Quinta, 24 Agosto 2017 | Login

Temos que ter cautela a respeito da Operação Carne Fraca. Que há falcatrua com a carne brasileira, ninguém tem dúvida. Mas, estamos em ano pré eletoral e, infelizmente, no Brasil sempre há aqueles que apostam no quanto pior, melhor.

Por que só agora, depois de dois anos de investigação, com o povo comendo carne estragada, é deflagrada a Operação Carne Fraca?

Veja a opinião do jornalista Renato Ferreira.

Segunda, 28 Novembro 2016 00:00

Palmeiras é Campeão Brasileiro de 2016

A cores de São Paulo, hoje, são, verde e branco. Acabou o jojgo no Allianz Parque e o Palmeiras é Campeão Brasileiro de 2016 com uma rodada de antecedência. Depois de segurar esse grito por 22 anos, os palmeirenses tomam as ruas de São Paulo e do Brasil para comemorar mais um título nacional. E a taça de campeão veio como os torcedores queriam: com uma vitória. O Palmeiras venceu a Chapecoense por um a 1 a 0, perante um público de 41 mil torcedores no Allianz Parque.

A vitória de hoje, na 37ª rodada do Brasileirão levou a equipe do técnico Cuca aos 77 pontos na tabela, números que não poderão mais ser alcançados pelos Santos, que perdeu na rodada por 2 a 0 para o Flamengo, no Rio de Janeiro. Os únicos resultados que evitariam o título do Palmeiras neste domingo seriam a derrota do Verdão em casa e a vitória do Santos.
Mas, desde a manhã deste domingo, podia se perceber que os palmerenses já contavam com título hoje. Além dos 41 mil no Allianz Parque, outros milhares de torcedores invadiram as ruas da Pompéia, Perdizes e outros bairros próximos ao estádio do Palmeiras, onde faziam muita festa a cada gol surgido na Arena ou no Maracanã.
A festa dentro do Allianz Parque, ou fora dele, começou logo aos dois minutos, quando foi anunciado o gol do atacante Guerreiro do Flamengo contra o Santos. Esse resultado já garantiria o título ao Palmeiras até mesmo com uma improvável derrota diante do bom time da Chapecoense.
Porém, ser campeão com derrota ou empate em casa não fazia parte dos planos da nação alviverde. E o gol que selou a vitória e deu ainda mais brilho ao merecido título de campeão foi marcado pelo lateral-direito Fabiano. Aos 25 minutos de jogo, depois de uma cobrança de falta ensaiada, Fabiano pegou a sobra e com um belo toque encobriu o goleiro Danilo, para explosão e o grito da torcida. No final dos 90 mnutos, o placar do Allianz Parque mostrava a vitória de 1 a 0 e o título de campeão. (Renato Ferreira)

Críticos afirmam que o líder levou Cuba à ruína econômica; cidade norte-americana é reduto de dissidentes cubanos, que o classificam como "tirano"
Reprodução/Twitter
Enquanto alguns sorriem para as câmeras, outros dançam, choram de emoção e há ainda os que estouram garrafas de champanhe.
A morte do ex-presidente Fidel Castro, líder da revolução que fez milhares de cubanos fugirem do país desde 1959, foi comemorada na madrugada deste sábado (26) em Miami, cidade dos Estados Unidos que é reduto de dissidentes . As informações são da Globo News e da agência EFE de notícias.
Dezenas de cubanos se reuniram com bandeiras americanas e de seu país no restaurante Versailles. Em vídeos divulgados na internet, é possível perceber uma multidão nos arredores do local.
Enquanto alguns sorriem para as câmeras, outros dançam, choram de emoção e há ainda os que estouram garrafas de champagne.
Ramón Saúl Sánchez, líder da organização do exílio cubano Movimento Democracia, lamentou que a morte de um "tirano" - como definiu Fidel Castro - não signifique "a liberdade do povo de Cuba". "É a maior tristeza que tenho em meu coração", afirmou o ativista.

Críticos da direita afirmam que Fidel Castro levou Cuba à ruína econômica, negando liberdades básicas à população, levando mais de um milhão ao exílio, torturando e assassinando outros.
A notícia da morte de Fidel Castro foi dada por seu irmão Raúl Castro, atual presidente de Cuba, pouco antes da meia-noite, por isso muitos miamenses de origem cubana ainda não souberam.

