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FALA CANDIDATO! Onze postulantes a cargos de deputado Estadual e Federal falam sobre seis temas importantes para a sociedade

FALA CANDIDATO! Onze postulantes a cargos de deputado Estadual e Federal falam sobre seis temas importantes para a sociedade Featured

 

Num trabalho jornalístico de fôlego, nos dias 17 e 18 de agosto - sexta e sábado - Notícias & Opinião entrevistou diversos candidatos a deputado Estadual e Federal de Osasco e região. O objetivo é saber a opinião deles sobre temas importantes para conjunto da sociedade, como Segurança, Saúde, Educação, Transporte/Mobilidade Urbana, Turismo e Corrupção.

Entramos em contato com dezenas de candidatos, mas, diante de uma campanha curta e o prazo em que foram confirmados como candidatos no dia 15/08, alguns não puderam atender, enquanto outros, simplesmente, ignoraram o convite para a entrevista.

Então, mesmo na correria, conseguimos entrevistar onze candidatos que, de forma sucinta, falaram sobre esses temas.

O quadro abaixo mostra as datas nas quais vamos veicular os vídeos com cerca de 3 minutos e 30 segundos, em média, entre os dias 27 de agosto a 30 de setembro. As entrevistas vão ao ar sempre às 18 horas.

Esperamos, assim, contribuir com a discussão de temas importantes, que hoje estão entre as principais reclamações do povo brasileiro.

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  • Osasco tem novo secretário de Saúde
     
    Na manhã desta quarta-feira, 14/11, em solenidade realizada na Sala de Reuniões de seu Gabinete, o prefeito de Osasco, Rogério Lins, deu posse ao novo secretário de Saúde do município. Trata-se do médico cardiologista João de Deus, que substitui José Carlos Vido, que ocupava o cargo desde o início da atual Administração em janeiro de 2017. No mesmo evento, Vido foi empossado na Chefia de Gabinete de Rogério Lins.
     
    Coletiva Mesa
     
    Ao se despedir da Secretaria da Saúde, Vido fez um balanço de sua gestão e agradeceu pela indicação do prefeito Lins. “Deixo a Secretaria de Saúde com sentimento do dever cumprido. Fizemos tudo o que foi possível, mas, saio angustiado, porque a Saúde no Brasil, principalmente, nos governos do PT, sempre foi colocada em segundo plano. E assumo meu novo cargo com a mesma disposição que dediquei à Saúde em prol da cidade de Osasco".
     
    Coletiva Lins e Vido
     
    Por sua vez, o prefeito agradeceu e elogiou o ex-secretário de Saúde. "O Vido é uma pessoa competente e muito leal. Foi importante nesses dois primeiros anos de nosso governo e será também muito importante, agora, numa outra etapa e mais próximo do Gabinete, nas relações políticas e com toda a população de Osasco". Segundo o prefeito, João Pucciariello Perez, que deixa a chefia de Gabinete será designado para outro setor da Administração.
    Novo Secretário
    Em seguida, após falar sobre a estrutura e os desafios da Saúde no município, Rogério deu boas vindas e desejou boa sorte ao novo titular da Pasta. "Sem dúvida, temos alguns desafios. A Saúde pública é uma área muito delicada e com uma grande demanda. Saltamos de 15 mil para 25 mil atendimentos. Vamos implantar o Hospital Infantil e o Hospital da Mulher. E já está também tudo encaminhado para a implatação da primeira AME (Atendimento Médico Especializado) em parceria com o governo do Estado. Em 2019, o orçamento da Saúde será em torno de R$ 680 milhões", disse o prefeito.
     
    Em sua fala, o novo Secretário, que deixa a Secretaria da Saúde de Vargem Grande Paulista, onde ficou por dois anos, afirmou que pretende se reunir com José Carlos Vido para tomar conhecimento de toda a estrutura e programas da Pasta, e que vem para Osasco com muita disposição de trabalhar, sempre com respeito ao dinheiro público. “Vamos trabalhar 24 horas durante os sete dias da semana, visando dar o melhor de nós para a área da Saúde nesta grande cidade, que já conheço e onde já trabalhei", disse João de Deus.
     
