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NO DESESPERO:  Reforma Trabalhista tira mais de R$ 3 bilhões dos sindicatos com o fim da contribuição obrigatória

NO DESESPERO: Reforma Trabalhista tira mais de R$ 3 bilhões dos sindicatos com o fim da contribuição obrigatória Featured

Mais um motivo que faz a esquerda fajuta do Brasil lutar tanto para acabar com o governo Bolsonaro. Até 2017, os sindicatos arrecadavam mais de R$ 3,6 bilhões com as contribuições descontadas em Folha de Pagamento. Com a reforma, em 2018, essa fortuna caiu pra menos de R$ 500 milhões.

 

Depois de décadas se enriquecendo às custas do povo e com dinheiro público, sindicatos de trabalhadores e de patrões - a maioria absoluta de sindicatos pelegos - tiveram seus recursos drasticamente drenados pelo fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, como era esperado.

Dados oficiais mostram que em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado. A tendência é que o valor seja ainda menor em 2019. Daí o desespero dos sindicalistas pelegos e seus companheiros com mandatos políticos.

O impacto foi maior para os sindicatos de trabalhadores, cujo repasse despencou de R$ 2,24 bilhões para R$ 207,6 milhões

O efeito foi uma brutal queda dos repasses às centrais sindicais, confederações, federações e sindicatos tanto de trabalhadores como de empregadores. Muitas das entidades admitem a necessidade de terem de se reinventar para manter estruturas e prestação de serviços.

Além de cortar custos com pessoal, imóveis e atividades, incluindo colônia de férias, as alternativas passam por fusões de entidades e criação de espaços de coworking.

O governo Federal pretende enviar ao Congresso, após o recesso parlamentar, um Projeto de Lei para regulamentar as contribuições sindicais. Com a reforma Trabalhista, agora, elas só poder ser cobradas com boletos e de acordo individual de cada trabalhador.

Após a aprovação da reforma, alguns sindicatos tentaram driblar a legislação, criando uma forma de cobrar a contribuição com acordo aprovado em assembleia. Mas, essa estratégia foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal.

O Brasil é o campeão disparado em número de sindicatos. Enquanto em países como Estados Unidos, Inglaterra, França e outras Nações desenvolvidas, o número de sindicatos não passa de 400, no Brasil esse número é quase 17 mil sindicatos. Uma verdadeira indústria de contribuições e de sindicalistas cada vez mais milionários.

A nossa crítica não é generalizada, pois, sabemos que existem sindicatos tanto de trabalhadores, como de patrões que, realmente, lutam e trabalham em prol de suas categorias e associados. E, com certeza, são esses que vão continuar existindo, pois, terão condições de convencer os trabalhadores da sua importância. Quanto aos demais sindicatos que já pensam em fusões e em venda de imóveis, quem sabe conseguirão sobreviver promovendo rifas em suas sedes. (Renato Ferreira com informações de Época Negócios)

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