Fidel Castro fez história na América Latina
O início da história de Fidel Castro na política deu-se em 1950, quando filiou-se ao Partido Comunista. Três anos depois, ao lado do irmão Raul Castro, Fidel liderou 150 homens em um ataque a um quartel em Santiago de Cuba. O plano acabou frustrado e o político foi capturado e condenado a 15 anos de prisão.
VEJA AINDA: Fidel Castro faz rara aparição pública em ato em Havana
Em 1955, Fidel criou o Movimento Revolucionário 26 de julho, mesmo ano em que uma anistia libertou ele e seu irmão. Também neste ano conheceu o líder argentino Ernesto "Che" Guevara, no México, e recrutou homens para dar início à guerrilha contra Fulgêncio Batista. 

No final de 1956, Fidel inicia a guerrilha, que derrotou Fulgêncio três anos mais tarde. Ainda em 1959 assumiu o poder. No ano seguinte, o líder nacionalizou empresas americanas, ao mesmo passo que os EUA proibiram exportações destinadas à Cuba, com exceção de remédio e comida.
Em 1961, os EUA rompem relações diplomáticas com o país e Fidel declara que Cuba é uma nação socialista.
Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2016-11-26/cubanos.html

Segunda, 28 Novembro 2016 00:00

Fidel Castro morre aos 90 anos

A 1h29 deste sábado, 26, (horário de Brasília), morreu o ex-ditador cubano, Fidel Castro. A notícia foi confirmada por Raul Castro, irmão de Fidel e atual presidente em um discurso na Television News Nacional. Na declaração, o presidente disse:

 

Querido povo de Cuba:

Com profunda dor que eu apareça para informar o nosso povo e os amigos da América e do mundo, dia 25 de novembro, às 10:29 durante a noite morreu o comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz. Em conformidade com a vontade expressa do camarada Fidel, seus restos mortais serão cremados. Nas primeiras horas da manhã de sábado 26, a comissão organizadora do funeral, o nosso povo fornecer informações detalhadas sobre a organização da homenagem póstuma que tributado o fundador da Revolução Cubana. Até à vitória, sempre!

O texto original:

Querido pueblo de Cuba:

Con profundo dolor comparezco para informarle a nuestro pueblo y a los amigos de América y del mundo, que hoy 25 de noviembre, a las 10:29 horas de la noche falleció el Comandante en Jefe de la Revolución Cubana Fidel Castro Ruz. En cumplimiento a la voluntad expresa del Compañero Fidel, sus restos serán cremados. En las primeras horas de mañana sábado 26, la comisión organizadora de los funerales, brindará a nuestro pueblo una información detallada sobre la organización del Homenaje póstumo que se le tributará al fundador de la Revolución Cubana. ¡Hasta la victoria siempre! 

Lenda da esquerda latino-americana

Fidel Castro tinha 90 anos. Uma de susas últimas aparições foi inclusive nas comemorações de seu aniversário em agosto em uma festa que reuniu cerca de 100 mil pessoas.

Lenda da esquerda latino-americana, Fidel Castro, morreu no fim da noite de sexta-feira, informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro.

Fidel foi o líder histórico da revolução cubana, que, mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobrevive como um dos últimos regimes comunistas do mundo.

Único nome ainda vivo dos grandes protagonistas da Guerra Fria, Fidel encarnou o símbolo do desafio a Washington: o guerrilheiro de barba e uniforme verde oliva, que fez uma revolução socialista, marxista-leninista, a apenas 150 km do litoral dos Estados Unidos.

 

A Revolução Cubana

Fidel governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006.

No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de "barbudos", derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta nas montanhas de Sierra Maestra. Este dia foi o começo de um pesadelo para Washington e uma era de polarização na América Latina.

Em seu comando, Cuba participou do momento mais quente da Guerra Fria, converteu-se em santuário da esquerda, inspiração e sustentação de grupos armados que enfrentaram regimes de direita e sangrentas ditaduras, na época financiadas pelos Estados Unidos em seu afã de frear o avanço do comunismo.

