Quinta, 22 Agosto 2019 | Login
JUSTIÇA: Manuela D’Ávila confirma que passou contato de hacker a Glenn Greenwald

JUSTIÇA: Manuela D’Ávila confirma que passou contato de hacker a Glenn Greenwald Featured

A ex-parlamentar relatou ter sido comunicada pelo Telegram de uma invasão em seu aplicativo, no dia 12 de maio.
 
As investigações da Polícia Federal sobre conversas de autoridades rakeadas e os vazamentos do site Intercpt, começam a revelar contatos do jornalista Gleen Greenwald com políticos brasileiros. A ex-deputada federal Manuela D´Ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa petista de Fernando Haddad, em 2018, admitiu nesta sexta-feira, 26/07, que foi ela quem passou o contato do jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, ao hacker Walter Delgatti Neto
Depoimento do hacker
Também hoje, em depoimento à Polícia Federal, Delgatti afirmou que entrou em contato com a ex-deputada no dia 12 de maio, domingo de Dia das Mães, para dizer que tinha um acerto de conversas do MPF contendo irregularidades.
Posteriormente, ele conversou com o jornalista do The Intercept e mostrou o material que havia obtido no Telegram dos procuradores da República Deltan Dallagnol, Orlando Martelo Júnior, Diogo Castor e Januário Paludo.
No depoimento para PF, Delgatti afirmou que não realizou qualquer edição dos conteúdos das contas de Telegram das quais teve acesso. O suposto hacker disse que acredita não ser possível fazer edição das mensagens do Telegram em razão do formato utilizado pelo aplicativo.
Todos os contatos telefônicos, segundo Delgatti, foram obtidos por meio de invasões a telefones celulares. Conforme o depoimento, ele conseguiu o contato da ex-deputada por meio da agenda do Telegram da ex-presidente Dilma Rousseff.
O contato da petista, por sua vez, ele havia conseguido através da lista de contato do Telegram do ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão. Delgatti, no entanto, diz não se recordar como obteve o número de Pezão.
Segundo o depoimento de Delgatti, em um primeiro momento Manuela não havia acreditado no material, por isso relutou em passar o contato do editor do Intercept.
Ele então enviou um áudio de uma conversa entre os procuradores Orlando Martelo Júnior e Januário Paludo. Cerca de 10 minutos após ter mandado o documento, Delgatti diz ter recebido uma mensagem no Telegram de Glenn Greenwald.
Ainda conforme o depoimento à Polícia Federal, Glenn teria dito ao hacker que tinha interesse no material. Delgatti começou a passar os conteúdos pelo próprio Telegram, mas como eram muito pesados, criou uma conta na nuvem e passou a senha para o jornalista.
Versão de Manuela
Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira, a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) confirmou que passou o contato do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil a alguém que dizia ter “obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras”.
Na nota, Manuela informa que desconhece a identidade do invasor de seu celular. “Estou, por isso, orientando os meus advogados a procederem a imediata entrega das cópias das mensagens que recebi pelo aplicativo Telegram à Polícia Federal”, informou.
Leia a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA
"Tomando ciência, pela imprensa, de alusões feitas ao meu nome na investigação de fatos divulgados pelo “The Intercept Brasil”, e por me encontrar no exterior em atividades programadas desde o início do corrente ano, esclareço que:
1. No dia 12 de maio, fui comunicada pelo aplicativo Telegram de que, naquele mesmo dia, meu dispositivo havia sido invadido no Estado da Virginia, Estados Unidos. Minutos depois, pelo mesmo aplicativo, recebi mensagem de pessoa que, inicialmente, se identificou como alguém inserido na minha lista de contatos para, a seguir, afirmar que não era quem eu supunha que fosse, mas que era alguém que tinha obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras. Sem se identificar, mas dizendo morar no exterior, afirmou que queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país, sem falar ou insinuar que pretendia receber pagamento ou vantagem de qualquer natureza.
2. Pela invasão do meu celular e pelas mensagens enviadas, imaginei que se tratasse de alguma armadilha montada por meus adversários políticos. Por isso, apesar de ser jornalista e por estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte, repassei ao invasor do meu celular o contato do reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald.
3. Desconheço, portanto, a identidade de quem invadiu meu celular, e desde já, me coloco a inteira disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos em apuração. Estou, por isso, orientando os meus advogados a procederem a imediata entrega das cópias das mensagens que recebi pelo aplicativo Telegram à Polícia Federal, bem como a formalmente informarem, a quem de direito, que estou à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o ocorrido e para apresentar meu aparelho celular à exame pericial". (R7 e Agência Brasil)
000

About Author

Related items

  • CAIXA 2: Justiça condena Haddad a mais de quatro anos de prisão
    O processo se refere ao uso de recursos da UTC para a compra de material de campanha, em 2012.
     
    O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi condenado pelo crime de caixa dois na última segunda-feira (19/8). A informação é do jornal Folha de S. Paulo. O processo contra o petista nasceu de uma apuração que visava identificar o uso de recursos da empreiteira UTC na confecção de material da campanha de Haddad para a prefeitura em 2012.
    Conforme o processo, a Justiça Eleitoral decretou pena de 4 anos e 6 meses de reclusão, e 18 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente à época. Haddad foi candidato à Presidência da República em 2018, no lugar de Lula, que está preso desde abril de 2018, condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
    Na decisão, o juiz Francisco Carlos Inouye Shintate absolveu Haddad de outras acusações, como formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A defesa, no entanto, deve recorrer à decisão da 1ª Vara Eleitoral. O argumento é de que a condenação apoiou-se apenas na delação premiada do empresário e dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa — que teria sido prejudicado por Haddad, por cancelar os contratos com a Prefeitura.
    A defesa de Haddad afirmou também que o dono da gráfica que imprimiu os materiais utilizados na propaganda eleitoral “reconheceu que a campanha de Haddad não foi beneficiada com os materiais". O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também foi condenado a dez anos de reclusão por lavagem e ocultação de bens.
    “O juiz absolveu Fernando Haddad de lavagem de dinheiro e corrupção, crimes dos quais ele não foi acusado. Condenou-o por centenas de falsidades quando a acusação mal conseguiu descreve uma. A lei estabelece que a sentença é nula quando condena o réu por crime do qual não foi acusado”, disse a defesa em nota ao jornal. (Informações do Estado de Minas)

