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LAVA JATO: Investigações mostram crimes que causaram prejuízos de R$ 6 bilhões

LAVA JATO: Investigações mostram crimes que causaram prejuízos de R$ 6 bilhões Featured

Segundo a Polícia Federal, Graça Foster encobriu irregularidades em contratos da Petrobras com banco BTG;
Nesta sexta-feira, 23/08, foi deflagrada a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti, pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados a recursos contabilizados em planilha denominada Programa Especial Italiano, gerida pela empreiteira Odebrecht.
Os crimes investigados são de lavagem de capitais, organização criminosa e corrupção ativa e passiva. As ações criminosas podem ter lesado os cofres públicos em pelo menos US$ 1,5 bilhão, equivalente, hoje, a aproximadamente R$ 6 bilhões.
Segundo a PF, também é objeto das investigações esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no Continente Africano.
Cerca de 80 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. As medidas cautelares foram autorizadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba
“A investigação é complexa e trata de fatos abordados em diferentes inquéritos policiais, tendo sido impulsionada por acordo de colaboração premiada celebrado entre a PF e um ex-ministro de Estado investigado. Além da identificação de beneficiários da planilha Programa Especial Italiano e do modus operandi de entregas de valores ilícitos a autoridades”, diz PF.
Segundo a instituição, o nome Pentiti significa “arrependidos”. Ele faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que fizeram parte de organizações criminosas e, após suas prisões, passaram a colaborar com as autoridades para o avanço das investigações.
Graça Foster
Graça Foster
Na operação de hoje, os policiais federais estiveram na residência de Graça Foster, ex-presidente da Petrobras
Um dos alvos da Operação Pentiti, a ex-presidente da Petrobras Graça Foster  é suspeita de não ter adotado medidas para apurar ou impedir a continuidade de um esquema de corrupção dentro da estatal durante a sua gestão, o que supostamente seria de seu conhecimento. Agentes da PF estiveram em sua casa, no Rio, para cumprir mandados de busca e apreensão. Graça ocupou a presidência da Petrobras entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2015.
Segundo os investigadores, a ex-presidente da Petrobras favoreceu o BTG Pactual na compra de ativos da estatal na África em troca de assumir controle da Sete Brasil, subsidiária da Petrobras.
Além disso, Foster teria, de acordo com a força-tarefa, "aparente" conhecimento de irregularidades mantidas em contrato firmado entre a Odebrecht e a Petrobras, um acordo de US$ 825 milhões relativo à prestação de serviços nas áreas de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). Mesmo assim, ela teria concordado com sua continuidade. E-mails trocados entre ela e o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, relatam a preocupação de ambos com o assunto.
"Em mensagens seguintes transcritas na representação, há indicativos de que Graça Foster havia determinado a formação de grupo de trabalho de empregados da Petrobras com funcionários da Odebrecht para que se providenciasse, mediante aditivo, redução do valor do contrato. Contudo, mesmo com a aparente ciência das irregularidades, não houve rescisão ou ordem para que fosse apurado o pagamento de vantagens indevidas até então", afirmou a juíza Gabriela Hardt.
Palocci
Nesta fase, a Lava-Jato apura informações incluídas na delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e em e-mails de Marcelo Odebrecht.
A operação tem o objetivo de investigar os crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais. Na quarta-feira, o cunhado de Marcelo foi o principal alvo da 63ª fase da investigação. (G1 e Agência Brasil)
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    Empresa teria pago mesada a Frei Chico entre 2003 e 2015 para garantir boa relação com o governo federal
     
    Nesta segunda-feira, 09/09, a Lava Jato em São Paulo denunciou mais uma vez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por corrução. Foram denunciados também o irmão de Lula, Frei Chico, e executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo o advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, "a denúncia de hoje contra Lula repete as mesmas e descabidas acusações já apresentadas em outras ações penais".
     
    Segundo a Polícia Federal, o ex-presidente Lula e seu irmão, Frei Chico, foram denunciados por corrupção passiva continuada. Já os donos da Odebrecht, Emilio e Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor da empresa Alexandrino de Salles Ramos Alencar foram denunciados por corrupção ativa continuada. Segundo o Ministério Público Federal, "entre 2003 e 2015, Frei Chico, sindicalista com carreira no setor do petróleo, recebeu R$ 1.131.333,12, por meio de pagamento de 'mesada' que variou de R$ 3 mil a R$ 5 mil e que era parte de um 'pacote' de vantagens indevidas oferecidas a Lula, em troca de benefícios diversos obtidos pela Odebrecht junto ao governo federal".
     
    Ainda segundo o MPF em São Paulo, Frei Chico, que, assim como Lula, atuava como sindicalista na década de 90, assumiu o cargo de consultor da empresa com a intenção de facilitar a relação da Odebrecht com os sindicatos.  A indicação teria sido feita por Lula quando ele ainda não ocupava o posto de presidente. A partir de 2002, com a eleição do petista, Frei Chico teria sido desligado da empresa, mas passou a receber a mesada de forma oculta, via departamento de propina que a empresa criou. “Os pagamentos começaram em janeiro de 2003, no valor de R$ 3 mil; em junho de 2007, passaram a ser entregues R$ 15 mil a cada três meses (R$ 5 mil/mês), entregas que cessaram somente em meados de 2015, com a prisão de Alexandrino pela Lava-Jato”, informou o MPF.
     
