Sexta, 22 Novembro 2019 | Login
JUSTIÇA: Suspeitos de hackear celular de Moro e Dellagnol podem ter feito mil vítimas

JUSTIÇA: Suspeitos de hackear celular de Moro e Dellagnol podem ter feito mil vítimas Featured

Walter Delgatti Neto, o "Vermelho", considerado o líder do grupo preso ontem, confirmou à Polícia Federal ter sido responsável pela invasão dos celulares de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras centenas de autoridades dos três poderes. Ele teria dito também que o seu material serviu de base para os vazamentos do Intercpt.
A Polícia Federal informou nesta quarta-feira, 24/07, em coletiva de imprensa, que mil números telefônicos diferentes podem ter sido alvo da quadrilha suspeita de hackear o aplicativo de mensagens Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também pode estar entre as vítimas.
"Aparentemente, mil números telefônicos diferentes foram alvo desse mesmo modus operandi dessa quadrilha. Há possibilidade, ainda não temos uma identificação e nem começamos a fazer isso, mas há possibilidade de um número muito grande de possíveis vítimas desse mesmo tipo ataque que está sendo investigado agora", disse o coordenador geral de Inteligência da PF, João Vianey Xavier Filho.
A PF investiga se o ministro da Economia foi vítima do mesmo grupo. "No momento da busca e apreensão, no celular de um dos indivíduos estava uma conta no aplicativo de mensagens vinculada com o nome Paulo Guedes. A gente tem que confirmar isso de forma pericial, mas é forte indicativo de que a conta seja realmente a do ministro", explicou o diretor do Instituto Nacional de Criminalística, Luiz Spricigo Júnior.
De acordo com Xavier Filho, os números telefônicos supostamente atacados serão identificados para que se possa aferir a extensão exata dos ataques. A PF vai encaminhar ainda nesta quarta-feira um ofício para o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) solicitando uma reunião para buscar formas de sanar as fragilidades encontradas na investigação.
ATUAÇÃO
De acordo com a PF, a investigação é conduzida desde pelo menos abril, quando procuradores da Força Tarefa da Lava Jato passaram a relatar algumas ligações recebidas em seus aparelhos originadas do próprio número. Em junho, Moro e outras autoridades informaram ocorrência semelhante.
A polícia conseguiu então chegar aos números de IP, que são relacionados à conexão à internet, dos dispositivos que supostamente executaram os ataques. Também foi identificado o tipo de equipamento que os indivíduos usavam. "Um dos equipamentos era um celular exatamente da marca e modelo que foi identificado na posse dos indivíduos", diz Júnior.
De acordo com Filho, na residência de um dos alvos, foi localizado pela PF um computador contendo "atalhos de conexão a várias contas de aplicativo de mensagem". Segundo ele, tudo indica que havia captura sistemática de contas desses aplicativos. "Não há como confirmar, o levantamento é preliminar, mas tudo indica, e aparentemente isso vai ser melhor esclarecido mais adiante, que o conteúdo das mensagens dessas contas capturadas era baixado nos dispositivos, nos computadores dos investigados", diz Filho.
A PF deverá detalhar as formas de atuação dos investigados em laudo pericial, a ser encaminhado ainda esta semana.
 
FRAUDES BANCÁRIAS
De acordo com a PF, o grupo era especializado em fraudes bancárias por meio da internet. "O perfil dessas pessoas é de estelionato bancário eletrônico. Eles estão, em vários graus diferentes de envolvimento, de alguma forma ou de outra, vinculados a fraudes bancárias eletrônicas, praticadas mediante internet banking, mediante engenharia social com contato de possíveis vítimas e fraudes em cartões de crédito e débito", diz Filho. Segundo ele, foi localizada na casa de um dos alvos quase R$ 100 mil em espécie.
Segundo informou Walter Delgatti, houve casos apenas de invasões a celulares, outros de roubo de dados e ainda de sequestro da linha para simular conversas com terceiros.
INTERCPT
Segundo informou o Portal Antagonista, o hacker Delgatti Neto disse que o material conseguido por ele de forma criminosa serviu como fonte para as reportagens do site Intercpt, do jornalista norte-americano Gleen Greenwald.
Moro parabeniza
Por meio de seu perfil na rede social Twitter, Moro parabenizou a PF, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal pelas investigações. (Com informações da Agência Brasil e O Antagonista)
000

About Author

Related items

  • EFEITO LULA LIVRE: "Não respondo a criminosos, presos ou soltos", diz Moro sobre ataques de Lula
    Depois do presidente Bolsonaro chamar Lula de "canalha", Moro também posta sobre ataques do ex-presidente condenado.
    Todos sabem que mesmo antes de ser condenado e preso, o ex-presidente Lula já se sentia acima da lei, mas, parece que a prisão de mais de um ano e meio aflorou ainda mais esse lado do ex-presidente petista. Ao deixar a prisão nesta sexta-feira, 8, após ser beneficiado por decisão polêmica de seis ministros do STF, que votaram contra a prisão em segunda instância, Lula saiu com a língua ainda mais afiada, criticando instituições e insultando autoridades brasileiras.
    Esse discurso irresponsável de Lula, que já criticou o MP, a PF, o Presidente da República, o ministro Sérgio Moro, além de conclamar o povo a agir como os chilenos, tem levado seus seguidores à euforia, como aconteceu ontem em Curitiba e, hoje, em São Bernardo do Campo. Porém, parece que as autoridades brasileiras, mesmo sem entrar direto nas provocações, têm observado de perto o falatório do petista e algumas delas já se manifestaram.
    "Canalha"
    Em sua primeira manifestação relacionada à soltura do ex-presidente Lula, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) referiu-se ao petista como “canalha”. Embora sem citar o nome do rival, ele publicou um vídeo em que enaltece o trabalho do ministro Sergio Moro (Justiça) quando este era juiz federal.
    “Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu o presidente.
    "Não respondo a criminosos"
    Instado por jornalistas a comentar os ataques de Lula, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, usou também as redes sociais para falar sobre o tema. Em sua postagem, Moro afirmou que 'algumas pessoas só merecem ser ignoradas'
    Acusado por Lula de ter "montado uma quadrilha" ao lado do procurador Deltan Dallagnol para julgá-lo, Moro postou o seguinte: "Não respondo a criminosos, presos ou soltos". Sobre a decisão do Supremo, Moro já havia se manifestado, afirmando que a decisão deve ser respeitada e que espera que o Congresso aprove a PEC que restabeleçe a prisão em segunda instância.
     
