Depois do mensalão, do petrolão e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mais uma bomba política abala as estruturas governamentais do Brasil. Desde o fim da tarde desta quarta-feira (17/05), o Brasil está parado e estarrecido com as delações dos donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, que atingiram de morte o governo do presidente Michel Temer (PMDB) e a carreira pública do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB.

Os irmãos milionários, proprietários da maior processadora de carne do mundo e também de outras empresas, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer,  dando aval na compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As primeiras informações sobre a denúncia-bomba e que depois tomaram conta do noticiário nacional e internacional, foram publicadas pelo colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim.

Segundo a publicação de O Globo, o empresário Joesley entregou uma gravação feita em 7 de março deste ano em que Michel Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Rocha Loures já ocupou o cargo de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente, e assessor especial da presidência após o impeachment de Dilma Rousseff.

Conforme a reportagem,o dono da JBS teria marcado  um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou o que precisava no Cade. Pelo serviço, segundo 'O Globo', Joesley ofereceu propina de 5% e Rocha Lores aceitou.

As negociações sobre o pagamento dessas propinas teriam continuado em outra reunião, com a presenca  Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS. Nessa reunião, ficou combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, R$ 480 milhões ao longo de duas décadas. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em outra gravação, também realizada no mês de março, o empresário diz a Temer que estava pagando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que eles permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz: "tem que manter isso, viu?"

Também em gravação feita por Joesley Batista, o senador Aécio Neves (MG) é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o senador tucano justifica o pedido afirmando que precisava do dinheiro para pagar sua defesa na Lava Jato.

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, ex-diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.

Esse pagamento foi feito em quatro parcelas de R$ 500,00 e quem e quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor da JBS, Ricardo Saud.  Policiais federais rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

Aécio é afastado

Nesta quinta-feira, o STF, por meio do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, afastou Aécio Neves de suas funções no Senado. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot solicitou a prisão do senador mineiro, mas, ela não foi aceita ainda por Edson Fachin. Foram realizadas buscas e apreensões no gabinete do senador e em todos os imóveis de sua propriedade em Brasília, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Também hoje, a Polícia Federal prendeu o primo de Aécio e a sua irmã Andrea Neves. Aécio Neves foi tmbém afastado pela cúpula tucana da presidência do PSDB. Ele foi substituído pelo deputado Federal Carlos Sampaio (SP).

Bomba no Palácio

Com relação às denúncias contra o presidente Michel Temer, que está há um no Palácio do Planalto, depois de uma noite agitada e com reuniões intermináveis, o presidente correi, agora, o risco de perder totalmente o apoio do Congresso nas votações de reformas do Executivo, como a Trabalhista e da Previdência. O PPS já se manifestou no sentido de entregar todos os cargos que tem no governo. Aliados como o senador Caiado (DEM-GO) já se manifestaram afirmando que a melhor saída para o país seria a renúncia imediata de Michel Temer. 

Petistas envolvidos

Na mesma delação, o dono da Friboy envolve também dois ex-ministros dos governos petistas: Atonio Palocci e Guido Mantega. Sobre Palocci, o empresário diz que ele já foi contratado como consultor da JBS e que a empresa fez doações de caixa-dois ao PT a pedido de Palocci, conhecido como "Italiano" nas investigações da Lava Jato.

Com relação a Mantega, Joesley Batista diz que o ex-ministro era o seu canal para pagamentos às lideranças petistas.

Todos negam

Como sempre todos os envolvidos na Lava Jato negam as ausações. Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência afirma que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar". 

Também em nota, Aécio Neves se declarou "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

A JBS e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não vão se pronunciar. 

O deputado Rodrigo Rocha Loures estava em Nova York e, segundo sua assessoria, ele só irá se pronunciar quando voltar ao Brasil. A sua volta está programada para esta quinta-feira. (Renato Ferreira com Agências)

https://s01.video.glbimg.com/x720/5876972.jpg");">

 

A partir de agora, quem for flagrado urinando nas vias públicas da capital paulista vai ter que arcar com uma multa de R$ 500. É o que diz o Projeto de Lei 24/2017 sancionado na manhã desta terça-feira (16/05) pelo prefeito em exercício em São Paulo, vereador Milton Leite. A prefeitura terá agora 90 dias para regulamentar a lei e definir a aplicação.

