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BRUMADINHO: Israel envia a Brumadinho missão com 130 especialistas em buscas

BRUMADINHO: Israel envia a Brumadinho missão com 130 especialistas em buscas Featured

Além de pessoal, Israel envia também equipamentos capazes de rastrear sobreviventes e corpos em locais atingidos pela lama da barragem. A ajuda foi acertada entre o Presidente Jair Bolsonaro e o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

 

Decolou neste domingo, 27/01, uma missão com 130 integrantes das Forças de Defesa de Israel que vão ajudar no resgate das vítimas da tragédia em Brumadinho (MG).

O avião fretado da companhia israelense El Al deixou Tel Aviv por volta das 6h30 (horário brasileiro de verão) e o pouso em Confins está previsto para acontecer por volta das 21h30.

As equipes vão levar equipamentos de ponta para tentar localizar sobreviventes e corpos soterrados pela lama da barragem da mineradora Vale que se rompeu na última sexta-feira (25).

Antes do embarque, as Forças de Defesa de Israel postaram no Twitter uma foto do grupo que viaja ao Brasil, com a frase: "salvar vidas não é sobre o quão longa é a distância, é sobre o quão longe você está disposto a ir".

A delegação é composta por soldados, oficiais, engenheiros, médicos e especialistas da unidade submarina da Marinha israelense. Também viaja o embaixador de Israel para o Brasil, Yossi Sheli.

"Vai ser um desafio como nenhum outro e estamos prontos para atender", declarou o comandante do grupo, coronel Golan Vach.

O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negociaram o envio do apoio da equipe especializada.

No Twitter, Netanyahu, que esteve na posse de Bolsonaro, disse ter falado com o presidente para sugerir "que Israel envie assistência imediata para o local do desastre e ajude na busca dos desaparecidos".

Estreia
A missão israelense ao Brasil é a primeira desde que o grupo foi certificado, em novembro, pelo INSARG (Grupo Consultor Internacional de Busca e Resgate), composto também por grupamentos da Bielorrússia, Alemanha, Islândia, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

No entanto, a imprensa local lembra que Israel já enviou ajuda em grandes catástrofes, como os terremotos no Nepal, em 2015, e no México, em 2017. (R7)


Decolou neste domingo, 27/01, uma missão com 130 integrantes das Forças de Defesa de Israel que vão ajudar no resgate das vítimas da tragédia em Brumadinho (MG).

O avião fretado da companhia israelense El Al deixou Tel Aviv por volta das 6h30 (horário brasileiro de verão) e o pouso em Confins está previsto para acontecer por volta das 21h30.

As equipes vão levar equipamentos de ponta para tentar localizar sobreviventes e corpos soterrados pela lama da barragem da mineradora Vale que se rompeu na última sexta-feira (25).

Antes do embarque, as Forças de Defesa de Israel postaram no Twitter uma foto do grupo que viaja ao Brasil, com a frase: "salvar vidas não é sobre o quão longa é a distância, é sobre o quão longe você está disposto a ir".

A delegação é composta por soldados, oficiais, engenheiros, médicos e especialistas da unidade submarina da Marinha israelense. Também viaja o embaixador de Israel para o Brasil, Yossi Sheli.

"Vai ser um desafio como nenhum outro e estamos prontos para atender", declarou o comandante do grupo, coronel Golan Vach.

O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negociaram o envio do apoio da equipe especializada.

No Twitter, Netanyahu, que esteve na posse de Bolsonaro, disse ter falado com o presidente para sugerir "que Israel envie assistência imediata para o local do desastre e ajude na busca dos desaparecidos".

Estreia
A missão israelense ao Brasil é a primeira desde que o grupo foi certificado, em novembro, pelo INSARG (Grupo Consultor Internacional de Busca e Resgate), composto também por grupamentos da Bielorrússia, Alemanha, Islândia, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

No entanto, a imprensa local lembra que Israel já enviou ajuda em grandes catástrofes, como os terremotos no Nepal, em 2015, e no México, em 2017. (R7)

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  • NINHO DO URUBU: Incêndio mata atletas da base do Flamengo em mais uma tragédia anunciada
    Dez pessoas morreram e três saíram feridos. Fogo atingiu alojamento das categorias de base do time carioca. Prefeitura disse que dormitório não tem licença municipal.
     
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  • PREVENÇÃO: Como está a sua barragem?

