Quinta, 18 Julho 2019 | Login
A proposta obteve 379 votos a favor e 131 contra. 19 parlamentares da oposição (PDT e PSB) votaram a favor.
 
 
Nesta quarta-feira, 10/07, depois de oito horas de muitos debates, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto principal da reforma da Previdência. A proposta teve 379 votos a favor e 131 votos contra.
 
Placar reforma da Previdencia foto Andrea Marques Camara 1140x570
 
Mais cedo, os deputados tinham concordado em derrubar as emendas individuais e manter apenas as de bancada.
A reforma da Previdência precisava de 308 votos, o equivalente a três quintos dos deputados, para ser aprovada. Portanto, os 379 votos a favor mostraram uma grande vantagem para o Governo.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pretende encerrar o processo de votação ainda esta semana e, se for aprovado em segundo turno, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.
O debate do texto principal foi aberto por volta das 17h, quando a Câmara rejeitou o último requerimento de retirada de pauta da reforma da Previdência. Rodrigo Maia e líderes dos partidos que fecharam questão pela aprovação, fizeram discursos agradecendo a todos pela vitória, afirmando que a Nova Previdência é o primeiro e grande passo para o Brasil voltar a crescer. (Com Agência Brasil)

 

Conforme nota divulgada pela Comunicação da Prefeitura de Osasco, o Prefeito Rogério Lins e sua esposa, Aline Lins, receberam alta nesta manhã e deixarão o Hospital Municipal Antonio Giglio, para continuar a recuperação em casa. 

Os dois estavam internados desde o dia 28 de junho, após ficarem feridos quando acendiam a fogueira junina do Arraiá do Servidor. Eles sofreram queimaduras de primeiro e segundo graus. Outras três pessoas também ficaram feridas levemente e foram liberadas do hospital no mesmo dia do acidente.

Às 14h, ainda no hospital, Rogério e Aline falarão com a imprensa em entrevista coletiva.

Íntegra da Nota da SECOM:

- Prefeito Rogério Lins e primeira-dama, Aline Lins, tem alta e deixam Hospital

Coletiva será feita no hall da internação do Hospital, às 14h

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Aline Lins, recebem alta médica nesta quarta-feira, dia 10/7, e tem saída marcada para às 14h. Eles farão uma COLETIVA à imprensa na recepção da internação do Hospital Municipal Antônio Giglio, e na sequência o casal segue para sua residência.

Eles deixarão o hospital após passarem 12 dias internados. O casal deu entrada no hospital no dia 28 de junho, após sofrerem um grave acidente com fogo, provocado por uma forte explosão ao acenderem a tradicional fogueira do Arraiá do Servidor.

Segundo o último Boletim médico, o prefeito e a primeira-dama apresentaram boa evolução clínica, estavam afebril, deambulando e aceitando dieta.

O tratamento se dará em casa e ambos seguirão todas as recomendações médicas, retomando seus compromissos aos poucos.

Serviço
Coletiva à imprensa
Data: 10/7
Horário: 14h
Local: Hospital Municipal Antônio Giglio
Endereço: Rua Pedro Fioreti, 48, Centro, Osasco.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia quer aprovar texto-base até amanhã.
Ao chegar na manhã desta terça-feira, 09/07, para a reunião de líderes para discutir a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai trabalhar para que o texto-base da proposta seja aprovado entre hoje e amanhã (10).
“Vamos trabalhar para isso. Não é uma votação simples: 308 votos é um número enorme de parlamentares. Ainda tem algumas conversas sendo feitas, mas a nossa intenção é que a gente possa fazer um bom debate durante o dia e, a partir do início da noite, tentar começar a construir o processo de votação. Tem que esperar para garantir quórum. Temos que chegar a 490 deputados [em plenário] para não ter risco de perder a votação”, afirmou.
Maia disse estar otimista de votar o texto-base e os destaques com sugestões de mudanças na proposta em primeiro e segundo turno até o fim desta semana. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19), a matéria precisa do voto favorável de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação para ir à análise do Senado.
TRAMITAÇÃO
Maia marcou sessões no plenário a partir de segunda-feira (8) à tarde para garantir que a matéria comecasse a ser apreciada no dia seguinte, já que é preciso um interstício de duas sessões do plenário após a votação na comissão especial para que o texto entre em discussão no plenário. A votação da PEC 6/19 foi concluída na madrugada do último dia 5 na comissão especial da Câmara.
Para acelerar o processo de tramitação da reforma, é possível que os deputados aprovem um requerimento para quebrar esse interstício. “Dependendo de quando começa o processo de discussão, talvez não seja necessário [a quebra]. Se for necessário, os partidos da maioria e o partido do governo têm votos para quebrar [o interstício] e vamos trabalhar para ter votos para a aprovação da emenda”, disse Rodrigo Maia no fim de semana.
Entre o primeiro e o segundo turno de votação também é necessário um interstício, de cinco sessões. Segundo Maia, caso haja “vitória contundente” no primeiro turno há “mais respaldo político para uma quebra [do interstício] do primeiro para o segundo [turno]". (Agência Brasil)

