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Depoimentos de Palocci e de empreiteiro complicam PT e Lula

Depoimentos de Palocci e de empreiteiro complicam PT e Lula Featured

Ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro Antonio Palocci, homem forte dos governos petistas, colocou-se à disposição da Justiça para dar informações que ajudarão as investigações da Lava Jato. Já o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, afirmou que o triplex do Guarujá era de Lula e que o ex-presidente pediu para ele destruir provas.

As investigações da operação Lava Jato, que apura o esquema bilionário de desvio de dinheiro da Petrobras, vão se afunilando e, ao mesmo tempo, complicando a vida de grandes lideranças políticas de todos os partidos. Nesta quinta-feira (20/04), por exemplo, dois depoimentos tomados pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, complicaram de vez o Partido dos Trabalhadores (PT), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma/Fazenda e Casa Civil) pediu a palavra durante seu interrogatório na Operação Lava Jato, para se colocar à disposição da Justiça e ajudar nas investigações. Ao fim do depoimento, o petista sugeriu entregar informações "que vão ser certamente do interesse da Lava Jato".

"Fico à sua disposição hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição o dia que o sr. quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o sr. determinar, eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato."

Palocci também não mediu palavras para elogiar maior operação contra a corrupção já realizada no país e que levou ele próprio para a cadeia e outros quadros expressivos do PT. O ex-ministro, preso desde setembro de 2016, disse que a Lava Jato "realiza uma investigação de importância". "Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá lhe dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil", disse Palocci.

O ex-ministro petista foi interrogado em ação penal sobre lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva relacionados à obtenção, pela empreiteira Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras.

Conforme a denúncia, entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht "um amplo e permanente esquema de corrupção" destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal.

O Ministério Público Federal aponta que no exercício dos cargos de deputado federal, ministro da Casa Civil e membro do Conselho de Administração da Petrobras, Palocci interferiu para que o edital de licitação lançado pela estatal e destinado à contratação de 21 sondas fosse formulado e publicado de forma a garantir que a Odebrecht não obtivesse apenas os contratos, mas que também firmasse tais contratos com margem de lucro pretendida. Palocci afirmou também que sabia da existência de caixa dois para campanhas polítcias, mas, negou sua participação na arrecação de recursos para esse fim. "Eu seria hipócrita se afirmasse desconhecer esse esquema, mas, eu não era o tesoureiro das campanhas. "Evidentemente, eu pedia recursos das empresas acreditando que elas iriam tratar isso da melhor maneira possível", ressaltou". Ele negou também que tenha atuado para ajudar a empreiteira Odebrecht. Antonio Palocci está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde setembro de 2016.

Lula orienta destruição de provas, diz empresário

 Leo Pinheiro

Outro depoimento, também nesta quinta-feira ao juiz Sérgio Moro, que caiu como bomba no meio petista, foi o do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS (foto). Primeiro, ele declarou que o triplex no Guarujá era do presidente Lula. “O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop já foi me dito que era do presidente Lula e sua família e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente”, afirmou o empreiteiro.

Segundo o Ministério Público Federal, Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira por meio de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016. Léo Pineiroa fez referência ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

“O João Vaccari conversou comigo, dizendo que esse apartamento, a família tinha a opção de um apartamento tipo, tinha comprado cotas e tal, mas que esse apartamento que eles tinham comprado estava liberado para eu comercializar. E foi comercializado e foi vendido. E que o triplex, eu não fizesse absolutamente nada”, disse.


O empreiteiro da OAS fez tmbém uma afirmação gravíssima contra Lula. Ele disse ter sido orientado pelo ex-presidente petista a destruir provas que pudessem incriminá-lo na Operação Lava-Jato. Segundo Pinheiro, em junho, os dois se encontraram e Lula perguntou se ele havia feito algum pagamento a João Vaccari no exterior. “Ele me perguntou: Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari com vocês? Se tiver, destrua'”, relatou. (Com informações de Época e do Estado de Minas)

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