  • PRISÃO PERPÉTUA: Sugestão de prisão para esses três monstros brasileiros
     
    E os três estupradores - Abdelmassih, José de Paiva e João de Deus - deveriam ficar juntos na mesma cela.
     Por Renato Ferreira -
    Já faz alguns anos que, estarrecido, o Brasil vem acompanhando as idas e vindas de prisões em regime fechado e domiciliar do médico, Roger Abdelmassih, 75 anos, acusado de cometer dezenas de estupros contra mulheres que o procuravam em seu consultório em São Paulo. Nesta terça-feira, 13, a Justiça de São Paulo suspendeu a prisão domiciliar do estuprador por suspeita de fraude nos laudos de saúde, que permitiram o benefício ao detento. Ele é acusado de estuprar 37 pacientes em sua clínica de reprodução assistida.
     Mas, infelizmente, o Brasil não tinha apenas esse monstro travestido de médico. Ele tem como colegas de crimes semelhantes, o médium João de Deus, de Goiás, e o colega de medicina, José Hilson de Paiva, do Ceará. E todos agiam há décadas usando de sua influência como homens públicos e de conhecimentos médicos e espirituais para convencer e coagir suas vítimas.
    Em Goiás
    Recentemente, a Justiça de Goiás negou a concessão de prisão domiciliar ao médium João de Deus. De acordo com a juíza Rosângela Rodrigues, de Abadiânia, não há fatos novos que justifiquem o afrouxamento da prisão do médium. Poderoso na cidade, onde a economia girava em torno de seus negócios, João de Deus é acusado também de cometer homicídios, contra suas vítimas.
    No Ceará
    Outro caso monstruoso envolvendo um médico estuprador foi descoberto há poucos meses no Ceará. Prefeito de Uruburetama, o médico José Hilson de Paiva, foi preso depois que vieram à tona dezenas de casos de estupros praticados pelo médico-prefeito em seu próprio consultório.
    Ginecologista, o médico e prefeito estuprador (do PCdoB), Paiva gravava seus próprios crimes contra mulheres simples que o procuravam atrás de cura para seus problemas. Em anos anteriores, José Hilson de Paiva já havia sido acusado desse tipo de crime, mas, acabou sendo absolvido.
    Depois dessas últimas acusações que estarreceram diretores do Conselho Federal de Medicina, o PCdoB expulsou o médico do seu quadro de filiados. Para evitar que a população fizesse justiça com as próprias mãos, a Justiça do Ceará transferiu o médico monstro para a Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz.
    Prisão perpétua
    Mas, se esses monstros, travestidos de médicos e médiuns, podem sofrer agressões por outros presos ou pela população, uma boa sugestão seria prisão perpétua para os três. E mais: deveriam ficar juntos numa mesma cela, pois, quem sabe assim, eles resolveriam seus desejos sexuais sem ter que abusar de pessoas simples no seio da sociedade. (Renato Ferreira)
  • CAPITAL PAULISTA: Justiça libera obra da Prefeitura de SP no Vale do Anhangabaú
    Para presidente do TJ-SP, paralisação representa um risco à economia pública. Decisão de 1ª Instância havia suspendido serviço, após reivindicação de associação que alertava sobre riscos e perda de patrimônio histórico.
    Nesta sexta-feira, 09/08, a Justiça liberou a retomada da obra da Prefeitura de São Paulo no Vale do Anhangabaú, no Centro da capital. Para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a paralisação representa um risco à economia pública.
    Há uma semana, a Justiça atendeu ao pedido da Associação Preserva SP para embargar a obra de qualificação do espaço devido à falta de discussões com a sociedade sobre a intervenção em um local de importância histórica para o município, e também devido à falta de um estudo de viabilidade ambiental e arqueológico. Paralelamente, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar os gastos com as obras.
    Obra no Vale Anhagabaú
    Segundo o projeto da mega-obra, o Vale do Anhangabaú ficará assim
    A prefeitura recorreu da decisão e respondeu aos questionamentos, afirmando que o projeto foi orçado em R$ 3,8 milhões e houve aprovação junto a todos os órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico do município, além de discussão com os conselhos públicos.
    Nesta sexta-feira, o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças autorizou a retomada das obras, destacando o prejuízo financeiro que a paralisação causa a toda a sociedade. “Cada dia de paralisação da obra representa prejuízo estimado ao município de São Paulo de R$ 42.744,66, isso levando em conta apenas os custos contratuais referentes à remuneração de 108 funcionários e 38 equipamentos mobilizados”, disse.
    Na decisão, o juiz incluiu ainda a manifestação favorável ao projeto por parte do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade (Conpresp) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), e acrescentou que o foi debatido com a sociedade civil, como, por exemplo, em apresentação pública ocorrida em 2015.
    “Não se trata de intervenção feita “de imediato” e à sorrelfa, o que ganha relevância especialmente ante a ausência de oposição administrativa ou judicial anterior, em momento em que o prejuízo à Municipalidade teria sido muito menor (ao contrário do que se dá agora, quando a obra já está iniciada e o local foi transformado em um imenso canteiro de obras)”, escreveu em sua decisão. (G1)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.