Segunda, 24 Junho 2019 | Login
Os envolvidos são acusados pelo Ministério Público de integrarem um esquema de pagamento de propina pela construtora Odebrecht.
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ex-ministros Antônio Palocci, Paulo Bernardo e o empresário Marcelo Odebrecht viraram réus na 10ª Vara Federal de Brasília. O juiz Vallisney de Souza Oliveira aceitou a denúncia oferecida pelo ministério Público contra os acusados de integrarem um esquema de pagamento de propina. Paulo Bernardo é marido da deputada Federal, Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Federal, Lula, Palocci e Paulo Bernardo atuaram, a pedido da empreiteira Odebrecht para aumentar o valor de um empréstimo que o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) faria para Angola. Posteriormente, de acordo com o Ministério Público, a construtora se beneficiou angariando parte do repasse.
A denúncia afirma que a empresa ofereceu a Lula, em 2010, R$ 64 milhões, que foram colocado à disposição do PT. Lula e os ministros teriam cometido o crime de corrupção passiva e Marcelo de corrupção. Ernesto Sá Vieira e Luiz Antonio Mameri também se tornaram réus na mesma ação.
Outras condenações
Condenado pelo caso do triplex do Guarujá pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, Lula já se encontra preso desde 7 de abril de 2018, na Polícia Federal de Curitiba. O ex-presidente petista já foi também condenado na primeira instância pelos mesmos crimes no caso do sítio de Atibaia e o caso deve ser julgado nos próximos meses pelos desembargadores do TRF4 (Tribunal Regional Federa, de Porto Alegre.(Com informações do Estado de Minas)
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Nas eleições de 2016, o PT foi, praticamente, varrido das Prefeituras e Câmaras Municipais. E, se não mudarem, os tucanos correm o mesmo risco, a não ser que algum tucano tenha apoio irrestrito de governantes, como Bolsonaro e Doria.

 

Por Renato Ferreira - 

Não é novidade para nenhum brasileiro que as maiores lideranças do PT e do PSDB são ainda, respectivamente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Isto porque o Lula faz política desde os anos 1980, quando fundou o PT, e foi presidente por dois mandatos, enquanto o Aécio, depois de FHC, foi o tucano que mais perto chegou de ser eleito para a Presidência da República. O Geraldo Alckmin, que poderia ter tirado do mineiro essa posição, acabou se transformando num candidato nanico nas eleições de 2018.

Só que agora, a pouco mais de um ano das eleições municipais de 2020, tanto PT, como PSDB, estão órfãos dessas lideranças. Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e, ainda aguardando outras condenações, Lula já está preso há mais de um ano, cumprindo pena de 9 anos de reclusão. Por outro lado, o Aécio Neves já foi também denunciado por crimes de corrupção na Lava Jato e se acabou em termos políticos. Tanto é assim que, depois de perder a eleição para Dilma Roussef, em 2016, teve que desistir da candidatura ao Senado, sendo eleito apenas para Deputado Federal, enquanto aguarda condenação na Justiça e seguir para o mesmo destino de Lula.

Em 2020, como será?

Sendo assim, resta uma pergunta no ar: Como PT e PSDB sairão das urnas em 2020? Como todos lembram, já sofrendo as consequências da corrupção, em 2016, mesmo com Lula livre e fazendo campanha abertamente, o PT foi um fiasco e acabou sendo varrido do mapa eleitoral dos municípios. Prova disso foi a eleição em São Paulo, onde o petista Fernando Haddad não conseguiu a reeleição e foi derrotado pelo tucano João Doria.

Além disso, Câmaras Municipais de importantes cidades, como Osasco, na região Oeste da Grande São Paulo, não elegeu nenhum vereador petista pela primeira vez desde os anos 1990. A derrocada petista foi ainda maior em Estados como no Mato Grosso do Sul, que não elegeu nenhum vereador em suas centenas de municípios.

Naquelas eleições, os tucanos, ainda sem os efeitos da corrupção, conseguiram bons resultados em todas as regiões do país. Mas, como será o desempenho do PSDB em 2020, depois da derrocada de Aécio Neves e de Geraldo Alckmin? Dividido, o ninho tucano ferve em todo Brasil.

