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RECADO DAS URNAS: Minas derrota Dilma e conclui o impeachment

RECADO DAS URNAS: Minas derrota Dilma e conclui o impeachment Featured

PT cai no conto dos mineiros, pois, a derrota da ex-presidente é uma das maiores do partido e ajuda a enterrar a narrativa de golpe. E enquanto Dilma foi derrotada em Minas, em São Paulo, Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos

Por Renato Ferreira -  

Líder nas pesquisa desde o início da campanha para o Senado, em Minas Gerais, Dilma Rousseff sofreu, com certeza, a maior derrota de sua carreira política, que também foi uma das maiores do PT nas eleições de 2018, ao lado da derrota de Eduardo Suplicy, também ao Senado, em São Paulo. De líder nas pesquisas até o dia das eleições, Dilma Roussef amargou um humilhante quarto lugar nas urnas.

Acusada de improbidade administrativa ao implementar as conhecidas pedaladas fiscais, a ex-presidente sofreu o impeachment em agosto de 2016 e, desde aquela época, o PT e seus aliados criaram a tese do golpe, afirmando que o impeachment teria sido uma armação da oposição, da elite econômica e da imprensa. Sofrendo o impeachment, Dilma deveria perder também os direitos políticos por oito anos. 

Só que durante o processo de votação do impeachment no Senado, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, e o presidente da Casa, Renan Calheiros (MDB), rasgaram a Constituição Federal e implementaram uma inovação em benefício da ex-presidente. Com o impeachment, Dilma perderia também os direitos políticos por oito anos. Porém, Lewandowski e Calheiros apresentaram uma nova proposta em desacordo com a Constituição: a petista deveria perder o mandato, mas, permanecer com os direitos políticos. Apesar de absurda, a proposta foi aprovada pela maioria dos senadores.

E para reforçar a tese de golpe, Lula pediu, então, que Dilma Rousseff transferisse seu domicílio eleitoral para Minas e concorrese ao Senado. Depois de pesquisar outros estados, o PT chegou à conclusão de que Minas seria o melhor colégio eleitoral para essa volta de Dilma ao cenário político através do voto. Na avaliação de Lula, além do estado ser governado pelo petista Fernando Pimentel, candidato à reeleição, o caminho para Dilma seria facilitado uma vez que os mineiros estariam também decepcionados com o senador Aécio Neves (PSDB), acusado de crimes na operação Lava Jato. Aécio foi derrotado por Dilma nas eleições presidenciais em 2014.

Ainda na pré-campanha, as pesquisas indicarvam que o PT teria acertado nessa avaliação. Dilma liderou com folga e a cúpula petista tinha certeza da vitória. Só que eles não combinaram isso com os mineiros no dia da votação.

No final da votação, as urnas revelaram que Dilma Roussef recebeu 2.709.223 votos, ficando atrás de Dinis Pinheiro (Solidariedade), com 3.251.175 votos, Jornalista Carlos Viana (PHS), eleito com 3.568.658 votos, e Rodrigo Pacheco (DEM), eleito com. 3.616.864 votos. E para completar a derrota petista em Minas, o governador Pimentel ficou em terceiro lugar.

Dilma X Janaína

Janaína Paschoal

A professora e jurista Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos pelo partido de Bolsonaro

E essa derrota de Dilma Roussef, em Minas, que remete ao impeachment, pode ser confrontada também com a estupenda vitória da jurista Janaína Paschoal (PSL), eleita deputada estadual em São Paulo com mais de 2 milhões de votos, a maior votação de um deputado estadual na história do Brasil. Como co-autora do pedido de impeachment, Janaína foi uma das vozes mais ativas a favor do impeachment da petista Dilma Rousseff. (Renato Ferreira)

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    A cada dia piora a situação do governador mineiro, o petista Fernando Pimentel, não somente em relação aos servidores públicos do Estado, mas, também com os Prefeitos. Nesta terça-feira, 27/11, prefeitos e servidores estaduais fizeram um protesto contra a gestão de Fernando Pimentel e pediram aos deputados estaduais apoio na luta pelo dinheiro dos municípios.

    Fernando Pimentel

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    A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) divulgou nota, nesta terça-feira, em que repudia a retenção de recursos dos municípios pelo governo de Fernando Pimentel (PT). Servidores públicos e prefeitos também fizeram um protesto durante a manhã na porta da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.

    Dados da Associação Mineira de Municípios (AMM) apontam que a dívida com as prefeituras já ultrapassa R$ 10,5 bilhões em IPVA, ICMS, multas de trânsito, Fundeb, transporte escolar e assistência social. “Essa situação, que afronta a essência do sistema federativo brasileiro, impõe aos municípios e, consequentemente, à população, gravíssimos prejuízos na prestação de serviços públicos fundamentais”, diz trecho da nota.

    O texto foi aprovado em assembleia geral da FNP realizada nesta terça-feira, em São Caetano do Sul, São Paulo. Os prefeitos lembram que o ato do governo mineiro é passível de intervenção federal, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

    “Os prefeitos e prefeitas dos municípios brasileiros exigem respeito aos princípios constitucionais, ao pacto federativo e, principalmente, à população mineira”, encerra a nota.

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    O grupo protocolou um ofício requerendo que o MP estadual convoque o governo mineiro para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a regularizar os repasses e apresentar um cronograma de pagamento dos valores devidos. Além disso, solicitam que o MP encaminhe ao Tribunal de Justiça (TJ) um pedido de intervenção no Estado.

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