De autoria do vereador Caio Miranda (PSB), a ideia é que a lei “promova um convívio sustentável durante grandes eventos, como o carnaval de rua, a Virada Cultural, a parada LGBT e a entrada e saída de jogos de futebol”.

“Quando vier a regulamentação, a pessoa pode tirar uma foto ou chamar um oficial. Se pessoa se negar a dar o CPF, registra-se o boletim e na delegacia a pessoa é obrigada a dar o documento e vai ser multado”, afirma o vereador. De acordo com o projeto de lei, o montante arrecadado com as multas será direcionado ao Fundo Municipal de Limpeza Urbana.

Para o vereador, a lei vai ao encontro do programa municipal de ampliação de banheiros públicos, que será lançado pela prefeitura. “Propus a lei com foco nos grandes eventos e calhou de estar alinhada a um programa de banheiros públicos novos que o prefeito vai lançar em agosto. Embora não seja uma desculpa a falta de banheiros públicos porque as mulheres, em geral, não urinam na rua”, disse. 

O vereador disse que espera que moradores de rua não sejam afetados pela lei e disse que espera "bom senso" por parte dos fiscais. “Os moradores de rua são um problema social grave que não se vai atacar com multa, são pessoas vulneráveis que precisam de um trabalho social urgente, de acolhimento", disse. Segundo o vereador, o objetivo da proposta não é "misturar as situações" entre a questão social das pessoas em situação de rua e "pessoas que bebem e têm preguiça de ir ao banheiro"

 “Se o fiscal quiser chegar no morador em situação de rua, advertí-lo e aplicar uma multa, a lei permite. Só que não é inteligente, a nossa inteligência tem que ser em construir uma consciência coletiva tolerável”, afirmou. (Agência Brasil)

 

Opinião: Renato Ferreira

Todos as cidades brasileiras deveriam implantar essa lei contra os mijões em vias públicas.

 

Na manhã desta segunda-feira (15/05), a Prefeitura de Osasco, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e Educação, abriu a 15ª Semana Nacional de Museus, uma temporada cultural que acontece todos os anos em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio). Essa ação é promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e desenvolvida pelos museus brasileiros. Neste ano, mais de mil museus de todo o país oferecerão ao público 3000 atividades especiais, como visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes e apresentações artísticas.

O Ecomuseu de Osasco, mantido pela Secretaria de Meio Ambiente, participa desta edição com o tema “Museus e Histórias - Controversas: dizer o indizível em Museus”, definido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom).

As atividades, desenvolvidas durante a semana no NEA (Núcleo de Educação Ambiental) “Padre Angelo Mazzarotto”, têm o objetivo de proporcionar interação dos participantes com o meio, sensibilizando quanto à importância de respeitar e estreitar relações com todos os seres vivos. Através de ações educativas, o Ecomuseu promoverá monitoria guiada,  exposição de fotos de Sebastião Salgado e performance artística com Rosi Cheque e Isa Ferreira que apresentarão música e dança.

 Semana Museus 2 reduzida

O primeiro dia da Semana de Museus contou com a visita dos alunos da 3ª série da EMEF “Benedicto Weschenfelder”, do Jardim Piratininga, que trataram do tema Água e suas controversas regionais no Brasil. No auditório do Ecomuseu, os alunos cantaram a música Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Os alunos e professores foram recepcionados pela Coordenadora do NEA, Siozeni De Ângelo Lopes, que falou sobre a Semana de Museus e sua importância no papel nessa conscientização da humanidade através da História.

O Ecomuseu de Osasco fica no interior do Núcleo de Educação Ambiental, no Parque Ecológico Dionísio Álvares Mateos, conhecido também como Parque Jardim das Flores. O endereço é Rua Georgina, 64, no Jardim das Flores.

