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HERANÇA MALDITA: PF prende dono da Universidade Brasil e outras 18 pessoas por fraude no Fies

HERANÇA MALDITA: PF prende dono da Universidade Brasil e outras 18 pessoas por fraude no Fies Featured

Segundo a Polícia Federal, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente. É mais uma herança maldita da "Pátria Educadora" dos governos petistas.
 
Nesta terça-feira, 03/09, a Polícia Federal deflagrou a "Operação Vagatomia" para investigar fraude no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal. O dono da Universidade Brasil, José Fernando Pinto da Costa, de 63 anos, e outras 18 pessoas foram presas.
A Polícia Federal informou que dos 22 mandados de prisão, 16 foram cumpridos pela manhã e três à tarde.
Entre os presos estão o filho do empresário, funcionários da universidade, além do presidente e o vice do Fernandópolis Futebol Clube.
A Operação Vagatomia investiga esquema de fraude na concessão do Fies e também na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente, do Paraguai e Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis (SP).
Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida também estão sob investigação da Polícia Federal. Estimativas da Polícia Federal indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente.
O dono da Universidade Brasil em Fernandópolis, José Fernando Pinto da Costa, foi preso em São Paulo. O filho dele, que também é sócio do grupo educacional, foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP). Eles são apontados pela PF como chefes do esquema.
 
