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TRAGICÔMICO! "Justo e correto", diz Toffoli sobre reajuste dos salários dos ministros do STF

TRAGICÔMICO! "Justo e correto", diz Toffoli sobre reajuste dos salários dos ministros do STF Featured

 

Na quarta-feira da semana passada, 07/11, o Senado, sob o comando de Eunício de Oliveira, derrotado nas urnas, deu um golpe no Brasil ao aprovar um reajuste de 16% aos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil.

Enquanto isso, o salário mínimo no Brasil é um pouco mais de R$ 900,00. E os reajustes são também mínimos, porque o Governo sempre alega que se aumentar muito o salário mínimo, o país quebra.

No dia seguinte à aprovação no Senado, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, em reunião com presidentes de tribunais de Justiça (TJs), afirmou que o reajuste aos magistrados da Suprema Corte, é "justo e correto".

É bom destacar que os salários dos magistrados do STF são o teto do funcionalismo e o reajuste irá provocar um efeito cascata nos contracheques da magistratura. A estimativa é de que o aumento salarial gere, pelo menos, R$ 4 bilhões de despesas extras nas contas públicas.

Será que o Dias Toffolli vive no Brasil? Se vive, com certeza, ele não conhece a realidade dos milhões de trabalhadores e aposentados que recebem menos de Mil Reais por mês.

Agora, cabe ao Presidente Temer sancionar ou vetar esse reajuste ilegal aos Magistrados. Segundo pesquisa do instituto Paraná, mais de 84% dos brasileiros são contra o reajuste para os Ministros, que têm ajudantes até para tirar suas capas e afastar suas cadeiras na Corte de Justiça.

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras. (Renato Ferreira)

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  • JOGANDO CONTRA: Senado aprova aumento para ministros do Supremo, com impacto de R$ 4 bi no orçamento de 2019

    Além do impacto para o governo de Bolsonado, os atuais senadores, dos quais muitos deixarão a Casa, mostram também que estão legislando em causa própria

     

    Nesse momento em que o Brasil elege seu novo Presidente da República e busca cortar gastos públicos, os senadores destoaram e jogaram contra os interesses do povo. Nesta quarta-feira, 07/11, o Senado aprovou o aumento de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O reajuste terá impacto bilionário no Orçamento para o presidente eleito, Jair Bolsonaro , e para os novos governadores. A aprovação deve gerar um rombo de R$ 4 bilhões para União e estados, segundo cálculos de técnicos da Câmara.

    Ministros do STF

    Como o projeto já foi aprovado na Câmara, em 2016, ele segue para sanção do presidente Michel Temer. A remuneração irá subir de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O aumento tem efeito cascata, provoca reajustes para magistrados, e faz subir o teto salarial para o funcionalismo — que tem como referência o salário de ministros do STF. A proposta foi aprovada por 41 votos a favor, 16 contrários e uma abstenção.

    Na mesma sessão, o Senado aprovou ainda um outro projeto, que reajusta o salário do procurador-geral da República, para o mesmo valor.

    O reajuste dos vencimentos dos ministros do STF deve gerar uma despesa extra de R$ 4 bilhões ao ano, contando o impacto nas contas públicas da União e dos estados, devido ao efeito cascata, segundo dados da Consultoria de Orçamento da Câmara.

    Apenas para a União, a despesa estimada é de R$ 1,45 bilhão ao ano, sendo R$ 717 milhões no Poder Judiciário, R$ 258 milhões no Ministério Público da União; R$ 250 milhões no Executivo e R$ 220 milhões no Legislativo. No estados, que sofrem uma grave crise fiscal, estima-se um efeito anual de R$ 2,6 bilhões.

    Os novos valores dos vencimentos dos ministros entrarãp em vigor na data da sanção do projeto.

     

    Veja, a seguir, como foram os votos dos senadores:

    A FAVOR DO AUMENTO

    Acir Gurgacz (PDT-RO)
    Aécio Neves (PSDB-MG)
    Ângela Portela (PDT-RR)
    Antonio Anastasia (PSDB-MG)
    Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
    Armando Monteiro (PTB-PE)
    Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
    Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
    Cidinho Santos (PR-MT)
    Ciro Nogueira (PP-PI)
    Dalirio Beber (PSDB-SC)
    Davi Alcolumbre (DEM-AP)
    Edison Lobão (MDB-MA)
    Eduardo Amorim (PSDB-SE)
    Eduardo Braga (MDB-AM)
    Eduardo Lopes (PRB-RJ)
    Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
    Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)
    Hélio José (PROS-DF)
    Ivo Cassol (PP-RO)
    Jorge Viana (PT-AC)
    José Agripino (DEM-RN)
    José Amauri (Pode-PI)
    José Medeiros (Pode-MT)
    José Serra (PSDB-SP)
    Otto Alencar (PSD-BA)
    Paulo Bauer (PSDB-SC)
    Paulo Rocha (PT-PA)
    Raimundo Lira (PSD-PB)
    Renan Calheiros (MDB-AL)
    Roberto Rocha (PSDB-MA)
    Romero Jucá (MDB-RR)
    Rose de Freitas (Pode-ES)
    Sérgio Petecão (PSD-AC)
    Tasso Jereissati (PSDB-CE)
    Telmário Mota (PTB-RR)
    Valdir Raupp (MDB-RO)
    Vicentinho Alves (PR-TO)
    Walter Pinheiro (sem partido-BA)
    Wellington Fagundes (PR-MT)
    Zezé Perrela (MDB-MG)