As atividades ocorrerão pela manhã e à tarde, com início às 9h e 14h. A entrada é gratuita. (SECOM/PMO - Fotos: Ivan Cruz)

Decisão do ex-ministro de Lula e Dilma aumenta o clima de preocupação dentro do Partido dos Trabalhadores.

O ex-ministro Antonio Palocci decidiu negociar um acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato. No fim da tarde desta sexta-feira (12), o seu advogado de defesa, o criminalista José Roberto Batochio, protocolou uma petição na qual informa o seu afastamento do caso.  

O ex-ministro recontratou os advogados de Curitiba Adriano Bretas e Tracy Reinaldeti, que ficaram responsáveis por fazer as negociações da delação. Réu em dois processos na cidade, Antonio Palocci  já havia sinalizado sua intenção de fazer um acordo de delação  durante seu depoimento ao juiz federal Sérgio Moro .

Segundo as investigações feitas pela Polícia Federal, a Odebrecht tinha uma “verdadeira conta-corrente de propina” com o PT. Para os investigadores, a conta era gerida pelo ex-ministro e os pagamentos a ele eram feitos por meio do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira – responsável pelo pagamento de propina a políticos – em troca de benefícios indevidos no governo federal.

Delações citam o ex-ministro

empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou , em seu depoimento de delação premiada ao juiz Sérgio Moro, que políticos ligados ao PT tinham à disposição da empresa uma espécie de conta de crédito na qual solicitavam recursos para bancar campanhas eleitorais. Ele cita o repasse de R$ 35 milhões e, depois, de R$ 40 milhões – acrescentando que era comum o pagamento a políticos em caixa dois na empreiteira. Odebrecht afirmou que tratava dos repasses com o ex-ministro Palocci e que determinadas quantias chegaram ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Já Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, contou em depoimento ao juiz Moro que Lula teria encarregado o ex-ministro em 2012 para tratar da propina em contratos com estaleiros que iriam construir sondas para a exploração do pré-sal pela estatal. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teria consultado Palocci e depois comunicado o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco de que, nesse caso específico, a propina seria repartida na proporção de "um terço para a casa [agentes da estatal] e dois terços para o partido".

Duque afirma que parte dessa propina foi direcionada a Lula. "Os 'dois terços', o Vaccari me informou, iriam para o Partido dos Trabalhadores, para José Dirceu e para Lula, sendo que a parte do Lula seria gerenciada pelo Palocci".

O ex-ministro foi citado também pelo publicitário João Santana, responsável pela campanha à reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. O marqueteiro disse ter ficado claro, em reuniões com Palocci, que o petista tinha conhecimento sobre o uso de recursos de caixa dois na campanha.

De acordo com o texto do anexo 2 da delação de Santana, em que é resumido o teor do depoimento, Palocci foi o responsável por negociar os termos do contrato da Pólis , empresa de marketing do empresário com a esposa, Mônica Moura. “Nestes encontros ficou claro que Lula sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis, porque Antonio Palocci, então ministro da fazenda, sempre alegava que as decisões definitivas dependiam da ‘palavra final do chefe’”, diz o texto. (Matéria extraída do Último Segundo-IG)

 

Como já era esperado pelo mundo político e jurídico, o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao juiz Sérgio Moro, nessa quarta-feira (10/06), em Curitiba, pouco acrescentou de novidades ao inquérito em que o petista é acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido mais de R$ 3 milhões em propinas da empreiteira OAS no caso que envolve um tríplex no Guarujá. Como nenhum réu é obrigado a confessar um crime e nem produzir provas contra si próprio, Lula negou todas as acusações. "Nunca solicitei e nunca recebi esse apartamento", afirmou Lula reiteradas vezes durante o interrogatório. Lula é acusado também em outros inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga o mega esquema de corrupção na Petrobras com ramificações em países das Américas, Europa e África.

