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JUSTIÇA: MPF denuncia Glenn Greenwald e mais seis por ataque hacker

JUSTIÇA: MPF denuncia Glenn Greenwald e mais seis por ataque hacker Featured

Os acusados foram denunciados por associação criminosa e interceptação de comunicações.
 
O jornalista Glenn Greenwald e outros seis investigados por envolvimento na invasão hacker ao celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foram denunciados nesta terça-feira, 21/01, pelo Ministério Público Federal. As informações são da revista Crusoé.
A denúncia é de associação criminosa e interceptação ilegal de comunicações.
O ataque hacker resultou na publicação de conversas atribuídas ao ex-juiz da Lava Jato com o procurador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e outras autoridades, no site The Intercept Brasil.
Segundo a denúncia do MPF, o jornalista Glenn Greenwald, de forma livre, consciente e voluntária “auxiliou, incentivou e orientou, de maneira direta, o grupo criminoso. Durante a prática delitiva, agindo como garantidor do grupo, obtendo vantagem financeira com a conduta aqui descrita.”
De acordo com o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, a denúncia não representa afronta à liberdade de imprensa. O argumento é de que há jurisprudência para não configurar como crime a conduta de profissionais que apenas divulgam dados sigilosos — sem participar, de forma direta, da quebra do sigilo.
Além do jornalista, foram denunciados os seis investigados pela Polícia Federal na Operação Spoofing: Walter Delgatti Neto, Thiago Eliezer Martins, Luiz Henrique Molição, Gustavo Santos, Danilo Marques e Suelen Priscila de Oliveira. (Conteúdo Jovem Pan)
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  • AGORA, SAUDADES! Osasco perde o jornalista Osvaldo Gregório Júnior

    E, nós, jornalistas perdemos um grande colega!

     

    A segunda-feira, 23/03, amanheceu mais triste na cidade de Osasco. Após sofrer uma AVC, há pouco mais de 15 dias, faleceu o jornalista e um defensor da Segurança Pública, Osvaldo Gregorio Jr, conhecido carinhosamente pelos amigos como Osvaldão.

    E, por restrição da pandemia do coronavírus, a despedida final foi restrita aos familiares, como a sua irmã e também nossa coleja jornalista, Maria Do Carmo Gregório, a Du Carmo, com quem tivemos o prazer de trabalhar no Diário de Osasco. E, com certeza, se não fossem essas restrições, o velório Bela Vista seria pequeno para abrigar o grande número de amigos em sua despedida final.

    Eu com Osvaldo Gregório e amigos

    Osvaldo Gregório Jr (ao centro) estava sempre sorrindo e de bom humor ao lado de amigos e colegas

    Atualmente filiado ao PSD e presidente do Conseg Centro, Osvaldo Gregório Jr não era apenas um jornalista muito antenado e bem informado sobre esporte, história e política, mas, acima de tudo, um profissional preocupado com a área de segurança pública, onde atuava com desenvoltura e competência.

    Era um apaixonado pela cidade de Osasco e, principalmente, pelo nosso querido bairro de Presidente Altino, a quem ele se referia como República Independente de Presidente Altino (RIPA). Era comum encontrá-lo em eventos filantrópicos, públicos ou não, e também eventos do meio jornalístico.

    O amigo Osvaldão nos deixa muito cedo. Vai fazer muita falta. Passados esses momentos conturbados do mundo por conta do coronavírus, vai ser muito estranho e vazio caminhar por Osasco e São Paulo, sabendo que não vamos mais nos encontrar com esse amigo e colega. Um verdadeiro gentleman, de fala mansa, de sorriso fácil e muito atencioso com os amigos.

    Eu com Osvaldo Gregório e amigos 2

    A presença de Osvaldo Gregório Jr era constante em eventos públicos ou privados. E onde ele estava sempre havia alegria

    Quantas vezes nos encontramos em eventos públicos ou privados, num cafezinho em algum shopping, ou nos corredores de órgãos públicos para um papo descontraído. Sempre estava de bom humor.

    Mesmo por telefone, por várias vezes liguei para o Osvaldão para pedir alguma sugestão ou ajuda para a solução de problemas de segurança em Osasco ou mesmo em São Paulo. Foi assessor da dona Lu Alckmin e era muito bem relacionado com a Secretaria de Segurança do Estado. Se ele falasse que iria tentar resolver, poderia ficar tranquilo.

    Adeus, Osvaldo Gregório, grande e leal amigo!

    Em meu nome e em nome de Notícias & Opinião, peço que Deus conforte todos os familiares nesse momento de dor! (Renato Ferreira)

  • RODA VIVA: Contra Moro no programa, Gleen da chilique, e emissora responde: "Não pedimos sugestões"

    O jornalista, que divulgou mensagens de rackers, quis interferir na pauta do programa e levou invertida.

