Quinta, 21 Março 2019 | Login

Ministério Público aponta indícios de que Lula era 'grande idealizador' da suposta organização criminosa

 

BRASÍLIA – O juiz Vallisney Oliveira , da Justiça Federal no Distrito Federal, abriu nesta sexta-feira ação penal contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, bem como os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto . A denúncia foi recebida e os cinco agora são réus. Na denúncia, o Ministério Público apontou indícios de que Lula era “grande idealizador” da suposta organização criminosa.

Os réus serão notificados para apresentar respostas à acusação, por escrito, em até 15 dias. Nessas manifestações, os investigados poderão apresentar provas e uma lista de testemunhas a serem interrogadas.

O inquérito foi originalmente aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), porque também foram apresentados indícios contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que tem direito ao foro privilegiado. Mas o relator, ministros Edson Fachin, fatiou as investigações, enviando para a primeira instância do Judiciário os outros investigados pelo mesmo fato. Além de Gleisi, ficou no STF o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, por conexão das provas apresentadas contra o casal.

O ex-ministro Edinho Silva também estava no mesmo inquérito, mas a parte referente a ele foi remetida para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região. Por ser prefeito de Araraquara (SP), ele tem foro no TRF.

Janot denunciou o grupo em setembro de 2016 por organização criminosa. O valor da propina recebida pelo grupo, segundo a PGR, chegou a R$ 1,485 bilhão. O procurador-geral apontou Lula como líder e “grande idealizador” da organização criminosa, devendo inclusive ser condenado a uma pena maior por isso. O grupo teria atuado de 2002, quando Lula venceu a eleição presidencial, a maio de 2016, quando Dilma deixou interinamente o cargo de presidente em razão do processo de impeachment no Congresso.

Segundo a acusação, os réus integravam organização criminosa como integrantes do PT e por meio de condutas ligadas ao exercício dos mandatos que detinham na época. O Ministério Público narra que foram cometidos diversos crimes contra a administração pública, como corrupção e lavagem de dinheiro, no Ministério de Minas e Energia, Petrobrás e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As ilegalidades teriam ocorrido com a ajuda das construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e UTC.

Na semana passada, a Segunda Turma do STF decidiu manter na Justiça Federal de Brasília o processo que investiga os cinco petistas. Por unanimidade, os ministros negaram o recurso de Lula que pedia para o processo ser devolvido para a Corte. Negou também pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para transferir o caso para a Justiça Federal de Curitiba.(G1)

Valor oficial da transação não foi divulgado, mas é estimado em torno de R$ 500 milhões

 

O grupo francês de energia Total comprou a rede mineira de postos de combustíveis Zema, que pertence à família do futuro governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O valor da transação não foi divulgada oficialmente, estimada em cerca de R$ 500 milhões.

A compra marca a entrada da companhia francesa em distribuição de combustíveis no País.

O Grupo Zema é dono de cerca de 300 postos de combustíveis e lojas de conveniência, boa parte em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. A Zema Petróleo é a divisão de maior faturamento do grupo mineiro, fundado em Araxá em 1923 pela família mineira.

Com faturamento de cerca de R$ 4,4 bilhões no ano passado, o grupo Zema atua em diversos negócios - de lojas de varejo de móveis, eletrodomésticos e vestuários, concessionárias de veículos a serviços financeiros. Só a divisão de distribuição de combustíveis fatura R$ 2,5 bilhões.

Total

A Total é uma das maiores empresas no setor de energia mundial que produz e comercializa combustíveis, gás natural e eletricidade de baixo carbono, com 100 mil funcionários.

Com ativos em mais de 130 países, a ambição da empresa é se tornar a principal empresa de energia do mundo.

A empresa já opera no país desde 1975 no setor de petróleo, sendo sócia com 20 por cento de participação na área de Libra, a maior reserva petrolífera do país, em parceria com a Petrobras.