    De acordo com a denúncia, os pagamentos a Frei Chico eram feitos em razão do cargo de Presidente da República, então ocupado por Lula e, assim como outras vantagens por ele recebidas, visavam à obtenção, pela empresa, de benefícios com o governo federal. Ainda de acordo com a denúncia, nos depoimentos, Frei Chico alegou que durante o período os valores que foram pagos eram referentes a serviços de consultoria, porém, segundo o MPF, ele não apresentou documentos que comprovassem os trabalhos. Se condenados, a pena para os crimes pode variar de 2 anos a 20 anos de prisão, considerando a modalidade continuada. No entendimento da força-tarefa, por ter ocorrido por tantos anos os crimes podem ser imputados com o agravante.
    Incentivador de Lula
    Na nota em que informou a denúncia, o MPF fez uma espécie de perfil de Frei Chico e como a relação dele com a empresa começou. “Sindicalista militante, Frei Chico - que teria sido quem levou Lula ao sindicalismo - iniciou uma relação com a Odebrecht ainda nos anos 90. No início daquela década, estava em curso o Programa Nacional de Desestatização, que sofreu forte resistência dos trabalhadores do setor. Ao todo, 27 químicas e petroquímicas estatais federais foram vendidas”, afirma a Procuradoria. A Procuradoria afirma que “como a Odebrecht participava do setor e vinha tendo problemas com sindicatos, o então presidente da companhia, Emilio Odebrecht, buscou uma aproximação com Lula, e este sugeriu, então, que contratasse Frei Chico como consultor para intermediar um diálogo entre a Odebrecht e os trabalhadores”.
    Defesa
    O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira, 9, em nota, que "a denúncia oferecida hoje em São Paulo pelos procuradores da Lava Jato contra Lula repete as mesmas e descabidas acusações já apresentadas em outras ações penais". (Fonte: Estado de Minas)
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    Ele estava foragido há um ano e dois meses. Políticos corruptos estão apavorados com o que o doleiro possa declarar em depoimento.
     
    Uma nova prisão feita nesta quarta-feira, 31/07, pela Polícia Federal, deverá tirar o sono de políticos corruptos, principalmente, os envolvidos no Petrolão, esquema de corrupção que assaltou a Petrobras. Trata-se da prisão de Dario Messer, conhecido como ‘doleiro dos doleiros’. Ele foi preso na tarde de hoje, nos Jardins, em São Paulo, pela Operação "Câmbio, desligo", braço da Lava Jato no Rio de Janeiro.
    Messer estava foragido desde 3 de maio de 2018, quando a Justiça decretou a sua prisão preventiva. A prisão do "doleiro dos doleiros" foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, comandante da Operação Jato no Rio.
    Lavagem de dinheiro
    E por que políticos corruptos estariam preocupados com a prisão de Dario Messer? Justamente, porque em qualquer esquema de corrupção, como o Petrolão, um dos maiores do mundo, o objetivo dos criminosos é a lavagem de dinheiro dos recursos desviados. E para esse crime, os esquemas de corrupção contam com a participação dos doleiros.
    A operação "Câmbio, desligo" investiga um grande esquema de movimentação de recursos ilícitos, tanto no Brasil como no exterior. São movimentações em dólares, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comerciantes.
    Quando a operação foi deflagrada, a delação dos doleiros Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, contribuíram nas investigações, cujo alvo principal era Dario Messer. Ela era apontado como controlador de um banco em Antígua e Barbuda com 429 clientes, até meados de 2013.
    Cerco fechado
    Ainda em julho, a Polícia Federal deu um passo importante para encontrar Messer, quando prendeu um dos principais homens de sua confiança, Mario Libmann. Ele e seu filho, Rafael, são suspeitos de suposta lavagem de dinheiro em benefício de Messer. As investigações mostram que somente o Rafael tem 18 apartamentos de luxo. As informações são do Ministério Público Federal.
    Segundo a Procuradoria da República no Rio, "foram adquiridos imóveis no Rio de Janeiro e em São Paulo por Rafael Libman e Denise Messer, com pagamento em espécie diretamente das contas de Dario Messer".
    Na decisão que decretou a prisão do operador, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, afirmou que, "segundo apurado pelo MPF, Rafael Libman conta atualmente com dezoito apartamentos em áreas nobres do RJ e SP, além da fração ideal de dois terrenos para construção".
    "Ao que parece, Rafael investiu na aquisição de bens imóveis com montante repassado por Dario Messer, configurando prática comum no delito de lavagem de capital", disse Bretas.
    Líder da Organização
    Através da operação "Câmbio, Desligo", a Polícia Federal expandiu as investigações mirando a atuação de muitos outros doleiros, no Brasil e no Exterior.
    Em junho de 2018, Dario Messer foi denunciado pela Procuradoria da República e apontado como líder da organização criminosa. O processo elenca uma lista com 62 acusados. Portanto, nos próximos dias é possível aparecer muita gente desse grande esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
    "O denunciado Dario Messer era líder da organização criminosa. Ele criou uma rede de lavagem de dinheiro, essencial para a prática de crimes como corrupção, sonegação tributária e evasão de divisas. Era sócio capitalista do 'negócio', no qual angariava 60% dos lucros, e ainda financiava o sistema, aportando nele recursos próprios", afirma o Ministério Público Federal.
    Segundo a Polícia Federal, uma das formas que Operação Lava Jato tem para recuperar o dinheiro desviado da Petrobras é leiloando os bens dos réus.
    São bens como imóveis, automóveis, lancha, relógios e até mesmo vinho que já foram a leilão. Os recursos arrecadados com a venda dos bens dos criminosos são depositados em uma conta judicial de onde podem retornar aos cofres da Petrobras. (Renato Ferreira com informações do Portal R7)

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