Sexta, 22 Fevereiro 2019 | Login
CONGRESSO X PLANALTO: Renan Calheiros na Presidência do Senado será uma armadilha para Bolsonaro

CONGRESSO X PLANALTO: Renan Calheiros na Presidência do Senado será uma armadilha para Bolsonaro Featured

Opositores do alagoano lutam pelo voto aberto. Na Câmara dos Deputados, o favorito Rodrigo Maia é mais alinhado às propostas do Governo.

Renato Ferreira - 

Nesta sexta-feira, 01/02, os senadores e deputados eleitos em 2018 vão escolher os novos presidentes das duas Casas Legislativas. No Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) é um nome que aparece forte, apesar de dividir a própria bancada de seu partido. Já na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) aparece como favorito.

Armadilha para o Governo

Apesar de ser um nome forte para voltar a presidir o Senado, Renan Calheiros ainda não é uma unanimidade. Ele divide, inclusive, o seu próprio partido, o MDB, A senadora Simone Tebet (MDB-MS) pleiteia ser a candidata do partido, cuja decisão sairá na tarde desta quinta-feira, 31.

Outros partidos também não querem nem pensar na volta de Renan ao comando da Casa. É o caso do PSDB e do Podemos que, inclusive, fazem campanha pelo voto aberto, o que dificultaria em muito a eleição do senador alagoano pelo Plenário.

Para o Governo Bolsonaro, que optou não lançar candidato, com certeza, a eleição de Renan será uma armadilha para os planos do Planalto. Segundo comentários dos bastidores políticos, Renan Calheiros pretende se apresentar amanhã com uma nova roupagem aos seus colegas. Seria uma roupagem mais próxima de um governista.

Mas, tudo não passa de um lobo em pele de cordeiro. Renan foi oposição ferrenha à candidatura de Jair Bolsonaro. Durante a campanha, ele se aproximou ainda mais do PT, fez campanha pelo "Lula livre", pediu votos para Haddad, e fez de tudo para se reeleger senador por Alagoas, como também para a reeleição de seu filho, Renan Calheiros Filho, como governador.

Portanto, Renan Calheiros não tem nenhum compromisso com o Brasil, a não ser com Alagoas. E muito menos com as reformas propostas pelo Governo Bolsonaro. Sua eleição como presidente do Senado será uma grande armadilha para o Presidente da República, que dependerá do Senado para aprovar as principais reformas, como a Trabalhista e da Previdência.

E essa posição de Renan não será somente com relação às reformas. Como foi adversário de Bolsonaro, uma vez na presidência do Senado, Renan Calheiros poderá dificultar todos os projetos do Planalto para inviabilizar o governo de Jair Bolsonaro.

Além ter feito campanha contra Bolsonaro, Renan Calheiros é inimigo declarado do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, ex-juiz federal comandante da Operação Lava Jato. O senador alagoano responde a 18 processos na Justiça e já virou réu vários deles.

Então, diante desse quadro, os bolsonaristas, se quiserem, terão outras opções para evitar a eleição de Renan Calheiros. Além de Simone Tebet, caso vença o Renan dentro do MDB, há outras candidaturas, como de Tasso Jereissati (PSDB-CE), Esperidião Amin (PP-SC), estado onde Bolsonaro obteve uma das maiores votações, de Álvaro Dias (Podemos), e também de novatos, como a do Major (PSL-SP) e de Reguffe (sem partido-DF).

Presidente da Câmara

Rodrigo Maia

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) é o candidato favorio para a Presidência da Câmara

Assim como no Senado, o governo Bolsonaro vai depender muio também do próximo presidente da Câmara dos Deputados. Lá, o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) aparece como favorito. Maia já conquistou o apoio de 13 siglas, que contam com 293 deputados. Para vencer no 1º turno, é necessário obter maioria absoluta (257 votos). Caso contrário, a disputa vai para o 2º turno entre os dois candidatos mais bem votados.