 

"Foi a dona Marisa"

 

O ex-presidente da República, orientado por seus advogados permaneceu calado na maioria das perguntas e quando admitiu qie tinha conhecimento sobre o caso do tríplex, acabou afirmando que se houve interesse de sua família em algum momento por esse imóvel, isso foi da sua esposa, dona Marisa Letícia, falecida há poucos meses. Lula admitiu ter ido apenas uma vez com a sua esposa ao tríplex, quando encontrou com o empreiteito Léo Pinheiro, dono da OAS, ocasião em que teria colocado "500 defeitos" no imóvel e que o mesmo não atenderia às necessidades de sua família. Ele confirmou também que dona Marisa teria ido mais uma vez com o seu filho Fábio visitar o tríplex no Guarujá, afirmando, no entanto, desconhecer os motivos dessa nova visita dela ao apartamento. Em seu último depoimento a Sérgio Moro, Léo Pinheiro afirmou que "a familia Lula pedia pressa na reforma do tríplex porque queria passar o final de ano no imóvel". 

 

Tentanto também a todo momento politizar o depoimento e falar das boas ações de seus dois mantados, a ponto de ser interpelado por Sérgio Moro, Lula reiteirou o  seu discurso recorrente de que é um político perseguido no Brasil, principalmente, pela elite econômica e pela imprensa. Essa tentativa de politizar o interrogatório na Lava Jato já era uma estratégia de Lula para produzir material para a sua pretensa campanha à Presidência em 2018. Tanto é assim que logo após o encerramento do interrogatório, Lula e a ex-presidente Dilma Roussef foram para uma praça de Curitiba, onde cerca de quatro mil militantes os aguardavam para um ato político.

 

Contradição

 

O fato que pode ser considerado novo no depoimento de Lula e que pode lhe complicar nesse inquérito foi quando ele caiu em contradicação ao afirmar que se encontrou com o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, indicado pelo PT a fazer parte de uma das diretorias da estatal de Petróleo. O encontro foi realizado num angar do Aeroporto de Congonhas. Nessa parte do interrogatório, Lula voltou atrás em sua própria versão sobre se tinha conhecimento a respeito das relações entre o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e Renato Duque, ambos condenados na Operação Lava Jato.  

 

Ao ser questionado num primeiro momento por Sérgio Moro, o ex-presidente disse ter descoberto a relação de ambos "pela denúncia do Ministério Público Federal". Em seguida, no prosseguimento do interrogatório, Lula alegou ter pedido a Vaccari para marcar a reunião com Dugue, quando então ele - Lula - teria adverdito o ex-diretor da Petrobras sobre contas na Suíça.

Em seu primeiro depoimento à Justiça, Duque negou a existência de contas no exterior, mas, recentemente, admitiu que possuía a tal conta, adimindo também que vai devolver cerca de 20 milhões de euros, adquidos no esquema de corrupção da Petrobras. Há de se destacar que esse encontro entre Lula e Renato Duque para tratar de recebimentos de propinas ou conta na Suíça ocorreu em meados de 2014, quando ele já não era mais presidente da República. No depoimento, Lula disse ainda que desde 2003 não tem mais influência nos assuntos internos do Partido dos Trabalhadores. (Renato Ferreira)

 

Veja, aqui, a íntegra dos vídeos do depoimento de Lula: http://veja.abril.com.br/politica/assista-na-integra-ao-depoimento-de-lula-ao-juiz-sergio-moro/