Mais um motivo que faz a esquerda fajuta do Brasil lutar tanto para acabar com o governo Bolsonaro. Até 2017, os sindicatos arrecadavam mais de R$ 3,6 bilhões com as contribuições descontadas em Folha de Pagamento. Com a reforma, em 2018, essa fortuna caiu pra menos de R$ 500 milhões.

 

Depois de décadas se enriquecendo às custas do povo e com dinheiro público, sindicatos de trabalhadores e de patrões - a maioria absoluta de sindicatos pelegos - tiveram seus recursos drasticamente drenados pelo fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, como era esperado.

Dados oficiais mostram que em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado. A tendência é que o valor seja ainda menor em 2019. Daí o desespero dos sindicalistas pelegos e seus companheiros com mandatos políticos.

O impacto foi maior para os sindicatos de trabalhadores, cujo repasse despencou de R$ 2,24 bilhões para R$ 207,6 milhões

O efeito foi uma brutal queda dos repasses às centrais sindicais, confederações, federações e sindicatos tanto de trabalhadores como de empregadores. Muitas das entidades admitem a necessidade de terem de se reinventar para manter estruturas e prestação de serviços.

Além de cortar custos com pessoal, imóveis e atividades, incluindo colônia de férias, as alternativas passam por fusões de entidades e criação de espaços de coworking.

O governo Federal pretende enviar ao Congresso, após o recesso parlamentar, um Projeto de Lei para regulamentar as contribuições sindicais. Com a reforma Trabalhista, agora, elas só poder ser cobradas com boletos e de acordo individual de cada trabalhador.

Após a aprovação da reforma, alguns sindicatos tentaram driblar a legislação, criando uma forma de cobrar a contribuição com acordo aprovado em assembleia. Mas, essa estratégia foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal.

O Brasil é o campeão disparado em número de sindicatos. Enquanto em países como Estados Unidos, Inglaterra, França e outras Nações desenvolvidas, o número de sindicatos não passa de 400, no Brasil esse número é quase 17 mil sindicatos. Uma verdadeira indústria de contribuições e de sindicalistas cada vez mais milionários.

A nossa crítica não é generalizada, pois, sabemos que existem sindicatos tanto de trabalhadores, como de patrões que, realmente, lutam e trabalham em prol de suas categorias e associados. E, com certeza, são esses que vão continuar existindo, pois, terão condições de convencer os trabalhadores da sua importância. Quanto aos demais sindicatos que já pensam em fusões e em venda de imóveis, quem sabe conseguirão sobreviver promovendo rifas em suas sedes. (Renato Ferreira com informações de Época Negócios)

Com gols de Cebolinha, Gabriel Jesus e Richarlison, a Seleção venceu o Peru, no Maracanã.
 
 
Neste domingo, no Maracanã, deu a lógica do futebol na final entre Brasil e Peru, com a Seleção Canarinho sagrando-se campeã da Copa América, vencendo por 3 x 1. Como havíamos antecipado hoje, à tarde - https://bit.ly/2FYb9gE - pelo histórico entre os dois países e pelo número de craques de cada seleção, o Brasil era o franco favorito. Só não foi mais fácil devido a uma péssima arbitragem do chileno Roberto Vargas, que confirmou um pênalti duvidoso contra o Brasil.
 
