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TRAGICÔMICO!  Cada um na sua depois das eleições!

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Na Resistência, Haddad visita Lula, em Curitiba; 
Na Presidência, Bolsonaro inicia a transição, em Brasília

 

Apesar de não ser perfeita, a Democracia é, sem dúvida, o melhor regime de Governo que existe. Nela, a partir do voto, a maioria escolhe o governante e, cabe, à minoria, mesmo revoltada, acatar o resultado das urnas, na oposição.

No Brasil, por exemplo, nesta semana o clima político já começou a baixar após a acirrada disputa do segundo turno das eleições presidenciais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Bolsonaro voltou a Brasília, como Presidente eleito, dando início ao processo de transição.Ele esteve na Câmara dos Deputados, no STF e também no Palácio do Planalto, onde se encontrou com Michel Temer. Deu entrevistas e confirmou mais alguns nomes do seu Ministério, cujo quadro ele já disse que vai reduzir de 29 para 15 ou 16 Pastas, visando diminuir as despesas do Governo.

Já Fernando Haddad, acompanhado de correligionários do PT, fez a primeira visita ao ex-presidente Lula, depois de ser derrotado por Bolsonaro. Como todos sabem, Lula encontra-se preso numa na Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre pena de mais de 12 anos de prisão, condenado que foi pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Só que desta vez, a conversa foi diferente das que eles mantinham como estratégia de campanha antes das eleições. Agora, eles falaram sobre o futuro de Haddad, como opositor ao governo de Bosonaro, e também sobre o futuro de Lula, que neste mês será interrogado no processo do sítio de Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato. E desta vez, Lula será ouvido pela juíza Gabriela Hardt, que ficou no lugar de Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça. (Renato Ferreira)

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

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  • MAIS MÉDICOS: Bolsonaro impõe medidas justas e acaba com a 'escravidão' de médicos cubanos no Brasil
    Para retaliar o governo Bolsonaro, Cuba rompe com o Programa Mais Médicos e retira 8 mil profissionais que trabalhavam no Brasil. Há três anos, conversei com dois médicos cubanos na cidade de Osasco. Uma médica chegou a chorar de saudades dos filhos deixados em Cuba
     
     
     
    Renato Ferreira -
    Dos mais de 18 mil médicos que trabalham no Programa Mais Médico, cerca de 8 mil são cubanos, que, agora, terão que deixar o Brasil por imposição do governo de Cuba, que não concorda com as imposições prometidas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Desde 2016, quando Michel Temer assumiu a Presidência e que eram cerca de 11.400 médicos da Ilha, que Cuba já vinha diminuindo a presença de seus profissionais no Brasil.
    Agora, com a eleição de Bolsonaro, o governo de Cuba, que sempre teve o apoio e apoiou o Partido dos Trabalhadores, resolveu radicalizar, talvez, pensando que com isso, possa prejudicar o próximo governo no Brasil, que derrotou o candidato petista, apoiado por Lula, Fernando Haddad. O anúncio do governo cubano foi feito nesta quarta-feira, 14/11, alegando que tomou a medida por não concordar com as medidas anunciadas por Jair Bolsonaro.
    Trabalho sem estrutura
    Como todos sabem, o Programa Mais Médicos foi criado pelo Ministério da Saúde, no Governo Dilma Roussef com objetivo de oferecer serviços médicos às mais distantes regiões do Brasil, onde, a Pasta tinha dificuldades para levar médicos brasileiros, que não aceitam trabalhar em cidades e lugarejos sem nenhuma estrutura. Com o Mais Médicos, o Ministério conseguiu atrair médicos de outros países para trabalhar em tais regiões, mesmo sem a infraestrutura exigida por seus colegas brasileiros.
    Desde o início, o Programa recebeu elogios e críticas, justamente, porque atendia a reivindicação da população carente, mas, também, por ser apenas mais uma paliativa, já que esses médicos não tinham condições plenas de dar um atendimento adequado, principalmente, para casos mais graves dos pacientes.
    E como já foi esclarecido também, o Programa não é composto apenas de médicos cubanos. Dele, fazem partes médicos de outros países da América do Sul e também da Europa, como da Espanha. Pelo Programa atual, os médicos de Cuba são também dispensados de passar por exame de revalidação no Brasil. Houve alguns registros de pacientes reclamando do atendimento de profissionais cubanos.
    Médicos sem liberdade
     Médica cubana
    Médica cubana trabalhando em condições precárias em regiões pobres do Brasil
     
