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#ELENÃO; #ELESIM! Eleitores vão às urnas para decidir entre petismo e antipetismo

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Jamais na história deste país, as eleições gerais tiveram um caráter tão plebiscitário como as eleições deste ano, com a campanha polarizada entre os que querem o petismo de volta e aqueles que repudiam essa possibilidade. Até agora, segundo as pesquisas, o antipetismo está vencendo

Por Renato Ferreira - 

No próximo domingo, 07/10, os mais de 147 milhões de eleitores brasileiros - total: 147.302.354 - vão às urnas para votar para Presidente da República, Senadores, Governadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais. E o fato mais revelante desta campanha, como revelam as pesquisas eleitorais, as manifestações de rua e os debates entre candidatos, é a polarização entre Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e Fernando Haddad, candidato do PT. Haddad substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra preso e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Com base na Lei de Ficha Limpa, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impugnou a candidatura de Lula.

Assim, a eleições 2018 se transformaram num plebiscito entre o petismo e antipetismo. E foi o deputado Federal, Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, que, nos últimos quatro anos, soube incorporar esse sentimento antipetista. Ele faz um discurso em sintonia com os milhões de brasileiros que foram às ruas em manifestções gigantes contra a corrupção e contra a presidente petista Dilma Rousseff, que acabou sofrendo o impeachment em 2015. E para reforçar ainda mais o clima antipetista, os defensores de Bolsonaro afirmam que se o Haddad ganhar, quem vai governar o país, de fato, será o Lula. Como bandeiras, os petistas defendem o aborto, o casamento homoafetivo, a ideologia do gênero e a estatização de empresa, exatamente, o contrário do que defendem os antipetistas.

Mensalão e Petrolão

Esse clima de antipetismo não surgiu da noite para o dia. Ele é fruto de uma somatória de escândalos que acabaram atingindo o PT, muito mais que aos outros partidos, justamente, porque o auge desses escândalos aconteceu durante os governos petistas a partir de 2003. 

Primeiro foi o mensalão, que surgiu em 2005 com a denúncia de compra de parlamentares feita pelo ex-deputado federal, Roberto Jefferson (PTB-RJ). A denúncia atingiu em cheio o governo Lula e parlamentares de diversos partidos. O ex-deputado e ex-ministro a Casa Civil, José Dirceu, não conseguiu se livrar da acusação e acabou deixando o governo como também perdeu o mandato de deputado. Hoje, condenado a quase 30 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Dirceu foi beneficiado por uma decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), e aguarda os recursos em liberdade.

Sem uma oposição aguerrida, principalmente, por parte do PSDB, Lula conseguiu se reerguer e foi reeleito, em 2006, como também elegeu Dilma Roussef como sucessora em 2010. Dilma foi reeleita em 2014, mas, em 2015, sofreu o impeachment.

Prisão de Lula

Depois dos dois mandatos de Lula e ainda a eleição e reeleição de Dilma Roussef, o que o Brasil não esperava era a revelação de um esquema de corrupção muito mais grave que o mensalão; era po petrolão. Esquema de desvio de bilhões da Petrobras, a maior empresa brasileira. Em conluios com um cartel de empreiteiras, o governo recebia propinas como recompensa dos benefícios em contratos com as empreiteiras no Brasil e no Exterior.

Em delações premiadas, diretores da Petrobras, ex-parlamentares e empreiteiros deram detalhes do esquema em depoimentos no âmbido da Operação Lava Jato sob o comando do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Além das prisões diretores da empresa estatal de petróleo, parlamentares, tesoureeiros petistas, ex-ministros e de empreiteiros, a Lava Jato acabou condenando e levando também para a prisão o ex-presidente Lula, condenado em apenas um dos processos que responde na Justiça.

E com essa somatória de escândalos, de investigações e de prisões, o PT foi perdendo a sua grande identidade de partido que lutava contra a corrupção e se transformando numa legenda como qualquer outra. Nas eleições municipais de 2016,  a legenda de Lula começou a colher os frutos desse clima de antipetismo. Mesmo tendo Lula como o principal cabo eleitoral, o PT perdeu muitas prefeituras, diminiu muito suas bancadas nas Câmaras Municipais, além de não ter conseguido reeleger prefeitos em grandes Capitais, como em São Paulo, com Fernando Haddad.

PT x Bolsonaro

Agora, a poucos dias das eleições, apesar da disputa ser entre mais de dez candidatos, a campanha ficou polarizada entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro. Antes, candidaturas que se apresentavam como viáveis e fortes, como as de Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e, sobretudo, de Geraldo Alckmin (PSDB), que detém o maior tempo de progaganda eleitoral, não atraíram a atenção da massa eleitoral e, consequentemente, não decolaram. 

Ao contrário de seus adversários, Jair Bolsonaro iniciou a campanha já com um alto índice aceitação popular e só cresceu nas pesquisas. Segundo a pesquisa do Ibope, divulgada nesta segunda-feira, 1, ele subiu 4 pontos e chegou aos 31% das intenções de voto, 10 pontos à frente do petista Fernando Haddad, que estacional nos 21%. Os números são idênticos aos da pesquisa do Datafolha, divulgada nesta terça-feira, 2. Segundo o Datafolha, Bolsonaro tem 32% das intenções de voto, contra 21% de Haddad. Nos índices de rejeição, Bolsonaro oscilou para baixo, tendo 44 no Ibope e 45 no Datafolha, enquanto Haddad disparou 11 pontos na rejeição, aparecendo com 39 no Ibope e 41 no Datafolha.

Esse clima plebiscitário da campanha pode ser observado também nos debates e nas manifestações de rua. Nos dois últimos debates, no SBT e na Record, sem Bolsonaro, que continua se restabelecendo da facada que sofreu no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, Fernando Haddad acabou se transformando principal alvo dos adversários.Também nas manifestações do último final semana, o clima de petistas e antipetistas ficou muito claro.

No sábado, 29, milhares de mulheres, vestindo vermelho, foram para as ruas do Brasil para se manifestar contra Bolsonaro, defendendo, dentre outas bandeiras, o aborto, legalização das drogas, casamento homoafetivo e a ideologia de gênero. Já no domingo, 30, outros milhares de pessoas, vestindo verde a amarlo, se manfestaram a favor de Bolsonaro,  em defesa da família, contra a legalização das drogas, a favor da escola sem partido e também pelo endurecimento de penas contra criminosos e traficantes. (Renato Ferreira)

 

 

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