Brasil campeão da Copa América Cebolinha
A partida foi emocionante do princípio ao fim. O Peru começou até melhor que os brasileiros nos primeiros minutos. Com muita garra, os peruanos conseguiam segurar a superioridade dos brasileiros. que acabou se transformando no primeiro gol aos 14 minutos, marcado por Cebolinha.
Com muita expectativa dos mais 58 mil no Maracanã e outros milhões pelo país afora, a partida teve início após um minuto de silêncio em homenagem ao músico João Gilberto, falecido ontem. E, logo no início, aos 2 minutos de jogo, o juiz marcou uma falta para o Peru, batida por Cueva com perigo, no canto inferior direito de Alisson. Mas, a bola acabou indo para fora. Aos 5 minutos, um ataque do Peru foi parado com falta em cima de Guerrero.
A partir dos 12 minutos, no entanto, o domínio passou a ser do time brasileiro. Até que aos 14 minutos, um passe de Gabriel Jesus encontrou Everton Cebolinha dentro da pequena área. O jogador do Grêmio chutou de primeira sem chances para Gallese. Foi terceiro gol de Cebolinha, artilheiro da Copa ao lado de Paolo Guerrero.
O gol brasileiro desestabilizou o time peruano, que passou a errar passes e demonstrar nervosismo em campo. Aos 24 minutos, Coutinho recebeu de Firmino e chutou com perigo, com a bola passando próxima à trave. Aos 30, Gabriel Jesus fez falta de ataque e recebeu cartão amarelo. Aos 34, passe de Firmino cabeceou por cima do gol, mas o assistente já havia marcado impedimento.
A partir dos 36, o time peruano conseguiu se reorganizar em campo e passou a atacar o gol de Alisson, mas sem maior perigo. Até que aos 41, a bola toca o braço esquerdo de Thiago Silva dentro da área e o juiz marca pênalti, após conferir o VAR (árbitro de vídeo). Guerrero bateu colocado no canto esquerdo de Alisson, que pulou para o lado errado.
Porém, a alegria peruana só durou até os 47 minutos, com gol de Gabriel Jesus recebendo de Arthur e tocando rasteiro no canto direito de Gallese.
 
SEGUNDO TEMPO
Logo a 1 minuto da segunda etapa, o Brasil começou atacando e conseguiu um escanteio, sem levar perigo ao gol peruano. Aos 3 minutos, Tapia parou ataque do Brasil fazendo carga contra Coutinho e levando cartão amarelo. Aos 7 minutos, Thiago Silva fez falta sobre Cueva e também levou cartão amarelo. Aos 9 minutos, tabela entre Gabriel Jesus e Firmino levou perigo ao gol peruano, mas não foi aproveitada.
Aos 11, Everton Cebolinha fez vários dribles em cima da zaga peruana e cruzou na cabeça de Firmino, que não aproveitou e jogou para fora. A pressão brasileira continuou, mas não intimidou o Peru, que optou por não se fechar, mesmo sem levar perigo para Alisson.
Aos 22 minutos, Zambrano fez falta violenta em Gabriel Jesus e levou cartão amarelo. Aos 24, Gabriel Jesus fez falta, levou o segundo cartão amarelo e acabou expulso, saindo inconformado de campo, empurrando e quase derrubando a cabine do VAR . A expulsão motivou os peruanos que partiram para cima. Tite tirou Firmino e colocou Richarlison. Em seguida, tirou Coutinho e colocou Éder Militão.
Aos 32, o técnico Gareca tirou Yotún e colocou Ruidiaz. Aos 38, Advincula fez falta forte em cima de Everton Cebolinha, parando o ataque brasileiro. Aos 40, saiu Carrillo para a entrada de Polo. Em seguida, aos 41, Everton Cebolinha foi trombado por Zambrano na grande área e o juiz marcou pênalti, após consultar o VAR. A cobrança coube a Richarlison, que chutou à direita de Gallese, que ainda foi na bola, mas não alcançou, chegando aos 3 x 1, levantando a torcida aos gritos de “É campeão”.
 