    E o contrato com os médicos de Cuba é diferente em relação aos de outros países. Por ter um programa pelo qual envia médicos a regiões pobres e de conflitos, Cuba exige que seja um contrato coletivo. No caso do Brasil, o Ministério pagava um salário em torno de R$ 13 mil a cada profissional e mais um valor para pagamento de aluguel.. Só que desse valor, o médico ficava apenas com 30%. Os outros 70% eram enviados diretamente para o governo cubano.
    Outro detalhe. O governo de Cuba não permite também que o profissional - médico ou médica - traga os seus familiares. Enquanto o médico presta serviço aqui, sua esposa e filhos têm que permanecer em Cuba. Para muitos, isso é um novo tipo de trabalho escravo.
    Esse fato, inclusive, gera muitas deserções. Daqui mesmo do Brasil, muitos médicos fugiram para os Estados Unidos, onde pediam asilo para depois tentar levar seus familiares. E nem é necessário dizer que eles compravam uma briga com o regime cubano.
     
    Milhares de médicos cubanos trabalham no exterior sob contrato com as autoridades cubanas. Países como o Brasil pagam ao governo comunista da ilha milhões de dólares por mês para fornecer serviços médicos, o que efetivamente torna esses profissionais o mais valioso produto de exportação de Cuba.

    Em 2017, algums médicos de Cuba abriram processo contra o Governo da Ilha para tentar reverter esse quadro. "Quando você sai de Cuba pela primeira vez, descobre muitas coisas que não sabia", disse Yaili Jiménez Gutierrez, uma das médicas que moveu a ação. "Chega uma hora em que você se cansa de ser escravo."... -

    Como jornalista da Prefeitura de Osasco, há três anos, cheguei a entrevistar dois médicos cubanos - um homem e uma mulher - que tinham acabado de chegar prestar seus serviços nesta cidade da região Oeste da Grande São Paulo. Muito atenciosos, eles falaram sobre o serviço no Brasil, mas, em off, reclamaram também das condições impostas pelo governo de Cuba, não somente em relação ao salário, mas, principalmente, sobre a proibição de não poder trazer os familiares.
    A médica chegou a chorar de saudade dos filhos, deixados há poucos dias na Ilha. Outra reclamação foi sobre o valor destinado ao aluguel de imóvel. "Com esse valor, está difícil para arrumar uma casa mais próximo à unidade onde trabalho", disse o médico.
    Propostas de Bolsonaro
    Bolsonaro
    Presidente eleito do Brasl, Jair Bolsonaro
     
    E quais são as medidas anunciadas por Jair Bolsonaro para continuar contratando médicos cubanos?
    O presidente eleito informou que não concordava com as condições de trabalho oferecidas aos profissionais de Cuba. Então, sugeriu que para continuar no Programa, que eles pudessem trazer seus familiares e também que o salário ficasse integramente com os médicos.
    Outra medida seria que todos eles tivessem seus diplomas revalidados pelo Ministério da Saúde do Brasil, conforme é exigido de outros e de brasileiros formados no Exterior. Nada mais justo, tanto para a segurança da população brasileira, como também para os médicos cubanos. Só que o governo de Cuba não concordou e rompeu com o Mais Médicos.
    Soluções
     Ministério da Saúde
     
    Para tranquilizar as cidades atendidas pelos médicos cubanos, o Ministério da Saúde informou que nesta semana mesmo que vai assinar um Edital para selecionar médicos brasileiros e de outros países que tenham interesse em ocupar as vagas deixadas pelos profissionais cubanos.
    “Diante do fato, o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba. A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior”, diz nota..
    O Ministério da Saúde informou também já vinha tomando medidas no sentido de levar médicos brasileiros para o Mais Médicos. Nesse sentido, explicou que outras medidas para ampliar a participação de brasileiros vinham sendo estudadas, como a negociação com os alunos formados através do FIES (Programa de Financiamento Estudantil). “Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo.”
    Asilo político
    Pelo Twitter, Jair Bolsonaro informou também nesta quarta-feira, que dará asilo aos médicos cubanos que desejarem permanecer no Brasil.
    Bolsonaro lembrou que o governo petista, para agradar Cuba, chegou a ameaçar de expulsão médicos cubanos que pedissem asilo político ao Brasil. "Não podemos concordar com isso. E vamos abrigar e dar asilo àqueles que não queiram retornar ao seu país de origem", disse o presidente eleito.
     