A francesa também tem uma aliança estratégica com a estatal brasileira que incluiu a transferência de 35 por cento dos direitos no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos --a área está em produção desde o final de 2016.

A Petrobras também fechou negócio para transferir 22,5 por cento de seus direitos na área de Iara, também no pré-sal.

Em 2014, a petroleira esteve prestes a adquirir um outro ativo no País, a rede Ale, mas as negociações pararam após a morte do presidente do grupo francês, Christophe de Margerie.

Concentrado

O mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é altamente concentrado. As três maiores empresas do setor - BR Distribuidora, controlada pela Petrobras; Raízen (joint venture Cosan e Shell) e Ipiranga (do grupo Ultra) - detêm juntas mais de 70% de participação. Os poucos ativos à venda desse setor são controlados pelas chamadas companhias de "bandeira branca" (não filiadas às grandes marcas internacionais ou nacionais).

A última grande transação desse mercado foi a venda do controle da Ale para a suíça Glencore, em junho deste ano. Considerada a grande joia do setor, a Ale, quarta maior rede de postos do País, com cerca de 1,5 mil unidades e cerca de 4% de participação no mercado nacional, já tinha sido sondada por várias empresas.

Além da Total, a Raízen já tinha analisado o negócio no passado. Em 2016, a Ale recebeu uma proposta de R$ 2,2 bilhões do grupo Ipiranga por 100% da rede de postos, mas a operação foi barrada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2017, alegando concentração no setor. Com a compra da Zema, a Total terá menos de 1% do mercado.

Zema

Fundado em 1923, em Araxá, em Minas Gerais, o Grupo Zema é um dos maiores conglomerados empresariais do país. Há mais de 15 anos, faz parte dos rankings nacionais e regionais das melhores empresas para se trabalhar.

Presente em dez estados brasileiros e com cerca de 5,3 mil colaboradores, atua em diferentes segmentos, com destaque para lojas de varejo, com móveis, eletrodomésticos e vestuários, concessionárias de veículos e serviços financeiros. (Estado de Minas)

 
A Prefeitura de Osasco já está organizando o processo licitatório para a contratação de empresa especializada em manutenção de pontes e viadutos para realizar a troca da cinta emborrachada que reveste a junta de dilatação do Complexo Viário Fuad Auada (pista sentido Centro-Rochdale) e do Viaduto Tancredo Neves (km 18-Jardim Piratininga). A estimativa é de que os trabalhos sejam iniciados entre dezembro e janeiro.
A pista do viaduto Fuad Auada tem cerca de 12 metros de largura e o espaço entre uma ponta e outra da estrutura de concreto armado que forma o piso aproximadamente 15 centímetros. A pista do Tancredo Neves tem cerca de 8 metros de largura. É entre as estruturas que está situada a chamada junta de dilatação e é nela que será instalada a nova cinta de borracha.
A junta de dilatação serve para evitar que as partes da estrutura tenham contato, para suportar os movimentos decorrentes de retrações e dilatações e também ajuda a manter a elasticidade do piso sem causar trepidações.
Rogério Lins no viaduto 2
 
Acompanhado do secretário Cláudio Monteiro e de engenheiros da Secretaria de Obras e da Defesa Civil, o prefeito de Osasco, Rogério Lins, vistoriou o local na segunda-feira, 19/11, e pediu celeridade no processo.
“O viaduto não tem nenhum problema estrutural, conforme os próprios engenheiros já nos asseguraram em visitas anteriores. O material apenas sofreu o desgaste natural da ação do tempo. Essa fenda na junta de dilatação é normal em qualquer viaduto no mundo. A população pode ficar despreocupada. Tentaremos fazer essa troca o mais rapidamente possível”, disse o chefe do Executivo. (Texto: Marco Borba - Imagens: Ítalo Cardoso/Secom)
 

Na Capital Federal, a futura primeira-dama do Brasil tem agenda com Marcela Temer

 

