Sábado, 26 Maio 2018 | Login

Ex-governador de Minas Gerais, Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês em reclusão por caixa dois. O mensalão tucano, conhecido também como mensalão mineiro, foi o mesmo levado posteriormente ao Palácio do Planalto no primeiro governo Lula e que culminou no processo do mensalão petista 

 

Em sessão realizada nesta terça-feira, 24/04, os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMG) rejeitaram, por 3 votos a 2, os embargos infringentes apresentados pela defesa do ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB)e mantiveram sua condenação a 20 anos e um mês de prisão. Restam, agora, ao réu, apenas os embargos declaratórios, recursos que não alteram o mérito do julgamento. Condenado pela Justiça mineira, o ex-governador. Eduardo Azeredo, sofre, assim, mais derrota na Justiça e fica  mais perto de se tornar o primeiro político preso do caso conhecido como “mensalão tucano”.

 

Governador entre 1995 e 1998, Azeredo foi acusado e condenado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado de participar do esquema que desviou cerca de R$ 3,5 milhões de três estatais mineiras (Comig, Copasa e Bemge) para o caixa dois de sua campanha à reeleição em 1998. Segundo a acusação, o esquema serviu como “laboratório” para o mensalão petista por envolver contratos de publicidade e incluir a participação do operador Marcos Valério, que foi condenado e encontra-se preso pelo mensalão petista.

 

A denúncia contra Eduardo Azeredo foi apresentada em 2007 pela Procuradoria-Geral da República (PGR), durante o seu mandato de senador. Como tinha foro privilegiado, o processo do tucano tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF) até 2014, quando Azeredo, naquele momento deputado federal, renunciou ao mandato para evitar a condenação. O caso foi enviado, então, à primeira instância da Justiça mineira. A condenação foi proferida no dia 16 de dezembro de 2015.

 

Em agosto de 2017, três desembargadores analisaram a apelação apresentada pela defesa de Azeredo contra a condenação. Na ocasião, dois magistrados votaram para manter a condenação, e um pediu a absolvição do ex-governador. Na sessão desta terça-feira, mais dois desembargadores votaram no processo — o presidente da sessão, Julio César Lorenz (a favor da condenação), e Eduardo Machado (pela absolvição).

 

Defesa que levar caso novamente à Primeira Instância

 

A defesa de Azeredo afirmou que vai questionar, por meio de recursos à Justiça mineira e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), vícios no julgamento desta terça-feira. A intenção da defesa é fazer o processo retornar à primeira instância. Já tramita no STJ um pedido de habeas corpus para evitar uma eventual prisão de Azeredo após o fim da tramitação do processo na segunda instância. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, os condenados podem ser detidos após esgotados os recursos na segunda instância.

 

De acordo com advogado Castellar Guimarães, a denúncia inicial do Ministério Público Federal (MPF) considerava sete crimes de peculato:

— Posteriormente, o procurador do Ministério Público Estadual reconheceu que seria um peculato contra o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e não cinco. A condenação na primeira instância em Belo Horizonte atendeu àquela situação anterior antes de o MP delimitar a acusação — argumentou Castellar.  (Fonte: O Estado de Minas)

 

Outro tucano de renome que também se encontra enrolado com a Justiça é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), também ex-governador mineiro. Acusado na Lava Jato, Aécio já se tornou réu no Supremo Tribuna Federal (STF).