Brasil campeão da Copa América Daniel Alves ergue a taça
Tite ainda fez mais uma substituição, colocando Allan no lugar de Everton Cebolinha. O Peru ainda tentou uma reação, mas não havia mais tempo, com a partida terminando aos 51 minutos.
 
FESTA E BOLSONARO
Brasil campeão da Copa América Bolsonaro
A taça foi erguida pelo capitão Daniel Alves, que a recebeu das mãos de Alejandro Domingues, presidente da Conmebol, consagrando a festa brasileira no campo e nas arquibancadas. O presidente Jair Bolsonaro participou da comemoração. Antes, logo no início da partida, ele tomou lugar na tribuna de honra. Bolsonaro estava acompanhado dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, da Economia, Paulo Guedes, da Cidadania, Osmar Terra, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. O senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também estavam presentes.
 
ANTES DA PARTIDA
Brasil campeão da Copa América Maracanã
Para a festa de encerramento, o campo foi coberto com uma lona colorida e um palco com o formato da América do Sul foi montado no centro do estádio. A cantora Anitta se apresentou e cantou ao lado do porto-riquenho Pedro Capó. Ao final do show, ela homenageou o cantor e compositor João Gilberto, chamando-o de mestre. (Com informações da Agência Brasil)
 
ESCALAÇÃO
O Brasil jogou com: Alisson, Dani Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro, Arthur, Casemiro, Philippe Coutinho (Éder Militão), Gabriel Jesus, Roberto Firmino (Richarlison) e Everton (Allan).
O Peru jogou com: Pedro Gallese, Luis Advíncula, Carlos Zambrano, Luis Abram, Miguel Trauco, Renato Tapia (Gonzales), Yoshimar Yotún (Ruidiaz), André Carrillo (Polo), Christian Cueva, Edison Flores e Paolo Guerrero.
Árbitro: Roberto Vargas (Chile). Assistentes: Christian Alonso (Chile) e Claudio Ortiz (Chile).
Renda: R$ 38.769.850
Pagantes: 58.504.
Equipe norte-americana confirma favoritismo contra a Holanda e vence por 2 a 0, na França.
O favoritismo era esperado e, com isso, o resultado não foi surpreendente. A seleção feminina dos Estados Unidos venceu neste domingo, 07/07, em Lyon (França), a seleção holandesa por 2 a 0 e conquistou o bicampeonato consecutivo, quarto título mundial em oito edições de Copa do Mundo.
As americanas se igualam as alemãs, que foram bicampeãs em 2003 e 2007. Para as holandesas, foi a melhor campanha numa Copa e o vice-campeonato das atuais campeãs europeias garante às Leoas Laranjas uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
A Suécia, terceira colocada na Copa, e a Inglaterra, quarta colocada, são as outras representantes da Europa – na decisão de sábado, em Nice, as suecas venceram as inglesas por 2 a 1, gols de Asllani e Jakobsson; Kirby descontou para as inglesas.
A americana Megan Rapinoe foi o grande nome do jogo e da Copa. Ela foi eleita a melhor jogadora em campo, a melhor jogadora da Copa e ganhou o prêmio como artilheira do mundial. Ela passa a ser a jogadora mais velha a receber essa premiação, com 34 anos e dois dias de idade. A goleira holandesa Van Veenendaal foi eleita a melhor da Copa na posição.
A final, assistida por 57.900 pessoas, teve, ainda, outras marcas dignas de registro. Foi apenas a segunda vez na história das Copas Femininas em que duas mulheres estiveram à frente das equipes finalistas – a primeira foi em 2003, na final entre Alemanha e Suécia. Esse ano, a Holanda foi dirigida por Sarina Wiegman; os Estados Unidos, por Jill Ellis. A britânica entra para a história como a segunda técnica bicampeã do mundo – o italiano Vittorio Pozzo era o único detentor dessa marca, campeão com a Itália nas Copas de 1934 e 1938.
A seleção campeã recebeu um prêmio de 4 milhões de dólares – vale dizer que a França, campeã do mundo da Copa de 2018, faturou 38 milhões de dólares. A próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino, a ser disputada entre julho e agosto de 2023, ainda não tem sede definida, e ela só será conhecida em março de 2020, em evento da FIFA em Miami (EUA). Nove países são candidatos a sediar o evento. Além do Brasil, África do Sul, Argentina, Austrália, Bolívia. Coreias (Norte e Sul), Colômbia, Japão e Nova Zelândia. (Agência Brasil - Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Levando-se em conta o número de craques de cada seleção, o Brasil é o franco favorito diante do Peru. Não acredito em novo Maracanazo.