A futura primeira-dama Michelle Bolsonaro chega hoje (21) a Brasília para a primeira viagem à cidade onde nasceu, depois da eleição do marido – Jair Bolsonaro. A agenda dela inclui visitas ao Palácio do Alvorada e à Granja do Torto e encontro com a primeira-dama Marcela Temer.
Logo que chegou, Michelle seguiu direto para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o governo de transição do presisdente eleito Jair Bolsonaro.
Michelle e Marcela devem visitar juntas as duas residências oficiais, além do Palácio do Alvorada. A futura primeira-dama pretende verificar como são os locais e o funcionamento. A Granja do Torto, desde que o presidente Michel Temer assumiu, é pouco utilizada e fica afastada do centro.
Amanhã (22) a futura primeira-dama deve se reunir com os organizadores da solenidade de posse, em 1º de janeiro de 2019, para saber dos detalhes e fazer suas observações.
De acordo com assessores, Michelle Bolsonaro deverá ficar em Brasília até sexta-feira (23) pela manhã. Ela e o marido foram convidados para o casamento do ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, na quinta-feira (22) à noite, em Brasília. (Agência Brasil - Fernando Frazão/Agência Brasil)

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-11/michelle-bolsonaro-chega-brasilia-para-primeira-visita-apos-eleicao

 

Segundo postagem do prefeito Rogério Lins em sua página do Facebook, nesta terça-feira, 20/11, a Prefeitura de Osasco descarta qualquer tipo de risco de queda na alça de um viaduto do Complexo Viário Fuad Auada, que apresenta fissura na junta de dilatação.

Conforme publicamos também nesta segunda-feira -https://bit.ly/2ziSjxu -, por solicitação do vereador Ralfi Silva, o engenheiro Marcio Stuani elaborou um laudo técnico recomendando a realização obras urgentes para evitar o agravamento do problema.

Rogério Lins no viaduto 3

Hoje, de manhã, acompanhado de engenheiros da Defesa Civil e da Secretaria de Obras do Município, Rogério Lins esteve no local, onde fizeram fazendo vistoria e constataram que "não há risco no viaduto".

Rogério Lins no viaduto

"Não há problema estrutural em suas vigas de sustentação, como no caso do viaduto de SP.

A borracha da junta de dilatação que teve desgaste natural, já está sendo licitada e será substituída nos próximos dias.

Segundo os engenheiros e laudo da Defesa Civil, o desgaste da junta não oferece risco à população, inclusive, afirmam não ser caso de interdição", afirma Rogério Lins. .

 

Em meados de setembro deste ano, o vereador Ralfi Silva (Podemos), de Osasco, recebeu uma denúncia sobre uma anomalia (fissura) no Viaduto do Complexo Fuad Auada sobre o Rio Tietê. A fissura foi constatada na alça que liga as zonas Sul e Norte e acesso à Rodovia Castelo Branco sentido Interior. Na época, ele foi ao local e conferiu a veracidade da denúncia.

Ralfi

Vereador Ralfi Silva, de Osasco

No último domingo, 18/11, devido ao incidente no viaduto da Marginal Pinheiros, o vereador voltou ao local e constatou que fissura tinha aumentado, fato que levou Ralfi Silva a solicitar um laudo ao engenheiro Marcio Stuani, a fim de pedir providências à Prefeitura de Osasco.

Engenheiro Márcio Stuani

Engenheiro Marcio Rogerio Stuani

Nesta terça-feira, acompanhado engenheiro, Ralfi Silva distribuiu cópia desse laudo aos jornalistas na Câmara Municipal. O documento será apresentaddo aos demais vereadores na sessão ordinária da próxima quinta-feira, dia 22.

Viaduto de Osasco fissura

Fissura na junta de dilatação do viaduto

Na página 7 do laudo, sobre o grau de Gravidade da Ocorrência, o engenheiro afirma: "Conforme os anexos, chegamos à conclusão de que os danos causados à obra de arte são considerados altos, com implicação de serem agravados com o passado do tempo, podendo até levar ao colapso estrutural (levando a uma roptura ou queda do viaduto em questão)".