Sem politicagem, sem espetáculo e sem baderna.
Por Renato Ferreira -
A partir das 14h desta quarta-feira (10/05), o ex-presidente Lula (PT) estará frente a frente com o juiz Federal Sérgio Moro, em Curitiba, para prestar depoimentos e se defender no âmbito da operação Lava Jato, que investiga o mega esquema de corrupção na Petrobras.
Claro que por ser o réu, acusado de vários crimes, um ex-presidente da República, que governou o País por oito anos e ainda elegeu sua sucessora, cassada no segundo mandato, esse depoimento desperta a atenção do mundo político e econômico não somente do Brasil, como também do exterior.
Mas, só isso. Será apenas mais um depoimento da Lava Jato, que já levou dezenas de outros políticos e empresários para a prisão condenados no maior esquema de corrupção já visto no Brasil com ramificações em outros países das Américas, Europa, Ásia e África.
 Curitiba
Policias Federais vistoriam ônibus e manifestantes que chegam a Curitiba para acompanhar o depoimento de Lula
As autoridades do Estado do Paraná, como também em nível Federal, já tomaram providências no sentido de evitar que manifestantes de ambos os lados não cheguem próximo ao prédio onde ocorrerá a audiência e que Curitiba e seus moradores não sofram quaisquer danos causados pelas manifestações contra ou a favor do ex-presidente petista.
Afinal, será apenas mais um depoimento que reúne advogados, procuradores, um juiz Federal de primeira instância, subordinado a outros três Tribunais Superios, e um cidadão comum que é réu da Lava Jato. (Renato Ferreira)

 

Não deu certo a estratégia dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta segunda-feira (08/05) entraram com pedido de suspensão do depoimento do ex-presidente petista ao juiz Sérgio Moro, marcado para esta quarta-feira, 10. Hoje, o juiz federal Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional da Federal da 4ª região, negou o pedido da defesa do ex-presidente. No habeas corpus, os advogados do petista argumentavam que a defesa não teve acesso à íntegra dos documentos do processo. Assim, fica confirmado o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, nesta quarta-feira, em Curitiba, no âmbito das investigações da Lava Jato.

Ainda segundo a defesa do ex-presidente, foram juntados ao processo “expressivo volume de documentos”, cerca de 100 mil páginas, a poucos dias do interrogatório. Para os advogados, com a proximidade do dia do depoimento eles teriam tempo suficiente para analisar todo o material juntado aos autos. 


Conforme informaram os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, os documentos – referentes a contratos entre a Petrobras e a OAS – foram solicitados desde outubro do ano passado.

Por outro lado, para o juiz Nivaldo Brunoni, que substitui o desembargador João Pedro Gebran Neto, de férias, os papeis juntados ao processo não estariam relacionados ao contratos da denúncia. E afirma que a defesa não pode “escolher” a forma como os interrogatórios ocorram. 

“A ampla defesa não pode ser confundida com a possibilidade de a defesa escolher a forma que entender mais adequada, mesmo sem qualquer utilidade prática”, argumentou o magistrado.

Foi negado também outro pedido feito pela defesa de Lula de que a tramitação da ação fosse suspensa até  que a defesa examinasse todos os documentos. (Fonte: Estado de Minas - Site: UAI)

Entre segunda e terça desta semana, técnicos da Seplag e representantes de todas as secretarias debatem os planos e metas da Admnistração Municipal para 2018 em onze eixos

Na manhã desta segunda-feira, 8/5, a Prefeitura de Osasco, por meio da Seplag (Secretaria de Planejamento e Gestão), iniciou mais uma fase de discussão do PPA (Plano Plurianual), que já vem sendo discutido desde fevereiro, visando a avaliação e elaboração de políticas públicas. O PPA resume os planos e metas da Administração Municipal para 2018. Técnicos, consultores da Seplag, representantes de todas as Secretarias e órgãos públicos voltam a se reunir nesta terça-feira 9/5, para as discussões divididas em onze eixos estruturantes na Sala Osasco.

Após essa etapa com indicadores nacionais e mundiais, objetivos e metas dentro desses onze eixos, o PPA continuará a ser avaliado em outras fases até a conclusão em 31 de julho, quando será enviado para avaliação do prefeito Rogério Lins. Depois de julho, todo o plano deverá ser discutido também com os vereadores e com a população em audiências públicas para, então, ser concluído definitivamente até o final do ano e enviado para votação na Câmara Municipal. “Todos os objetivos de uma gestão pública devem ser embasados em justificativas”, enfatiza Nilson Brizoti, consultor da Seplag.

