Sábado, 31 Julho 2021 | Login
BREAKING NEWS
OSASCO: MPSP firma acordo para Prefeitura resolver irregularidades em Policlínica

OSASCO: MPSP firma acordo para Prefeitura resolver irregularidades em Policlínica Featured

 
 
Promotor Gustavo Albano apurou falhas na Policlínica Zona Norte, que devem ser corrigidas no TAC.
 
 
Por Rodolfo Andrade -
 
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do promotor de Justiça, Gustavo Albano, da 8ª Promotoria do Patrimônio Público em Osasco, firmou, nesta segunda-feira 05/10, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Osasco para resolver irregularidades na Policlínica Leonil Crê Bortolosso (Policlínica Zona Norte), no jardim Piratininga. As falhas foram apontadas durante investigações através de um Inquérito Civil do órgão.
 
A promotoria contou com informações do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), que encaminharam laudos apontando falhas na unidade de saúde municipal.
Policlínica norte Osasco
 
"Com base nos laudos, o MPSP firmou um TAC com o município que obriga a melhorar a estrutura da Policlínica. Entre as obrigações está a contratação de mais cardiologistas e a implantação dos procedimentos cardiovasculares de cateterismo preventivo e terapêutico da rede municipal de saúde", explica o promotor Gustavo Albano.
 
As medidas a serem cumpridas, após homologação pelo Conselho do MPSP, pela Secretaria de Saúde variam de prazos imediatos de um mês, três meses, seis meses e 1 ano para cumprimento do TAC. (Jornalista Rodolfo Andrade)
000

About Author

Related items

  • COISAS DE OSASCO: Calçadão coberto será espaço de lazer ou um aquário na Antônio Agú?
     
     
    As constantes enchentes de verão no Centro de Osasco nos leva a uma pergunta: as obras de cobertura propostas pela Prefeitura evitarão os alagamentos no Calçadão como já acontece há vários anos? As fortes chuvas de hoje são um sinal de como pode ser o próximo verão.
     
     
    Por Renato Ferreira - 
     
    Sem dúvida que o projeto de revitalização e de cobertura do Calçadão da Antônio Agú, é uma obra que enche os olhos de todos que almejam mais um espaço comércio e de lazer na cidade. Mas, será que pela história de enchentes na cidade, inclusive, em toda a área central, incluindo o calçadão, essa cobertura significará mesmo que o novo calçadão, além do comércio, passe a ser mais um espaço de lazer coberto para os osasquenses? As últimas enchentes e alagamentos, como mostram as fotos, não garantem isso.
    A cobertura de calçadões, apesar de não ser novidade, não é vista em grandes centros urbanos do mundo. No Japão, por exemplo, que tem várias cidades com grandes populações, a maioria de suas ruas de comércio, conhecidas como “shotengai” não é coberta.
    Para se ter uma ideia, na megalópole Tóquio, entre as cinco mais famosas e mais visitadas por turistas, apenas uma "shotengai" tem cobertura. Todas as demais são ao ar livre.
    No Brasil, ainda sãos poucas as cidades que estão investindo em cobertura de seus calçadões, pois, além do alto custo, são obras que exigem, primeiramente, grandes obras de infraestrutura, como também custos em constantes manutenção de toda a sua estrutura.
    Em Americana
    Na cidade de Americana, interior de São Paulo, o calçadão do Centro da cidade foi revitalizado e deve ganhar oito novas áreas cobertas. Trata-se de um projeto mais simples. O investimento para as área cobertas fica e torno de R$ 56 mil, feito com recursos privados. A proposta foi desenhada gratuitamente pela arquiteta e urbanista Grazielle Castellanelli e prevê a construção de pelo menos oito locais de descanso, com estruturas metálicas e teto de policarbonato, que retém uma parte do calor. As coberturas, segundo a arquiteta, "se tornarão um espaço de convívio no Centro da cidade".
    Em Imperatriz
    Já na cidade de Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão, a a revitalização e cobertura do Calçação é um projeto bem mais arrojado e com um custo elevado. "É uma obra positiva tanto para os comerciantes, quanto para os clientes. A cobertura vai deixar o ambiente mais confortável”, disse a lojista Rosilene Mota.
    Porém para chegar até o telhado da cobertura, há a execução de um trabalho minucioso de reconstrução da toda a infraestrutura na área. Foram executados obras de fundação, das redes de água, de esgoto e de drenagem para o escoamento da água da chuva. A parte do piso central, toda em concreto armado e estrutura metálica.
    Em Imperatriz, as obras são de alto custo e executadas pelo Governo do Estado e conta com um orçamento de mais de R$ 3,4 milhões. Alguns moradores e especialistas em revitalização de áreas urbanas indagam: em época de recessão econômica, como a que o Brasil atravessa, será que cobertura de calçadão seria mesmo uma prioridade da administração pública, quando o povo necessita e pede melhorias em áreas como segurança e sáúde?
    Osasco e enchentes
     Alamento Av. Hirant Sanazar
    Alagamentos em Osasco em março de 2020
     