 

Opinião: Renato Ferreira

Neste domingo 07 de Julho, às 17h, o histórico e lendário Maracanã será sede de mais uma decisão da Seleção Brasileira de Futebol. Fosse em outros tempos de Pelé, Tostão, Garrincha, Pepe, Zico, Júnior, Ronaldinho Gaúcho, Romário, Bebeto e Ronaldo Fenômeno, quando a Seleção reunia verdadeira constelação de craques e gênios, com certeza, a torcida estaria mais esperançosa e até vibrando nas ruas, mesmo num domingo congelado como este.
Mas, mesmo assim, levando-se em conta o número de craques de cada seleção, não dá para acreditar em outro resultado, senão uma vitória convincente dos brasileiros e, consequentemente, mais um título da Copa América. Não acredito em outro Macanazo, quando em 1950, com o velho Maracanã superlotado, viu o Uruguai vencer o Brasil na final da Copa, calando o Estádio e fazendo milhões de brasileiros chorar de Norte a Sul, passando para a história o termo Macaranaço, ou Maracanazo em espanhol.
Sem Neymar é melhor
E há um fator que, em minha opinião, ajuda a aumentar a esperança de vitória neste domingo. Fato que pode provocar a discordância de alguns. É a ausência de Neymar. Mas, como assim, o Brasil ser mais favorito por jogar sem o seu melhor jogador na atualidade?
Sim. Realmente, ninguém pode negar o grande futebol do craque revelado pelo Santos e que brilha na Europa. Porém, ao contrário do que Pelé, Tostão, Zico e outros gênios faziam, quando usavam jogadas individuais só quando era necessário para o coletivo, Neymar faz, exatamente, o contrário.
Ele próprio se sente a "estrela" máxima da equipe de Tite e ainda se sente contrariado quando joga sem a faixa de capitão. Só que, apesar de todo esse nome, a "genialidade" de Neymar não se reflete dentro das quatro linhas, além da fama mundial de cai-cai. E pelas histórias que conhecemos de boleiros, quando a fama de craque não se reflete em campo e atrapalha o coletivo, acaba provocando bronca e até boicote dos demais atletas que jogam em função da equipe.
Assim, os resultados da Seleção nesta Copa América que, aos trancos e barrancos, chegou à decisão, deixam claro que o time de Tite não depende exclusivamente de Neymar. Alisson, Daniel Alves, Casemiro, Philippe Coutinho, Cebolinha, Firmino, Gabriel Jesus e cia. já mostraram que podem vencer até com tranquilidade a seleção peruana, onde brilha somente a estrela do craque Paolo Guerreiro ao lado de outros dez esforçados jogadores.
Histórico
Como já diziam os antigos boleiros "filósofos" que "futebol é uma caixinha de surpresa" e "cada jogo é um jogo e vice-versa", não podemos acreditar no título de hoje, apenas contando com a grande vantagem que o Brasil leva sobre o Peru ao longo da história. Mas, os cinco títulos mundiais do Brasil, contra nenhum do Peru, e o placar entre as duas seleções ao longo da histórias, só fazem aumentar o nosso favoritismo de daqui a pouco no Maracanã.
No último jogo da fase de classificação, dia 22/06, na Arena Corinthians, o Brasil goleou os peruanos por 5 a 0, numa partida, com certeza, mais convincente, até mesmo mais do que os 2 a 0 sobre a 'poderosa" Argentina, no Mineirão, pela semifinal, com Messi e tudo.
Mas, como "cada jogo é um jogo, e vice-versa", é melhor ficar na torcida pelo Brasil e só festejar a vitória depois dos 90 minutos, possível prorrogação ou mesmo decisão por pênaltis. Afinal, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Mas, aqui no meu cantinho, acredito, sim, no título e não numa reedição do Maracanazo. Até para vingarmos 1978, quando os peruanos se venderam para a Argentina. Eles perderam por 8 a 0, em Buenos Aires, único resultado que classificaria os argentinos e tiraria o Brasil. A Argentina, claro, foi campeã. Com certeza, o Messi, que disse que esta Copa está armada para o Brasil ser campeão, não conhece esse lado obscuro dos seus companheiros de 1978. (Renato Ferreira)