    Tito pela culatra
    Ou seja, se Cuba pensa que poderia desarticular o próximo governo do Brasil retirando seus médicos daqui, com a proposta de asilo político, Bolsonaro pode ter dado o troco com uma rasteira no governo cubano. Pelo Programa Mais Medicos, O Braasil gasta, por mês, R$ 95.984.640,00 com os cubanos. Só que desse montante todo, R$ 70.988.640,00 ficam para o governo cubano, hoje, comandado pelo presidente Miguel Díaz-Canel. São cerca de R$ 850 milhões por ano.
    Com a proposta de Bolsonaro, além de perdere essa montanha de dinheiro brasileiro, a Ilha dos irmãos Castro, ainda pode passar pelo vexame de ver muitos de seus médicos pedindo para ficar no Brasil. (Renato Ferreira com informações do Ministério da Saúde e Agências)

     
  • LAVA JATO: ‘Nunca foi tão fácil ser ladrão neste País’, diz Lula em depoimento

    Visivelmente nervoso, em vários momentos o ex-presidente petista tentou tumultuar a audiência e foi repreendido pela juíza que substituiu Sergio Moro

     

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse à juíza Gabriela Hardt nesta quarta-feira, 14, que “nunca foi tão fácil ser ladrão nesse País”. Ele foi interrogado por três horas na ação penal em que é réu no caso do sítio de Atibaia, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula se exaltou-quando questionado sobre propinas pagas no âmbito de contratos da Petrobras e a criação de um suposto “caixa-geral” do PT, que teria sido administrado pelo ex-tesoureiro da legenda João Vaccari, preso na Operação Lava Jato desde abril de 2015.

    Essa foi a primeira vez que eLula deixou a carceragem desde que foi preso, em abril. O interrogatório aconteceu na sede da Justiça Federal no Paraná, em Curitiba, e durou cerca de duas horas e meia. Mesmo com as delações premiadas e testemunhas afirmarem que Lula sabia das reformas no sítio, Lula nega sua participou. Ele disse que sabia de nada e que quem o acusa não está falando a verdade.

    Por volta das 18h, o petista foi levado de volta à sede da Polícia Federal, onde cumpre pena pela condenação no caso do tríplex, também da Lava Jato. Ele foi encaminhado sob escolta policial e, durante o trajeto, ouviu gritos de manifestantes contrários e a favor de sua prisão.

    Algumas lideranças do partido, entre elas o candidato derrotado à presidência Fernando Haddad e a presidente da sigla Gleisi Hoffmann, estiveram presentes nos entornos da Polícia Federal.

    Neste processo, Lula é investigado por supostamente ter recebido R$ 1 milhão em propina da Odebrecht, da OAS e do pecuarista José Carlos Bumlai nas obras realizadas no sítio. (Fonte: Isto É e Jovem Pan)

  • TRAGICÔMICO! "Justo e correto", diz Toffoli sobre reajuste dos salários dos ministros do STF

     

    Na quarta-feira da semana passada, 07/11, o Senado, sob o comando de Eunício de Oliveira, derrotado nas urnas, deu um golpe no Brasil ao aprovar um reajuste de 16% aos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil.

    Enquanto isso, o salário mínimo no Brasil é um pouco mais de R$ 900,00. E os reajustes são também mínimos, porque o Governo sempre alega que se aumentar muito o salário mínimo, o país quebra.

    No dia seguinte à aprovação no Senado, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, em reunião com presidentes de tribunais de Justiça (TJs), afirmou que o reajuste aos magistrados da Suprema Corte, é "justo e correto".

    É bom destacar que os salários dos magistrados do STF são o teto do funcionalismo e o reajuste irá provocar um efeito cascata nos contracheques da magistratura. A estimativa é de que o aumento salarial gere, pelo menos, R$ 4 bilhões de despesas extras nas contas públicas.

    Será que o Dias Toffolli vive no Brasil? Se vive, com certeza, ele não conhece a realidade dos milhões de trabalhadores e aposentados que recebem menos de Mil Reais por mês.

    Agora, cabe ao Presidente Temer sancionar ou vetar esse reajuste ilegal aos Magistrados. Segundo pesquisa do instituto Paraná, mais de 84% dos brasileiros são contra o reajuste para os Ministros, que têm ajudantes até para tirar suas capas e afastar suas cadeiras na Corte de Justiça.

    TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras. (Renato Ferreira)

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