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ELEIÇÕES 2018: Segundo turno aumentará a disputa entre petismo e antipetismo

ELEIÇÕES 2018: Segundo turno aumentará a disputa entre petismo e antipetismo Featured

A decepção com a corrupção e com a falta de segurança continuará marcando a disputa entre Haddad/Lula e Jair Bolsonaro, já evidenciada no primeiro turno
 
Apesar de mais de dez candidatos disputando o primeiro turno das eleições presidenciais, neste domingo, 07/10, as urnas revelaram que disputa ficou mesmo polarizada entre o petismo e o antipetismo. E no próximo dia 28, essa disputa será ainda mais acirrada entre o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT.
No primeiro turno, Bolsonaro recebeu 49.276.897 votos, ou 46,03% dos votos válidos. Enquanto Hadad ficou com 31.341.997 votos, ou 29,28% do total. Portanto, com mais 4% dos votos, Bolsonaro teria sido eleito Presidente do Brasil. Ele venceu em quatro regiões - Sul, Norte, Centro-Oeste e Sudeste -, enquanto Haddad venceu somente na região Nordeste. O petista Haddad precisará tirar uma diferença de mais de 18 milhões de votos para superar o candidato do PSL.Para os especialistas, dentro de uma campanha normal, dificilmente Bolsonaro perderá a eleição.

Onda Bolsonaro

A onda Bolsonaro influenciou também as eleições para senadores, deputados federais e estaduais. O candidato ao Senado do PSL por São Paulo, Major Olímpio, foi eleito com mais de 9 milhões de votos, enquanto o filho de Bolsonaro, Flávio, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, venceu com mais de 4 milhões de votos. Para a Câmara Federal, outro filho de Bolsonaro, Eduardo, obteve quase dois milhões de votos em São Paulo, e Janaína Paschoal, uma das autoras do impeachment de Dilma Roussef, foi eleita deputada estadual em São Paulo com mais de 2 milhões votos, a maior votação na história do Brasil para as Assembleias Legislativas.

Por outro lado, o PT viu diminuir a sua bancada na Câmara e ainda não reelegeu o senador fluminense, Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro. E para piorar, o partido do Lula também não conseguiu eleger para o Senado, Eduardo Suplicy, em São Paulo, e Dilma Rousseff, em Minas Gerais. Ambos lideravam as pesquisas eleitorais até domingo.
Agora, no segundo turno, Haddad já adiantou que vai aumentar as críticas contra as propostas "autoritárias, segundo ele, de Jair Bolsonaro. O petista vai continuar também defendendo os programas e os governos de Lula.
Por outro lado, Jair Bolsonaro já aumentou suas críticas ao candidato petista que, segundo ele, não passa de "pau mandado" do ex-presidente Lula. Para reforçar essa tese de Bolsonaro, nesta segunda-feira, Haddad esteve novamente com Lula, que se encontra preso na Polícia Federal de Curitiba.
Os apoios que cada um dos candidatos receberá nesse segundo serão decisivos para a definição da eleição. (Renato Ferreira)
Veja a seguir a votação dos demais candidatos:
Ciro Gomes (PDT): 13.344.353 votos (12,47%);
Geraldo Alckmin (PSDB): 5.096.341 votos (4,76%);
João Amoêdo (Novo): 2.679.728 votos (2,5%);
Cabo Daciolo (Patriota): 1.348.323 votos (1,26%);
Henrique Meirelles (MDB): 1.288.948 votos (1,2%);
Marina Silva (Rede): 1.069.575 votos (1%);
Alvaro Dias (Podemos): 859.600 votos (0,8%);
Guilherme Boulos (Psol): 617.120 votos (0,58%);
Vera Lúcia (PSTU): 55.762 votos (0,05%);
Eymael (DC): 41.710 votos (0,04%);
João Goulart Filho (PPL): 30.176 votos (0,03%).
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