Quinta, 24 Agosto 2017 | Login
Com biometria, TSE detecta 15,6 mil fraudes em títulos eleitorais

Com biometria, TSE detecta 15,6 mil fraudes em títulos eleitorais Featured

Segundo a Justiça Eleitoral, o estado com o maior número de fraudes identificadas por meio do registro biométrico foi Alagoas, onde 2.188 títulos de eleitor foram considerados ilegais

Graças ao sistema de biometria, a Justiça Eleitoral identificou mais de 15,6 mil fraudes entre as eleições de 2014 e 2016, por meio do cruzamento de informações biométricas. São eleitores que foram a diferentes cartórios, se passaram por outras pessoas e conseguiram emitir mais de um título, o que é ilegal. Eles foram identificados por meio das digitais.

O estado com o maior número de fraudes identificadas por meio do registro biométrico foi Alagoas, onde 2.188 títulos de eleitor foram considerados irregulares, segundo o levantamento feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em seguida vieram São Paulo (1.733) e Goiás (1.503).

No estado de Goiás, um único homem conseguiu emitir 51 títulos de eleitor, todos em diferentes cartórios. Ele só foi identificado porque em todos os cadastros constava a mesma impressão digital, que é única para cada indivíduo. Neste caso, o registro biométrico o impediu de votar repetidas vezes.Além de resultar no cancelamento das inscrições irregulares, os dados foram enviados pelo presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, ao Ministério Público Federal, para que sejam apurados os “indícios de configuração de eventual ilícito eleitoral ou de outra natureza”, escreveu o magistrado. As investigações podem acarretar ações penais.

É possível, entretanto, que em várias partes do país as fraudes tenham passado despercebidas. Isso porque dos 144 milhões de eleitores brasileiros, somente 46,3 milhões tinham cadastro biométrico nas eleições de 2016. O registro biométrico começou a ser implantado no Brasil em 2008. A meta do TSE é que todo o eleitorado esteja cadastrado até 2022.

É seguro?

Com certeza, o sistema de biometria não é infalível. No dia 27 de dezembro de 2014, o pesquisador Jan Krissler disse a uma plateia de hackers, em Hamburgo, na Alemanha, que poderia se passar pela secretária de Defesa do país, Ursula von der Leyen. Ninguém sabia o que esperar. De laptop em mãos, ele recolheu na internet fotos em alta resolução da secretária, colocou as imagens em um software de edição e recortou detalhes que mostravam as mãos de Ursula. Com poucos cliques, recriou uma imagem da digital do polegar da ministra. Em seguida, imprimiu a imagem e a colou em um molde de madeira que imitava um dedo em tamanho real. “Pronto”, disse. Com a imitação, poderia se passar pela chefe da Defesa alemã perante dezenas de sistemas de segurança, de celulares a bancos.

Com os aplausos, veio a dúvida: seriam os leitores de impressões digitais tão inseguros assim? E os demais sistemas biométricos de segurança? Krissler responde afirmativamente para ambas as questões. “Quase todos os sistemas do mercado podem ser enganados com muito pouco esforço”, diz o pesquisador, em entrevista à revista VEJA.com. Estudioso da Universidade Técnica de Berlim e da empresa T-Labs, que pertence Deutsche Telekom, uma das maiores companhias da Alemanha, ele se dedica ao assunto há dez anos. Nesse período, tem sido contratado para testar a eficácia de sistemas que reconhecem dados corporais – impressões digitais, padrões de rosto, íris etc. Sua missão é burlar todos.

Aqui uma resposta do pesquisador sobre que se pode fazer para tornar o sistema mais seguro:  "O jeito mais fácil é desabilitar a câmera ou vedá-la. Uma solução de baixo custo é usar uma fita adesiva, como muitos passaram a fazer depois que surgiram notícias de espionagem. Mas é bom ressaltar que também é possível usar câmeras potentes à distância para espiar diretamente a tela ou o reflexo da luz dos teclados na retina". E sobre a maneira mais segura? "Pode parecer antiquado, mas uma senha bem escolhida é uma proteção totalmente segura. Nada supera isso", afirma o pesquisador. (Fonte: Veja)

Opinião de Renato Ferreira

Com certeza, nenhum sistema de segurança está a salvo das falcatruas humanas, pois, infelizmente, as fraudes e a corrupção são inerentes ao ser humano. O importante é o povo continuar lutando para diminuir as fraudes, porém, o mais importante, é que lutemos sempre para termos pessoas honestas nos postos de comando em todos os Poderes da República.

No caso das eleições brasileiras, sem dúvida, a implantação do sistema biométrico e mais o voto impresso nas urnas, pode não acabar com as fraudes, mas, certamente,  vai dificultar a farra dos corruptos no mercado da compra de votos. E esperamos também acabar com os corruptos do outro lado do balcão, pois, é corrupto quem compra o voto, como também quem o vende. (Renato Ferreira)

000

About Author

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.