     

    Por Renato Ferreira -

    No Brasil, um dos maiores países em riquezas mineirais do planeta, rios, nascentes, usinas hidrelétricas e de grande extração mineral, pode-se dizer que todos os brasileiros têm uma barragem para chamar de sua. E, então, você sabe qual a situação dessa barragem aí, próximo à sua casa, na cidade, e também daquela, lá no interior, um pouco acima de sua chácara ou sítio, onde você reside ou passa os finais de semana com a família?

    Cuidado! Comece a fiscalizar por conta própria, para não ser surpreendido como nossos irmãos lá de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, vítimas de mais um crime da Vale, uma das maiores mineradoras do mundo.

    Barragem urbana

    Existem barragens como reservatórios de água para abastecimento, de hidrelétricas e também as barragens de rejeitos minerais. E, sem dúvidas, as barragens de rejeitos são as de maiores riscos, justamente, por causa do lixo químico que ela abriga, além da lama tóxica que destrói o meio ambiente. Mas, todas carecem de atenção permanente para verificar a situação da construção e a manutenção necessária. No Brasil são de 20 mil barragens e muitas delas oferecem sério risco à população e ao meio ambiente.

    Portanto, fique atento e fiscalize você mesmo a sua região, porque os bilionários empresários donos dessas barragens de rejeitos minerais, de onde eles tiram seus bilionários lucros, não fiscalizam. Nem eles e, muito menos, os políticos que elegemos para administrar o Brasil, os estados e as cidades.

    Além de centenas de rompimentos menores que ocorrem em todas as regiões do Brasil, Minas nos deu um triste exemplo há três anos, quando a barragem do Fundão, da mineradora Samarco, sócia da Vale, rompeu em Mariana.

    O crime ambiental de Mariana tirou a vida de 19 pessoas, além de causar a maior destruição ao meio ambiente do mundo. Ele acabou com a mata, nascentes, fauna e flora da Bacia do Rio Doce, um dos mais importantes para o abastecimento de água do país.

    Tragédia em Brumadinho casa destruída

    Mas, infelizmente, os responsáveis não aprenderam a lição de Mariana. A então presidente Dilma Rousseff (PT) fez vista grossa. O então governador de Minas, o também petista Fernando Pimentel foi omisso e cúmplice, pois, além de não exigir punições severas, ainda permitiu a operação em mina já desativada, como foi o caso dessa barragem da Vale, em Brumadinho. Até hoje ninguém foi condenado pelo crime de Mariana, como também as multas e indenizações não foram pagas.

    Para enganar a população, a Vale passou a veicular a mensagem de "Mariana nunca mais", como se tivesse mudado a sua política de extração e destinação dos rejeitos minerais. Tudo mentira. A mineradora não fez nada diferente após Mariana e nem o governo de Pimentel exigiu mudanças.

    O resultado dessa combinação de ação e omissão criminosas por parte de empresários e governantes não poderia ser outro, senão, mais um grave crime ambiental. E a vítima foi a cidade de Brumadinho.

    O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que assumiu o cargo em 2017, continua dando entrevistas, lamentando o "acidente", como se a sua empresa não fosse a principal culpada por esse crime hediondo, por centenas de assassinatos e mais uma devastação do meio ambiente. Já foram confirmadas 110 mortes e cerca de 240 pessoas continuam desaparecidas.

    Durante entrevista nesta quinta-feira, 31, após reunião com a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, prometendo doação e indenização às vítimas, Fabio Schvartsman se superou. Ele, que é engenheiro, disse que a sirene não soou antes do rompimento em Brumadinho, porque ela foi "engolfada" pelo rompimento rápido e inesperado. Seria melhor que esse senhor ficasse calado e parasse de afirmar tanta besteira.

    Escrevo este artigo não com intuito de alarmas, mas, sim, com o objetivo de as pessoas se mobilizem cada vez no sentido de cobrar das autoridades as fiscalização dessas barragens.

    E essa fiscalização deve ser muito rigorosa, pois, além da deterioração da obra, ou de um abalo sísmico, pode ainda ocorrer atém mesmo uma sabotagem, como ocorrem os incêndios criminosos. Nesse caso, a empresa não pode ser responsabilizada, porém, é uma hipótese que os empresários não podem descartar e têm que investir para prevenir qualquer tipo de ataque.