O PATRIARCA

Fidel dirigiu com pulso firme o destino dos cubanos, para uns um pai insubstituível, para outros com um orgulho messiânico. Em seu governo nasceram 70% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha.

Seus opositores o viam como implacável ditador que acabou com as liberdades, submeteu os cubanos a penúrias econômicas e não admitiu a decadência. Mais de 1,5 milhão de pessoas partiram para o exílio, principalmente para Miami, nos Estados Unidos.

Mas, para seus seguidores, ele sempre foi um paradigma da justiça social e da solidariedade para com o Terceiro Mundo, elevando Cuba à potência mundial no esporte, com os níveis de saúde e educação mais elevados da América Latina.

De personalidade excepcional, complexa e esmagadora, para ele nada passava indiferente. Opositores na ilha e no exílio, incluindo alguns "fidelistas", traçam um retrato contrastado: inteligente, ambicioso, audaz, voluntarioso, corajoso e autoritário.

O ETERNO GUERRILHEIRO

Fidel nasceu na oriental aldeia de Birán, no dia 13 de agosto de 1926, terceiro dos sete filhos do imigrante espanhol Angel Castro e da camponesa cubana Lina Ruz.

Fidel Castro foi educado e disciplinado desde pequeno por jesuítas, mas moldou sua rebeldia inata na Universidade de Havana, onde se graduou em direito em 1950.

Iniciou a revolução cubana aos 26 anos quando, com pouco mais de cem homens, tentou invadir, no dia 26 de julho de 1953, a segunda fortaleza militar da ilha, o quartel Moncada.

Sua famosa frase "A história me absolverá", dita quando foi julgado por essa ação, mostrou o quanto compreendia do poder destas palavras. Foi um dos maiores oradores dos últimos 50 anos, famoso por seus discursos absurdamente infinitos.

Ficou exilado no México e retornou com 81 homens, entre eles o argentino Ernesto Che Guevara e seu irmão, em um desastroso desembarque no dia 2 de dezembro de 1956 para iniciar a guerra que derrotou Batista.

Sua história e a da revolução se confundem numa só. Sobreviveu a uma invasão da Baía dos Porcos, em 1961, à crise dos mísseis em 1962 e à desintegração da União Soviética. Sustentou militarmente e economicamente a ilha por mais de três décadas.

Onze homens da Casa Branca tentaram asfixiar o governo comunista por meio de um embargo econômico, vigente desde 1962, considerado "criminoso" por Havana e, segundo os opositores de Fidel, utilizado por ele como justificativa para o desastre da economia.

De acordo com as forças de segurança cubana foram 638 complôs orquestrados contra Fidel Castro, principalmente pela CIA.

 
 
 

ENCANTADOR DE SERPENTES

Conspirador nato, teimoso e mestre na arte da estratégia, a emoção do risco foi o maior estímulo de sua vida. Em cada derrota via uma vitória disfarçada. Era um péssimo perdedor.

Praticou natação, basquetebol, beisebol, caça submarina e outros esportes. Disciplinado, em 1959 fumava em média uma caixa de charutos por dia, mas, no final de 1985 parou de fumar para combater o tabagismo em um país produtor de tabaco por excelência.

Homem de ação, leitor voraz dotado de uma memória invejável, conversador inveterado e inquieto, Fidel viveu em uma relativa austeridade.

Quando ficou doente em julho de 2006, manteve um regime de trabalho alucinante, ocupando-se do menor problema doméstico até o movimento mais calculado do xadrez político internacional. Contudo, um desmaio em 2001 e uma queda em 2004 acionaram os alarmes quanto à saúde do homem mitificado, acreditado como imortal por muitos cubanos.

Ergueu um intransponível muro entre sua vida pública e privada. São conhecidos oito filhos seus: seu primogênito 'Fidelito', do casamento com Mirta Díaz-Balart; Alina Fernández e Jorge Angel, de outras duas relações; Alejandro, Antonio, Alexis, Alex e Angel, com Delia Soto del Valle, sua parceira por décadas até sua morte.

Muitos amores passaram por sua vida, apesar disso se dizia tímido com as mulheres. Em um país engraçado, musical e sensual, era pouco dado a piadas e não sabia dançar.

