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TSE começa a ouvir a Odebrecht sobre chapa Dilma-Temer

TSE começa a ouvir a Odebrecht sobre chapa Dilma-Temer Featured

No acordo de delação premiada, a empreiteira Odebrecht disse que repassou, via caixa 2, cerca de R$ 30 milhões para a chapa Dilma-Temer em 2014.

 

Nesta quarta-feira (01/03), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a ouvir depoimentos de delatores da Odebrecht na ação em que investiga se a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014. A ação poderá levar à cassação do presidente Temer e à inelegibilidade da ex-presidente Dilma.

O primeiro a ser, hoje, ouvido será o ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba, onde, o empresário encontra-se detido.

Benedicto Barbosa da Silva, ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, e Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, darão depoimento na quinta-feira (2) no Rio de Janeiro. Na segunda-feira, em Brasília, será a vez dos ex-diretores de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar prestarem depoimentos no TSE.

O relator da ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), ministro Herman Benjamin, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, estará presente em todas as oitivas. Ao decidir ouvir os delatores, Herman busca reforçar o seu relatório, que já estava em fase final de preparação.

Consequências


Para advogados que têm acesso ao caso, esta inclusão tem dois efeitos: as revelações dos delatores podem atingir o presidente Michel Temer, mas o julgamento do caso deve demorar mais para ocorrer na corte eleitoral. Isto porque se os delatores fizerem observações sobre a campanha do peemedebista, a defesa deverá convocar testemunhas para contrapor as declarações dos delatores.

Segundo informações, a Odebrecht contou, no acordo de delação, que repassou, via caixa 2, cerca de R$ 30 milhões para a chapa Dilma-Temer em 2014. Os recursos, segundo os delatores, foram usados para comprar apoio de PRB, PROS, PCdoB, PP e PDT. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, é citado na delação de Alexandrino como um dos que negociou repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da empresa para o PRB. Pereira nega.

Inicialmente, o ministro Herman Benjamin havia solicitado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a autorização para ouvir três relatores - Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar. Depois, o próprio Janot, no entanto, sugeriu que fossem ouvidos Benedicto Barbosa da Silva e Fernando Reis, afirmando que eles também relataram fatos relacionados à campanha de 2014.

Defesa


Ao saber que os novos depoimentos foram marcados, a defesa de Dilma Rousseff afirmou que não tem "nada a temer". Já o Palácio do Planalto disse que não se manifestaria sobre o assunto. A defesa de Michel Temer também não se manifestou sobre os novos rumos do caso na Justiça Eleitoral. (Fonte: O Estado de Minas - Site UAI)

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