O jornalista Renato Ferreira, de Notícias & Opinião, conversou com o vereador Ralfi Silva e com o engenheiro Marcio Stuani, que dá mais detalhes sobre o viaduto de Osasco e também fala sobre a ponte que cedeu na Marginal Pinheiros. (Renato Ferreira)

Confira o vídeo da entrevista aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/2045345322222364?

Em nome de Haddad, ex-tesoureiro do PT teria cobrado R$ 3 milhões da UTC Engenharia
 
Nesta segunda-feira, 19/11, a Justiça de São Paulo tornou réu o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O petista, que disputou a eleição presidencial deste ano, teria pedido R$ 3 milhões da UTC Engenharia, por meio do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, para quitar dívidas de campanha para a Prefeitura de São Paulo, com a gráfica do ex-deputado da legenda Francisco Carlos de Souza, o “Chicão”.
A decisão de abrir ação penal foi tomada pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, que acolheu parcialmente denúncia do Ministério Público estadual. Nela, o juiz aponta o repasse efetivo de R$ 2,6 milhões a Haddad. Barreiros rejeitou acusar de formação de quadrilha o candidato à presidência derrotado.
A denúncia foi apresentada pelo promotor Marcelo Mendroni, que integra grupo de combate a crimes econômicos. Segundo ele, o então tesoureiro do PT “representava e falava em nome de Fernando Haddad” e que em 28 de fevereiro de 2013, o prefeito divulgou agenda que indicava reunião com o Ricardo Pessoa, da UTC.
Pessoa, que se tornou delator da Operação Lava Jato, já mantinha uma espécie de “contabilidade paralela” junto a Vaccari, relativa a propinas pagas em decorrência de contratos de obras da empreiteira com a Petrobras. A relação tinha uma “dívida” a saldar, em pagamentos indevidos de propinas, de cerca de R$ 15 milhões.
‘Solicitação teria sido atendida’, diz juiz
Em sua decisão, Barreiros anotou que “a solicitação de R$ 3 milhões teria sido atendida”. “Pessoa prometeu e ofereceu diretamente para Vaccari e indiretamente para Haddad. Para operacionalizar aquele pagamento indevido, Vaccari indicou e passou o número de telefone celular de Francisco Carlos de Souza.” Chicão, por sua vez, trataria do assunto com Walmir Pinheiro Santana.
Defesa
A defesa de Haddad negou que ele tenha cometido crimes. “A denúncia é mais uma tentativa de reciclar a já conhecida e descredibilizada delação de Ricardo Pessoa”, afirmou, em nota. “Trata-se de abuso que será levado aos tribunais.” Em setembro, advogados do ex-prefeito haviam alegado – nos autos – que a denúncia era “inepta”.
Essa é a primeira vez que o petista se torna réu em uma ação criminal. Antes, ele respondia por uma ação de improbidade administrativa por supostas irregularidades em obras das ciclovias de São Paulo.
Todos os réus
Alberto Youssef, doleiro e suposto repassador da propina (lavagem de dinheiro e formação de quadrilha);
Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo (corrupção passiva e lavagem de dinheiro);
Francisco Carlos de Souza, ex-deputado e dono da gráfica envolvida (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha);
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT (corrupção passiva e lavagem de dinheiro);
Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC Engenharia (corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha);
Walmir Pinheiro Santana, operador financeiro da UTC Engenharia (corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha). (Jovem Pan com informações do Estadão Conteúdo)

Segundo a Prefeitura, trens com passageiros da Linha 9-Esmeralda terão de circular a 20km/h por tempo indeterminado em trecho perto de viaduto que cedeu

 

(G1) Após testes na manhã deste domingo (18), equipes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Prefeitura liberaram a circulação de trens com passageiros da Linha 9-Esmeralda ao lado do viaduto que cedeu 2 metros na Marginal Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, na última quinta-feira (15). A única restrição é de que as composições terão de passar com velocidade reduzida pelo trecho do incidente (sabia mais abaixo).