Sempre foi um guerrilheiro, simbolizado por seu eterno traje verde oliva de Comandante-em-Chefe. "Jamais deixarei a política", disse uma vez. Mas, depois das crises de saúde, no crepúsculo de sua vida passou a se dedicar a leitura e escrita, auto-intitulando-se "soldado das ideias".

Na véspera da revolução disse aos seus companheiros: "Não viverei nem um dia a mais depois do dia de minha morte". (Conteúdo Estado de Minas - Portal UAI)

Sexta, 25 Novembro 2016 00:00

Governo oficializa saída de Geddel

O governo federal formalizou na tarde desta sexta-feira, a saída de Geddel Vieira Lima do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo. A exoneração, "a pedido", de Geddel está publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) divulgada nesta tarde.

 

Geddel entregou sua carta de demissão ao presidente Michel Temer nesta manhã. No documento, o ex-ministro disse que "avolumaram-se as críticas" contra ele, trazendo sofrimento a seus familiares e que decidiu ser "hora de sair". O ex-ministro escreveu ainda que fez uma "profunda reflexão" sobre o quadro e resolveu, por isso, pedir exoneração "do honroso cargo que com dedicação venho exercendo."

Até que o substituto de Geddel seja escolhido, a pasta ficará sob o comando da secretária executiva Ivani dos Santos, que é servidora da Câmara e foi durante muito tempo chefe de gabinete da liderança do PMDB.

A demissão de Geddel foi motivada pelas declarações do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, de que Geddel teria feito pressão para a liberação de um empreendimento em Salvador onde o ministro tem um apartamento. A crise se agravou ontem após a revelação do teor do depoimento que Calero fez à Polícia Federal, quando contou que o presidente Michel Temer interveio em favor dos interesses pessoais de Geddel, pedindo para que ele, Calero, resolvesse o impasse. (Conteúto Estado de Minas)

Outras informações publicadas hoje pela imprensa dão conta de o ex-ministro Marcelo Calero teria "gravado ilegamente" uma conversa com o presidente Michel Temer. Em reunião hoje em Brasília, a cúpula do PSDB afirmou que as declarações de Calero não podem paralisar o governo. Sogre a possível gravação ilegal com o presidente da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse que o ex-ministro da Cultura precisa também ser investigado. (Renato Ferreira)

Por Renato Ferreira
Quanto maior o grau de corrupção de um país, maior é o índice de pobreza de seu povo. Os corruptos são, por excelência, políticos enganadores e mentirosos. E, sobretudo, são especialistas na arte de manipular e explorar pobres e analfabetos com esmolas governamentais.
Engana-se quem pensa que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi o fim do combate à corrupção no Brasil. Aquela votação no Senado, além da lambança promovida pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) e pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, que rasgaram a Constituição Federal, ao preservarem os direitos políticos da presidente cassada, não significa que a corrupção acabou ou que a sociedade esqueceu que o país vive um de seus piores momentos, justamente, por causa da corrupção que impera em todos os níveis da administração pública do país.
Os milhões de brasileiros que saíram às ruas vestindo as cores do Brasil e pedindo punição aos corruptos, não podem se acomodar só porque uma presidente foi cassada. Até porque a corrupção não começou com o PT, que ficou 13 anos no poder e deixou o país nesse caos econômico e social, e nem vai acabar só porque o "Partido dos Trabalhadores" deixou o poder central.
A corrupção já vem acabando com o país há décadas e os epsódios do mensalão e do petrolão, são apenas as provas de que a corrupão entre políticos e empresários safados não tem ideologoa e nem cores partidárias. E o que estamos vendo, agora, com a posse de Michel Temer (PMDB), é que os corruptos tentam a todo custo colocar freios na operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, que já fez, em dois anos, muito mais do que todas as investigações contra a corrupção impetradas ao longo da história do Brasil.
Imagem do Brasil
Hoje, no exterior, a Lava Jato é comentada até mesmo por pessoas simples nas ruas, como em Portugal e na Espanha, onde estivemos entre os dias 3 e 14 de novembro. Ao mesmo tempo, os estrangeiros são céticos quanto aos resultados das investigações, justamente, pela história de impunidade que também impera no Brasil. E as estatísticas mostram que quanto maior é o grau de corrupção de um país, maior é o indice de pobresa e miséria do seu povo. E, infelizmente, isso fica evidente a cada ano no nosso querido Brasil.
Mas, felizmente, estamos vendo que a Lava Jato marca um novo patamar para as investigações sérias contra os corruptos no Brasil. Esse novo momento de conscientização do brasileiro comum começou quando o mensalão veio à tona. O primeiro grande nome do governo indiciado e condenado foi o ex-todo poderoso homem do PT, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do Lula.
Agora, no Petrolão, onde também Dirceu foi indiciado, provando a ligação dos dois esquemas de corrupção do governo Federal, outros políticos de renome, como Antônio Palloci, e empresários donos das maiores empreiteiras do país, foram também para trás das grades.
Só que a sociedade tem que continuar atenta, pois, o combate à corrupção tem que ser permanente. E no Brasil, enquanto persistir esse alto grau de corrupção, prisões como as dos ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, tem também que virar rotina, até que todos os corruptos sejam punidos e devolvam tudo que roubaram da sociedade. Por isso, temos que continuar atentos e cobrando até que o Brasil seja devolvido aos brasileiros.
(Renato Ferreira)