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Neste domingo, 18/03, o prefeito de São Paulo, João Doria (à esquerda), venceu, em primeiro turno, as prévias do PSDB Estadual com 10.225 votos, o equivalente a 80,45% do total de quase 13 mil votos válidos. Com a vitória, Doria vai disputar o governo de São Paulo pelos tucanos e a sucessão do governador Geraldo Alckmin. O resultado das prévias inéditas no PSDB confirmou, portanto, o favoritismo do prefeito paulistano.
Logo após o resultado oficial, houve muita festa entre os defensores da candidatura de Doria. Eles se reuniram no diretório municipa do Partido, na zona Sul da Capital pauista para comemorar a vitória. Estiveram presentes também dois candidatos derrotados nas prévias: Luiz Felipe D´Ávila e Floriano Pesaro. O quarto candidato, José Aníbal, ferrenho adversário de Doria não compareceu.
E se o resultado mostrou-se folgado para João Doria, disputa foi acirrada pelo ambiente tenso das prévias, sobretudo, entre correligionários de Doria e de José Aníbal. Os três adversários de Doria acusaram a direção do partido de favorecer o prefeito. Muito comuns no Partido dos Trabahadores, por exemplo, o tucanato sempre evitou o embate interno entre seus postuantes a cargos no Executivo. Isso começou a mudar, entanto, já nas eleições municipais de 2016, quando Doria vencen também a disputa na pré campanha.
Uma das críticas que Doria sofre nesse momento é a sua saída da Prefeitura para disputar o Governo do Estado. Foram críticas de lideranças e também de eleitores nas redes sociais, onde Doria tentará os motivos de sua decisão e mudar o quadro a seu favor.
O governador Gerado Ackmin (foto) procurou se manter neutro no decorrer do processo e também nas prévias. Antes de votar, ao lado da primeira-dama, Lu Alckmin, no Bairro do Butantã, na zona Oeste, ele tomou seu café da manhã com o pré-candidato Floriano Pesaro, e mais tarde, participou da inauguração de um conjunto habitacional no Bairro do Jaraguá, na zona norte da Capital, ao lado de de João Doria e do vice-prefeito Bruno Covas, que vai assumir a Prefeitura. (Fonte: IstoÉ)
 
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O PSDB de São Paulo realiza neste domingo,18/03, eleições prévias para escolha de seu candidato ao Governo do Estado nas eleições de outubro deste ano. É a primeira vez na história do partido, que completará 30 anos no mês de junho, que a escolha do candidato a Governador se dará por meio do voto direto dos filiados.
Quatro tucanos disputam a indicação: o presidente do ITV (Instituto Teotônio Vilela), José Aníbal;, o cientista político Luiz Felipe D’Ávila; o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro; e o prefeito de São Paulo, João Doria.
A votação será feita por meio de cédulas de papel. Ao todo, 126 urnas serão disponibilizadas em 72 cidades paulistas. Serão 71 urnas no interior e Grande São Paulo e 55 distribuídas nos zonais da capital.
A totalização dos votos será feita no Diretório Estadual a partir das 16h, onde também será anunciado o resultado (Av. Indianópolis, 1123 – Moema).
Doria favorito
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Bruno Covas e João Doria
 
O prefeito de São Paulo, João Doria, que resolveu deixar a Preifeutura para se candidatar ao governo do Estado, conta com um arco de apoio e entra como favorito nas prévias. O vice-prefeito da Capital, Bruno Covas (à esquerda), afirmou que a pré-candidatura de Doria representa uma onda coletiva e a esperança de ver o projeto de governo da socialdemocracia continuado. “É um projeto que ajudará a eleger Geraldo Alckmin presidente do Brasil, ajudará a eleger nossos deputados e a defender o legado que vem sendo construído desde 1994”, disse.
Em seu discurso, João Doria afirmou não temer a disputa nem os debates decorrentes dela. “Sou filho das prévias”, disse. “Vamos juntos para a vitória. Vamos contribuir com essa vitória para dar ao Brasil um novo presidente, que se chama Geraldo Alckmin”, afirmou.
Em Osasco e região
De Paula
De Paula, vereador e presidente do PSDB de Osasco
 
Na região Oeste da Grande São Paulo, as prévias tucanas serão realizadas nas cidade de Osasco, Barueri, Carapicuíba e Itapevi. Em Osasco, elas serão realizadas na Câmara Municipal.
Para o presidente do PSDB de Osasco, vereador De Paula (foto), o vencedor das prévias será o "próximo governador de São Paulo". De Paula pede a presença de todos filiados osasquenses e afirma: "É um momento muito importante para os nossos filiados participarem desse show de democracia do PSDB. Temos a possibilidade de escolher quem queremos para substituir o governador Geraldo Alckmin. E o escolhido terá a missão de defender um legado muito importante", afirmou De Paula.
 

