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MUNDO: Estados Unidos querem apoio formal do Brasil para vetar “direitos sexuais” na ONU

MUNDO: Estados Unidos querem apoio formal do Brasil para vetar “direitos sexuais” na ONU Featured

Em carta enviado ao Palácio do Planalto, Washington propõe aliança por agenda ultraconservadora na Assembleia Geral, em Nova York.
 
O governo dos Estados Unidos enviou uma carta ao Brasil e a um grupo restrito de outros países com líderes conservadores com um pedido para que todos estabeleçam uma aliança na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que começa na próxima semana. A ideia da união é impedir qualquer tentativa de aprovar resoluções que tratem de ampliar direitos sexuais ou implementar educação sexual.
O documento foi obtido pelo jornalista Jamil Chade, e divulgado no UOL, Portal que abriga o blog do profissional. O portal obteve confirmação de que o texto enviado foi assinado por Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, e pelo secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar. Nela, os americanos pedem que o Brasil se una a uma declaração conjunta, a ser lançada em Nova York, e com o objetivo de adotar uma postura contrária a termos como “saúde sexual e reprodutiva”. A meta é também garantir que “valores compartilhados” prevaleçam no organismo internacional.
A Assembleia Geral da ONU será aberta na terça-feira (24/09/2019) pelo presidente Jair Bolsonaro. Além de ter sido enviada Brasil, a carta também foi para governos ultraconservadores, como Arábia Saudita, Iraque e Egito.
O texto foi enviado em julho com vistas ao encontro agendado pela ONU para debater assuntos de saúde, no dia 23 de setembro, um dia antes da abertura oficial da Assembleia Geral. O assunto da cúpula é a garantia de cobertura universal de saúde como forma de ampliar o bem-estar das populações.
Governos europeus e mesmo alguns latino-americanos rejeitam a ideia americana de retirar termos como “saúde reprodutiva e sexual” do texto. A União Europeia insiste que tais termos, assim como educação sexual, foram já aprovados em resoluções nas demais Assembleias Gerais da ONU e na Organização Mundial da Saúde (OMS).
Itamaraty gostou
O Itamaraty confirmou ao portal que recebeu a carta e indicou que os demais países que também foram consultados faziam parte de um grupo que, em maio, já havia atuado de maneira coordenada na OMS.
“O Brasil considera prioritário o tema de cobertura universal de saúde e defende no âmbito internacional o acesso de todos a serviços de saúde de qualidade”, disse a chancelaria, por meio de uma nota.
“Recorde-se que, no país, a saúde é um direito garantido na Constituição, e que o SUS é o maior sistema público gratuito e universal do mundo”, destaca. “O Brasil tem atuado a favor do fortalecimento do papel da família como importante pilar da saúde e nos termos da legislação brasileira com relação ao tema do aborto – considerado ilícito, com exclusão de punibilidade em três casos pontuais”, afirmou o Itamaraty.
“O país vê, portanto, com interesse a proposta de atuação conjunta e avalia sua forma de atuação com relação ao tema no âmbito da Reunião de Alto Nível”, indicou o governo.
A carta
Na correspondência, os americanos solicitam que o governo brasileiro “se junte aos Estados Unidos para garantir que cada estado soberano tenha a capacidade de determinar a melhor maneira de proteger o nascituro e defender a família como a unidade fundamental da sociedade vital para que as crianças prosperem e tenham uma vida saudável”.
Washington se diz “seriamente preocupada diante dos esforços agressivos para reinterpretar os instrumentos internacionais para criar um novo direito internacional ao aborto e para promover políticas internacionais que enfraquecem a família têm avançado através de alguns fóruns das Nações Unidas”.
“Evidências disso são encontradas em referências em muitos documentos multilaterais de política de saúde global para interpretar “educação sexual abrangente” e “saúde sexual e reprodutiva” e “saúde e direitos sexuais e reprodutivos” para diminuir o papel dos pais nas questões mais sensíveis e pessoais orientadas à família”, afirmam.
A avaliação dos EUA é a de que tais termos têm sido manipulados para aprovar a “promoção do aborto”.
A Casa Branca também denuncia a “pressão sobre os países para que abandonem os princípios religiosos e as normas culturais consagrados na lei que protegem a vida não nascida”. “Estas abordagens minam o nosso compromisso comum com o desenvolvimento sustentável e com a saúde para todos, não deixando ninguém para trás”, escreveram.