Como já havíamos noticiado, neste sábado, 06/07, o PSL de Osasco realizou um mega evento de confraternização e de novas filiações. A festa do PSL, partido que cresceu assustadoramente em 2018, com a vitória do Presidente Jair Bolsonaro e, consequentemente, com a eleição de um grande número de deputados estaduais, federais e senadores, foi realizada no Clube dos Subtenentes e Sargentos, que recebeu um grande público.
Eu e Alexandre Bussab
O Doutor Alexandre Bussab, que disputou uma cadeira na Alesp em 2018, afirmou ter esperança num grande crescimento do PSL em Osasco, como em todo o estado de São Paulo
 
Diversas autoridades e parlamentares do partido e representantes da sociedade civil prestigiaram o evento, como senador Major Olímpio. Devido a um imprevisto, chegamos já quase no final, mas, deu ainda para encontramos com amigos, como o Doutor Alexandre Bussab, presidente do PSL local, e com o deputado estadual, Tenente Nascimento.
Como não poderia ser diferente, todos que discursaram defenderam o governo Bolsonaro, suas políticas e propostas de reformas, como também seus ministros, dentre eles Paulo Guedes (Economia), e Sergio Moro (Justiça), que vem sendo agredido verbalmente de forma rasteira pela oposição nos últimos dias, inclusive, com vazamentos de conversas não autenticadas pelo site Intercpt, do jornalista norte americano, Gleen Greenwald, marido do deputado federal, Davi Miranda, que assumiu a vaga do ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).
Oficialmente, Wyllys afirma que renunciou ao mandato, porém, já há um pedido na Câmara, para que a Casa investigue uma denúncia de que o parlamentar teria "vendido" seu mandado ao suplente.
Eu e o deputado Tenente Nascimento
No evento, conversamos também com o deputado estadual, Tenente Nascimento (PSL)
 
Nos discursos, os pesselistas defenderam também a reforma da Previdência, que foi aprovada esta semana na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O deputado estadual, Tenente Nascimento, que já está em recesso parlamentar, disse que vai para Brasília na próxima semana para reforçar o coro governista antes e durante a votação no Plenário da Câmara, que deverá acontecer até o dia 18. O governo espera que a proposta seja aprovada, agora, antes do recesso do Congresso para que a mesma seja enviada ao Senado já no início de Agosto. (Renato Ferreira).
O cantor e compositor João Gilberto, um dos criadores da bossa nova, morreu neste sábado, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi confirmada pela família.
 