O viaduto está localizado na pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido da Rodovia Castello Branco, em frente ao Parque Villa-Lobos. A Polícia investiga as causas do incidente.

Vinte quilômetros de extensão da via que cedeu continuam interditados por tempo indeterminado. As duas estações de trens que ficam ao lado da Marginal Pinheiros e estavam fechadas desde o incidente foram liberadas no final desta manhã.

Veja caminhos alternativos por causa de trecho interditado da Marginal Pinheiros

Antes da liberação foram feitos dois testes com composições vazias, só com maquinistas. Eles passaram num trilho próximo ao trecho interditado da Marginal Pinheiros para saber como o viaduto se comportava. Enquanto isso, foram usados equipamentos que mediram a vibração na estrutura de concreto durante a passagem dos trens.

“As oscilações que se apresentaram estavam dentro do esperado, então nós estamos liberando o transporte já com passageiros”, disse Vitor Aly, secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) da Prefeitura.

Segundo ele, a pedido da Prefeitura, os trens da CPTM terão de circular com a velocidade reduzida, a 20km/h (a velocidade média seria em torno de 60 km/h), por tempo indeterminado. Esse monitoramento será feito por tempo integral. “Já está toda ela sinalizada, inclusive com radares de velocidade para que nenhum operador passe dessa velocidade”, falou Aly.

Desse modo, as estações Cidade-Universitária e Villa-Lobos/Jaguaré, que tinham sido fechadas, foram reabertas aos passageiros, bem como os trens voltaram a circular nos trilhos. Também foi liberada a circulação de trens em toda a extensão entre as estações Pinheiros e Ceasa.

As estações chegaram a ser interditadas por causa do risco de desabamento no viaduto, que é monitorado 24 horas por dia por técnicos. Parte da pista cedeu e deixou um degrau de 2 metros de altura na via na quinta passada.

Cinco veículos ficaram danificados por causa do desnível. Apenas um dos ocupantes dos veículos teve escoriações. O viaduto está localizado na pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido da rodovia Castello Branco, em frente ao Parque Villa-Lobos.

Nesta manhã de domingo, equipes dectaram um aumento de 3 milímetros nesse desnível. Antes, eles já tinham registrado uma oscilação no mesmo ponto: 1 centímetro do lado direito do viaduto e 1,2 centímetro do lado esquerdo da via. Isso ocorreu por causa da mudança de temperatura na cidade.

“As variações estão dentro do esperado. Uma estrutura de uma ponte não é rigida, ela se movimenta. Ela precisa se movimentar, senão vai à ruína. Dessa manhã a movimentação foi de três milímetros”, disse Aly.

Próximos passos
De acordo com o secretário de infraestrutura, ainda na tarde deste domingo (19) a equipe que atua no local deve fazer o que tecnicamente é chamado de “janela” na estrutura que cedeu. Na prática, será feito um buraco em um pedaço do viaduto para conseguir ver como está internamente.

“A nossa ideia é abrir uma janela hoje para fazer uma vistoria visual. Pra ver que condições as pessoas que vão trabalhar dentro da estrutura a partir da semana que vem vão poder ter em termos de acesso. É só para dizer o seguinte: tem uma janela interna que a gente possa passar? Vou conseguir passar por dentro da estrutura sem ter que abrir outra janela?", detalhou Aly.

Nas últimas horas foram feitos estudos do solo que sustenta o viaduto para identificar a resistência e planejar o local onde as estacas serão colocadas para, posteriormente, dar início ao processo de alinhamento do viaduto.

“Estamos dando andamento da escavação da estaca-prova. A estaca-prova vai nos dizer a que profundidade nós vamos ter de fundação para que a gente construa o bloco de reação onde vamos posicionar o macaco para aliviar, e alinhar novamente a estrutura”.