    Ele estava acompanhado de sua mulher, Larisse, que também é medica. Ela vai substituí-lo na Secretaria de Saúde de Vargem Grande Paulista. O prefeito de VGP, Jusué Ramos, também participou da posse de João de Deus em Osasco. Josué disse que o prefeito Lins acertou no convite. "O dr. João de Deus é um profissional competente. Fez um grande trabalho em nossa cidade e tenho certeza que vai fazer o mesmo em Osasco. Só deixei ele vir para Osasco, porque ele aceitou em deixar a dra. Larisse em seu lugar", brincou Josué Ramos.
     
    Estiveram presentes também a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Aline Lins, a vice-prefeita Ana Maria Rossi, secretários e vereadores. (Fotos: Sérgio Gobatti)
  • Candidatos impugnados terão que devolver R$ 38,7 milhões; só o Lula terá que devolver R$ 20 milhões
    Valores são de fundo eleitoral e de doações oficiais feitas aos candidatos. Lula foi enquadrado na Lei de Ficha Limpa
     
     
    As candidaturas que foram impugnadas nas eleições deste ano receberam juntas R$ 38,7 milhões do fundo eleitoral e de doações oficiais – valor que, pelas regras da Justiça Eleitoral, deverá ser integralmente devolvido. Desse número, R$ 20 milhões são apenas da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além dele, outros 1,2 mil candidatos incorreram na mesma irregularidade.
    Desse total, R$ 36,3 milhões foram gastos; ou seja, há ainda R$ 2,4 milhões repassados que não foram utilizados. Lula, por exemplo, declarou ter gastado R$ 19,7 milhões dos R$ 20 milhões recebidos.
    Os dados foram organizados pela ONG Movimento Transparência Partidária, com base nas informações publicadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na internet. O Ministério Publico Eleitoral (MPE) estuda como reaver os valores.
    Além de elucidar os gastos que devem voltar aos cofres do Tribunal, a organização também lançou uma plataforma para que os cidadãos possam acompanhar outras informações disponíveis. “A Justiça eleitoral não tinha, por exemplo, uma ferramenta para agregar todas as informações sobre os principais gastos de campanha por exemplo”, explicou Marcelo Issa, diretor da ONG.
     
    Uma das informações apresentadas, por exemplo, é o principal gasto dessas eleições. Segundo o relatório, todos os candidatos (impugnados ou não) gastaram um total de R$ 572 milhões com impressões de material publicitário. O segundo maior gasto foi com despesas pessoais. A plataforma possibilita ainda a divisão de gastos com base na idade, gênero e raça dos candidatos. “Acredito que, hoje, a plataforma é capaz de responder a qualquer pergunta sobre os gastos de campanha”, concluiu Issa. (Jovem Pam. Com informações do Estadão Conteúdo)
     
    Opinião
    O Lula e o sabiam que a sua candidatura seria impugnada, mas, mesmo assim engaram o eleitorado. Daqui a pouco, o PT lança outra vaquinha para arrecadar diheiro de seus eleitores para saldar essa dívida. (Renato Ferreira)
     
  • LAVA JATO: PF prende vice-governador de MG e Joesley Batista por suposto esquema de corrupção na Agricultura

     

    Crimes teriam ocorrido durante o governo Dilma Rousseff (PT). Agentes cumprem 63 mandados de busca e 19 de prisão no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso. Dezesseis pessoas foram presas na operação Capitu da PF que investiga JBS e vice-governador de MG

     

    O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), o empresário Joesley Batista, dono da JBS, e mais 14 pessoas foram presas nesta sexta-feira 09/11, em uma operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

    Ao todo, são 19 mandados de prisão temporária (válida por 5 dias), um deles contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB), que está preso no Paraná. (Veja no fim desta reportagem como funcionava o esquema investigado pela Polícia Federal)