Doria pode fazer a diferença

Doria e Lindoso

Governador de São Paulo, João Doria, e o vereador de Osasco, Dr. Lindoso, ambos do PSDB

Ao contrário dos petistas, que ainda tentam ressuscitar o Lula, uma vez que não têm outra liderança e puxador de votos no mesmo nível do ex-presidente, os tucanos ainda têm uma tábua de salvação, que tem nome e endereço: João Doria, inquilino do Palácio do Bandeirantes.

São Paulo e Minas são os dois maiores colégios eleitorais do Brasil e o resultado das eleições gerais nesses estados funcionam como termômetro para as futuras empreitadas eleitorais dos partidos. E petistas, como tucanos, se deterioraram em Minas, em 2018. O ex-governador petista, Fernando Pimentel, ficou pelo caminho, levando consigo a ex-presidente Dilma, candidata favorita ao Senado. Mas, o senador tucano, Antonio Anastasia, favorito para voltar ao Palácio da Liberdade, também derrapou no segundo turno e perdeu feio para o novato Romeu Zema, do Partido Novo.

Só que em São Paulo, onde os petistas jamais elegeram o governador, os tucanos mostraram mais uma vez a sua força no estado e elegeram João Doria. No primeiro turno, o PT foi mais uma vez um fiasco com a candidatura do sindicalista Luiz Marinho e, no segundo turno, não obteve sucesso apoiando a reeleição de Márcio França, do PSB.

Então, em 2020, a esperança dos líderes tucanos, é um bom desempenho do governo Doria. Pois, será do Palácio dos Bandeirantes, que os futuros candidatos tucanos, seja para as Prefeituras ou Câmaras Municipais, esperam que venham as melhores contribuições para as suas empreitadas eleitorais.

Fogo amigo em Osasco

Rogério Lins Emidio e Lindoso

Prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos); deputado estadual, Emidio de Souza (PT); e o vereador osasquense, Dr. Lindoso (PSDB)

E como não poderia ser diferente, os problemas jurídicos de suas lideranças federais acabam também atingindo petistas e tucanos na esfera municipal. Como já falamos de Osasco, voltamos a citar essa cidade paulista, uma vez que, sendo um município densamente povoado em seus apenas 64 quilômetros quadrados, Osasco representa muito bem um extrato da sociedade brasileira, sobretudo, em termos políticos.

E as brigas internas no Diretório Nacional atinge, sem dúvida, os diretórios municipais dessas duas siglas, não sendo diferente em Osasco, onde os políticos tentam mostrar suas próprias virtudes aos eleitores, sem falar muito das lideranças maiores, como Lula, Aécio e Alckmin.

Tendo sua base econômica firmada em grandes indústrias, principalmente, no ramo siderúrgico, Osasco sempre foi um braço forte do petismo. Tanto é assim, que a maioria de seus vereadores na cidade veio do meio sindical, como o ex-prefeito Emídio de Souza, que foi vereador e, atualmente, é deputado estadual.

Mas, desde o mensalão, passando pelo impeachment de Dilma Roussef e a prisão de Lula, que o PT osasquense não é o mesmo. Pela primeira vez, em 2016, não elegeu nenhum vereador e, em 2018, elegeu somente o Emidio para a Assembleia Legislativa. Mesmo assim, o candidato só se elegeu graças aos votos de fora da cidade. Se dependesse apenas de Osasco, ele não teria sido eleito. Com certeza, Emidio de Souza, será candidato a prefeito em 2020, mas, terá que fazer boas alianças se quiser voltar ao 'Palácio' Bussocaba.

Assim, como os petistas, os tucanos também não passam por bons momentos na cidade, onde já comandaram a Prefeitura por três mandatos consecutivos, com Celso Giglio e Silas Bortolosso, entre 1993 a 2004, além de outros mandados apoiando prefeitos aliados. Agora, no entanto, os tucanos já estão desde 2005 longe do Executivo osasquense. E não escondem o desejo de voltar a comandar a cidade.