CET e bloqueio de vias
Segundo o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, a CET elabora alternativas para melhorar a fluidez do trânsito por conta das interdições provocadas pelo incidente.

A pista expressa está completamente interditada por tempo indeterminado no sentido Castello Branco, desde a Ponte Transamérica até a Ponte do Jaguaré, para as obras de recuperação.

"Hoje estamos trabalhando na abertura definitiva do acesso à [Rodovia] Castello Branco na altura do Cadeião de Pinheiros. Outras obras vão ser feitas ao longo dos próximos dias para aumentar a capacidade de interação entre a pista expressa, que está fechada, e a pista local", disse João Octaviano Machado Neto.

Ainda segundo o secretário, equipes da Companhia passaram a última noite fazendo medições para evitar o efeito funil - que os carros fiquem represados na pista expressa.

"Estamos estudando a possibilidade de abrir os canteiros para melhorar a conexão entre a pista expressa e a local".

O plano da Prefeitura é conseguir liberar o maior trecho possível dos 20km de bloqueio até quarta-feira (22), quando o tráfego voltará a ficar intenso após o término do feriado.

Perícia

Viaduto que cedeu

Técnicos ainda apuram o que fez o viaduto da Marginal Pinheiros ceder. Mas as primeiras análises do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica sugerem um problema nos chamados travesseiros ou colchões de neoprene, que têm função semelhante a de um "amortecimento" para a estrutura de concreto de viadutos.

O material é super resistente, pode durar até cem anos se tiver boa manutenção. Mas no caso do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros, o travesseiro deveria ter uma espessura bem maior.

É o que avalia o engenheiro Catão Francisco Ribeiro, que já projetou mais de quatro mil pontes, entre elas a Estaiada.

“O aparelho de apoio já estava inoperante, estava comprometido pela durabilidade porque ele era muito baixinho para a deformação que ele tinha que suportar. Então ele foi subdimensionado. Quando o projeto foi concebido com neoprene muito baixo, ele teria que ser bem mais alto para suportar a deformação”, disse o engenheiro Ribeiro.

Encontramos um amortecimento semelhante em uma ponte no Rodoanel. Os travesseiros costumam ficar escondidos em frestas com em uma ponte na via. Parecem só um detalhe perto da imensidão de um viaduto, mas são essas peças que ajudam a dar estabilidade às estruturas de concreto.

E o nome traduz bem as várias funções que elas têm: amortecer a vibração provocada pela passagem dos carros, suportar a dilatação e a contração natural do concreto e ainda evitar o contato direto das estruturas de concreto.

O engenheiro diz ainda que os pilares que sustentam o viaduto tinham que ser maiores para apoiar melhor a pista, que ele chama de superestrutura.

“Nessa circunstância que o pilar é pequeno é que a parte da superestrutura sai de cima do pilar ou fica bem na quina. Você tem uma situação em que você está com a superestrutura aqui, o pilar está aqui e ela fica na quina, quebra e cai”, disse Ribeiro. (G1)

 

Na madrugada deste sábado, 17/11, após uma breve estabilidade, o viaduto que cedeu na pista expressa da Marginal Pinheiros, sobre o Rio Pinheiros e a Linha da CPTM, voltou a ceder, e continua o risco de desabamento. Todo o trânsito no sentido Interlagos/Rodovia Castelo Branco foi deslocado para a pista local da Marginal Pinheiros. 
O incidente aconteceu na madrugada do feriado de quinta-feira, 15, por volta das 3h, quando um trecho do viaduto cedeu quase dois metros. Alguns veículos que passavam pelo local sofreram danos e algumas pessoas feridas sem gravidade.

Ainda neste sábado, 75 funcionários continuam trabalhando nas obras de escoramentos. E só depois é que os engenheiros e especialistas terão condições de avaliar a alça que cedeu e tipo de obras deverão ser realizadas para recuperar o viaduto na Marginal Pinheiros. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras Vitor Aly, a movimentação de cerca de 1 centímetro na estrutura aconteceu devido à queda na temperatura registrada durante a madrugada.