Diferente do Senado, onde a eleição de Renan Calheiros é vista como muito prejudicial aos interesses do Planalto, na Câmara, a possível reeleição de Rodrigo Maia configura-se mais alinhada com o governo. Pois, se o Renan fez campanha aberta pelo petista Fernando Haddad, alinhando-se a toda ala emedebista do Nordeste, Rodrigo Maia e o DEM apoiaram a candidatura de Bolsonaro. (Renato Ferreira)

000

About Author

Related items

  • GLOBO EM DECADÊNCIA! Quando a mídia passa a agir com desonestidade intelectual ela perde credibilidade

     

    Renato Ferreira - 

    Já está mais do que claro que o Grupo Globo - TV, rádio, jornal e revista Época - tem hoje como principal alvo derrubar o governo Bolsonaro, a partir do momento em que a maior emissora do papis viu seus interesses financeiros prejudicados. E faz isso com apoio de jornais como a Folha e a revista Veja, dentre outros veículos anti Bolsonaro. São veículos que sempre dobraram e dominaram governos anteriores para continuarem mamando nas tetas de governos corruptos.

    Para uma emissora poderosa como a Globo, que fez de tudo para evitar a vitória popular Bolsonaro, seria até natural que fizesse oposição ferrenha ao governo atual. Porém, essa oposição teria que feita com o mínimo de ética que exige o bom jornalismo.

    Mas, infelizmente, a Globo e seus aliados partem para um jornalismo desqualificado, de uma tremenda desonestidade intelectual. Isso é prova de desespero que acaba refletindo, inclusive, no conteúdo das programações da TV, como também de seus veículos impressos. Além de erros grotescos ao vivo por parte de alguns repórteres novos, contratados para substituir profissionais mais antigos demitidos, a queda do padrão global pode ser visto também nos textos de suas mídias digitais e também impressos. Fruto, possivelmente, de redução de despesas com profissionais em consequência de queda no faturamento por parte de polpudas verdas federais.

    Eu falo de desonestidade intelectual com base numa das reportagens do JN de sábado 16/02, quando mais uma vez a emissora falava do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, acusado de distribuir dinheiro do Fundo Partidário para candidaturas laranjas, que entrou em rota de colisão com o governo Bolsonaro. Como Bolsonaro prometeu, Bebiano foi demitido na tarde desta segunda-feira, 18.

    Demonstrando claramente que o seu objetivo não é com o fato e nem com a informação isenta, mas, sim com a versão dela, a Globo disse o seguinte: "A crise no governo aumentou quando Bibianno foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro".

    Ora, até uma criança de 8 anos no Brasil sabe que esse problema entre o governo e Bebianno surgiu no sábado, 9, quando o Presidente Jair Bolsonaro recebeu alta no Hospital Albert Eisntein e voltou para Brasília.

    Acuado pela acusação, Bebiano disse a uma repórter da Globo (inimiga declarada do Governo), que estava tranquilo e que até tinha ligado, no próprio sábado, três vezes para Bolsonaro e falado com o Presidente no Hospital sobre o problema das candidaturas laranjas.

    Só que enquanto Bolsonaro voava para Brasília, o vereador carioca, Carlos Bolsonaro, que ficou com o pai no Hospital durante toda a internação, postou no seu Twitter desmentindo o ministro, afirmando que ele não havia ligado para Bolsonaro. O próprio presidente, mais tarte, confirmou a informação do filho Carlos.

    Então, o fato verdadeiro foi que Bebianno mentiu publicamente envolvendo o Presidente da República e foi desmascarado também publicamente. Muitos poderiam alegar, como alegaram, que o filho Carlos acabou gerando a crise no Governo ao desmentir o ministro. Só que se Bolsonaro deixasse isso passar, hoje, ele estaria definitivamente envolvido num problema criado por um ministro, justamente, com quer a Globo para encontrar um fato para derrubar o governo.