    CONTRA O AUMENTO

    Airton Sandoval (MDB-SP)
    Cristovam Buarque (PPS-DF)
    Fátima Bezerra (PT-RN)
    Givago Tenório (PP-AL)
    José Pimentel (PT-CE)
    Lídice da Mata (PSB-BA)
    Lúcia Vânia (PSB-GO)
    Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
    Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
    Regina Sousa (PT-PI)
    Reguffe (sem partido-DF)
    Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
    Roberto Requião (MDB-PR)
    Ronaldo Caiado (DEM-GO)
    Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
    Wilder Morais (DEM-GO)

    ABSTENÇÃO 
    José Maranhão (MDB-PB)

  • TRAGICÔMICO! Cada um na sua depois das eleições!

     

    Na Resistência, Haddad visita Lula, em Curitiba; 
    Na Presidência, Bolsonaro inicia a transição, em Brasília

     

    Apesar de não ser perfeita, a Democracia é, sem dúvida, o melhor regime de Governo que existe. Nela, a partir do voto, a maioria escolhe o governante e, cabe, à minoria, mesmo revoltada, acatar o resultado das urnas, na oposição.

    No Brasil, por exemplo, nesta semana o clima político já começou a baixar após a acirrada disputa do segundo turno das eleições presidenciais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

    Bolsonaro voltou a Brasília, como Presidente eleito, dando início ao processo de transição.Ele esteve na Câmara dos Deputados, no STF e também no Palácio do Planalto, onde se encontrou com Michel Temer. Deu entrevistas e confirmou mais alguns nomes do seu Ministério, cujo quadro ele já disse que vai reduzir de 29 para 15 ou 16 Pastas, visando diminuir as despesas do Governo.

    Já Fernando Haddad, acompanhado de correligionários do PT, fez a primeira visita ao ex-presidente Lula, depois de ser derrotado por Bolsonaro. Como todos sabem, Lula encontra-se preso numa na Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre pena de mais de 12 anos de prisão, condenado que foi pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

    Só que desta vez, a conversa foi diferente das que eles mantinham como estratégia de campanha antes das eleições. Agora, eles falaram sobre o futuro de Haddad, como opositor ao governo de Bosonaro, e também sobre o futuro de Lula, que neste mês será interrogado no processo do sítio de Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato. E desta vez, Lula será ouvido pela juíza Gabriela Hardt, que ficou no lugar de Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça. (Renato Ferreira)

    TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

  • TRAGICÔMICO! Agora, Joaquim Barbosa cria coragem ou morre de medo

     

    No sábado, 27 de outubro, portanto, um dia antes do segundo turno das eleições presidenciais, o ex-ministro e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, surpreendeu o Brasil com a sua declaração de apoio ao candidato petista Fernando Haddad.

    E não foi uma declaração simples de voto. Ela veio acompanhada de críticas a Bolsonaro e com esta afirmação "Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”.

    Essa declaração de "medo" chega, inclusive, a surpreender partindo de um homem que, durante o processo do mensalão, demonstrou muita coragem ao denunciar, jugar e condenar figurões do PT, dando o primeiro golpe de morte ao partido de Lula, que acabou sendo preso e condenado a mais de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato.

    Só que essa reviravolta em cima da hora de Joaquim Barbosa, passando de algoz para eleitor do PT, não resultou em êxito para Joaquim Barbosa. Jair Bosonaro foi eleito com quase 58 milhões de votos.

    E, agora, com a eleição de Bolsonaro, ou o ex-ministro do STF cria coragem ou morrerá de medo. (Renato Ferreira).

     

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    Se você desejar rever outros casos tragicômicos já publicados e rir um pouco mais, basta entrar no site - www.noticiaseopiniao.com.br - e pesquisar pela palavra: TRAGICÔMICO.

    Mande-nos também sugestões de casos tragicômicos para publicação nesta coluna

    Contato: Renato Ferreira - Whatsapp (11) 95771-7077 ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

     

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