O prefeito da capital, Bruno Covas, criou um comitê de crise com integrantes de diferentes secretarias para acompanhar as ações. O tráfego na região, porém, pode demorar para ser normalizado.

Neste sábado, Notícias & Opinião esteve no local. Veja como está o trânsito nesse trecho da pista local da Marginal neste feriadão prolongado.

Mas, como ficará São Paulo na quarta-feira, 21, quando a Capital Paulista voltará à sua vida normal e com todo o trânsito da pista expressa da Marginal tendo que ser desviado para outras vias públicas? (Renato Ferreira)

Veja vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/2041012662655630?

Problema na ponte da Marginal Pinheiros afeta também o transporte ferroviário. CPTM interrompe a circulação de trens entre as estações de Pinheiros e Ceasa
 
 
A Prefeitura de São Paulo vai liberar o rodízio municipal de veículos em trecho da Marginal Pinheiros por causa dos transtornos provocados pela interdição da via após o viaduto localizado na altura do Parque Villa Lobos, na zona oeste da cidade, ceder cerca de dois metros, formando um grande degrau.
A circulação de todos os veículos será liberada no sentido Castelo Branco, entre a Avenida dos Bandeirantes e a Ponte dos Remédios, a partir da próxima quarta-feira (21). Até o dia 20, o rodízio já estava suspenso devido ao feriado prolongado.
A decisão tem o objetivo de minimizar os transtornos provocados pela interdição total da pista expressa da Marginal Pinheiros para obras de recuperação do viaduto. A suspensão será adotada até a liberação total da pista.
Estrutura
A estrutura do viaduto localizado na altura do Parque Villa Lobos, na zona oeste da capital paulista, que cedeu na madrugada de ontem (15), sofreu uma movimentação de sete milímetros nesta manhã (16). As ações para escoramento da estrutura foram aceleradas após a movimentação.
“A estrutura, quando rompe, tem que redistribuir os esforços internos. Então é isso que está acontecendo. Ela está se movimentando, distribuindo as tensões. E vai aparecendo uma movimentação ou outra. O nosso objetivo nesse momento é garantir a segurança e fazer com que a estrutura não venha a colapso”, disse o secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Vitor Aly.
“Estamos acelerando as medidas de segurança no sentido de preservar a integridade do viaduto no que for possível para que a gente volte com segurança a pensar no que vamos fazer em termos de recuperação estrutural do viaduto”, acrescentou.
Segundo ele, o risco de desabamento ainda existe e o processo de escoramento da estrutura foi acelerado. Devido à trepidação causada à estrutura, a circulação de trens da Linha 9-Esmeralda, da CPTM, que passa sob o viaduto, foi interrompida entre as estações Pinheiros e Ceasa na manhã de hoje (16). As estações Villa Lobos-Jaguaré e Cidade Universitária estão fechadas. O sistema de ônibus gratuito Paese foi acionado e faz a integração no trecho interrompido.
“Depois do escoramento, nós vamos estudar para saber o que aconteceu com a estrutura. Nós não sabemos o que aconteceu. É exatamente isso, a falta de conhecimento do prejuízo que foi esse acidente à estrutura, o que causou os danos à estrutura, não temos noção. Eu não sei se o cabo de proteção escoou, rompeu, não sabemos”, disse o secretário.
 
Sem trem
Com o risco de desabamento do elevado na pista expressa da Marginal Pinheiros, ficou também prejudicado o transporte ferroviário na região. A CPTM interrompeu a circulação dos trens da Linha Osasco/Grajaú e fechou as estações Villa Lobos-Jaguaré e USP-Cidade Universitária. Assim, os trens circulam somente entre Osasco e a estação Ceasa e de Pinheiros ao Grajaú. A CPTM acionou o sistema Paese (ônibus gratuito) com a SPTrans. (Agência Brasil e G1)

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