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Políticos corruptos fazem acordão; mas não combinam com eleitor

Políticos corruptos fazem acordão; mas não combinam com eleitor Featured

Após o acordão para se manterem no poder, lideranças políticas querem também aprovar a lista fechada e um fundo partidário de R$ 3,5 bilhões

 

Por Renato Ferreira -

Enquanto o país se afunda cada vez mais na pior crise política, econômica, social e moral de sua história, principalmente, nas áreas da saúde, educação e segurança, as principais lideranças políticas do Brasil, envolvidas em escândalos de corrupção, tentam fazer um acordão para se manter no poder a qualquer custo. E esse acordo passa, sobretuto, por interesses de líderes como Lula (PT), Aécio Neves (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB), que lideram os principais partidos e a política nacional. Esta foto mostra as principais lideranças políticas Brasil acusadas pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Aí só falta o Temer, cujo governo, praticamente, já terminou. Nesta segunda-feira (10/06), o relator da CCJ da Câmara, Sérgio Zveiter apresentará seu parecer e deverá indicar a admissibilidade do processo contra Michel Temer.

São acordos alinhavados pelos advogados que defendem esses políticos nas mais diversas frentes de investigação, como a Operação Lava Jato, sob o comando do juiz Sérgio Moro. Depois de se reunirem em São Paulo, agora, os advogados discutem o acordo até mesmo em entrevistas e nas redes sociais, sempre com duras críticas ao juiz Sérgio Moro e à forma de como ele comanda a Lava Jato. E as críticas a Moro tornaram-se mais intensas, justamente, quando a Lava Jato começou a mirar nos políticos.

Oficialmente, claro, a defesa dos políticos não confirma, mas, os primeiros resultados desse acordão já começaram a aparecer. Flagrado em gravação pedindo dois milhões de reais ao dono da JBS, Joesley Batista, o senador Aécio Neves, chegou a ser afastado do mandato, mas, já retornou. E nem processo no Conselho de Ética responderá no Senado. Agora, a contrapartida dos tucanos será diminuir o tom das críticas ao PT e à sua maior estrela, o Lula, que deverá ser candidato em 2018.

Outro ponto do acordão passa pelo combate à Lava Jato. Aí entra o dedo do PMDB, partido de Renan Calheiros e Michel Temer. Apesar de brigarem publicamente, todos sabem que o interesse de Temer e de Renan é de enfraquecer a Lava Jato. Nesse caso, o governo fez a sua parte tirando recursos da Operação em Curitiba. Na semana passada, além de diminuir os recursos financeiros, a Polícia Federal removeu também quatro delegados que trabalhavam exclusivamente na força tarefa da Lava Jato.

O acordão entre os políticos foi feito. Agora, eles querem ainda aprovar a lista fechada e um fundo partidário de R$ 3,5 bilhões para fortalecer as legendas. Outros ainda querem aprovar o financiamento público de campanha. Mas,  será que eles - políticos acusados e réus - combinaram com o eleitor? Com certeza, não. Desde o mensalão, passando pelo petrolão e outros escândalos, o eleitor brasileiro tem percebido quem são aqueles que comandam os esquemas de corrupção no país, com mentiras e obstruindo as investigações.

Nas últimas eleições municipais, o povo deu um duro recado nas urnas. E, certamente, nas eleições gerais de 2018 não será diferente. Hoje, com a força da internet e das redes sociais, os eleitores sabem muito bem quem são políticos que tratam a coisa pública com respeito e seriedade e aqueles que querem o poder apenas para se enriquecer ilicitamente em detrimento do povo trabalhador. Com certeza, o Bolsa Família, que beneficia cerca de 70 milhões de pesssoas pobres, não será suficiente para eleger politicos mentirosos e corruptos. (Renato Ferreira)

 

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