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que preside a fase final do impeachment, acaba de reabrir a sessão do Senado, nesta segunda-feira (29/08), ocasião em que a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), falará ao Senado para se defender das acusações de ter cometido crime de responsabilidade em 2015. Ela responde ao processo de impeachment, sob a alegação de ter editado em 2015 decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias.
Na última semana, o Senado ouviu os depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação na quinta (25), sexta (26) e sábado (27). Dilma começa a falar às 9h. Inicialmente, terá 30 minutos para a apresentação, mas esse tempo poderá ser prorrogado por mais 30 minutos. A critério do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda o julgamento do impeachment, a presidenta afastada poderá ter mais tempo na fase inicial.Depois da fala de Dilma, terão início os questionamentos dos senadores. Cada parlamentar terá até cinco minutos para fazer perguntas. O tempo de resposta de Dilma é livre e não será permitida réplica e tréplica. Dilma também poderá deixar de responder às indagações dos parlamentares.  Mais da metade dos 81 senadores já se inscreveram para questionar Dilma Rousseff.
O depoimento de Dilma será acompanhado no plenário por cerca de 30 convidados dela. Entre eles estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT, Rui Falcão, do PDT, Carlos Lupi, vários ex-ministros do governo, além de assessores e outras pessoas próximas. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), colocou à disposição da acusação de Dilma o mesmo número de cadeiras que disponibilizou para a petista.
A expectativa é de que a o depoimento dure todo o dia e se estenda até parte da noite. Os senadores que apoiam o impeachment garantem que não haverá enfrentamentos, mas que irão fazer todos os questionamentos. Eles entendem que o comparecimento da presidenta afastada ao plenário não mudará os votos dos senadores.
Os parlamentares contrários ao impeachment, no entanto, acreditam que a fala dela vai mudar votos. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) disse que os aliados de Dilma estão depositando todas as esperanças no depoimento. “Acho que vai ser um dia em que o Brasil vai parar. Acho que a presidenta pode mostrar ao país que está sendo vítima de uma injustiça e que não há crime de responsabilidade. Acho que é um dia que pode virar o jogo”, afirmou. (Renato Ferreira com informações da Agência Brasil)

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no inquérito que investiga o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. Três investigações na Operação Lava-Jato envolvem o petista.

Lula foi indiciado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A ex-primeira-dama Marisa Letícia e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto também estão no documento da PF. Dona Marisa foi indiciada por corrupção e lavagem. 

A conclusão do delegado Márcio Adriano Anselmo é que o casal “foi beneficiário de vantagens ilícitas, por parte da OAS, em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões referentes as obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris, bem como no custeio de armazenamento de bens do casal”.
A apuração do inquérito teve como ponto central reforma realizada no tríplex, construído pela Bancoop (cooperativa habitacional do sindicato dos bancários), que teve como presidente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015.

