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Lula diz que "está lascado" e quer ser respeitado como "um demônio" em evento público

Lula diz que "está lascado" e quer ser respeitado como "um demônio" em evento público Featured

Despido do "Lulinha Paz e Amor", o ex-presidente petista retoma a narrativa do "nós contra eles", que é repetida por seus seguidores país afora, como aconteceu em Osasco, nesta segunda-feira, durante evento de entrega de Título de Cidadão a João Doria

 

Condenado a 9 anos e 6 meses de prisão em primeira instância e correndo o risco claro também de ter a sua condenação confirmada e aumentada em segunda instância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT), disse nesta segunda-feira (09/10),  que está "lascado",  afirmando, em seguida, que espera "desculpas" do juiz Sérgio Moro. A afirmações de Lula foram feitas durante ato em defesa das universidades públicas. Além de subir o tom contra a Lava Jato,  Lula também desafiou seus acusadores a ver o que acontecerá no país se o impedirem de ser candidato ao Palácio do Planalto em 2018.

"Eu sei que eu estou lascado. Todo dia tem um processo. Não quero nem que o Moro me absolva, só quero que peça desculpas", declarou o ex-presidente. Aplaudido pela plateia, que o chamava de "guerreiro do povo brasileiro", Lula continuou em sua ofensiva verborrágica.  "Eles agem todo santo dia para me tirar da disputa. Obviamente que eles podem. Juntam meia dúzia de juiz e votam. Não me deixam ser candidato e pronto. Se eles acham que, me tirando da disputa, está resolvido o problema deles, façam e vamos ver o que acontece no País", desafiou o ex-presidente petista, que abandou a marca de "Lulinha Paz e Amor", criada por Duda Mendonça, um dos primeiros da lista de marqueteiros corruptos, responsáveis pelas campanhas petistas, acusados e condenados pela Lava Jato. E foi como "Lulinha Paz e Amor", que Lula chegou ao poder, em 2002, depois de várias derrotas.

 

"Demônio"

Antes de finalizar seu discurso nervoso, Lula lembrou que, em várias campanhas eleitorais de seu partido, o prédio da Bolsa de Valores de São Paulo fechava as portas, quando havia uma passeata do PT nas redondezas, "porque eles me consideravam um demônio. Eu não tenho cara de demônio, mas quero que me respeitem como se eu fosse. Eles sabem que, comigo, a economia brasileira não vai ficar mais subordinada ao rentismo", afirmou o petista.

Sob gritos de "Fora Temer", o ato em defesa das universidades públicas reuniu cerca de 400 pessoas no Centro Internacional de Convenções, em Brasília. Lula estava acompanhado do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que já foi apontado como plano B do PT nas eleições de 2018, caso Lula seja condenado também pelo TFR 4 (Tribunal Federal Regional) de Porto Alegre. Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá e é reu também em outras seis ações penais na Justiça.

Oposição raivosa em Osasco

 Protesto contra Doria

O discurso raivoso retomado por Lula e pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também indiciada na operação Lava Jato, tem sido repetido por militantes em todo o país, como aconteu na noite desta segunda-feira, 09, na Câmara Municipal de Osasco, onde o prefeito tucano de São Paulo, João Doria, recebeu o Título de Cidadão Osasquense, proposto pelo presidente da Casa, dr. Lindoso (PSDB). 

Demonstrando que ainda não engoliram a vitória de Doria nas eleições de 2016, quando ele derrotou a máquina administrativa e Fernando Haddadd, apoiado por Lula e Dilma, os petistas encontraram as dependências livres e invadiram o plenário.  Portando cartazes, usando termos de baixo calão e gritando palavras de ordem contra o prefeito da Capital paulista, eles pernameceram local das 18h até o final do evento. O número de manifestantes não era grande, mas, foi o suficiente para impedir que a homenagem fosse prestada na Sala Tiradentes, local das sessões do Legislativo.

Temendo pela segurança do homenageado, familiares, amigos e demais autoridades, uma vez que houve início de confronto no sagão do prédio, Lindoso resolveu entregar o Título a Doria na sala da Presidência. O tumulto foi generalizado e na saída das autoridades, os manifestantes ainda tentaram cercar o carro onde estava João Doria, um dos pré candidados que mais critica o Lula e os governos petistas, acusando-os de serem os reponsáveis pela crise econômica e pelo alto índide de corrupção no Brasil. (Renato Ferreira, com informações do Estado de Minas - Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP)

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