    VEJA OS NOMES DOS PRESOS JÁ DIVULGADOS

    Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ministro da Agricultura de março de 2013 a março de 2014
    Joesley Batista, sócio da J&F, dona da JBS
    Ricardo Saud, ex-executivo da J&F
    Demilton de Castro, ex-executivo da J&F
    João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG
    Neri Geller, deputado federal eleito pelo PP de MT e ministro da Agricultura de março de 2014 a dezembro de 2015
    Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária
    Mateus de Moura Lima Gomes, advogado
    Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado
    Ildeu da Cunha Pereira, advogado
    Marcelo Pires Pinheiro
    Fernando Manoel Pires Pinheiro
    Walter Santana Arantes, sócio dos supermercados BH e EPA
    Claudio Soares Donato
    José Francisco Franco da Silva Oliveira

    VEJA A LISTA DOS MANDADOS NÃO CUMPRIDOS

    Waldir Rocha Pena, sócio do supermercado BH, que estaria no Uruguai
    Florisvaldo Caetano de Oliveira, funcionário da JBS
    Odo Adão filho, advogado

    A PF cumpriu ainda, segundo os delegados Rodrigo Morais e Mário Velloso, 63 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

    Um dos mandados foi cumprido na casa do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (MDB), que foi relator de uma medida provisória em 2014 que teria beneficiado a JBS. A casa do prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), ex-ministro de Dilma, também foi alvo da Operação Capit

    Num primeiro momento, Saud não havia sido localizado, e a PF chegou a dizer que ele estava no exterior. Mais tarde, entretanto, foi confirmada a prisão do executivo.

    A PF fez buscas no gabinete do vice-governador de MG. Ele foi preso em uma fazenda na região de Vazante, no Noroeste de Minas Gerais. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Antonio Andrade foi levado a um presídio em Uberlândia, no Triângulio Mineiro.

    O delegado da PF Mário Velloso, responsável pelas investigações, disse que as prisões foram decretadas pois os investigados estavam atrapalhando as investigações.

    "Para que a gente pudesse coletar todas as provas sem interferência da organização criminosa, e eles vinham obstruindo a Justiça. A gente tem elementos fortes de que os integrantes da organização criminosa estavam atrapalhando a coleta de provas pela Polícia Federal, por isso foram decretadas as 19 prisões.", disse o Delegado.

    A desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª, afirmou em despacho que os executivos do grupo J&F ocultaram "fatos relevantes" nas delações premiadas e que, por esse motivo, foram presos.

    Segundo os advogados de Joesley Batista, as investigações da operação começaram justamente a partir dos depoimentos do empresário. Alegam ainda que ele não poderia ser preso em razão de o acordo de delação prever imunidade. A TV Globo não localizou o advogado de Ricardo Saud.

    O esquema

    Batizada de Capitu, a operação é um desdobramento da Lava Jato e feita em conjunto com a Receita Federal. A operação é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB. Em sua delação, Funaro disse que a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, deu R$ 30 milhões para o MDB, sendo R$ 15 milhões para a Executiva Nacional e mais R$ 15 milhões para o diretório em Minas. O esquema operou entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015.

    O que aponta a investigação da PF, baseada na delação de Funaro:

    A JBS deu dinheiro para políticos do MDB e em troca foi beneficiada com medidas do Ministério da Agricultura;
    O esquema funcionou entre 2014 e 2015, no governo da presidente Dilma Rousseff;

    O então ministro, Antonio Andrade, integrante do MDB e hoje vice-governador de MG, foi indicado ao governo pelo grupo político de Eduardo Cunha para ajudar no esquema;

    Segundo a PF, a JBS pagou propina a Andrade, ao sucessor dele no ministério, Neri Geller, e ao então secretário de Defesa Agropecuária, Rodrigo Figueiredo;