Na segunda-feira, os grupos discutiram os seguintes eixos estruturantes do PPA: Esporte, Lazer e Cultura, Assistência e Inclusão Social, Mobilidade Urbana e Transportes, Meio Ambiente e Habitação. Na terça-feira, serão discutidos: Desenvolvimento Urbano, Econômico-Social e do Trabalho, Zeladoria e Infraestrutura Urbana, Segurança e Ordem Urbana, Educação e Saúde. O 11º eixo, que trata dos temas: Modernização da Gestão, Transparência e Gestão – será discutido posteriormente. (SECOM/PMO - Foto: Ivan Cruz)

As grandes torcidas de futebol do Sudeste brasileiro e, certamente, também as mais populares do país, estão em festa, com os títulos de campeões conquistados no último domingo (07/05) pelo Corinthians, em São Paulo; Flamengo, no Rio de Janeiro; e pelo Atlético, em Minas Gerais.

Corinthians campeão

 Corinthians

Jogando na Arena Itaquera, com mais de 47 mil pessoas, bastou um empate ao Corinthians contra a Ponte Preta, para o time do Parque São Jorge conquistar o seu 28º título do Campeonato Paulista. Depois dos 3 a 0 contra a Macaca, em Campinas, no jogo de ida, nem o mais pessimista corintiano acreditava em virada do time campineiro na casa do Timão. E mesmo podendo perder até por 2 a 0, foi o Corinthians quem abriu o placar com gol do paraguaio Romero, o artilheiro do Itaquerão. Nem mesmo o gol pontepretano no final do jogo tirou a empogação dos corintianos com mais um troféu do Paulistão. 

 

Flamengo campeão

 Flamengo

No Fla-Flu decisivo no Maracanã, com mais de 68 mil pessoas, deu Flamengo. O time da Gávea, de maior torcida no país, levantou a taça do Campeonato Carioca pela 34ª vez. A festa rubronegra se repetiu 26 anos depois da última decisão estadual entre Flamengo e Fluminense com dois jogos decisivos, quando o Maestro Junior levantou a taça para o Mengão. Agora, foi a vez do peruano, Guerrero, artilheiro do estadual com dez gols, praticamente decidir o título ao empatar o jogo nos minutos finais da partida. Mas, antes do apito final e com um jogador de linha no gol do Flu, Rodnei ainda fez o gol da vitória, para aumentar ainda mais a euforia dos flamenguistas.

 

Galo campeão

Galo campeão 2017

E no Independência, o Atlético-MG conquistou mais um título de Campeão Mineiro. O troféu do Galo foi garantido após a vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 1, com recorde de público no estádio Independência. Além da taça, o triunfo atleticano acaba também com a sequência sem vitórias: mais de dois anos sem bater o seu maior rival, fato que já incomodava  os torcedores do alvinegro das Alterosas. No primeiro jogo, no Mineirão, com o Cruzeiro tendo a maior torcida e pressionando o tempo todo, o Atlético se segurou. No jogo decisivo e na sua "casa", o Galo se impôs e não decepcionou a massa atleticana que lotou o Independência.  

 

Chape campeã

Chapecoense

Nas outras regiões do país, houve surpresas e muita emoção. Como em Santa Catarinha, onde a Chapecoense conquistou o bicampeonato. E esse título da Chape veio após um processo de reconstrução da equipe e a certeza de que Chapecó voltou a ter alegria com o seu time. Foi um processo muito rápido para  a Chapecoense desde o fatídico acidente aério de 29 de novembro, na Colômbia, quando o time brasileiro perdeu, praticamente, todo o seu elenco. Em apenas quatro meses, o clube remontou a equipe para a temporada mais importante de sua história, soube lidar com as incertezas e precisou de apenas 159 dias para trocar a tristeza e as lágrimas pelos sorrisos com direito a  muita festa pelas ruas de Chapecó.

