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NO JORNAL NACIONAL Pressionado por temas polêmicos, Bolsonaro se sai bem na sabatina da Globo

NO JORNAL NACIONAL Pressionado por temas polêmicos, Bolsonaro se sai bem na sabatina da Globo Featured

 

Nesta semana a Globo iniciou a sua já tradicional série de entrevistas com candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira, 27, o primeiro entrevistado foi Ciro Gomes (PDT) e, hoje, terça-feira, 28, foi a vez de Jair Bolsonaro (PSL).

Como já havia acontecido em eleições anteriores, os apresentadores do JN tentam tirar tudo do candidato e, muitas vezes, acabam até saindo do tom normal de uma entrevista. Eles partem até para discussões com o entrevistado, como aconteceu, ontem, com Cirro Gomes, num tom mais elevando, e também hoje com Bolsonaro.

Prevendo o pior?

Como já aconteceu em outras entrevistas e também em debates, Bolsonaro tem sido muito criticado porque tem dito que não conhece tanto de economia e que, caso seja eleito, toda a parte econômica de seu governo será de responsabilidade do economista Paulo Guede, conhecido no Brasil e no Exterior. Bosonaro já disse que Paulo Guedes será o seu Ministro da Fazenda.

No debate desta terça-feira não foi diferente. Bonner inciou a entrevista perguntando o que Bolsonaro fará, caso Paulo Guedes saia de seu governo. O candidato respondeu que ele e Guedes se entendem muito bem e que não pensa na na saída do economista, porém, se isso acontecer, ele vai ver o que fazer na ocasião. E acrescentou: "É como um casamento, Bonner. Quando você casa, jura amor à sua mulher, mas, pode acontecer algo que faz terminar esse casamento. No meu caso, eu não espero rompimento com o Paulo", Após essa comparação com casamento, curiosamente, Bonner preferiu mudar de assunto.

Homem X Mulher

Outro momento tenso e também curioso da entrevista, foi quando, seguindo as normas impostas pela emissora, a jornalista Renata Vasconcelos, citando algumas afirmações de Bolsonaro, mas, contestadas por ele, perguntou por que o candidato afirma que "mulher tem que ganhar menos que homem".

Bolsonaro respondeu dizendo que nunca fez essa afirmação. "Os direitos são iguais para homens e mulheres e estão garantidos pela CLT. Isso também na iniciativa privada é uma questão de mercado. O governo não pode interferir na iniciativa privada para obrigar o empresário pagar salário igual. Repito: isso já na Lei e se houver abuso que seja denunciado à Justiça do Trabalho".

Em seguida, Renata Vasconcelos começou a bater boca com o candidato, quando ele se referiu aos cargos dela e do seu colega Willian Bonner. "Aqui mesmo posso estar diante de uma situação assim, onde uma mulher tenha um salário menor que um homem".

Isso foi o bastante para a Renata ficar furiosa. Ela disse que poderia questionar o salário do deputado, porque como cidadã, ela ajuda a pagar o salário dele e o que dela não era da conta de ninguém, Só que aí, novamente, Bosonaro afirmou que pelos bilhões que a Globo recebe do governo como publicidade, é governo também que ajuda a pagar o salário dela. Aí, novamente, os jornalistas mudaram de pauta.

Ideologia de gênero

No final, quando Bolsonaro se dirigiu aos eleitores, ele reafirmou suas bandeiras de campanha, que têm como norte os investimentos em Segurança, combate à violência dando mais poderes às polícias contra os marginais, defesa à família e totalmente contrário às ideologias de gênero que a esquerda pretende ensinar nas escolas do país.

Ele, inclusive, tentou mostrar um livro, chamado por ele de "kit gay", que segundo Bolsonaro já está sendo ensinado nas escolar de ensino fundamental do Brasil. Os apresentadores não permitiram a exibição do livro.

Outro momento também tenso na entrevista aconteceu quando Bolsonaro repetiu o que já havia feito na sabatina da Globo News. Ele citou uma breve declaração de Roberto Marinho, fundador das Organizações da Globo, já falecido, quando defendeu o Golpe Militar de 1964, afirmando que tomava aquela atitude para "salvar" o Brasil do comunismo.

E como aconteceu na Globo News, após a entrevista, Bonner leu uma nota da Globo, onde a emissora reconhece os fatos afirmados por Bolsonaro, mas, afirmando também que em 2013, a Globo fez um editorial reconhecendo que o apoio aos militares fora um equívoco da emissora na época. Nos dois casos, a emenda saiu pior que o soneto.

Na quarta-feira (29/8), Geraldo Alckmin (PSDB) será o entrevistado. E na quinta (30/8), a postulante a Presidência da República pela Rede, Marina Silva, será sabatinada.
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    Renato Ferreira -
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  • GOVERNO BOLSONARO: De que lado ficará o Podemos da Renata Abreu?