Veja onde votarão os candidatos

Luiz Felipe D’ávila – 9h15 na sede do Diretório Estadual do PSDB-SP (Av. Indianópolis, 1123 – Moema)

Floriano Pesaro, 10h na sede do Diretório Estadual do PSDB-SP (Av. Indianópolis, 1123 – Moema)

João Doria – 11h no Zonal de Pinheiros (Rua Eugênio de Medeiros, nº 564 – Pinheiros)

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Visando fortalecer a sua candidatura ao Planalto, principalmente, em seu maior reduto eleitoral, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já admite que seu partido não tenha candidato ao governo do estado para apoiar a candidatura de seu vice, Márcio França (PSB). Com isso, o PSDB abriria mão do comando de São Paulo depois de 24 anos no Palácio Bandeirantes. Para implementar essa troca de apoio na campanha e também com receio de atritos entre aliados pelo governo paulista, correligionários do governador ensaiam um palanque único no Estado. Nesse caso, os tucanos abririam mão da cabeça de chapa e indicariam o vice na chapa de Márcio França.
 
Para os tucanos, o mais importante nesse momento é fortalecer o projeto nacional em torno de Alckmin e, ao mesmo tempo, afastar qualquer problema com aliados em São Paulo. Na opinião deles, a prioridade é a eleição de Alckmin para a Presidência da República e a volta do partido ao poder depois de 16 anos. Na opinião dos tucanos, isso valeria o sacrifício de perder o governo de São Paulo, o principal estado da Federação.
Márcio França, que não esconde de ninguém a sua candidatura, vai assumir o governo em abril, quando Alckmin renunciará para concorrer à Presidência,. França já lançou sua pré-candidatura e tem anunciado apoio de outras legendas. O assunto ainda não é consenço no PSDB, que tem outros quatro postulantes à sucessão de Alckmin. Um deles é o de João Doria, prefeito da Capital.
No entanto, após José Serra anunciar que não vai disputar a eleição para o governo paulista, a possibilidade de apoio a Márcio França passou a ser admitida publicamente pelo próprio governador e presidente nacional do PSDB. Na opinião de Alckmin, “não é obrigatório” o candidato ao governo ser do seu partido. “Se o Márcio França assumir o governo é natural que ele queira ser candidato, o que é legítimo. E, se pudermos ter um candidato só, melhor", afirmou Alckmin.
França sempre foi apresentado como aliado leal ao governador Alckmin. Com esse perfil, o vice-governador ganha a preferência por já ter uma candidatura consolidada e que terá a máquina estadual na mão durante a campanha. Além disso, os tucanos defendem o apoio a França, alegando que ele só poderá ficar quatro anos no cargo, abrindo, assim, a possibilidade do PSDB ao comando do Estado em 2022. Na sexta-feira, 26, Alckmin e França cumpriram compromisso de agenda conjunta em São Vicente cidade onde o vice iniciou sua carreira política.
Alianças
Se o apoio a Marcio França se consolidar, Alckmin abre mão do Estado mais rico da federação para o PSB, porém, por outro ladi, consegue também atrair para a sua coligação um partido com forte atuação no Nordeste, onde o governador paulista se mostra mais frágil eleitoralmente, e outras legendas que já fecharam apoio a França no Estado, como o PR.
O objetivo do grupo de Alckmin é consolidar o nome do governador como o único candidato de centro na disputa presidencial em 2018. E, assim, amarrando o PSB em São Paulo, Alckmin enfraqueceria uma possível candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Apoiando França e o PSB em São paulo, o governador ficaria livre para oferecer a vice na chapa ao Palácio do Planalto ao DEM.
 
Mas há resistências no PSDB. Brunco Covas, vice-preveito de São Paulo, afirma: “Sempre vou defender que o PSDB tenha candidatura própria. Há dez anos, por exemplo, fui contra apoiar a eleição do prefeito (Gilberto) Kassab para que o governador fosse candidato pelo PSDB. O Fernando Henrique foi reeleito presidente com palanques de Mário Covas e Paulo Maluf. Tenho certeza de que o Marcio França vai apoiar a eleição de Alckmin independentemente de qualquer contrapartida. Descarto o partido ter um vice”, disse Bruno Covas. (Fonte: Veja)

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