    Foram R$ 7 milhões por duas medidas que eram do interesse da empresa: R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de carcaças de animais e R$ 5 milhões pela proibição de um remédio contra parasitas, a Ivermectina;
    Na eleição de 2014, a empresa pagou também R$ 30 milhões para ajudar candidatos aliados de Cunha. O objetivo era eleger esses deputados para que eles ajudassem Cunha a ser presidente da Câmara;

    A JBS repassou esse dinheiro a 6 escritórios de advocacia, que emitiram notas frias para simular uma prestação de serviço à empresa;
    Após ser lavado, o dinheiro foi distribuído da seguinte forma: R$ 15 milhões para o MDB nacional e outros R$ 15 milhões para o MDB de Minas Gerais.

    A rede de supermercados BH participava do esquema para fazer lavagem de dinheiro. Ela comprava carnes da JBS por um preço superior (superfaturamento) e também recebia pagamentos da JBS
    O valor que “sobrava” (era pago a mais) era usado para pagar propina a políticos de MG. O dinheiro era entregue aos destinatários em malas e em caixas de sabão em pó e de sapato.
    Parte dos valores foi repassado como doação oficial na campanha de 2014.

    Se indiciados, os envolvidos vão responder pelos crimes de constituição, participação em organização criminosa, obstrução de Justiça, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

    O que dizem os citados

    A J&F Investimentos, holding que controla a JBS, informou por meio do advogado de Joesley Batista, André Callegari, que causa estranheza a decretação de prisão temporária. "Joesley Batista é colaborador da Justiça e tem cumprido à risca essa função. Portanto, causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração. A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários".

    Os advogados do deputado federal Neri Geller esclareceram que tão logo conheçam os motivos da prisão e o inteiro teor do processo irão se manifestar.

    Segundo a polícia, Walter Santana Arantes é ligado à rede de Supermercados BH. Ele também seria ligado à empresa DMA, que controla os Supermercados EPA. A rede EPA, citada pela PF no início da operação, afirmou que nunca participou de ações políticas, nem fez qualquer doação ilegal, principalmente que envolvesse qualquer troca de interesses políticos. Ainda segundo o EPA o nome da empresa não faz parte, em momento algim das delações realizadas ou dos autos de busca e apreensão. A defesa de Walter Santana Arantes informou que ele nunca foi sócio dos Supermercados BH e que os sócios são os filhos dele. O Supermercados BH informou que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão deu-se de maneira tranquila e em ambiente de cooperação e normalidade. A empresa diz, ainda, que não foi possível conhecer a integralidade dos autos dos pedidos de medidas cautelares que determinaram tais diligências e que irá contribuir com as investigações.

    A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do vice-governador. O Governo de Minas Gerais ainda não se posicionou sobre a prisão de Andrade.

    A defesa de Ricardo Saud informou que sua prisão causa perplexidade, "pois ele sempre esteve e permanece à disposição da Justiça, prestando depoimentos e entregando todos os documentos inclusive áudios necessários para corroborar suas declarações."

    O advogado Bruno Espiñeira disse que Lucio Funaro segue colaborando com a Justiça, no que for necessário.

    A reportagem ligou para o gabinete de João Magalhães (MDB), na ALMG, e as ligações não foram atendidas.

    O G1 também procurou a assessoria da ex-presidente da República, Dilma Roussef, que não vai se posicionar sobre a operação.

    O Ministério da Agricultura não vai se pronunciar.

    O advogado Délio Lins e Silva Jr., que representa Eduardo Cunha, disse por meio de nota que “aparentemente, o castelo de cartas de Joesley Batista começa a desmoronar. A história é fantasiosa e, mais uma vez, a palavra sem valor desse delator não vem acompanhada de nenhuma prova. Dessa vez, pelo menos, a Polícia Federal e o Poder Judiciário começam a perceber a farsa. Eduardo Cunha tem convicção de que, ao final, será excluído dessa investigação.”

    O advogado de Rodrigo Figueiredo afirmou que vai se pronunciar a respeito de seu cliente. (Matéria do G1)

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