 
"Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência. Agradeço minha família por estar aqui por ele", postou seu filho João Marcelo nas redes sociais..
João Gilberto era o próprio violão. Calado para o mundo, ruidoso consigo mesmo, percutia as ideias em sua caixa de ressonância de forma que só quem estivesse próximo o escutasse. Na vida em monastério que adotou por anos, seguia invisível e em total silêncio, abrindo a porta de seu apartamento apenas para poucos, como a filha Bebel Gilberto, a ex-namorada Claudia Faissol e sua filha com ela, Lulu.
João não estava pronto para se tornar um gigante. Nunca entendeu bem o que era isso. Menino de Juazeiro da Bahia, nadou nas águas do São Francisco e beijou garotas da vizinha Petrolina como se fosse normal. E era, até o dia em que avistou um caminhão vindo por uma estrada que cruzada sua cidade. Ao amigo que o acompanhava, disse como se recitasse uma oração: "Veja lá aquele caminhão, que maravilha. As árvores estão acariciando sua cabeça." Árvores, pássaros, chuva, tudo parecia mais importante a seus olhos e ouvidos do que os próprios homens.
Mas a história estava em suas mãos. Filho do comerciante Juveniano Domingos de Oliveira e da católica Martinha do Prado Pereira de Oliveira, a Patu, João viveu em terras juazeirenses até 1942, aos 11 anos, quando seguiu para estudar em Aracaju. Juazeiro ainda o teria de volta quatro anos depois, quando o violão que o pai lhe deu começou a ganhar as primeiras carícias. A Rádio Nacional lhe trazia o mundo e João flutuava ao som de Orlando Silva, Dorival Caymmi, Chet Baker e Carmen Miranda. O primeiro grupo, Enamorados do Ritmo, veio logo, e Juazeiro ficou pequena.
A cidade que o recebeu na sequência teria sério papel na formação de seu caráter artístico. Aos 18 anos, em Salvador, já trabalhava com carteira assinada na Rádio Sociedade da Bahia. Não havia ainda desenhado o formato voz e violão, mas seguia os mandamentos de Orlando Silva tentado imitá-lo, por mais que o moderno já fossem Dick Farney e Lúcio Alves. O grupo vocal Garotos da Lua o chamou e lá se foi, ainda sem a obrigação com o violão, gravar dois discos em 78 rotações.
O Rio de Janeiro fervia na segunda metade dos anos 50, e foi para lá que João seguiu, aos 26 anos, em 1957. Sem muitos recursos, seguia a trilha de quem queria ser alguém com um violão debaixo do braço. Cantou para quem poderia fazer a diferença, como o cantor Tito Madi, mas teve mais sorte ao cair nas graças do produtor e também violonista Roberto Menescal. O violão de João virava a vedete. Bim Bom, uma das primeiras que apresentou aos círculos de artistas no Rio, já trazia o caminhão com a carroceria cheia. A levada uniforme deslocando acentos fortes para lugares incomuns, a harmonia abrindo picadas onde ainda ninguém havia passado, a mão que fazia acordes fazendo também percussão. E a voz. A voz de João deixava as tentativas da impostação e partia para o que fazia o trompetista Chet Baker quando cantava. Volume baixo e notas de longa duração, limpas, sem vibrato. João, depois de acreditar no violão, passava a ter fé no fio da própria voz. E, então, fez-se a bossa nova. Era julho de 1958 quando Elizeth Cardoso aparecer com o disco
Canção do Amor Demais, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ao violão em duas das faixas, Chega de Saudade e Outra Vez, João Gilberto. E era só a ponta da cabeça de um baiano que se revelaria por inteiro um mês depois. Em agosto, João, já uma aposta de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Aloysio de Oliveira, grava seu próprio 78 rotações com Chega de Saudade e Bim Bom, gravado pela Odeon. Se acabasse aqui, a missão de João já estaria completa. O que ele fez foi pouco e simplesmente tudo. Criou um violão brasileiro e, sobre ele, ajudou a fundar um gênero.
Seguiu na formatação de sua proposta com o seguinte 78, em 1959, que trazia Desafinado, de Tom e Newton Mendonça, e Hô-bá-lá-lá, música de sua autoria. E ainda traria seu LP Chega de Saudade, definindo-se como um acontecimento. "Em pouquíssimo tempo, (João) influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores", escreveu Tom na contracapa do disco. (Matéria do Portal UAI)

Além das palestras, no evento, promovido pelo Coletivo Mundo Mágico, houve também novas filiações ao PSOL.