O imóvel foi adquirido pela OAS e recebeu benfeitorias da empreiteira, acusada de corrupção na Petrobrás. O ex-presidente seria o verdadeiro dono do tríplex- a defesa do petista nega taxativamente.

É o primeiro indiciamento formal contra Lula, nas apurações da Lava Jato em Curitiba. A conclusão do inquérito da PF, com o indiciamento dos investigados, antecede a denúncia criminal a ser apresentada pelo Ministério Público Federal ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos do caso em primeira instância.

Os procuradores pediram 90 dias para oferecer denúncia no caso. Lula foi alvo de condução coercitiva, no dia 4 de março, quando foi deflagrada a 24ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Aletheia. Na ocasião ele negou conhecer o engenheiro da OAS Paulo Gordilho, que teria participado da reforma da cozinha do tríplex e de outra propriedade que investigadores atribuem a Lula, o sítio de Atibaia (SP). Investigações.

Outro inquérito, em fase final, investiga a compra e reformas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo. O imóvel, para a Lava Jato, pertence a Lula e recebeu obras da OAS e da Odebrecht. O terceiro inquérito da PF vasculha pagamentos e doações à LILS Palestras e Eventos e ao Instituto Lula. A PF suspeita que a LILS e o Instituto receberam valores de empreiteiras contratadas durante os dois mandatos de Lula (2003/2010). (Conteúdo do site Uai - Estado de Minas)

Segunda, 28 Novembro 2016 00:00

Senado cassa o mandato de Delcidio do Amaral

Nesta terça-feira (10/05), um dia antes de decidir o destino da presidente Dilma Rousseff, o plenário do Senado cassou o mandato do senador Delcídio do Amaral, ex-PT (sem partido-MS). O placar da votação foi de 74 votos a favor, nenhum contra e 1 abstenção.
 
Ontem, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça, Delcídio do Amaral pediu desculpas pelo constrangimento causado.numa última tentativa de convencer os seus pares e se livrar da cassação.
 
Mas, não conseguiu êxito. Mais tarde, em reunião extraordinária da CCJ, os senadores aprovaram o parecer do relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) pela continuidade do processo de cassação.
 
O pedido de cassação de Delcídio por quebra de decoro parlamentar foi feito após o senador ter sido preso, em novembro do ano passado, por obstrução da Justiça no âmbito da Operação Lava Jato.
 
O senador do Mato Grosso do Sul, que exercia função de líder do Governo Dilma, foi flagrado tentando atrapalhar as investigações em conversa com o filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, oferecendo propina pelo seu silêncio.
 
Ao fazer sua defesa na CCJ, além de pedir desculpas, Delcídio disse que não agiu em defesa própria. “Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior. Estou sendo acusado de quê? De obstrução da Justiça”, disse.
 
“E obstrução da Justiça quando eu, como líder do governo, inadvertidamente, volto a repetir, peço desculpas, errei, mas agi a mando”, afirmou. Delcídio disse que a tentativa de atrapalhar as investigações foi feita a pedido do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. (Informações da Isto É)
 

Conforme matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo on line, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou  nesta segunda-feira (09/05), decisão para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional.

Conforme a matéria, ainda não há detalhes completos sobre a decisão Maranhão, que será publicada na edição do Diário da Câmara desta terça (10).

A Folha apurou, no entanto, que o motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade –tratando da questão da Lava Jato e não só das supostas irregularidades orçamentárias.

Waldir Maranhão é aliado do governador Flávio Dino (PC do B-MA), um dos principais correligionários de Dilma. Na votação do pedito de impeachment na Câmara, Maranhão que é também aliado do presidente afastado, Eduardo Cunha, já havia surpreendido o meio político, quando disse que "continu sendo o seu aliado, mas, voto contra o impeachment". (Renato Ferreira com informações do UOL)

Oposição reage

A oposição já reagiu com veemência à decisão do presidente interino da Câmara. Para alguns membros da oposição, Maranhão quer apenas melar o processo do impeachment que para eles, já é matéira vencida. O processo já terminou sua tramitação na Câmara, quando a Casa analisou, votou e aprovou o pedido de impeachment, enviando o processo para o Senado, que também já analisou e aprovou o pedido numa comissão especial.

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