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CASO QUEIROZ: Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e de seu ex-assessor na Alerj

CASO QUEIROZ: Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e de seu ex-assessor na Alerj Featured

Nesta segunda-feira, 13/05, a Justiça divulgou a autorização da quebra de sigilo bancário do senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, investigado por movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta, conforme relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).
O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e autorizado pelo Tribunal de Justiça daquele Estado, em 24 de abril de 2019, mas não havia sido divulgado até ontem.
A quebra do sigilo se estende não só a Flavio e Queiroz. A esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, a empresa de ambos, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a esposa do ex-assessor, Marcia, também terão as contas investigadas.
Outros 88 ex-funcionários do gabinete liderado por Flavio Bolsonaro, seus familiares e empresas relacionadas a eles serão averiguados. Por este motivo, Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, visto pelo pelo MP do Rio como chefe do Escritório do Crime, organização de milicianos suspeita de envolvimento no assassinato de Marielle Franco, também serão investigadas. (Fonte:Diário de Pernambuco).
O outro lado
O senador Flávio Bolsonaro nega as acusações. Ele disse que essas investigações, como a "quebra ilegal" de seu sigilo bancário pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, têm o "único objetivo de prejudicar o governo do seu pai, Jair Bolsonaro". Segundo o senador, as investigações vão mostrar a sua inocência.
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    “Vamos supor que (o Coaf) vá para o Paulo Guedes (ministro da Economia): Ele vai ter linha direta com o Ministério da Justiça, então é uma medida inócua e um desgaste desnecessário porque, precisando de informações, o Moro vai ter, ele vai ter gente no Coaf”, disse.
    Bolsonaro, no entanto, defendeu mais controle sobre o Coaf para evitar o vazamento de informações. Recentemente, o órgão tornou pública a movimentação financeira suspeita de R$ 7 milhões do ex-motorista da família. Ele é investigado pelo Ministério Público por suspeita de participar de um esquema de rachadinha que teria sido feito pelo senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando era deputado estadual.
    Imposto de Renda
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    O presidente se posicionou contra a volta do imposto sindical e disse que a maioria dos sindicatos só atua em causa própria e atrapalha o Brasil.
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