Mas, como será o desempenho deles em 2020? Com as derrocadas de Aécio Neves e de Geraldo Alckmin e, consequentemente, com as brigas no Diretório Estadual, faz tempo que o ninho tucano de Osasco não é um exemplo de união. E as bicadas amigas já são púbicas e notórias.

Aliados de Alckmin e de Doria não se entendem e têm até tucanos quase já ora do ninho, que fazem parte da atual administração sob o comando de Rogério Lins, do Podemos. E essa desunião tucana em Osasco já é explícita na própria Câmara Municipal, onde os três representantes do partido - Dr. Lindoso, De Paula e Didi - claramente dão sinais de que não falam a mesma língua quando o assunto é união para as eleições de 2020.

E é, justamente, em Osasco, classificada como a "melhor esquina do Brasil", pelo saudoso Mário Covas, que João Doria poderá fazer a diferença para os tucanos. O atual governador paulista não teve apoio de Rogério Lins, que apoiou Márcio França, em 2018. Em conversas com seus correligionários da cidade, Doria tem demonstrado que tem como meta reconquistar a Prefeitura de Osasco para os tucanos.

Enquanto isso, essas desavenças internas de petistas e tucanos poderão beneficiar candidaturas de outros partidos. São os casos, por exemplo, do Podemos, partido do prefeito Rogério Lins, e do PSL, legenda do Presidente Jair Bolsonaro. Com certeza, candidatos desses partidos vão tentar de todas as formas, enfraquecer ainda mais os possíveis candidatos petistas e tucanos.

Em Osasco, um dos nomes do PSDB que tem sido ventilado como possível candidato a Prefeito é o do ex-presidente da Câmara, Dr. Lindoso, que cumpre seu segundo mandato de vereador. Aliado fiel do governador João Doria, Lindoso concedeu ao governador o Título de Cidadão Osasquense, em 2017. e tem se encontrado com frequência com o Governador.

Se não houver nenhum fato novo nessa corrida, tudo indica que o candidato tucano em Osasco, com apoio de Doria, deverá mesmo ser o Dr. Lindoso. Se vai ser eleito, aí são outros quinhentos, pois, o tucano terá que enfrentar a candidatura do atual Prefeito, Rogério Lins, que conta com apoio da Deputada Federal, Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e da maioria absoluta dos 21 vereadores. (Renato Ferreira)

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O ex-presidente petista, que está preso, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, é detonado pelo seu ex-ministro, que o classifica também de desleal.
 
Após a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições do ano passado, a esquerda continua batendo cabeça na tentativa de encontrar um nome de consenso que possa fazer frente ao atual Presidente em 2022. Só que, em vez de discursos de união, o que vem imperando na verdade é o fogo amigo entre as principais lideranças da chamada esquerda brasileira.
Nesta semana, por exemplo, o candidato derrotado à presidência da República nas eleições de 2018, Ciro Gomes (PDT), não medias as palavras para criticar o ex-presidente petista, Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso, condenado a mais de 9 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ciro diz que Lula é um “enganador profissional” e que se tornou um “defunto eleitoral”.
“Eu conheço o Lula. Ele é um encantador de serpentes, um enganador profissional. Não tem um companheiro com quem ele não tenha sido desleal ao longo da vida inteira, ele cultiva isso”, disse Ciro Gomes,na terça-feira, 14/05, em entrevista a Marcelo Tas no programa Provocações, da TV Cultura.
O ex-ministro de Lula e Dilma, disse que o PT tem dificuldades para lidar com o fato de Lula ter se tornado um “defunto eleitoral” por conta das condenações. “No PT todo mundo sabe que do ponto de vista eleitoral o Lula é carta fora do baralho. Como manejar este defunto eleitoral é muito delicado para todos eles. Ele fez uma lei que determina que num País com quatro graus de jurisdição, no 2º grau de condenação, você perde os direitos políticos. Ele está inelegível até fazer 90 anos.”, afirma Ciro Gomes. (Fonte: Jovem Pan)
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Petistas comemoram a decisão da Justiça que poderá colocar Lula em liberdade no mês de setembro. Por outro lado, os ministros confirmam as condenações por corrupção e lavagem de dinheiro e derrubam a narrativa de inocência do ex-presidente petista. Até setembro, o TRF deverá também julgar o caso do sítio de Atibaia, onde Lula já foi condenado a mais de 12 anos de prisão.