Pf prende dono de faculdades dinheiro apreendido
Dinheiro apreendido na casa de um dos investigados na operação Vagatomia, da Polícia Federal em Jales — Foto: Polícia Federal/Divulgação
A assessoria da Universidade Brasil informou que está ciente da operação da Polícia Federal e que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o assunto.
Policiais também fizeram buscas em um haras em Porto Feliz, que pertence ao dono da universidade preso na operação.
A Polícia Federal informou que durante a operação alguns investigados tentaram fugir no momento das prisões e outros jogaram celulares de prédios, antes da entrada dos policiais. Os celulares foram recuperados e os foragidos foram localizados e presos.
Operação
Pf prende dono de faculdades Policiais
Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão em imóvel em Porto Feliz — Foto: Carolina Abelin/TV TEM
A ação, deflagrada pela delegacia da PF de Jales (SP), contou com 250 policiais federais para cumprir 77 mandados nas cidades de Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Santos (SP), Presidente Prudente (SP), São Bernardo do Campo (SP), Porto Feliz (SP), Meridiano (SP), Murutinga do Sul (SP), São João das Duas Pontes (SP) e Água Boa (MT).
Entre os mandados expedidos estão 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares (alternativas à prisão). A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o valor de R$ 250 milhões.
O material apreendido será encaminhado para a PF em Jales, onde passará por análise no interesse das investigações em curso.
Os presos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão.
Eles serão ouvidos e posteriormente levados para cadeias da região onde permanecerão presos à disposição da Justiça Federal.
O nome da operação Vagatomia foi utilizado em alusão ao termo “tomia”, que significa “corte”, comumente utilizado em palavras que denominam procedimentos cirúrgicos.
Como os investigados reduziam as vagas do curso de medicina e Fies, na medida em que as vendiam, candidatos que teriam direito ao financiamento do Governo Federal sofriam com o corte das vagas disponíveis.
Medalha honrosa
O dono e reitor da Universidade Brasil José Fernando Pinto da Costa, preso nesta terça-feira, foi homenageado, em 2018, pelo Ministério da Saúde com a medalha de mérito Oswaldo Cruz.
A medalha é um reconhecimento pela atuação destacada no campo das atividades científicas, educacionais, culturais e administrativas pelos resultados benéficos à saúde de milhares de brasileiros.
A ação honrosa contou com a participação do então ministro da Saúde, Ricardo Barros, no dia 27 de fevereiro.
Investigação
A PF recebeu informações, no começo do ano, de irregularidades que estariam ocorrendo no campus de um curso de medicina em Fernandópolis (SP). Vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso de medicina estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.
Durante oito meses de investigações, a PF concluiu que o chefe da organização criminosa é o dono da universidade onde as fraudes aconteciam, que também ocupa o cargo de reitor.
Segundo a PF, uma estrutura formada por funcionários e pessoas ligadas à universidade dava condições para que as fraudes fossem realizadas.
O esquema contava com “assessorias educacionais”, de acordo com a PF, e contava com o apoio dos donos e toda a estrutura administrativa da universidade para negociar centenas de vagas para alunos, que aceitaram pagar pelas fraudes em troca de matrícula no curso de medicina.
A Polícia Federal informou que muitos desses alunos já identificados. Eles também podem responder criminalmente. (Informações do G1)
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  • POLÍTICOS/LADRÕES: PF faz operação contra fraudes na merenda em Osasco, Barueri, Cotia, Jandira e Itapevi
    São investigados empresários, ex-prefeitos, servidores e ex-servidores municipais, secretários e ex-secretários de prefeituras e uma vereadora. A Justiça determinou também o bloqueio de bens dos envolvidos, em quantia que alcança o total de R$ 2 bilhões.
    A Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) deflagraram nesta terça-feira, 26/11, a Operação Cadeia Alimentar 2, que investiga fraudes no fornecimento de merenda escolar em 50 cidades paulistas entre 2013 e 2017. São municípios da região Oeste da Grande São Paulo e Interior e Litoral.
    No total, são cumpridos 27 mandados de prisão temporária e 57 de busca e apreensão em 27 municípios do estado. Entre os alvos dos mandados estão empresários, ex-prefeitos, servidores e ex-servidores municipais, secretários e ex-secretários de prefeituras e uma vereadora.
    As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal de Ribeirão Preto e se baseiam em informações obtidas por meio de delação premiada que dois envolvidos no esquema firmaram com o MPF e a PF. Além de autorizar as prisões, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos envolvidos, em quantia que alcança o total de R$ 2 bilhões.
    Merenda escolar fraude
    Segundo informações do MPF, as irregularidades investigadas abrangem contratos para fornecimento de alimentação escolar nos municípios de Americana, Barretos, Barueri, Cotia, Cubatão, Franca, Guarujá, Guarulhos, Iperó, Itapetininga,Itapevi, Jandira, Jarinu, Limeira, Marília, Morro Agudo, Osasco, Paulínia, Peruíbe, Pirassununga, Porangaba, Rio Claro, São Carlos, São Roque, São Vicente e Sorocaba.
    Esta operação é uma continuidade da Operação Cadeia Alimentar, deflagrada em maio do ano passado. Os alvos são investigados pela prática de organização criminosa, fraude a licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e prevaricação.
    Esquema
    De acordo com o MPF, as apurações apontam que o esquema foi capitaneado por um frigorífico sediado na cidade de Brodowski, com o auxílio de outras firmas do mesmo grupo.
    A partir do pagamento de propinas, que giravam em torno de 10% do valor dos contratos, os envolvidos direcionavam licitações para favorecer a empresa lançando mão de uma série de fraudes, como a simulação de concorrência, o ajuste prévio de preços e a inclusão de exigências técnicas nos editais que limitavam a participação de outros interessados.
    Concluídos os processos de seleção, o frigorífico fornecia os produtos com superfaturamento ou, em alguns casos, sequer os entregava, embora recebesse os pagamentos referentes a eles.
    Os mandados de prisão e de busca e apreensão incluem endereços residenciais, de órgãos públicos e de escritórios empresariais. Os agentes cumprem as medidas nos municípios de Americana, Atibaia, Barretos, Campinas, Cotia, Cubatão, Franca, Garça, Guarujá, Jandira, Matão, Orlândia, Osasco, Paulínia, Praia Grande, Rio Claro, Santos, São Carlos, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, São Paulo, São Roque, São Vicente, Sorocaba, Sumaré, Taquaritinga e Votorantim.
    Os mandados de busca e apreensão visam à coleta de dispositivos e mídias eletrônicos que contenham o registro dos diálogos entre os investigados por mensagens de aplicativo ou e-mails.
    Na região Oeste da Grande São Paulo, as ordens da “Cadeia Alimentar 2” são cumpridas em:
     Merenda escolar fraude Osasco
    • Osasco (1 mandato de busca/apreensão)
    • Jandira (1 busca/apreensão)
    • Cotia (1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão)
    • Itapevi (1 mandado de prisão e 1 busca/apreensão)
    (Fonte: oestepaulistanoticias com informações do Estadão)
    Opinião do Jornalista Renato Ferreira
     