    Então, a informação não deveria ser aquela que a Globo passou para o público: "O ministro foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro", e sim, esta: "O ministro mentiu ao dizer que ligou para o Presidente e foi desmentido por Carlos Bolsonaro". Esse é o fato. 

    Isso que a Globo e seus aliados fizeram é desonestidade intelectual. É o pior lado do jornalismo. E para uma emissora que está, visivelmente, em queda livre de audiência, essa postura de deturpar os fatos na tentativa de derrubar um governo, poderá ser a pá de cal no que ainda resta de credibilidade em seu jornalismo. (Renato Ferreira)

  • Bolsonaro demite Bebianno e General Floriano Peixoto assume Secretaria-Geral da Presidência

     

    Na tarde desta segunda-feira, 18, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, anunciou a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno (PSL), por decisão do Presidente Jair Bolsonaro. E, conforme já havíamos noticiado no sábado, de acordo com o porta-voz, o substituto de Bebiano será o general da reserva Floriano Peixoto Neto.

    Acusado de distribuir recursos do Fundo Partidário para candidaturas laranjas do partido, Bebiano entrou em rota de colisão com o Governo, quando disse para uma repórter da Globo, no sábado, 9, que havia falado três vezes com Bolsonaro, naquele sábado, dia em que o Presidente teve alta do Hospital Albert Einstein.

    Horas mais tarde, no entanto, Bebianno foi desmentido por Carlos Bolsonaro, filho do Presidente, que ficou com ele no hospital. Nas redes sociais, Carlos afirmou que o ministro mentiu. Ele não falou com Bolsonaro sobre o problema e o próprio Presidente confirmou a versão filho.

    Substituto

    general floriano peixoto neto

    General da Reserva Floriano Peixoto Neto é o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência

    Agora, por quebra de confiança em seu ministro, Jair Bolsonaro o demite do cargo com menos de dois meses de governo. E para ocupar o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Bolsonaro nomeia o General da Reserva, Floriano Peixoto Neto, que já era número 2 da Secretaria-Geral.

    O General foi também um dos Comandantes do Exército Brasileiro na missão de paz no Haiti. Ele é o oitavo militar a fazer parte do primeiro escalão do Governo Bolsonaro.

    Investigação
    Na semana passada, Bolsonaro determinou também que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, por meio da Polícia Federal, investigue as denúncias de candidaturas laranjas do PSL. (Renato Ferreira)

  • POLÍTICA: Bolsonaro recebe alta e deixa hospital em São Paulo
     
    Nesta quarta-feira, 13/02, o presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, às 12h20. Cerca de dez carros, acompanhados de batedores da Polícia do Exército e carros da Rota fizeram a segurança do presidente. Um helicóptero da Polícia Militar também auxiliou na segurança. O presidente foi para o Aeroporto de Congonhas de onde seguiu para Brasília, na companhia da primeira-dama, Michele Bolsonaro.
    De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, na Capital Federal o presidente deve ir direto para o Palácio da Alvorada e não há previsão de compromissos hoje à tarde.
    Estável
    Segundo o último boletim médico, de hoje (13), "ele recebeu alta com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral."
    Ele segue uma dieta leve e com suplemento nutricional. Bolsonaro estava internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada da bolsa de colostomia e a reconstrução do trânsito intestinal.
    Após os 17 dias de internação, o presidente passará por um período de descanso e, lentamente, vai retomar os compromissos, de acordo com a autoavaliação de seu bem-estar, informou o porta-voz. Bolsonaro será acompanhado pela equipe médica da Presidência, com enfermeiros e fisioterapeutas.
    O porta-voz Rêgo Barros ainda desmentiu boatos postados nas redes sociais sobre a incidência de câncer, infecção hospitalar e outras complicações que não sejam normais no tipo de cirurgia a que Bolsonaro foi submetido. (Com Agência Brasil)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.