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POLÍTICA: Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência

POLÍTICA: Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência Featured

A proposta obteve 379 votos a favor e 131 contra. 19 parlamentares da oposição (PDT e PSB) votaram a favor.
 
 
Nesta quarta-feira, 10/07, depois de oito horas de muitos debates, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto principal da reforma da Previdência. A proposta teve 379 votos a favor e 131 votos contra.
 
Placar reforma da Previdencia foto Andrea Marques Camara 1140x570
 
Mais cedo, os deputados tinham concordado em derrubar as emendas individuais e manter apenas as de bancada.
A reforma da Previdência precisava de 308 votos, o equivalente a três quintos dos deputados, para ser aprovada. Portanto, os 379 votos a favor mostraram uma grande vantagem para o Governo.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pretende encerrar o processo de votação ainda esta semana e, se for aprovado em segundo turno, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.
O debate do texto principal foi aberto por volta das 17h, quando a Câmara rejeitou o último requerimento de retirada de pauta da reforma da Previdência. Rodrigo Maia e líderes dos partidos que fecharam questão pela aprovação, fizeram discursos agradecendo a todos pela vitória, afirmando que a Nova Previdência é o primeiro e grande passo para o Brasil voltar a crescer. (Com Agência Brasil)
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  • OSASCO: Ribamar Silva comemora aprovação da reforma da Previdência

     

    Presidente da Câmara Municipal acredita que a reforma trará crescimento econômico e geração de empregos para Osasco.

     

    O Presidente da Câmara Municipal de Osasco, Ribamar Silva, acompanhou na sede do Poder Legislativo osasquense a votação que aprovou o texto-base da Reforma da Previdência na noite de quarta-feira (10). “Foram 379 deputados que votaram a favor da reforma. Eles são os maiores mentores políticos da nossa nação. Tenho certeza que os deputados entendem que a reforma o melhor para o Brasil”, conta Ribamar.

    Apoiador incondicional da reforma, Ribamar diz que espera agora a inclusão dos estados e municípios no texto que será apreciado pelo Senado. “Estamos acompanhando daqui, com os nossos deputados e vereadores, esta grande vitória da reforma da previdência. Quero parabenizar os nossos deputados federais. Tenho esperanças que, lá no Senado, os estados e municípios sejam incluídos”, disse Ribamar pouco após a votação.

    “Para o bem do Brasil, tenho certeza que isso vai trazer crescimento e geração de emprego. Vai fazer o Brasil voltar a crescer e todos nós, brasileiros, temos a ganhar com isso”, completou.

    Próximo Passo

    A Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno, por 379 votos a 131, o texto-base da reforma da Previdência. A matéria aprovada apresenta novas regras para aposentadoria e pensões. O texto aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

    Ficaram de fora da proposta a capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais. Na nova regra geral, para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

    Para todos os trabalhadores que ainda não tenham atingido os requisitos para se aposentar, regras definitivas de pensão por morte, de acúmulo de pensões e de cálculo dos benefícios dependerão de lei futura, mas o texto traz normas transitórias até ela ser feita.

    “Foi um dia histórico. É um passo importante diminuir o custo da máquina pública, fazer o enxugamento para que no futuro próximo sobre dinheiro para mais investimentos no Brasil”, concluiu Ribamar.

     

     
  • POLÍTICA: Governador petista pede votos para a reforma da Previdência
    Camilo Santana ligou para parlamentares cearenses pedindo voto a favor e não exonerou secretário do PDT que iria votar contra a reforma da Previdência.
    Apesar de o PT e outros partidos da oposição, que sempre vão a reboque da decisão petista, terem fechado questão contra a reforma da Previdência apresentada pelo Governo, nem todos os parlamentares ou lideranças oposicionistas seguiram essa orientação. É o caso do governador do Ceará, Camilo Santana, que nos bastidores trabalhou pela aprovação da reforma.
    Como chefe do Executivo estadual, Camilo Santana sabe que, como o Governo Federal, os estados passam também pelos mesmos problemas em termos de Previdência Social. E assim, acabou não seguindo a orientação do partido e nem a posição de seus colegas do Nordeste que, mesmo passando por problemas semelhantes, preferiram pedir votos contra só porque a proposta é de um governo adversário. Ou seja, para o PT e seus aliados, os interesses políticos partidários estão acima dos interesses do povo. Pois, a própria oposição sabe da necessidade dessa reforma.
    E duas medidas do governador cearense nos bastidores tornaram-se de conhecimento público. Um dia antes da primeira votação, na quarta-feira, 10/07, ele ligou para o deputado Domingos Neto (PSD), pedindo voto a favor. O plenário aprovou o texto-base por 379 votos a favor, contra 131 da oposição. Dos 379 votos a favor, 19 foram de partidos da oposição.
    Camilo Santana tomou outra medida que rendeu também mais um voto pró reforma. Ele impediu que o seu secretário estadual de Planejamento, Mauro Benevides Filho, do PDT, retornasse à Câmara para votar contra o texto. Assim, ele garantiu o voto favorável do suplente, Aníbal Gomes, do DEM. Nem precisa dizer que o PT, que sempre fez oposição por oposição, ficou furioso com o governador cearense.
    Em sintonia com o Governo
    Mas, desde o início deste mandato, Camilo Santana tem tomado atitudes que o diferenciam de seus colegas nordestinos em relação ao Governo Federal. E tem agido assim visando, justamente, os interesses do povo cearense.
    Desde que tomou posse, Santana tem dito que, apesar de ser de um partido de oposição ao Governo Bolsonaro, nem por isso ele tem que tratá-lo como inimigo. E foi, justamente, o Ceará que neste primeiro semestre precisou, pediu e foi socorrido pelo Governo Federal na terrível crise de segurança, com rebeliões de presos, comandadas pelo crime organizado, e muitos homicídios em Fortaleza e no interior.
    O governador se reuniu com representantes do Governo, com o próprio Presidente Bolsonaro e, imediatamente, foi atendido pelo ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro. O Ministério enviou tropas da Força Nacional e demais órgãos de Segurança para debelar a crise no Ceará. Em público, Camilo agradeceu pelo apoio e elogiou o trabalho de Moro. (Renato Ferreira)
     