Outros campeões

No Rio Grande do Sul, o título desta vez não saiu da dupla Gre-Nal. O Novo Hamburgo derrou o Internacional nos pênaltis e conquistou pela primeia vez o título de campeão gaúcho. No Paraná, a decisão foi mais uma vez no famoso Atletiba, com o Coritiba conquistando mais um título estadual. Na decião do campeonato goiano, o título ficou com o Goiás que superou o Vila Nova. E na Bahia, deu Vitória. Na decisão contra o seu maior rival, o Bahia, os rubronegros levaram a melhor e levantaram mais um título baiano. (Renato Ferreira com Agências)

 

Por Renato Ferreira - 

 

Já fazia algum tempo que eu não usava os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), como transporte, o que fiz no início da tarde desta segunda-feira (08/05), para me dirigir de Osasco ao Centro de São Paulo, usando também o Metro para chegar até as proximidades do Anhangabaú. Fiquei sem carro hoje, mas já tinha programado para ir de trem e Metro, inclusive, por ser mais rápido.

 Segurança na CPTM e no Metro vão da CPTM

Vão entre a plataforma e o vagão na maioria das estações da CPTM

E ao fazer esse trajeto, notei um fato que já deve ter sido observado por outros colegas, mas, que hoje me chamou muito a atenção pela sua gravidade. Trata-se do enorme vão que separa a plataforma dos vagões na maioria das estações da CPTM, como mostra a foto acima. Eu não medi com exatidão, mas, acredito que esse vão é, no mínimo, de 30 cm, fato que verifiquei nas estações de Osasco e na Domingos de Morais. 

Segurança na CPTM e no Metro vão do metro

Vão entre a plataforma e o vagão nas estações do Metro de São Paulo

Segurança na CPTM e no Metro extenção

Em algumas estações do Metro, ainda existe uma extenção que, praticamente, acaba com o vão

Segurança na CPTM e no Metro biombo no Metro

Biombo de proteção nas estações da Linha Amarela do Metro de São Paulo

Isso não ocorre, por exemplo, nas estações do Metro, conforme a sequência das fotos acima. Inclusive, em algumas estações do Metro, além do vão ser muito menor, foi providenciada ainda uma extenção de aço que praticamente fecha todo o vão, aumentando a segurança no momento do embarque e desembarque. Isto, sem falar, que nas estações mais modernas, como na Linha Amarela (Luz-Butantã), que também usei hoje ao retornar pra minha casa, há aquele biombo que impede qualquer acesso ao trem antes que ele esteja devidamente parado, uma vez que as portas do biombo abrem ao mesmo tempo das portas do vagão.

Claro que não estamos sugerindo que as estações da CPTM tenham o mesmo tipo de segurança das estações do Metro, isso não ocorre em nenhum país. Mas, com certeza, com o avanço da tecnologia e da engenharia, algo já poderia ter sido pensado para aumentar a segurança na CPTM. Por exemplo, acho que não seria nenhum bicho de sete cabeças e nem quebraria a empresa se fosse colocado também um biombo protegendo quem está nas plataforma. Ou, então, se não pudesse colocar em toda a extenção da plataforma, que fosse colocado apenas como proteção em frente às portas para proteção no momento de entrar ou sair dos trens.

E, mesmo assim, se não pudesse proteger o cidadão com biombo, que pensasse numa saída mais simples para diminuir esse vão. Hoje, ao embarcar em Osasco, notei esse fato, justamente, porque uma senhora estava tendo dificuldades para embarcar; E, ao ajudá-la notei o perigo que idosos, pessoas com necessidade especial e crianças correm ao embarcar nessas estações.

E as estatísticas mostram que ocorre um grande número de acidentes de pessoas que caem na linha ao embarcar ou desembarcar, além daquelas que num momento de desespero se jogam na linha pela facilidade que encontram. E na correria de um transporte ferroviário, com certeza, se uma pessoa cai quando o trem já está partindo, o risco de morte é quase certo.

Então, essa nossa matéria tem por objetivo de alertar mais uma vez a CTPM e solicitar que a mesma pense com mais atenção sobre isso. Certamente, prevenir nessa questão ficaria mais barato do que ter que correr para socorrer um cidadão em acidentes que poderiam facilmente ser evitados. (Renato Ferreira)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.