Sexta, 24 Maio 2019 | Login
Dentre outros assuntos, os Presidentes do Brasil e do Paraguai discutiram o Tratado de Itaipu, segurança de fronteira e cooperação comercial.
 
Agência Brasil - O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, foi recebido na manhã de hoje (12) pelo presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, em uma visita oficial de Estado. A cerimônia de chegada começou com revista às tropas e subida da rampa do Palácio do Planalto.Após os cumprimentos e apresentação das delegações, os dois seguiram para um encontro privado. Em seguida, haverá uma reunião ampliada com os ministros e outras autoridades. A previsão é que os dois presidentes façam uma declaração à imprensa, no final da manhã, antes de seguirem para o Palácio Itamaraty, onde será oferecido um almoço Abdo. O paraguaio embarca ainda hoje de volta à capital Assunção.
Na pauta de discussões estão, entre outros assuntos, estão renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, segurança de fronteira e cooperação comercial. Mais cedo, no Twitter, Bolsonaro destacou o objetivo do objetivo do encontro. “[Queremos] fomentar nossos laços com um de nossos maiores parceiros econômicos vizinhos, além de possibilitar desenvolvimento nas áreas de infraestrutura e preocupações compartilhadas em relação a segurança.”Também pelo Twitter, Abdo anunciou sua chegada a Brasília e a disposição em discutir questões da agenda bilateral, que coincidem "com as visões e prioridades" dos dois governos.Essa é a segunda visita oficial de um chefe de Estado desde a posse de Bolsonaro. No dia 16 de janeiro, o presidente brasileiro recebeu o argentino, Mauricio Macri. (Foto: Antonio Cruz - Agência Brasil)
Published in Política
 
Presidente argentino, Mauricio Macri, é o primeiro chefe de estado a visitar o Brasil, desde a posse de Bolsonaro. Os presidentes condenaram o governo de Nicolás Maduro
 
 
O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira, 16/01, no Palácio do Planalto o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Os dois discutiram sobre a situação do Mercosul e condenaram o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.
Antes de Mauricio Macri entrar em cena, os ministros já estavam cumprindo agenda. Os da Fazenda e da Produção e Trabalho se reuniram com a equipe econômica. Os da Justiça e da Segurança Pública estiveram com Sérgio Moro e o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Trataram de ações conjuntas no combate ao crime organizado, narcotráfico, corrupção e a segurança de fronteira.
Pouco depois, o presidente argentino subiu a rampa do Planalto, onde Bolsonaro o aguardava. Macri é o primeiro chefe de estado a visitar o Brasil desde a posse de Bolsonaro. Ele foi uma das ausências no dia 1º de janeiro.
Às voltas com uma crise econômica, inflação que beira 48% ao ano e interessado em se reeleger, Macri busca intensificar acordos de cooperação, deixando claro que precisa do Brasil, seu principal parceiro econômico. Assim como nós precisamos deles, que são o segundo destino dos produtos industriais brasileiros.
Depois do encontro, os dois presidentes deram uma declaração conjunta. Brasil e Argentina assinaram um novo acordo de extradição, que prevê uma simplificação no processo. O ministro da Justiça, numa entrevista gravada num celular, deu um exemplo:
“É que às vezes tem uma situação urgente: ‘Precisa prender o cara’. Então, às vezes você seguir o canal diplomático acontece que nem o Battisti”, disse Moro.
Tanto Macri quanto Bolsonaro estão fechados no não reconhecimento do mandato de Nicolás Maduro, que tomou posse pela segunda vez na Venezuela, semana passada. Brasil e Argentina consideram que a legitimidade está no presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó.
“Estamos comprovando nas reuniões de hoje nossa convergência de posições e nossa identidade de valores. Essa identidade: que atuemos conjuntamente na defesa da liberdade e da democracia na nossa região. Nossa cooperação na questão da Venezuela é um exemplo mais claro no momento”, disse Bolsonaro.
Macri disse que Nicolás Maduro é o ditador que procura se perpetuar no poder com eleições fictícias, detendo opositores e levando os venezuelanos a uma situação desesperadora e agonizante.
Outra convergência é o Mercosul, hoje presidido por Macri. Os dois presidentes defenderam acelerar as negociações promissoras. A principal é com a União Europeia, citada apenas por Macri.
Macri e Bolsonaro também conversaram sobre flexibilização de regras do Mercosul. Hoje, não é permitido acordo de livre comércio em separado com outros países - os acordos bilaterais, defendidos por Bolsonaro.
“Precisa valorizar sua tradição original: abertura comercial, redução de barreiras, eliminação de burocracias. O propósito é construir um Mercosul enxuto que continue a fazer sentido e ter relevância”, afirmou Bolsonaro.
O almoço oferecido a Macri no Itamaraty foi reservado, sem convidados da imprensa. Os dois presidentes fizeram um brinde ao novo tempo nas relações entre os dois países. (G1)
Published in Política

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.