos. (Renato Ferreira)
  • ELEIÇÕES 2020: PSDB e DEM: Dois partidos que se apequenam no Brasil e somem em Osasco
     
    Pela primeira vez em sua história, os tucanos não têm candidato a prefeito em Osasco, a principal cidade da região Oeste da Grande São Paulo.
     
     
    Por Renato Ferreira - 
     
    Hoje, vergonhosamente, o Brasil tem 33 partidos políticos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e outros que aguardam seus registros oficiais na Corte Suprema Eleitoral do país. E isso só emporcalha e enfraquece a Democracia brasileira, pois, a maioria absoluta desses partidos é formada por legendas de gaveta, são partidos de aluguel, que em nada engradecem a política nacional.
     
    E o mais lamentável de toda essa lambança de partidos, que vivem, exclusivamente, do dinheiro público, através dos bilionários Fundos Partidário e Eleitoral, é que, em vez dos partidos se fortalecerem enquanto agremiações representativas do eleitorado, cada vez mais, até mesmo as grandes legendas acabam caindo na vala comum das legendas de aluguel, partidos nanicos que só aparecem em épocas de eleição para se venderem e ceder horários gratuitos de TV e Rádio. Uma forma antiga e descarada de corrupção, travestida de democracia. É a famosa sopa de letrinhas que a cada eleição afasta mais os jovens do interesse em participar da vida política.
     
    Partidos políticos
     
    O exemplo mais claro dessa desmoralização partidária é o que acontece com o PSDB e o DEM, ex-legendas grandes, mas, que a cada ano vem se enfraquecendo. São legendas que, hoje, não são nem sombra do que já foram no passado.
     
    De Aureliano Chaves e Rodrigo Maia
     
    O DEM (ex-PFL), já teve em seu áureos tempos quadros, como os ex-vices-presidentes da República, Aureliano Chaves (MG) e Marco Maciel (PE), para falar apenas em dois grandes políticos que davam musculatura moral e partidária ao então PFL. Hoje, no entanto, o partido é presidido nacionalmente pelo ACM Neto, prefeito de Salvador, e tem como seus "grandes" representantes, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), e do Senado, David Alcolumbre (RR), que, certamente, serão lembrados pela História muito mais pelas suas lambanças no Congresso do que pelas suas contribuições ao processo democrático. Essas "novas lideranças" do DEM, já disseram, por exemplo, que podem até fazerem alianças com partidos de esquerda, como PT e PSOL para tirar Bolsonaro do poder.
     
    De Mário Covas a João Doria
     
    PSDB e DEM Doria e Maia
    João Doria e Rodrigo Maia, hoje, os novos comandantes, respectivamente, do PSDB e do DEM
     
    Já o PSDB, que surgiu do antigo MDB, teve em seus quadros excelentes políticos como os ex-governadores de São Paulo, Franco Montoro e Mário Covas, mas, foi engolido também pela corrupção, e acabou nas mãos de Aécio Neves e de João Doria. E foi a partir da entrada do atual governador paulista, Doria, que o PSDB começou a se desmanchar em nível nacional.
     
    Em São Paulo, os tucanos mais ligados a Geraldo Alckmin, não se entendem como os aliados de João Doria e a cada eleição, o partido se mostra mais dividido e fragilizado. E o exemplo maior pode se ver na eleição municipal das capitais, como São Paulo, uma histórica fortaleza tucana, mas, que em 2020, corre o risco de não eleger Bruno Covas, justamente, pela presença de João Doria.
     
    Sem prefeito em Osasco
     
    Outro exemplo da atual fragilidade dos eternos aliados DEM e PSDB, é o que se vê, atualmente, na eleição municipal de Osasco, a principal cidade da região Oeste da Grande São Paulo, onde o DEM se transformou num partidinho de aluguel, mesmo caminho seguido a passos largos pelos tucanos.
     
    Presidido no município pelo secretário da Fazenda, Pedro Sotero, que já vem de outras duas administrações de partidos diferentes, já faz tempo que o DEM de Osasco passa de mão em mão, de acordo com o chefe do Executivo. Hoje, o DEM de Osasco é apenas um partido de gaveta para fazer aumentar o número de candidatos a vereador que apoiam a reeleição do prefeito de plantão.
     
    Inclusive, nesta eleição de 2020, muitos candidatos a vereador, principalmente, aqueles que criticam a corrupção, fazem questão de esconder o nome do partido em suas propagandas eleitorais, justamente, para não expor sua legenda e também para não ligar suas candidaturas à do prefeito Rogério Lins (Podemos), que além de ter sido denunciado na Operação Caça-Fantasmas e ter sido preso antes de tomar posse, tem também o maior índice de rejeição junto ao eleitorado.
     