    Na próxima segunda-feira, 20/01, o programa Roda Viva da TV Cultura, na estreia da jornalista Vera Guimarães na condução do programa, vai entrevistar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A a entrevista com o ex-juiz da Lava Jato, que investigou e levou políticos e empresários de renome à prisão, como o ex-presidente Lula, já está causando impacto mesmo antes de ser realizada.
    Nesta terça-feira, 14, quem resolveu abordar o assunto de forma crítica azeda foi o jornalista americano Gleen Greenwald, do portal The Intercept, responsável por vazar supostas mensagens atribuídas a Moro. São gravações conseguidas de forma criminal por rackers que, inclusive, estão presos. Greenwald não gostou nenhum pouco da participação do ministro Moro no programa Roda Vida, e questionou os profissionais que estavam a frente do programa. Hoje, 15/01, o programa rebateu as declarações feitas pelo americano, e afirmou que quem decide os participantes é a TV Cultura.
    “Seria indesculpável e um tanto covarde para o Roda Viva permitir que Sergio Moro aparecesse sem colocar um jornalista do The Intercept Brasil no painel para participar da discussão” escreveu Gleen
    Leão Serva, diretor de jornalismo da emissora, em entrevista concedida ao colunista Mauricio Stycer, do UOL, rebateu e afirmou que a declaração de Greenwald foi indelicada e que sugestões sobre quem vai participar ou não da bancada do Roda Viva não são aceitas.
    “A escolha do entrevistado e dos entrevistadores é feita pela TV Cultura. Não pedimos sugestões nem submetemos a bancada ao entrevistado. Alguns já fizeram sugestões, mas nenhuma foi acatada”
    Ainda nesta quarta-feira,15, a TV Cultura anunciou o nome dos jornalistas que participarão da entrevista com Sérgio Moro. São eles: Andreza Matais, do Estadão; Malu Gaspar, da Piauí; Leandro Colon, da Folha; e Felipe Moura Brasil, da Jovem Pan. (Renato Ferreira com do Portal BR7 e Pleno News)
     
    EM TEMPO: Noto que o programa Roda Viva por ser da TV Cultura tem sido muito crítico ao governo Bolsonaro. E, claro, por ser uma TV de São Paulo, subsidiada pelo governo estadual, seus programas, como o próprio Roda Viva, são muito mais simpáticos ao Governo do Estado e ao governador João Doria, do PSDB. E ao meu ver, o Greenwald foi infeliz em sua crítica, pois, tenho percebido que na formação da bancada de entrevistadores, o Roda Viva tem procurado manter um equilíbrio. (Renato Ferreira)
  • LAVA JATO: Polícia Federal indicia Lula em investigação sobre doações da Odebrecht a instituto
    Inquérito foi concluído no dia 23 de dezembro; ex-presidente, Paulo Okamoto, Palocci e Marcelo Odebrecht foram indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro.
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antônio Palocci e outras duas pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF), em uma investigação da Operação Lava Jato envolvendo doações da Odebrecht ao Instituto Lula.
    Segundo a PF, foram registrados repasses do total de R$ 4 milhões da Odebrecht ao Instituto Lula, entre dezembro de 2013 e março de 2014, tendo como origem os créditos da conta de propinas materializada em uma planilha gerenciada por Marcelo Odebrecht.
    A Polícia Federal concluiu o inquérito na segunda-feira (23). Lula, Palocci, o presidente do instituto, Paulo Okamoto e Marcelo Odebrecht foram indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro.
    Conforme a conclusão do inquérito, "as evidências mostraram que os recursos transferidos pela Odebrecht sob a rubrica de 'doações' foram abatidos de uma espécie de conta-corrente informal de propinas mantida junto à construtora, da mesma forma ocorrida com aqueles destinados à aquisição do imóvel para o Instituto Lula".
    A PF afirmou que, a partir disso, "surgem, então, robustos indícios da origem ilícita dos recursos e, via de consequência, da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, considerando o pagamento de vantagem indevida a agente público em razão do cargo por ele anteriormente ocupado". Segundo o Jornal O Globo, nesse mesmo inquérito, a PF vê indícios de superfaturamento em contratos do Instituto Lula com empresas dos filhos do ex-presidente petista.

     

    Esquema de corrupção
    Conforme concluiu a Polícia Federal, a doação foi feita de forma registrada, formal, mas os recursos foram abatidos da conta de propinas, registrados na planilha italiano, uma referência ao ex-ministro Antonio Palocci.
    Em troca dos repasses, de acordo com o inquérito, a Odebrecht foi beneficiada em negócios com a Petrobras.
    O indiciamento é a fase final da investigação da Polícia Federal. O inquérito agora é encaminhado para análise do Ministério Público Federal (MPF).
    Doação ao Instituto Lula
    Em 2016, Lula virou réu em um processo da Lava Jato que apura a compra de um terreno pela Odebrecht para a construção da sede do Instituto Lula, em São Bernardo do Campo. A obra nunca saiu do papel.
    O processo está aguardando sentença do juiz da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, Luiz Antônio Bonat.
    Outro lado
    O advogado do ex-presidente Lula disse que o indiciamento dele não faz sentido e que as doações ao Instituto Lula foram normais, de origem identificada e sem qualquer contrapartida.
    A defesa afirmou também que na época das doações, Lula não era agente público e o beneficiário foi o Instituto Lula, instituição que tem por objetivo a preservação de objetos que integram o patrimônio cultural brasileiro, e que não se confunde com a pessoa física do ex-presidente.
    A defesa de Antônio Palocci informou que ele colaborou de modo efetivo com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal para o esclarecimento dos fatos investigados.
    A defesa de Paulo Okamotto declarou que ele "foi absolvido de acusação absolutamente semelhante", que o delegado transparece que deseja "recriar casos" e que as doações ao Instituto Lula foram feitas pelas mesmas empresas que doaram a institutos de outros ex-presidentes.
    O Instituto Lula declarou que todas as doações que recebeu foram "legais, formais, documentadas e sem contrapartidas, não tendo nenhuma relação com contas correntes informais". Marcelo Odebrecht não respondeu ainda sobre o indiciamento. (Fonte: G1 Paraná)

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