 

Nesta terça-feira, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, reduzir a pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do triplex no Guarujá (SP), de 12 anos e um mês para 8 anos e 10 meses de prisão.

O recurso de Lula no caso foi trazido a julgamento nesta terça-feira pelo relator da Lava Jato no STJ, ministro Felix Fischer, que foi o primeiro a votar por manter a condenação, mas reduzir a pena do ex-presidente. Ele foi acompanhado pelos outros três ministros que participaram do julgamento – Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas.

Foi reduzido também o valor da multa que deve ser paga por Lula, para o equivalente a 875 vezes o salário mínimo vigente à época do cometimento dos crimes, ante os 1.440 salários mínimos anteriores.

Os ministros reduziram ainda de R$ 16 milhões para R$ 2,4 milhões o valor dos danos que devem ser reparados por Lula em decorrência das vantagens indevidas recebidas. Conforme previsto no Código Penal, uma eventual progressão no regime de cumprimento de pena, de fechado para semiaberto, está condicionada ao pagamento da quantia, ressaltou Fischer em seu voto.

Argumentos rejeitados

STJ

Os ministros rejeitaram, porém, aproximadamente duas dezenas de questionamentos feitos pela defesa de Lula, que buscava sobretudo a anulação completa da condenação. Os advogados argumentavam ter havido, por exemplo, parcialidade do ex-juiz Sergio Moro e atuação abusiva dos procuradores da Lava Jato no caso.

Outros argumentos questionavam a competência da Justiça do Paraná para ter julgado o caso e alegavam a irregularidade na juntada de provas aos autos do processo e o cerceamento de defesa pela negativa de perícias em documentos e de realização de interrogatórios e diligências, bem como contradições na sentença, que teria sido baseada unicamente na palavra de um delator, segundo os advogados.

Para os ministros do STJ, contudo, os argumentos da defesa buscavam o reexame de provas, o que a jurisprudência do tribunal superior não permite, ou demonstravam “mera irresignação com o resultado do julgamento” nas instâncias inferiores, nas palavras do ministro Jorge Mussi.

Durante o julgamento, o advogado Cristiano Zanin, que representa Lula e estava presente na sessão, não teve permissão para falar. O presidente da Quinta Turma, Reynaldo Soares da Fonseca, ressaltou que o tipo de recurso apresentado pela defesa do ex-presidente não permitia sustentação oral, segundo o regimento interno do STJ.

Na tentativa de anular a condenação, a defesa de Lula apresentou também um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda deve ser julgado.

Condenação

Triplex

Lula foi condenado sob a acusação de receber um apartamento triplex no Guarujá da Construtora OAS, bem como por ocultar a titularidade do imóvel. O total de vantagens indevidas recebidas, segundo a acusação, somaram R$ 3,7 milhões, incluindo ainda os gastos com reformas. A condenação do ex-presidente foi pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na sentença inicial, proferida em julho de 2017, Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão pelo então juiz Sergio Moro, que julgou as vantagens recebidas como relacionadas a desvios na Petrobras.

Em janeiro do ano passado, a condenação foi confirmada e a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal, para 12 anos e um mês de prisão - 8 anos e 4 meses pelo crime de corrupção passiva e 3 anos e 9 meses pela lavagem de dinheiro.

Nesta terça-feira, a pena de corrupção foi reduzida pelo STJ para 5 anos e seis meses, enquanto a de lavagem ficou em 3 anos e quatro meses, resultando nos 8 anos e 10 meses finais.

Lula está preso desde abril do ano passado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Cuririba. A prisão foi determinada por Moro após encerrados os recursos em segunda instância, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo com a decisão do STJ, Lula deve continuar preso pelo mesmo entendimento, mas terá direito mais rápido à progressão de regime, quando cumprir um sexto da pena e passar para o regime semiaberto, fato que deve ocorrer em setembro. (Agência Brasil)

Tem um sítio no meio do caminho

Sítio de Atibaia

Lula só não deixará o regime fechado para o semiaberto, em setembro deste ano se o TRF4 votar até lá o caso do Sítio de Atibaia, onde ele já foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão na Primeira Instância.

