Domingo, 05 Abril 2020 | Login
O que será que esses russos procuram, sem se identificar, na costa brasileira?
A Marinha brasileira monitorou durante uma semana um navio russo de pesquisa e inteligência suspeito de espionagem na Europa e nos Estados Unidos.
O sinal de alerta foi aceso no último dia 10, quando o Centro Integrado de Segurança Marítima do Rio de Janeiro detectou o Yantar, uma embarcação de tecnologia avançada de sensores, dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil. Logo após um primeiro contato, o navio sumiu do monitoramento, levantando a hipótese de que o equipamento AIS, que permite a sua localização, tenha sido desligado.
Uma operação de patrulha do navio foi imediatamente desencadeada. No fim da tarde do domingo, 16/01, um helicóptero da Marinha e um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) localizaram a embarcação a 50 milhas (80 quilômetros) das praias do Rio.
Numa primeira abordagem, a tripulação russa não atendeu às chamadas. Depois, deu resposta evasiva à pergunta sobre o trabalho que realizava. O barco, nesse momento, já estava próximo do litoral carioca, numa área de cabos submarinos de internet, atracando na noite do dia 18 no porto do Rio, onde deve ficar até o fim de semana.
Um militar que preferiu não se identificar disse que a navegação do Yantar pela costa brasileira não era ilegal, mas seu “desaparecimento” por seis dias foi considerado estranho. O que mais intrigou as autoridades náuticas foi o fato de a embarcação, que vinha do Uruguai, “reaparecer” perto dos cabos submarinos de comunicação que ligam o Brasil a outros países, após ficar por quase uma semana com o seu aparelho identificador desligado.
A embaixada da Rússia no Brasil não se manifestou sobre a presença do Yantar em águas brasileiras. A Marinha brasileira, por sua vez, informou que “não levanta suspeitas”. Disse ainda que, na condição de responsável pelo controle do tráfego marítimo, adota procedimentos previstos em normas internacionais de navegação a serem cumpridas pelas autoridades marítimas.
Com sensores de alta tecnologia para rastrear o fundo do mar, o navio oceanográfico Yantar, há cinco anos em atividade, sempre esteve na mira de governos. Desde seu lançamento, a Rússia costuma repetir que o navio de 5.700 toneladas e 108 metros atua em pesquisas científicas e em ajuda a outros países.
Entre dezembro de 2017 e abril de 2018, o Yantar atuou nas buscas do submarino ARA San Juan, que desapareceu na costa argentina. Depois, em junho, ao passar pelo Canal da Mancha, a embarcação foi escoltada de forma preventiva pela Força Aérea do Reino Unido e tratada como um “navio espião” pela imprensa londrina.
Em novembro de 2019, causou suspeita por desligar o radar no mar do Caribe e na costa dos EUA. Autoridades americanas levantaram a suspeita de que os pequenos submarinos transportados pelo Yantar operam especialmente no rastreamento de áreas de cabos submarinos. (Fonte:Jovem Pan e Estadão)
Published in Política
Na China já foram contabilizados 7,7 mil casos e 170 óbitos. No Brasil, o Ministério da Saúde considera 9 casos suspeitos.
Infelizmente, aconteceu o que todos já esperavam. O coronavírus já é considerado caso de emergência mundial. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira, 30/01, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou estado de emergência global em razão da disseminação do coronavírus.
A entidade fez o anúncio à imprensa em sua sede, em Genebra, na Suiça, após uma reunião com especialistas. Até o momento, foram contabilizados 7,7 mil casos e 170 mortes na China, principal local de multiplicação do vírus. Em outros 19 países, já foram registrados 98 casos. No Brasil, o Ministério da Saúde investiga nove casos suspeitos. De acordo com a entidade, os casos abrangem pessoas que viajaram para Wuhan, foco do surto, ou que tiveram contato com pessoas com histórico de passagem pela cidade.
Os representantes da OMS, contudo, negaram que o anúncio signifique uma manifestação de desconfiança com a China. “A China está tendo um novo patamar para este surto. Meu respeito e agradecimento para os profissionais de saúde que, no meio do Festival de Primavera, estão trabalhando por 24 horas, durante sete dias por semana, para salvar vidas e colocar o surto em controle”, afirmou o diretor da organização, Tedros Adhanom.
A OMS afirmou que não há necessidade de medidas para evitar viagens ou comércio internacional com a China. Além disso, apresentou um conjunto de recomendações, como apoio a países com sistemas de saúde mais precários, combate a rumores e desinformação, desenvolvimento de recursos para identificar, isolar e cuidar dos casos, além do compartilhamento de dados e conhecimento sobre o vírus.
“Países devem trabalhar juntos no espírito de solidariedade e cooperação. Estamos nessa juntos e só podemos parar juntos. Este é o tempo de fatos, não medo, para ciência, não rumores, para solidariedade, não estigma”, destacou Adhanom.
Histórico
Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.
A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da OMS na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.
Entenda o que é Emergência global
Uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, na sigla em inglês) é uma declaração formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “um evento extraordinário que pode constituir um risco de saúde pública a outros países por meio da disseminação, e que requer uma resposta internacional coordenada”.
Segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), do qual o Brasil é signatário, os países que fazem parte do grupo devem atender prontamente às recomendações e práticas publicadas pelo documento de emergência, e os governos e autoridades responsáveis devem organizar e colocar em prática planos de ação para conter a ameaça sanitária.
De acordo com o RSI, as declarações são temporárias e devem ser reavaliadas a cada três meses. De acordo com o diretor-geral da OMS, o coronavírus (2019-nCoV) atende aos critérios da declaração de emergência. Essa é a sexta vez em que o recurso é usado. A declaração de emergência havia sido emitida no surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars), em 2002/2003; na pandemia de 2009 de H1N1 (também chamada de febre suína); na declaração de emergência de poliomielite, em 2014; na epidemia de ebola na África Ocidental, também em 2014; no surto de microcefalia em decorrência vírus Zika, cujo principal foco de infestação foi o Brasil, em 2015/2016, e na epidemia de ebola em Kivu, no Congo, em 2019. Das vezes em que foi instituída, apenas a declaração de emergência sobre a epidemia de Kivu continua ativa.
Novo regulamento
O Diário Oficial da União publicou hoje (30), em edição extraordinária, a promulgação do novo texto do Regulamento Sanitário Internacional - o tratado que define as regras, normas e ações que devem ser tomadas por países signatários em casos de saúde pública que apesentem riscos à comunidade internacional -. O novo texto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, e acolhe revisões feitas no documento de 2005. O texto da resolução revisada pode ser lido pelo site da Imprensa Nacional. (Fonte: Agência Brasil)
Published in Política
"Eduquem seus filhos, não permitam que séries, blogs, digam aos seus filhos como agir ou pensar", alerta a psicóloga Marisa Lobo.
 
Após a decisão da prefeitura do Rio de Janeiro de mandar recolher gibis infantis com temáticas LGBTs, expostos para venda na Bienal do Livro, no início de setembro, o Youtuber Filipe Neto, que possui milhões de seguidores nas redes sociais, chamou atenção ao anunciar a compra de 14 mil exemplares do material para a distribuição gratuita na feira.
Com o anúncio, Felipe Neto se tornou alvo de críticas não apenas de autoridades políticas, mas também de pais, mães e profissionais de saúde, como a psicóloga, escritora e palestrante Marisa Lobo, que viram nele uma figura com o potencial de influenciar negativamente crianças e adolescentes.
"Como Psicóloga recomendei em um evento para 1.000 mulheres em São Luis do Maranhão (Ad.Tirirical) para os pais monitorarem os canais e conteúdos de youtube e não permitirem que seus filhos assistam principalmente FelipeNeto", escreveu Marisa Lobo em suas redes sociais.
Marisa Lobo viaja o Brasil inteiro dando palestras sobre temas relacionados à família, educação, sexualidade e suicídio. Ela afirmou que fará o mesmo alerta nos eventos seguintes. "Além desse evento onde palestrei sobre Sexualidade, em outro evento de família a orientação foi a mesma", contou a psicóloga.
"Desde que soube da influência que esse blogueiro exerce sobre as crianças, há 2 anos, resolvi assistir e confesso, fiquei indignada e preocupada com as temáticas e narrativas do blogueiro, desde então, em todas minhas agendas tenho recomentado aos pais e alertado aos jovens para abolir de suas lista Felipe Neto, por considerá-lo uma péssima influência", destacou Marisa.
Segundo a psicóloga, Felipe Neto "ensina crianças falarem palavrão, desrespeitar os pais na tentativa de promover claramente os movimentos lgbtts, erotizando e por vezes desconstruindo a moral, as tradições das crianças". Marisa Lobo não está sozinha em sua opinião.
Nos últimos dias, a hastag #PaisContraFelipeNeto ficou no topo das mais citadas no Twitter. Em uma matéria publicada pelo portal R7, assinada pela jornalista internacional Patrícia Lages, ela destaca que Felipe Neto "grita, xinga, fala palavrões como vírgulas, incita o bullying e, além disso, revira os olhos e ataca quem pensa diferente dele".
"Não satisfeito com isso, costumeiramente Felipe Neto dita as regras do que seus seguidores devem fazer, com a autoridade de quem sabe que tem controle sobre eles", destaca Lages. "Há um vídeo em que ele orienta seus seguidores menores de idade a criarem uma conta falsa no YouTube para poderem assistir conteúdos para maiores de 18 anos", acrescenta.
Marisa Lobo, por sua vez, ressalta que "alguns pais estão acordando, e alertando para os perigos que essas influencias causam em seus filhos", observando que "o poder de manipulação desse rapaz é impressionante e pode sim, subverter a identidade, valores de seus filhos, gerando intermináveis conflitos".
Por fim, Marisa conclui que a educação dos filhos é dever dos pais. "Eduquem seus filhos, não permitam que séries, blogs, digam aos seus filhos como agir ou pensar. Cabe aos pais este papel", finaliza a psicóloga. (Fonte: Opinião Crítica)
Published in Geral

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.