    Voltando ao caso de Osasco, como dissemos no início, há décadas, a cidade é conhecida nacionalmente pelo seu histórico de enchentes. E já faz alguns anos, que as enchentes de Osasco não se restringem mais apenas aos bairros da zona Norte, como no Rochdale, onde fica o famoso Braço Morto do Tietê. Hoje, as enchentes são constantes em toda a área central da cidade, principalmente nas ruas próximas ao Largo de Osasco e no Calçadão da Antônio Agú.
    Todas essas tragédias causadas pelas enchentes de Osasco são registradas e estão nos arquivos da imprensa local e da grande mídia do país. Todos os anos, durante o verão, esse filme se repete. As fortes chuvas desde as primeiras horas desta sexta-feira, 09/10, podem ser um sinal de como serão os temporais do verão 2020/21.
    Em março deste ano, por exemplo, a cidade voltou a sofrer com as fortes chuvas. Houve enchentes e alagamentos em ruas e avenidas da zona Sul, da zona Norte e da área central, como a avenida Maria Campos e outras ruas no entorno do Largo de Osasco. As águas invadiram residências e arrastaram carros. Os Córregos Bussocaba e João Alves transbordaram e suas águas causaram estragos em toda a região. Atualmente, se temporal for forte, os munícipes não conseguem nem se deslocar da zona Sul para a zona Norte.
    E essa falta de planejamento e de obras contra as enchentes no Centro de Osasco já vem de longe. Nos anos 1990, eu trabalhava na esquina da Antônio Agú com a Minas Bogasian, quando deixei meu filho ainda pequeno por pouco tempo numa loja de sapado do outro lado. A chuva veio repentinamente e em poucos minutos a rua virou um rio e o menino ficou isolado na loja. Já por volta de 2010, uma funcionária da Prefeitura perdeu o carro numa enchente estacionado numa rua próximo ao Paço Municipal.
    Área de lazer ou aquário?
     Calçadão de Osasco alagado
    Atualmente, é assim que fica o Calçadão de Osasco com as fortes chuvas de verão
     
    Em entrevista ao Diário da Região no dia 16 de setembro deste ano, o prefeito Rogério Lins afirmou que o projeto de cobertura contempla obras contra enchentes. “É óbvio que o projeto passa por obras de engrenagens de captação de águas pluviais. Esse é um ponto problemático no nosso município que está cada vez mais impermeabilizado", disse o prefeito.
    Mas, será que sem grandes obras de infraestrutura na região central, como a troca de galerias, o novo Calçadão coberto ficará livre dos alagamentos? Segundo especialistas em urbanização e revitalização urbana, não ficará.
    Até porque, a solução do problema das enchentes no Centro de Osasco, não depende apenas de obras no local. Ela depende do rebaixamento da calha do rio Tietê como foi realizado pelo governo do Estado em toda a extensão da Capital, obras que, praticamente, acabaram com as enchentges na marginal Tietê. Só que essas obras foram realizadas só até o Cebolão.
    Assim, como acontece durante todo o verão, as águas do córrego Bussocaba encontram um Tietê com calha rasa e acabam voltando e inundam a área central da cidade. E o fenômeno ocorre com todos os córregos de Osasco. O Tietê não dá vazão ao grande volume das as águas que voltam para os bairros e para o Centro da cidade.
    Sendo assim, durante a estiagem, o Calçadão de Osasco poderá, sim, significar uma área de lazer, principalmente, em época de frio e até de sol, mas, com as fortes chuvas de dezembro até março, para muitos, o novo Calçadão poderá se transformar num aquário gigante. Segundo a Prefeitura, as lojas do futuro Calçadão coberto deverão funcionar durante 24 horas. Mas, parece que a Cobertura do Calçadão de Osasco não agrada a 100% dos comerciantes e clientes. Alguns reclamam e criticam o projeto. (O jornalista Renato Ferreira é editor do Portal Notícias & Opinião)

158035 Responses Found

Leave a comment

Make sure you enter all the required information, indicated by an asterisk (*). HTML code is not allowed.