Se os desembargadores julgarem esse processo e confirmarem a pena, o ex-presidente petista terá que cumprir mais de 20 de anos prisão, aumentando assim o tempo para ele ter o direito de progressão de pena. Normalmente, os membros do TRF4 têm confirmado e aumentado as penas para condenados da Lava Jato.

A decisão de hoje do STJ, se por um lado beneficia Lula, já que reduz sua pena em 4 anos, por outro, confirma as condenações por corrupção e lavagem de dinheiro e derruba a tese de inocência do ex-presidente petista. (Renato Ferreira)

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Resta saber, agora, se a medida vale também para outros condenados como Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Fernandinho Beira-Mar, dentre outros.

 

Nesta quinta-feira, 18/04, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu arquivar sua própria decisão que impedia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conceder entrevistas à imprensa. A decisão de Toffoli saiu poucas depois que seu colega, ministro Alexandre de Moraes também derrubou sua própria decisão de censurar uma reportagem do site Antagonista e da revista Crosué.

Desde 7 de abril do ano passado, Lula está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para cumprir pena inicial de 12 anos e um mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Agora, com a medida de Toffoli, o ex-presidente poderá conceder uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que teve pedido rejeitado pela Justiça Federal em Curitiba. 
Após a decisão, Toffoli enviou o caso para Lewandowski, que deverá determinar a autorização para a entrevista.
"Determino o retorno dos autos ao gabinete do relator para as providências cabíveis, uma vez que não há impedimento no cumprimento da decisão proferida pelo eminente relator nesta ação e naquelas apensadas", decidiu.

Liminares e impasse

Ministros Toffoli Fux e Lewandowski

Ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, e Dias Toffoli

No ano passado, durante as eleições de 2018, houve uma solicitação da Folha pedindo a entrevista com Lula. Isso foi no final do mês de setembro, dia 28, quando o ministro Ricardo Lewandowski, concedeu a liminar. No mesmo dia, no entanto, o ministro Luiz Fux revogou a liminar impedindo a entrevista, fato ue gerou polêmica e impasse nos bastidores do Supremo.

Para serenar os ânimos na Suprema Corte, já que alguns ministros criticaram a decisão de Fux, Dias Toffoli confirmou a proibição. Veja o que ele disse em sua decisão no dia 1º de Outubro de 2018: "A fim de dirimir a dúvida no cumprimento de determinação desta Corte, cumpra-se, em toda a sua extensão, a decisão liminar proferida em 28/9/18, pelo vice-presidente da Corte, Ministro Luiz Fux", afirmou Toffoli em despacho.

O caso deveria ser julgado pelo Plenário do Supremo, o que acabou não acontecendo. Até esta quinta-feira, quando o próprio Toffoli derrubou sua decisão. Ao analisar a questão novamente, o presidente informou que o processo principal do caso, relatado por Lewandowski chegou ao fim e a liminar de Toffoli perdeu o efeito.

Antes de o caso chegar ao STF, a juíza federal Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, negou o pedido de autorização solicitado por órgãos de imprensa para que o ex-presidente conceda entrevistas.
Ao decidir o caso, a magistrada entendeu que a legislação não prevê o direito absoluto de um preso à concessão de entrevistas. “O preso se submete a regime jurídico próprio, não sendo possível, por motivos inerentes ao encarceramento, assegurar-lhe direitos na amplitude daqueles exercidos pelo cidadão em pleno gozo de sua liberdade”, entendeu a juíza. (Fonte: Agência Brasil)

E os outros presos?
Resta saber se a decisão de Toffoli beneficiará somente o ex-presidente Lula. Como sua decisão foi tomada em 2018 para serenar os ânimos no STF, agora, ela poderá gerar dúvidas quanto ao direito de demais condenados pela Justiça brasileira.