    Por outro lado, em 2020, será a primeira eleição municipal que o PSDB de Osasco não terá candidato próprio a Prefeito. Partido forte e unido desde a sua fundação, principalmente, sob a liderança do saudoso ex-prefeito, Celso Giglio, o PSDB de Osasco começou a se desfazer com a morte de Giglio e a mostrar desunião a partir da eleição municipal de 2016, quando elegeu três vereadores: Dr. Lindoso, De Paula e Didi.
     
    Apesar dos três vereadores eleitos, os tucanos se dividiram na Câmara Municipal. Tanto que não houve convergência para apoiar um nome forte para Prefeito. O que se mostrou mais forte, o vereador Dr. Lindoso, teve que deixar o partido e, hoje, concorre à prefeitura como candidato pelo Republicanos 10.
    Dividido, o PSDB osasquense sofreu intervenção estadual e acabou por oficializar apoio à reeleição de Rogério Lins. No início de outubro, o partido soltou uma nota, mas, sem nenhuma explicação oficial, que estaria deixando a aliança com o Podemos de Lins. Porém, oficiosamente, candidatos tucanos continuam apoiando o atual Prefeito em suas campanhas.
     
    Ou seja, sem candidaturas próprias, PSDB e DEM de Osasco se enfraquecem ainda mais nas eleições de 2020. E, se faz tempo que o DEM local se transformou num partido de gaveta, pelo lado dos tucanos, se não aparecer logo uma liderança forte que possa unir o partido como nos tempos de Celso Giglio, o PSDB de Osasco dificilmente voltará a ser uma legenda forte, que até há poucos anos era o mais ferrenho adversário do PT de João Paulo Cunha e de Emídio de Souza.
     
    É possível que essas novas lideranças políticas de Osasco, que possam aparecer para protagonizar com o PT, estejam em novas legendas como o Podemos e o Republicanos,
    este último liderado pelo vereador Dr. Lindoso, candidato a Prefeito em 2020 (O jornalista Renato Ferreira é editor do Portal Notícias & Opinião).
  • FORA DO BARCO: PSDB de Osasco abandona coligação de Rogério Lins
     
    Desunido desde as eleições de 2016, os tucanos osasquenses deixam a coligação "Osasco Cada Vez Mais Nossa", encabeçada pelo prefeito Rogério Lins, do Podemos.
     
     
    Nesta semana, o PSDB de Osasco anunciou sua saída da coligação de apoio à candidatura de reeleição do prefeito Rogério Lins (Podemos). O partido que passou por recente intervenção estadual, não soltou nota oficial sobre o assunto. Segundo informações oficiosas, o desligamento foi resultado de divergências internas.
     
    Desde a morte do saudoso Dr. Celso Giglio, ex-prefeito por dois mandatos, ex-deputado Federal e Estadual, os tucanos em Osasco vêm dando sinais de total desunião. Para se ter uma ideia, em 2020, é a primeira eleição em que a legenda participa do pleito sem candidatura própria para prefeito.
     
    Em 2016, o PSDB, ainda mostrou força ao eleger três vereadores: Dr. Lindoso, De Paula e Reginaldo Oliveira de Almeida (Didi). Porém, a eleição dos três vereadores não significou união do partido.
     
    Ao contrário, o partido se mostrava cada vez mais desunido, tanto em votações no Legislativo, como em diretrizes para futuras eleições, como nas eleições gerais de 2018, quando o partido rachou de vez, com algumas liderança apoiando o candidato do partido ao governo de São Paulo, João Doria, e outros declarando apoio ao seu adversário, Marcio França (PSDB), apoiado pelo prefeito Rogério Lins.
     
    Essa divisão, inclusive, causou intervenção do Diretório Estadual, e também a expulsão de alguns membros do Diretório Municipal, como José Carlos Vido, que sempre apoiou e participa até hoje do governo de Lins.
     
    Para as eleições municipais de 2020, os tucanos de Osasco se dividiram ainda mais. Os três vereadores chegaram a pleitear a legenda e quem se destacou mais foi o Dr. Lindoso. Só que ele perdeu apoio interno e acabou deixando o partido, candidatando-se pelo Republicanos.
     
    No período das convenções, o PSDB oficializou a aliança para apoiar a reeleição de Lins. Mas, segundo informações, a convenção foi esvaziada e não contou, por exemplo, com a presença de lideranças tucanas mais antigas da cidade, como os ex-vereadores André Sacco Junior, Sebastião Bognar e também do ex-prefeito e ex-presidente da legenda, Silas Bortolosso.
     
    E agora, novamente, os tucanos de Osasco recuam e decidem deixar a coligação do Podemos. Assim, os candidatos tucanos a vereador correrão por conta própria atrás de uma cadeira no Legislativo osasquense, sem apoiar, oficialmente, nenhum candidato a prefeito. (Renato Ferreira)

Leave a comment

Make sure you enter all the required information, indicated by an asterisk (*). HTML code is not allowed.