  • IRONIA DO DESTINO: Chico de Oliveira e PHA: duas vidas que se cruzaram na ideologia e se encontraram na morte
     
    Por Renato Ferreira -
    Quis a história reservar a quarta-feira, dia 10 de julho de 2019, para a partida desta vida de duas personalidades brasileiras: o professor universitário e um dos maiores sociólogos do país, Chico de Oliveira, de 85 anos; e o conhecido e experiente jornalista, Paulo Henrique Amorim, de 77 anos.
    O curioso na vida desses dois profissionais é que ambos tiveram atuações fortes e determinantes ao longo de suas carreiras em defesa da esquerda (Chico de Oliveira), e da direita, (Paulo Henrique Amorim); porém, morreram criticando o lado que antes defendiam.
    PHA
    PHA, como era também conhecido Paulo Henriue Amorim, iniciou a carreira profissional nos anos 1960, trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil e também como correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. Todos veículos afinados com o pensamento ideológico da direita. Enquanto trabalhou nesses veículos - rádio, TV, revista e jornal - PHA sempre fez criticas aos partidos de esquerda, como PCdoB e o PT, e também às suas lideranças como Luis Inácio Lula da Silva.
    Em 1998 já TV Bandeirantes, denunciou no Jornal da Band que o, então candidato, Lula, tinha adquirido carros e imóveis de forma ilegal durante a campanha. Chegou a ser processado pelo petista. Porém, a partir dos anos 2003. ap ser contratado pela Rede Record, o jornalista foi, paulatinamente, se aproximando da esquerda. Além de atuar em outras plataformas, criou, por exemplo, o blog "Conversa Afiada", tornando-se num dos maiores críticos dos tucanos e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
    Tinha um estilo próprio de fazer televisão e, fazia suas críticas com um tom ácido e com muita ironia. E era com esse estilo que criticava os tucanos, ao mesmo tempo em que defendia o PT e Lula, passando a ser também nos últimos anos um crítico ferrenho da Operação Lava Jato, ao mesmo tempo que defendia a liberdade de Lula. Há um mês antes de morrer, quando também foi afastado do Domingo Espetacular, da Record, PHA gravou um vídeo polêmico afirmando que Bolsonaro iria morrer em breve.
    Chico de Oliveira
    Por outro lado, o sociólogo Chico de Oliveira, fez toda a sua caminhada profissional e política atuando ativamente no campo da esquerda. Chegou, inclusive, a ser preso no Governo Militar em duas oportunidades e morou no exterior, como exilado.
    Esse seu ativismo de esquerdista o levou a ser um dos fundadores do PT nos anos 1980. Sempre esteve ao lado do então, sindicalista e depois deputado Federal, Luiz Inácio Lula da Silva.
    Porém, essa ligação com o PT durou só até 2003, justamente, o ano em que Lula tomou posse como Presidente da República. Por discordar dos rumos que Lula tomou para ser eleito, e também de suas medidas tomadas logo no início do mandato, Chico de Oliveira acabou se afastando do Partido e passou a a fazer duras críticas ao presidente petista e ao seu governo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2016, disse que o PT como “força transformadora tinha acabado”.
    Chegou também a ajudar na fundação do PSOL, legenda formada, principalmente, por dissidentes petistas, como a ex-senadora Heloísa Helena. Mas, pouco tempo depois se afastou também da legenda por discordar de seus rumos políticos. Morreu como Professor Emérito de Sociologia da USP.
    Mais coerente que PHA, Chico de Oliveira nunca chegou a ser defensor da direita, assim, como PHA passou a defender a esquerda. Mas, contudo, o dia 10 de julho de 2019, que marca a partida de PHA e de Chico de Oliveira, registra também que ambos morreram criticando o lado político que antes defendiam. Ironia do destino. (Renato Ferreira)

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