Porque, agora, outros presos também famosos, como Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, condenados também por corrupção e lavagem de dinheiro; ou ainda Fernadinho Beira-Mar, condenado por tráfico de drogas, poderão também requerer o direito de conceder entrevista na prisão. E aí como fica? Afinal, segundo a Constituição Federal, todos os brasileiros são iguais e têm os mesmos direitos e obrigações perante a Lei. (Renato Ferreira)

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Quinta, 11 Abril 2019 11:35

Ninguém nasce para ser Presidente!

 

As diferenças em Bolsonaro e Lula!

O problema maior não é quando o cara diz: "não nasci para ser Presidente", mas, tem o apoio da maioria do povo para presidir o país. Ninguém nasce para ser Presidente.

Problema mesmo é o cara dizer: "nasci para ser Presidente" e depois de dois mandatos, é condenado e preso pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro".(Renato Ferreira)

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Assim, Lula admite que é um "criminoso" e não um preso político perseguido pela Justiça brasileira.

 Renato Ferreira - 

Até hoje, o ex-presidente Lula (PT), batia o pé e se dizia inocente, acreditando ainda que poderia sair da prisão nos braços do povo. Mas, agora, depois de um ano atrás das grades, condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o petista já admite o crime de corrupção para diminuir sua pena e até mudar de regime prisional.

Na verdade trata-se de uma brecha na Lei que seus advogados tentam como último recurso para tirar o ex-presidente da prisão. E tudo isso com o mais absoluto silêncio da grande imprensa, justamente, para não alardear o que os advogados de defesa do condenado tentarão fazer sem alarde, primeiro no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e depois no STF (Supremo Tribunal Federal, onde têm ministros simpáticos à liberdade de Lula.

Com esse objetivo, defesa do ex-presidente petista impetrou recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando que Lula admite o crime de corrupção passiva.

Trata-se de uma tese defendida pelo advogado Cristiano Zanin, na tentativa de conseguir reduzir a pena do ex-presidente.

Nos moldes do mensalão

No recurso proposto por Zanin, a alegação é de que não houve lavagem de dinheiro, apenas o primeiro crime, nos moldes da tese desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no episódio do mensalão.

Na época, réus do mensalão foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro, pois fixou-se o entendimento que esse crime era apenas a conclusão do crime de corrupção.

Agora, mesmo depois de passar todo tempo negando os crimes e alegando inocência, Lula tenta a mesma estratégia. Se vingar, com a pena diminuída ele terá o benefício da prisão domiciliar.

Mas, seja como for, finalmente Lula admite que é um "criminoso" e não preso político perseguido pela Justiça brasileira.

Um ano de prisão

Lula ha um ano preso

Neste domingo, 7 de abril, faz um ano que Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil por dois mandatos (2003 a 2010), encontra-se preso na Polícia Federal de Curitiba. Investigado pela Lava Jato, Lula foi condenado a mais de 10 anos pelos crimes de corrupção e lavagem e dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Na primeira instancia, ele foi condenado pelo, então, juiz Sergio Moro (hoje, ministro da Justiça), a 9 anos de prisão, cuja pena foi confirmada e aumentada pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre.

Já no mês de março, o ex-presidente petista foi novamente condenado a mais de 12 anos de prisão, também pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no processo que envolve o sítio de Atibaia. Essa condenação será ainda apreciada pelo TRF-4, que poderá anular ou confirmar a sentença diminuindo ou aumentando a pena. Pelo histórico das decisões do TRF-4, essa pena deverá também ser confirmada e até aumentada.

De SBC para o mundo

Lula no sindicato em SBC

No início de abril de 2018, estávamos em Buenos Aires e foi de lá que eu, minha esposa e meus filhos assistimos a todo aquele espetáculo promovido pelos petistas antes e durante a prisão do Lula, em São Bernardo do Campo.

Dois canais argentinos ficaram 24 horas desde sexta-feira até domingo, transmitindo todas as idas e vindas que antecederam a prisão do ex-presidente. Eles tentavam entender aquele triste espetáculo nas dependências do Sindicato dos Metalúrgicos, onde até missa em homenagem à falecida Marisa Letícia, esposa do Lula, foi realizada para postegar a saída dele para prisão.

