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DINHEIRO SUJO: Senador do DEM, Chico Rodrigues, é flagrado com dinheiro na cueca

DINHEIRO SUJO: Senador do DEM, Chico Rodrigues, é flagrado com dinheiro na cueca Featured

 
 
O Democrata Chico Rodrigues (RR) escondeu cerca de R$ 30 mil ao ser alvo de investigação que apura desvios de recursos destinados ao combate à pandemia de Covid-19.
 
Quem pensa que a moda de esconder dinheiro em cueca saiu de cena, está enganado. Na verdade, a moda que veio à tona com o caso do assessor do deputado petista, José Guimarães (CE), preso no aeroporto de Congonhas com a cueca recheada, nunca saiu de cena nos meios políticos. E é uma prática democrática. Agora, em pleno século 21, foi a vez do Senador, Chico Rodrigues (DEM-RR). E não é somente em cuecas que políticos corruptos costumam esconder dinheiro. Eles usam também calcinhas, malas, panelas e colchões para tentar esconder dinheiro sujo.
Alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 14/10, em Boa Vista, Chico Rodrigues, que era vice-líder do Governo, escondeu R$ 30 mil na cueca durante a abordagem dos policiais. O senador perdeu o cargo por determinação do Presidente Jair Bolsonaro. A destituição do senador da cueca suja da vice-liderança foi publicada pelo Diário Oficial desta quinta-feira.
A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso.
Durante a abordagem, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca de Chigo Rodrigues. Mas, ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.
As informações oficiais da PF, dado o sigilo do caso, se limitam a dizer que foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação, em Boa Vista, que busca a “desarticulação de possível esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares”.
A CGU (Controladoria-Geral da União), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”. Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.
A operação que alvejou o senador do DEM foi realizada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que dará uma “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção. A nova expressão foi usada uma semana depois de o presidente ter afirmado que a Lava Jato acabou porque, segundo ele, não há casos de irregularidades em sua gestão.
Em nota, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência", disse. Ele só não esclareceu as razões pelas quais escondia o dinheiro na própria cueca. (Fonte: R7)
Bolsonaro tira senador da vice-liderança do Governo
O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca, deixou nesta quinta-feira,15, a vice-liderança do Governo no Senado por decisão do Presidente Bolsonaro. O afastamento do senador do cargo já foi publicado no Diário Oficial da União.
Essa decisão de Bolsonaro vai de encontro às medidas tomadas por governos anteriores, principalmente, nos governos petistas, quando membros do governo, acusados ou até mesmo condenados e presos, continuavam merecendo a confianças de seus chefes políticos. Muitos, mesmo presos, como o ex-ministro de Lula, José Dirceu, e ex-parlamentares do PT, são chamados de "guerreiros do povo brasileiros". (Renato Ferreira)
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  • JUSTIÇA: Lula perde título de 'doutor' em Arapiraca
     
     
    Justiça anula o título de doutor honoris causa que o ex-presidente petista recebeu na Universidade Estadual de Alagoas em 2017.
     
     
    Além dos processos e de condenações por corrupção e lavagem de dinheiro, nesta semana saiu mais uma notícia ruim para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) anulou um ato administrativo que concedeu título de doutor honoris causa da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) ao ex-presidente. Lula recebeu a homenagem no dia 23 de agosto de 2017.
     
    A decisão é do juiz Carlos Bruno de Oliveira Ramos, da 4ª Vara Cível de Arapiraca. O magistrado justificou a decisão pelo fato de Lula ter sido condenado judicialmente.
    “Não é razoável, nem atende à moralidade administrativa conceder honraria a alguém condenado judicialmente e que ainda responde a outras ações penais”, escreveu na decisão.
     
    O juiz também apontou que o título representa uma “hostil violação da regra administrativa na aprovação do título por desvio de finalidade revelador de ofensa à moralidade administrativa, além de propiciar manifestação de fim político-eleitoral na concessão do título”.
    O magistrado atendeu a uma ação movida pela advogada Maria Tavares Ferro, que concorre a uma vaga de vereadora em Maceió.
     
    Polêmica em Coimbra
     
    Outros títulos de "doutor honoris causa" concedidos a Lula têm também causado polêmicas. É o caso, por exemplo, do título concedido pela Universidade de Coimbra, em Portugal, uma das Universidade mais históricas e famosas do mundo.
     
    O título em Coimbra foi concedido em 2011. E também devido às condenações e prisão de Lula, em 2016, estudantes da Universidade iniciaram uma série de manifestações pedindo a anulação do título. Para os estudantes, a honraria a Lula mancharia a reputação da Universidade Coimbra no país e no exterior.
     
    Em 2018, a Universidade decidiu que não iria rever a atribuição do grau Honoris Causa a Lula da Silva, mesmo que o ex-presidente do Brasil tenha sido condenado por corrupção.
     
