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RECADO DAS URNAS:  Osasco se divide e quase fica sem representantes no Congresso e na Alesp

RECADO DAS URNAS: Osasco se divide e quase fica sem representantes no Congresso e na Alesp Featured

                        Segunda cidade do Estado do Estado de São Paulo, mais uma vez Osasco vota maciçamente em candidatos de fora e, por pouco, não fica sem                                                                                    representantes na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa

 

Por Renato Ferreira -

O saudoso e ex-governador de São Paulo, Mário Covas sempre se referia a Osasco como a "melhor esquina" do Brasil. E Covas tinha razão. Osasco tem uma locação privilegiada na região Oeste da Grande São Paulo, pois, é cortada pela linha férrea da CPTM, por quatro rodovias - Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco e Raposo Tavares - além do Rodoanel Mário Covas, via expressa que interliga todas essas rodovias.

A partir dos anos 1980, por questões de logística, esta importante cidade paulista começou a mudar o seu perfil econômico. Apesar de ter ainda muitas indústrias, Osasco deixou de ser um pólo industrial para se transformar no maior pólo de prestação de serviços da região. Com cerca de 700 mil habitantes, apesar de ter apenas 66 quilômetros quadrados, hoje, Osasco é a segunda economia do Estado de São Paulo e a oitava do Brasil, superando até mesmo algumas capitais.

Porém, essa pujança econômica de Osasco, não reflete em força política nos cenários estadual ou federal. Mais uma vez, nas eleições do último 7 de outubro, mesmo com muitos candidatos da própria cidade, os eleitores locais preferiram votar mais em postulantes de fora e acabou elegendo apenas dois deputados estaduais e um a federal. E mesmo assim, um dos eleitos, apesar de ter ligação com a cidade, não tem domicílio eleitoral em Osasco. Num passado não muito distante, a cidade já teve dois e até três representantes nessas importantes Casas Legislativas do Brasil.

Por que isso acontece?

Alguns, ou vários fatores contribuem com essas características de Osasco, também observadas em outras cidades, mas, em menor escala. E dois deles são apontados como os principais motivos: a falta de união dos partidos nas eleições gerais em detrimento dos interesses da cidade e o grande número de candidatos, fato que acaba aumentando as chandes de candidatos de outras regiões.

Para os especialistas, isso só vai acabar com a implantação do voto distrital, que aumentaria a possibilidade de identificação do munícipe com o político eleito. E, com certeza, seria mais fácil para o eleitor cobrar de um eleito da própria cidade do que alguém que não ele conhece por mais atenção do seu mandato com a cidade.

Para Federal 

Renata Abreu

Renata Abreu (Podemos), reeleita deputada Federal, com 29.071 votos em Osasco


Com aproximadamente 540 mil eleitores, nestas eleições, Osasco registrou 15 candidatos a deputado federal, sendo um deles - Valmir Prascidelli (PT) - candidato à reeleição, e acabou não elegendo nenhum deles. Renata Abreu (Podemos), não tem o domícilio eleitoral em Osasco, mas, fez uma campanha intensa na cidade e foi reeleita, com quase 30 mil votos osasquenses. Ela é do mesmo partido do prefeito Rogério Lins.

Além de sua grande ligação com a cidade, Renata Abreu apresentou importantes emendas para o Município e acabou obtendo 29.071. Ele foi apoiada pelo prefeito Rogério Lins e por diversos vereadores, a maioria candidatos do próprio Podemos e de outros partidos. 

Em Osasco, os três primeiros candidatos a Federal com maiores votações foram: Eduardo Bolsonaro (PSL), com 30.456 votos; Renata Abreu (Podemos), com 29.071; e Joice Hasselmann (PSL), com 16.518 votos.

Votação geral
Valmir Prascidelli (PT) - 43.224
De Paula (PSDB) - 15.214
Didi (PSDB) - 6.862
Dr. Gaspar (PDT) - 5.467*
Profª. (PSB) - 3.576
Jô Antiório (PSD) - 3.230
Elias Bittencourt (Patriota) - 2.799
Tinha Di Ferreira (PTB) - 2.724
Rosemeire Martins (PODE) - 1.882
Altonomista Bezerra (PV) - 1.735
Sílvio Lopes (PROS) - 1.619
Ivo Lopes (PROS) - 1.260
Eliseu Lopes (Patriota) - 977
Tia Rosa (PV) - 634
Jesse Navarro (PV) - 337
(*Votos não computados - candidato indeferido com recurso)

Para Estadual 

Emidio de Souza

Ex-prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), eleito deputado estadual 

Ataíde Teruel

Ataíde Teruel (Podemos), eleito deputado estadual
Já para a Assembleia Legislativa, Osasco registrou 24 candidaturas, elegendo apenas dois: o ex-prefeito Emidio de Souza (PT), com 65.898 votos; e o novato Ataíde Teruel (Podemos), com 58.136 votos. Mesmo assim, os dois eleitos para Assembleia Legislativa não foram bem votados na cidade.

O ex-prefeito Emidio obteve 23.154 votos na cidade, enquanto Ataíde Teruel não ficou nem entres os 10 primeiros, ficando abaixo dos 6 mil votos em Osasco. Sò o Podemos lançou oito candidatos a deputado estadual.

Os três primeiros com maiores votações em Osasco, foram: Janaína Paschoal (PSL), com 28.842, votos; Emidio de Souza (PT), 23.154; e Francisco Rossi (PR), com 18.494 votos.

Votação geral
Emidio de Souza (PT) - 65.898
Ataíde Teruel (PODE) - 58.136
Dr. Lindoso (PSDB) - 30.457
Claudio Piteri (PPS) - 24.961
Francisco Rossi (PR) - 24.533
Ralfi Silva (PODE) - 14.715
Daniel Matias (PRP) - 12.695
Alexandre Bussab (PSL) - 12.498
Delbio Teruel (PODE) - 12.087
Gelso Lima (PODE) - 10.795
Alexandre Castilho (PT) - 7.183
Kayque Verginio (PODE) - 5.774
Claudio Magno (PSL) - 4.592
Pelé da Cândida (PSC) - 4.152
Julião (PC do B) - 3.844
Carol Cerqueira (PTB) - 3.480
Dra. Régia (PDT) - 2.939
Geremias Nunes (PODE) - 2.097
Regiane Neves (PMB) - 1.832
Caio Pastori (PODE) - 1.270
Eduardo Dias (PDT) - 1.076
Marcelo Lins (PODE) - 981
Manelão Rocha (PSL) - 725
Pio 2000 (Patriota) - 420

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