Durante todo aquele final de semana, ouvimos comentários de analistas políticos argentinos, tanto a favor, como contra a prisão de Lula. Durante a programação, houve também muitos comentários jocosos sobre a demora de uma definição. Os apresentadores faziam piadas e até apostas sobre o momento em que a Polícia Federal entraria no prédio ou que Lula se entregaria.(Renato Ferreira - Fonte: Época e Jornal da Cidade)

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O ex-presidente petista 'julgou, absolveu' e não permitiu a extradição do terrorista e assassino italiano.

 

Pela primeira vez, o italiano Cesare Battisti, de 64 anos, extraditado em janeiro do Brasil para a Itália, admitiu ter participado do assassinato de quatro pessoas nos anos de 1970. Na presença do procurador-geral de Milão, Francesco Greco, no Ministério Público, ele confirmou o envolvimento nos crimes e pediu desculpas aos parentes das vítimas.

Segundo relatos, durante o depoimento, Battisti disse que se envolveu nos atos políticos por acreditar que aquela era uma “guerra justa”. O italiano foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas durante os anos de 1970. Na época, ele integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Até então ele afirmava ser inocente.

O procurador Francesco Greco disse que Battisti admitiu "suas responsabilidades" em quatro assassinatos, no ferimento de três pessoas e na participação de roubos.

Captura e extradição
Battisti foi capturado em 12 de janeiro à noite enquanto caminhava pela rua em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A prisão foi resultado de uma parceria de agentes bolivianos e italianos com apoio de brasileiros.

No Brasil desde 2004, o italiano foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo STF.

Desde a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a extradição de Battisti. Ao assumir o poder, ele reiterou sua determinação em capturar e enviar para a Itália para o cumprimento da pena. (Agência Brasil com informações da RAI, emissora pública de televisão da Itália)

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já condenado a mais de 20 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, tem agora uma companhia familiar em outro indiciamento: seu filho, Luís Cláudio Nesta quarta-feira, 20/03, a Polícia Federal indiciou os dois pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência por pagamentos para a empresa de marketing esportivo Touchdown, de propriedade do Lulinha.
A empresa passou a ser investigada pela Polícia Federal em 2017, com as delações da Odebrecht na Lava Jato. A investigação descobriu que, ao longo dos anos, a Touchdown recebeu mais de R$ 10 milhões de grandes patrocinadores, mas o capital social da empresa era de R$ 1 mil.
A pedido da PF, a juíza Bárbara de Lima Issepi, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, determinou que a investigação seja encaminhada para uma vara especializada em crimes financeiros. O caso agora está sendo analisado pela Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo.
Para a defesa de Lula, o relatório da PF é "opinativo, com fragilidade jurídica e distanciamento da realidade dos fatos".
Em deleção, o ex-executivo Alexandrino Alencar disse que, em 2011, o ex-presidente Lula pediu ajuda a Emílio Odebrecht para que o filho Luís Cláudio iniciasse a carreira de empresário. Na ocasião da delação, o instituto Lula divulgou nota: "Delações são relatos unilaterais para a obtenção de benefícios judiciais. São indícios de provas, não provas. Mesmo que o relato de Alexandrino Alencar seja verdadeiro, os fatos teriam acontecido após Lula ter deixado a presidência, quando não exercia nenhum cargo público e sequer seriam atos ilegais."
“Então, ele pede isso de uma maneira digamos eu diria de um pai pedindo para outro pai muito interessante esse evento. E na mesma maneira, Lula pede para ele que se pudesse ajudar o filho dele a iniciar uma carreira empresarial”, disse Alencar em depoimento.
Alexandrino entregou à força-tarefa recibos de pagamento da Empresa Concept, contratada por ele para ajudar na criação de uma liga de futebol americano no Brasil. Alexandrino revelou que a Odebrecht pagou a maior parte do serviço, o equivalente a cerca de R$ 2 milhões e cerca de R$ 120 mil foram pagos por Luís Cláudio.
“Combinei com o Luis Claudio que nós pagaríamos 90% do custo da Concept e ele e a Touchdown pagariam 10%. Meu compromisso original com o presidente e com o Emílio era de 2 anos. Depois, ele voava sozinho. Então, ampliamos porque ele se atrapalhava e não decolava. Renovamos mais um ano. Soube depois, agora, que ele teve de desistir do projeto”, contou Alencar.
No relatório final da investigação, a Polícia Federal afirma que, apesar das expressivas quantias pagas, não houve formalização do contrato entre a empresa de Luís Cláudio e a Concept.
Segundo o inquérito, os serviços prestados pela Concept à empresa de Luís Cláudio estavam, pelo menos, 600% acima do valor de mercado. Em depoimento, o diretor da Concept disse que a consultoria realizada para a Touchdown custou entre R$ 300 e R$ 400 mil.
A Polícia Federal também diz que Luís Cláudio usou um laranja para movimentar dinheiro ilícito. Os investigadores identificaram que uma empresa de recreação e produção de doces e salgados, que tem capital social de apenas R$ 1 real recebeu, só em 2013, cerca de R$ 846 mil da Touchdown.
Segundo a polícia, antes de começar a receber os valores da empresa de Luís Cláudio, a dona da empresa tinha renda mensal de apenas um salário mínimo.
Representantes da Confederação Brasileira de Futebol Americano também prestaram depoimento e disseram que não tiveram patrocínio anual e nem investimentos que durassem tantos anos, em valores tão expressivos, e sem formalizar um contrato.
Um relatório da Receita Federal, que faz parte do inquérito, também aponta indícios de irregularidades e omissão de receitas na movimentação financeira da Touchdown, os autores dizem que “causa estranheza que a empresa comprove pagamentos apenas a partir de dezembro de 2012, sendo que os serviços já eram prestados pelo menos desde março do mesmo ano
Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do triplex no Guarujá (SP). (G1)
 