    Gelso Lima será o coordenador estadual do mandato da deputada federal Renata Abreu do PODEMOS

     

    Conforme foi noticiado nesta segunda-feira, 12/11, o ex-secretário de Governo de Osasco, Gelso Lima, aceitou o convite da deputada federal reeleita Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, para assumir a coordenação geral do mandato da parlamentar no Estado de São Paulo.

    O pedido foi oficializado pela deputada Renata , hoje, em Osasco. Ela visitou funcionários da Secretaria de Educação onde agradeceu pelos votos obtidos.

    Durante a campanha do segundo turno em Osasco, houve, um desencontro entre o Podemos e a campanha do petista Haddad. Alguns membros do Podemos, dentre eles, o Gelso Lima, estiveram presentes num ato suprapartidário em apoio a Fernando Haddad, no Sindicato dos Metalúrgicos. Veja aqui: https://bit.ly/2yO0Uau

    No dia seguinte, o Podemos emitiu uma nota oficial afirmando que o Podemos de Osasco ficaria neutro na campanha e que se algum membro do partido esteve no evento, o fez por conta própria e não como representante do partido. “Não existe possibilidade do PODEMOS fazer algum ato de apoio ao PT em Osasco, ou no Estado de SP”, garantiu o prefeito de Osasco, Rogério Lins, liderança regional e um dos vice presidentes estaduais do PODEMOS", diz a Nota.

    Agora, no governo de Bolsonaro, a partir de janeiro de 2019, seria interessante saber de que lado o Podemos estará atuando. Se com o governo Bolsonaro, ou na oposição ao lado de outros partidos derrotados nas eleições de 2018. O Podemos disputou a Presidência com o Senador Álvaro Dias (PR).

    E também em São Paulo, no governo de João Doria. Na campanha, o Podemos se aliou ao candidato do PSB, Márcio França, candidato à reeleição. que disputou o segundo turno contra o tucano Doria  (Renato Ferreira)

     

    Atualizado às 23h10

    Renata Abreu diz que o Podemos é um partido independente

    Agora há pouco, a assessoria de Imprensa do Podemos de Osasco entrou em contato com Notícias & Opinião, enviando uma fala da deputada Renata Abreu sobre a posição do partido, especificamente, sobre eventual apoio ao Doria, conforme questionamos.

    A presidente nacional da Legenda afirmou que o Podemos é um partido independente nas esferas municipal, estadual e nacional. "O Podemos se posicionará sempre a favor de todas as medidas que forem benéficas à população, independente da sigla partidária", disse.

  • Bolsonaro recebe apoio de Silvio Santos no Teleton: 'vai ficar oito anos'
    Silvio Santos ainda disse que aquela era a primeira ligação de um presidente recebida por ele 'em vinte e poucos anos que eu faço o Teleton'
     
    O presidente eleito Jair Bolsonaro falou ao vivo por telefone com Silvio Santos durante a maratona de programação do Teleton, no SBT, na noite deste sábado, 10. Durante a conversa, Silvio fez elogios ao capitão reformado e afirmou desejar que ele tenha oito anos de governo. O apresentador e controlador do SBT disse ainda ter a impressão de que o governo Bolsonaro seria seguido por mais oito anos de presidência de Sergio Moro, o escolhido para comandar a pasta da Justiça e Segurança Pública.
    "Não vou falar aquilo que eu penso, mas eu acho que, nos próximos oito anos o senhor vai ficar no nosso governo e depois nos outros oito anos tenho a impressão... Tenho palpite, claro, não sou político, mas acho que a sua escolha para o ministério colocando o juiz Moro, o Sérgio Moro... Eu acho que você pode ficar oito anos e depois, passando para o Moro, ele fica mais oito anos", disse Silvio Santos a Bolsonaro durante a ligação telefônica televisionada ao vivo.
    Silvio Santos ainda disse que aquela era a primeira ligação de um presidente recebida por ele "em vinte e poucos anos que eu faço o Teleton". "Eu acho que o Brasil vai ter 16 anos de homens com vontade de fazer o Brasil caminhar", afirmou o apresentador. "Pode ser que isso não aconteça, mas, se depender da minha vontade e da vontade das pessoas que querem o Brasil pra frente, oito anos com Bolsonaro e oito com Moro, vamos ter 16 anos de um bom caminho", concluiu.
     Bolsonaro respondeu dizendo ser fã de Silvio Santos e falou também sobre Moro. "Obrigada pela referência elogiosa ao nosso futuro ministro, Sergio Moro. Mérito dele, não é nosso", afirmou. Bolsonaro disse que Moro é "o homem que nos deu esperança de poder viver num País, se não for sem corrupção, com menos corrupção".
    O presidente eleito pediu ainda que eleitores que tenham ou não votado nele fizessem uma doação de ao menos R$ 5 ao Teleton, campanha que recolhe recursos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). (Fonte: Portal UAI - Foto: Divulgação SBT)

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