    No entanto, a questão em Coimbra não foi encerrada com a decisão da Universidade. Lá, autoridades do Governo e também do Poder Judiciário informaram na época, que a concessão do título ainda poderá ser revista dependendo da situação jurídica de Lula no Brasil, como outras condenações pela Justiça brasileira. (Renato Ferreira com informações do Pleno News e Agências)
     
    ATUALIZAÇÃO às 14h de 15/10 
     
    LAMBANÇA
    Juiz alega engano e devolve título de "doutor" a Lula
     
    Esse é o típico caso em que a emenda fica pior que o soneto.
     
    Quatro dias após ter o título de doutor honoris causa pela Uneal (Universidade Estadual de Alagoas) cancelado, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva voltou a ser qualificado com a honraria. Nesta quarta-feira (14), o juíz Carlos Bruno de Oliveira Ramos voltou atrás e alegou um "comando dado no sistema, de forma não voluntária". O processo foi arquivado por prescrição.
     
    O magistrado 4ª Vara Cível de Arapiraca (AL) explicou que o título foi concedido ao ex-presidente em 2012 e a ação popular, impetrada pela advogada Maria Tavares Ferro, só foi recebida em 2017, descumprindo, portanto, o prazo máximo de cinco anos para reclamação. Com isso, a ação deveria ser arquivada.
    "Sabe-se que a pretensão surge para o titular a partir do momento em que é violado o direito. No caso dos autos, não havendo causa legal de impedimento, suspensão ou interrupção do prazo prescricional, o termo inicial corre a partir da data da publicação do ato que pretende obter a declaração de nulidade", diz o juiz, dando "solução de mérito pela prescrição", escreveu o juiz na sentença.
     
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    Realmente, temos que admitir que na primeira decisão quando anulou o título, o juiz foi bem mais claro em sua justificativa. Portanto, a emenda ficou pior que o soneto. (Renato Ferreira)
     
  • COISAS DE OSASCO: Operação Raio X cumpre mandado de busca e apreensão no Hospital Antonio Giglio; PF investiga fraudes na área da saúde
     
    Durante todo o dia de hoje, agentes da PF e do MPF estiveram em diversas cidades do país cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão. A PF investiga fraudes praticadas por governos estaduais e por prefeituras. No Pará, os policiais prenderam dois secretários e um assessor do governador Helder Barbalho (MDB). Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
     
    Segundo a PF, a investigação batizada no Pará de S.O.S., mira 12 contratos firmados entre o governo do Estado e organizações sociais para administração de hospitais públicos do estado, inclusive os hospitais de campanha criados por conta da pandemia do coronavírus.
     
    Osasco em destaque
     
    Mais uma vez, a cidade de Osasco foi destaque no noticiário nacional, mas, não por ser "a melhor esquina de São Paulo", como dizia o saudoso e ex-governador Mário Covas, e nem por ser a segunda economia do estado e a sexta do país. Infelizmente, a cidade que, desde 2015, vendo sendo destaque em função da Operação Caça Fantasmas, que investiga a contratação fraudulenta de funcionários fantasmas na Câmara Municipal e que envolve vereadores e o atual prefeito Rogério Lins, foi, novamente destaque nas páginas policiais.
     
    Agentes da PF e representantes do MPF estiveram na cidade para cumprir mandado de busca e apreensão no Hospital Municipal Antonio Giglio, um dos maiores da região Oeste. Segundo as investigações, há indícios de desvio de verbas públicas na área da saúde, através de contratos fraudulentos entre gestores de organizações sociais e o Poder Público.
     
    Aproveitando o estado de calamidade pública durante a pandemia, que suspende a exigência de licitações públicas, esses gestores praticaram as fraudes, firmando contratos fraudulentos e superfaturados. Há alguns meses, houve uma tentativa de homicídio contra o secretário de Saúde de Osasco. Ele só não foi atingido porque estava num carro blindado.
     
    Em nota, a prefeitura de Osasco diz aguardar a manifestação oficial da operação e, caso seja constatada qualquer irregularidade que possa vincular o município, adotará as medidas necessárias.
     
    Além das ações em outros estados, as prisões e as buscas se deram em dezenas de municípios do Estado de São Paulo, como Osasco, Penápolis, Araçatuba, Birigui,
    Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Guapiara, Vargem Grande Paulista, Santos e Sorocaba. Outros mandados foram cumpridos em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
     
    Para o cumprimento dos mandados desta terça-feira, foram empregados 816 policiais civis, 204 viaturas e dois helicópteros.. Por parte do MPSP, 30 promotores de Justiça e 10 agentes de Promotoria participaram da operação.
     
    Em São Paulo
    Na Capital de São Paulo, um dos alvos foi um funcionário na Câmara Municipal, lotado no gabinete do vereador Eliseu Gabriel (PSB). O vereador não é investigado. Já na secretaria estadual de Saúde, os alvos foram uma médica e uma advogada, funcionárias da pasta.
     
    Em nota, a Secretaria diz que colabora com as investigações e que fará "um pente-fino em todos os contratos e convênios firmados com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) apontadas pelo MP e Polícia Civil". (Renato Ferreira com informações do G1)

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