    General Heleno
    Hoje também o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, falou sobre os ataques de Lula. Ele disse que o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ABC Paulista "incitou à violência, agrediu instituições do país e ofendeu o presidente da República, Jair Bolsonaro".
    Uso das Forças Armadas
    Após Lula incitar seus militantes a ‘partirem para o ataque’, neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro reuniu a alta cúpula das Forças Armadas para analisar o cenário político.
    Caso as autoridades percebam que as instituições estejam correndo risco, o Presidente da República pode usar o Artigo 142 da Constituição Federal e convocar Exército, Marinha e Aeronáutica, justamente, para garantir a ordem das instituições democráticas do país e defender a Pátria de qualquer tipo de ataque interno ou externo.
    A reunião contou com a presença dos ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira (Secretaria de Governo), o chefe do GSI, Augusto Heleno, além dos comandantes Ilques Barbosa Junior (Marinha), Edson Leal Pujol (Exército) e Antonio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica). (Renato Ferreira)
  • JUSTIÇA: PF pede prisão de Dilma Rousseff e Fachin nega
    O ministro do STF negou os pedidos de prisão de Mantega, Valdir Raupp e Eunício Oliveira. Tudo por compra de apoio políticos em 2014.
     
    A Polícia Federal pediu ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT), dos ex-senadores Eunício Oliveira (MDB-CE) e Valdir Raupp (MDB-RO) e do ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU).
    Os pedidos – negados por Fachin – foram formulados no âmbito de um inquérito que apura a “compra e venda” do apoio político do MDB em benefício do PT nas eleições presidenciais de 2014.
    As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud, delator do caso J&F, e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em sua delação, Saud disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT.
    De acordo com o executivo, apesar de diversas doações terem sido oficiais, trata-se de “vantagem indevida”, já que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 para garantir a aliança entre os dois partidos.
    O inquérito foi aberto por Fachin em maio do ano passado.
    Em agosto deste ano, a PF encaminhou ao Supremo um ofício sigiloso de nove páginas com a relação completa dos pedidos solicitados para a decretação de prisões temporárias, buscas e apreensões e a coleta de depoimentos dos investigados.
    A PF apresentou “pedido de prisão temporária dos investigados com maior relevância, bem como daqueles que atuaram na entrega e no recebimento em espécie das quantias ilícitas em benefício dos senadores do MDB, sob o fundamento de que a privação da liberdade de locomoção destes indivíduos é indispensável para a identificação de fontes de prova e obtenção de elementos de informação quanto à autoria e materialidade das infrações penais investigadas”.
    A Polícia Federal cumpriu nesta manhã uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, por ordem de Fachin. “No caso, nada obstante, como já afirmado, esteja satisfatoriamente demonstrada a plausibilidade das hipóteses investigativas levadas a efeito pela autoridade policial, a pretensão de restrição da liberdade de locomoção dos investigados não se encontra provida da indicação de concretas condutas atentatórias às apurações que evidenciem a necessidade da medida extrema”, observou Fachin em sua decisão, que autorizou a operação realizada nesta terça-feira.
    “Nesse sentido, possível se fazer referência à manifestação da Procuradoria-Geral da República, pontuando que ‘não há evidências de que, em liberdade, os investigados possam atrapalhar a execução das medida de busca e apreensão’. Com essas considerações, indefiro as prisões temporárias requeridas”, concluiu o relator da Lava Jato. Os acusados ainda não se manifestaram. (Fonte: R7).
  • LAVAGEM DE DINHEIRO: Moro inaugura Delegacia Modelo da PF
    A Polícia Federal dá mais um grande passo nas investigações contra corrupção e crimes financeiros.
     
    O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participou nesta sexta-feira, 01/11, em Curitiba, da inauguração da primeira Delegacia Modelo de Investigação e Análise Financeira da Polícia Federal.
    A nova delegacia, cujo projeto de execução começou em fevereiro de 2019, surge para institucionalizar práticas de sucesso investigativo, fortalecer inquéritos digitais e buscar uma atuação menos burocrática e mais efetiva no combate aos crimes financeiros e de corrupção.
    A Delegacia Modelo faz parte da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, e vai contar com um laboratório – criado a partir da expertise de peritos e técnicos em inovação da Polícia Federal (PF).
    Para garantir mais agilidade e qualidade nas investigações de crimes complexos de corrupção e lavagem de dinheiro, serão empregadas novas tecnologias nas áreas de Big Data e Business Intelligence. A partir dos bons resultados, a ideia é difundir tecnologias e promover intercâmbio com as demais unidades da Polícia Federal no Brasil.
    Também participaram do evento o Governador do Paraná, Ratinho Jr, e o Diretor-Geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A inauguração foi realizada às 15h, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, onde está detido o ex-presidente Lula. (Fonte: CBN)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.