    Prisão perpétua é pouco para esses monstros travestidos de politicos
    Qualquer tipo de corrupção praticado por gestores públicos é digno de repúdio por parte da sociedade, mas, parece que o caso de desvio de recursos públicos destinados à merenda escolar é um dos crimes mais cruéis, pois, o administrador, que deveria trabalhar pelas melhorias do alimento, acaba roubando e tirando a merenda das crianças.
    Como já foi provado, muitas crianças brasileiras de famílias pobres têm na merenda escolar a sua principal refeição diária. E mesmo assim, esses monstros, travestidos de políticos e representantes do povo, ainda têm coragem de fraudar e se enriquecer ilicitamente com recursos da merenda escolar.
    Concordo com um internauta que postou indignado, hoje, logo após o início da operação da PF. Para ele, prisão perpétua seria pouco para esses políticos criminosos que, dentro de poucos meses, estarão batendo às portas dos munícipes em busca de votos. (Renato Ferreira)
  • JUSTIÇA: PF pede prisão de Dilma Rousseff e Fachin nega
    O ministro do STF negou os pedidos de prisão de Mantega, Valdir Raupp e Eunício Oliveira. Tudo por compra de apoio políticos em 2014.
     
    A Polícia Federal pediu ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT), dos ex-senadores Eunício Oliveira (MDB-CE) e Valdir Raupp (MDB-RO) e do ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU).
    Os pedidos – negados por Fachin – foram formulados no âmbito de um inquérito que apura a “compra e venda” do apoio político do MDB em benefício do PT nas eleições presidenciais de 2014.
    As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud, delator do caso J&F, e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em sua delação, Saud disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT.
    De acordo com o executivo, apesar de diversas doações terem sido oficiais, trata-se de “vantagem indevida”, já que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 para garantir a aliança entre os dois partidos.
    O inquérito foi aberto por Fachin em maio do ano passado.
    Em agosto deste ano, a PF encaminhou ao Supremo um ofício sigiloso de nove páginas com a relação completa dos pedidos solicitados para a decretação de prisões temporárias, buscas e apreensões e a coleta de depoimentos dos investigados.
    A PF apresentou “pedido de prisão temporária dos investigados com maior relevância, bem como daqueles que atuaram na entrega e no recebimento em espécie das quantias ilícitas em benefício dos senadores do MDB, sob o fundamento de que a privação da liberdade de locomoção destes indivíduos é indispensável para a identificação de fontes de prova e obtenção de elementos de informação quanto à autoria e materialidade das infrações penais investigadas”.
    A Polícia Federal cumpriu nesta manhã uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, por ordem de Fachin. “No caso, nada obstante, como já afirmado, esteja satisfatoriamente demonstrada a plausibilidade das hipóteses investigativas levadas a efeito pela autoridade policial, a pretensão de restrição da liberdade de locomoção dos investigados não se encontra provida da indicação de concretas condutas atentatórias às apurações que evidenciem a necessidade da medida extrema”, observou Fachin em sua decisão, que autorizou a operação realizada nesta terça-feira.
    “Nesse sentido, possível se fazer referência à manifestação da Procuradoria-Geral da República, pontuando que ‘não há evidências de que, em liberdade, os investigados possam atrapalhar a execução das medida de busca e apreensão’. Com essas considerações, indefiro as prisões temporárias requeridas”, concluiu o relator da Lava Jato. Os acusados ainda não se manifestaram. (Fonte: R7).

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