 

Na noite fria desta sexta-feira, 05/07, um grande público superlotou o auditório do Sindicato dos Bancários, em Osasco, onde foi realizada uma plenária para discutir a Reforma da Previdência e os rumos da esquerda no Brasil e na cidade. Os palestrantes foram a deputada Federal, Sâmia Bonfim (PSOL-SP), e Guilherme Boulos, fundador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que disputou a Presidência da República em 2018. Por volta das 20h, o local estava com tanta gente que dezenas de outras pessoas se aglomeravam em frente ao Sindicado, na Rua Presidente Castelo Branco, 150, e só podiam entrar quando alguém saía do auditório.

Plenária do PSOL rua

Dezenas de pessoas tiveram que esperar na rua para poder entrar no auditório superlotado do Sindicato dos Bancários

O evento foi promovido pelo Coletivo Mundo Mágico, coordenado pelos irmãos Fernando e Gustavo Anitelli, ex-secretário de Cultura de Osasco. Inclusive, Gustavo Anitelli foi um dos que se filiou ao PSOL nesta sexta-feira, deixando o PT depois de muitos anos de filiação. A plenária contou com a presença de membros do PSOL de Osasco e região, além de representantes de diversos órgãos, como a Apeoesp, sindicatos e representantes de outras legendas, como o também ex-secretário de Cultura de Osasco, Roque Silva (PT). Antes de inciar as palestras, representantes da Apeoesp e de outros segmentos falaram também sobre os temas propostos, como Maurinho, presidente do PSOL no estado de Sao Paulo, e o presidente do Sindicato dos Bancários.

Gustavo Anitelli salientou a importância da luta do PSOL e de todos os partidos de esquerda em prol dos direitos das minorias. "Estou feliz por ingressar no PSOL e receber aqui nossos companheiros, Sâmia e Boulos. Falando de Osasco, não dá mais para vivermos numa cidade, conhecida como cidade-chacina. Em termos de Cultura, nossos músicos, por exemplo, são obrigados a sair e procurar espaço na Capital e em outras cidades. Gente, aqui em Osasco, desde 2011 não realizamos uma marcha GLBT. Temos que ampliar a esquerda e os nossos horizontes", disse.

Contra a reforma e críticas a Bolsonaro

Plenária do PSOL público

Além de pregar contra a reforma da Previdência, a deputada Sâmia Bonfim fez duras críticas ao Governo Bolsonaro. "Essa reforma é cruel para os trabalhadores"

Ao falarem sobre a Reforma da Previdência, os representantes do PSOL, um dos partidos que mais tem lutado no Congresso contra as reformas do Governo, não pouparam críticas ao Presidente Bolsonaro e aos seus principais Ministros, como Paulo Guedes (Economia), e Sergio Moro (Justiça e Segurança). No caso do Moro, principalmente, os psolistas fazem críticas pesadas e acreditam que com as revelações do site Intercpt, de Gleen Greenwald, ele será enfraquecido cada vez mais a cada novo vazamento. Segundo o Intercpt, Moro trocava informações por telefone com procuradores da Lava Jato e influenciava nas investigações. Moro e os procuradores negam e acusam o site de violação criminosa. 

Sâmia Bomfin lamentou que a reforma da Previdência já tenha sido aprovada na Comissão Especial. A votação ocorreu nesta semana e o governo espera que o Plenário da Câmara aprove a proposta até o dia 18 de julho, quando começa o recesso parlamentar. Assim, o texto já poderia seguir para o Senado logo no início do mês de Agosto. "Lamentamos essa aprovação e também porque toda a maldade dessa reforma ainda está muito forte na proposta. Destacamos, porém, a luta do PSOL e de companheiros de outros partidos da esquerda durante esses dois meses e meio, quando a proposta tramitou na Comissão de Constituição e Justiça e também na Comissão Especial. Conseguimos derrubar muitas maldades, como a capitalização, os 400 reais do BPC e retiramos também os trabalhadores rurais, dentre outros. É uma reforma cruel contra os trabalhadores, sobretudo, os mais pobres. Não há nenhum ponto que retira benefícios e privilégios. Mas, vamos continuar lutando, agora, no Plenário porque esse jogo está virando", afirmou Sâmia.

Nesse evento do PSOL, encontramos amigos do PT, do PSOL e também colegas jornalistas, como Wendell Cristiano. (Renato Ferreira)

 

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.