    Então, meu amigo, se você mora em algum bairro, ou tem chácara próximo à alguma barragem, tome cuidado e procure saber como está essa construção, que gera lucros a empresários criminosos e que a qualquer momento pode romper e destruir tudo que encontrar pela frente. (Renato Ferreira)

  • BRUMADINHO: MP pede e a Justiça aceita o bloqueio de R$ 5 bilhões da Vale por rompimento de barragem

    Ontem, a Justiça de Minas já havia bloqueado R$ 1 bilhão e, hoje, o Ibama multou a mineradora em R$ 250 milhões. As investigações criminais também já foram iniciadas.

    Diferentemente da tragédia de Mariana, há três anos, quando houve também o rompimento de uma de suas barragens, e as autoridades do Executivo fizeram vista grossa, desta vez tudo indica que a Vale pagará caro por mais esse crime ambiental causado pelo rompimento de outra barragem, na cidade de Brumadinho.

    Tanto o Presidente Jair Bolsonaro, como o governador de Minas, Romeu Zema, que sobrevoaram as áreas atingidas pelo rio de lama, já afirmaram que serão rigorosos nas investigações para apurar as responsabilidades por mais essa tragédia que poderia ter sido evitada. Bolsonaro e Zema determinaram desde ontem comitês de crise e força tarefa para o atendimento às vítimas e famílias desabrigadas.

    Bloqueio de R$ 5 bi

    O procurador-geral do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Antônio Sérgio Tonet, disse neste sábado, 26, que o órgão protocolou uma ação cautelar contra a mineradora Vale na comarca de Brumadinho. No documento encaminhado à Justiça, é pedido o bloqueio de R$ 5 bilhões, para "despesas ambientais" após o rompimento da barragem.

    “Essa primeira cautelar – nós estamos trabalhando com outras cautelares ainda hoje – pede bloqueio de R$ 5 bilhões para despesas ambientais. Há um trabalho intenso também da Promotoria de Diretos Humanos em conjunto com a Defensoria Pública na questão humanitária, na questão da indenização mais célere possível das vítimas atingidas”, disse Tonet. A Justiça já aceitou o pedito do MP para bloquear os R$ 5 bilhões da Vale

    O rompimento da barragem foi no início da tarde de sexta. Até o início da tarde deste sábado, havia 14 mortes confirmadas pelos bombeiros e mais de 300 desaparecidos.

    Segundo o procurador-geral de Minas, a barragem que se rompeu já era investigada pelo órgão. Ele que a apuração era preventiva e, em novembro do ano passado, a mineradora apresentou uma petição, em que atestava a segurança da estrutura.

    Tonet disse ainda que neste momento, a investigação criminal ficará a cargo da Polícia Civil. Questionado se o Ministério Público poderia pedir a prisão de algum envolvido no desastre, ele afirmou que, caso algum suspeito esteja impedindo a investigação ou haja risco de fuga, por exemplo, o órgão poderá, sim, tomar esta medida.

    R$ 1 bilhão já bloqueados

    Em outro pedido, a Justiça de Minas Gerais determinou, no fim da noite de sexta-feira, 25, o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas da Vale, após o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

    Segundo decisão liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de MG para "imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências" do desastre.

    O valor bloqueado deve ser transferido para uma conta judicial. Entre outras medidas, a mineradora também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.

    Ibama multa Vale em R$ 250 milhões

    A Vale recebeu uma multa no valor de R$ 250 milhões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devido ao rompimento da barragem da companhia em Brumadinho (MG). Segundo o órgão, os danos ao meio ambiente resultaram – até o momento – em cinco autos de infração de R$ 50 milhões cada. Esse é o máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais.

    Foram aplicados os seguintes artigos: causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana; tornar área urbana ou rural imprópria para a ocupação humana; causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento de água; provocar, pela emissão de efluentes ou carregamento de materiais, o perecimento de espécimes da biodiversidade; e lançar rejeitos de mineração em recursos hídricos.

    “O Ibama enviou equipes da coordenação de Emergências Ambientais para o local imediatamente após o primeiro alerta de rompimento. Agentes monitoram o avanço dos rejeitos, avaliam os danos ambientais e atuam na busca por desaparecidos e no resgate de pessoas e animais que ficaram isolados em razão do desastre”, disse o Ibama, em nota divulgada na tarde deste sábado, 26. (Fontes: G1 e Jovem Pan)

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