Em maio, o governo brasileiro já havia se unido aos americanos durante a Assembleia Mundial da Saúde na apresentação de uma “declaração conjunta que conclama as nações a promover programas e iniciativas positivas de saúde da mulher em linha com as metas de desenvolvimento sustentável, mas declarando inequivocamente que termos e expressões ambíguas causam confusão e estão associados a políticas antifamília e pró-aborto”.
No Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Brasil também passou a adotar uma postura contrária a qualquer referência aos termos de direitos sexuais e reprodutivos, rejeitando, ainda, a referência à “igualdade de gênero”. (Fonte: Metrópoles e UOL)
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    "A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes alguns desses líderes, como o Cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia.
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    Não deixem de conhecer o Brasil, ele é muito diferente daquele estampado em muitos jornais e televisões!"
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    "A perseguição religiosa é um flagelo que devemos combater incansavelmente.Nos últimos anos, testemunhamos, em diferentes regiões, ataques covardes que vitimaram fiéis congregados em igrejas, sinagogas e mesquitas.
    O Brasil condena, energicamente, todos esses atos e está pronto a colaborar, com outros países, para a proteção daqueles que se veem oprimidos por causa de sua fé.
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    Por isso, apoiamos a criação do 'Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença'.
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    Paz
    "A devoção do Brasil à causa da paz se comprova pelo sólido histórico de contribuições para as missões da ONU.
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    Apoiamos todos os esforços para que essas missões se tornem mais efetivas e tragam benefícios reais e concretos para os países que as recebem.
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    Reafirmo nossa disposição de manter contribuição concreta às missões da ONU, inclusive no que diz respeito ao treinamento e à capacitação de tropas, área em que temos reconhecida experiência."
    Família e milagre
    Bolsonaro na onu 2
    Já caminhando para o final de seu discursos, Bolsonaro destacou o momento atual do Brasil e defesa a instituição familiar.
    "O Brasil que represento é um país que está se reerguendo, revigorando parcerias e reconquistando sua confiança política e economicamente.
    Estamos preparados para assumir as responsabilidades que nos cabem no sistema internacional.
    Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto.
    A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas.
    A ideologia invadiu nossos lares para investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família.
    Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.
    O politicamente correto passou a dominar o debate público para expulsar a racionalidade e substituí-la pela manipulação, pela repetição de clichês e pelas palavras de ordem.
    A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu.
    E, com esses métodos, essa ideologia sempre deixou um rastro de morte, ignorância e miséria por onde passou.
    Sou prova viva disso. Fui covardemente esfaqueado por um militante de esquerda e só sobrevivi por um milagre de Deus. Mais uma vez agradeço a Deus pela minha vida.
    A ONU pode ajudar a derrotar o ambiente materialista e ideológico que compromete alguns princípios básicos da dignidade humana. Essa organização foi criada para promover a paz entre nações soberanas e o progresso social com liberdade, conforme o preâmbulo de sua Carta"
    Fé e verdade
    "Nas questões do clima, da democracia, dos direitos humanos, da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, e em tantas outras, tudo o que precisamos é isto: contemplar a verdade, seguindo João 8,32:
    - 'E conheceis a verdade, e a verdade vos libertarás'.
    Todos os nossos instrumentos, nacionais e internacionais, devem estar direcionados, em última instância, para esse objetivo.
    Com humildade e confiante no poder libertador da verdade, estejam certos de que poderão contar com este novo Brasil que aqui apresento aos senhores e senhoras. Meu muito obrigado." (Renato Ferreira).

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