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Renato Ferreira - 

Ontem, diante de algumas postagens festejando a morte do pequeno Arthur, de 7 anos, só porque ele era neto do ex-presidente Lula, fiz uma postagem em minha página do Facebook criticando essa baixaria, digna de pessoas irracionais. Afirmei na oportunidade que quem faz pode ser tudo, menos gente. Veja aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/2193929194030642

Hoje, porém, volto a esse assunto tão triste, que arrasa qualquer família, para mostrar que a mediocridade e a falta de humanidade não tem lado.

Assim como aqueles que se comportaram como animais irracionais diante da tragédia na família Lula, não dá para aceitar também o que membros da chamada esquerda fizeram no cemitério de São Bernardo, transformando o velório do garoto Arthur, momento de dor para os pais e avós, num palanque político em defesa do ex-presidente.

E tudo começou no dia da morte do menino, sexta-feira, quando a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já incitava seus comandados pelas redes sociais. "Queremos o Lula Livre. Isso é mais uma tragédia familiar, além da perseguição política ao Lula, que está preso injustamente".

Hoje, no dia da cremação, além dos gritos de "Lula Livre", após a cerimônia fúnebre e depois que o Lula já havia retornado para Curitiba, Paulo Okamoto, uma das pessoas mais próximas do ex-presidente petista, num ato falho, claro, pediu desculpas aos presentes, porque nem todos puderam participar da "festa" naquele local. Imediatamente, ele foi interrompido aos gritos. Veja, aqui, quando Okamoto chama o velório de festa: https://www.facebook.com/Nilmatins/videos/10205610405856885/?epa=SEARCH_BOX

Portanto, é muito triste ver que em pleno século 21, brasileiros ainda são usados como massa de manobra, por políticos corruptos, uns para festejar, e outros para transformar a morte de um menino inocente em palanque políticos.

E só lembrando: As redes sociais estão cheias de postagens de imbecis festejando a facada em Bolsonaro. E mais: Torcendo para que ele não saísse do hospital, depois de várias cirurgias e da pneumonia.

Precisamos evoluir muito ainda para nos livramos de atos tão abomináveis. Lamentável! (Renato Ferreira). (Esta foto foi publicada pelo Diário do Grande ABC)

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