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Delações da Friboi caem como bomba sobre Temer e Aécio

Delações da Friboi caem como bomba sobre Temer e Aécio Featured

 

Depois do mensalão, do petrolão e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mais uma bomba política abala as estruturas governamentais do Brasil. Desde o fim da tarde desta quarta-feira (17/05), o Brasil está parado e estarrecido com as delações dos donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, que atingiram de morte o governo do presidente Michel Temer (PMDB) e a carreira pública do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB.

Os irmãos milionários, proprietários da maior processadora de carne do mundo e também de outras empresas, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer,  dando aval na compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As primeiras informações sobre a denúncia-bomba e que depois tomaram conta do noticiário nacional e internacional, foram publicadas pelo colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim.

Segundo a publicação de O Globo, o empresário Joesley entregou uma gravação feita em 7 de março deste ano em que Michel Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Rocha Loures já ocupou o cargo de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente, e assessor especial da presidência após o impeachment de Dilma Rousseff.

Conforme a reportagem,o dono da JBS teria marcado  um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou o que precisava no Cade. Pelo serviço, segundo 'O Globo', Joesley ofereceu propina de 5% e Rocha Lores aceitou.

As negociações sobre o pagamento dessas propinas teriam continuado em outra reunião, com a presenca  Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS. Nessa reunião, ficou combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, R$ 480 milhões ao longo de duas décadas. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em outra gravação, também realizada no mês de março, o empresário diz a Temer que estava pagando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que eles permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz: "tem que manter isso, viu?"

Também em gravação feita por Joesley Batista, o senador Aécio Neves (MG) é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o senador tucano justifica o pedido afirmando que precisava do dinheiro para pagar sua defesa na Lava Jato.

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, ex-diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.

Esse pagamento foi feito em quatro parcelas de R$ 500,00 e quem e quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor da JBS, Ricardo Saud.  Policiais federais rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

Aécio é afastado

Nesta quinta-feira, o STF, por meio do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, afastou Aécio Neves de suas funções no Senado. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot solicitou a prisão do senador mineiro, mas, ela não foi aceita ainda por Edson Fachin. Foram realizadas buscas e apreensões no gabinete do senador e em todos os imóveis de sua propriedade em Brasília, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Também hoje, a Polícia Federal prendeu o primo de Aécio e a sua irmã Andrea Neves. Aécio Neves foi tmbém afastado pela cúpula tucana da presidência do PSDB. Ele foi substituído pelo deputado Federal Carlos Sampaio (SP).

Bomba no Palácio

Com relação às denúncias contra o presidente Michel Temer, que está há um no Palácio do Planalto, depois de uma noite agitada e com reuniões intermináveis, o presidente correi, agora, o risco de perder totalmente o apoio do Congresso nas votações de reformas do Executivo, como a Trabalhista e da Previdência. O PPS já se manifestou no sentido de entregar todos os cargos que tem no governo. Aliados como o senador Caiado (DEM-GO) já se manifestaram afirmando que a melhor saída para o país seria a renúncia imediata de Michel Temer. 

Petistas envolvidos

Na mesma delação, o dono da Friboy envolve também dois ex-ministros dos governos petistas: Atonio Palocci e Guido Mantega. Sobre Palocci, o empresário diz que ele já foi contratado como consultor da JBS e que a empresa fez doações de caixa-dois ao PT a pedido de Palocci, conhecido como "Italiano" nas investigações da Lava Jato.

Com relação a Mantega, Joesley Batista diz que o ex-ministro era o seu canal para pagamentos às lideranças petistas.

Todos negam

Como sempre todos os envolvidos na Lava Jato negam as ausações. Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência afirma que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar". 

Também em nota, Aécio Neves se declarou "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

A JBS e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não vão se pronunciar. 

O deputado Rodrigo Rocha Loures estava em Nova York e, segundo sua assessoria, ele só irá se pronunciar quando voltar ao Brasil. A sua volta está programada para esta quinta-feira. (Renato Ferreira com Agências)

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