Sexta, 18 Janeiro 2019 | Login
ACABOU O GOLPE? PT se alia a partidos que apoiaram o impeachment da Dilma

ACABOU O GOLPE? PT se alia a partidos que apoiaram o impeachment da Dilma Featured


Apesar de continuar com o discurso de que Dilma Rousseff foi vítima de um 'golpe', o PT se aliou em 15 Estados com partidos que apoiaram o impeachment

 

Deixando claro mais uma vez que ideologia ou discurso de palanque não têm nenhum valor no Brasil, o PT se aliou em 15 Estados a partidos que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff,  cassada em 2016 e que integraram o governo Michel Temer, apesar do discurso de que a petista foi vítima de um "golpe". Conforme levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, o PT será cabeça de chapa ao governo em seis Estados em coligações com partidos que foram favoráveis ao impedimento. Por outro lado, outros nove candidatos a governador de siglas que votaram pelo impeachment da Dilma terão o apoio do PT.

Desses nove candidatos a governador, há filiados ao MDB, PSD, PTB, PR e Rede. Outros quatro são do PSB, partido que em 2016 também orientou voto favorável ao afastamento da presidente cassada. Agora, porém, o PSB,  um aliado histórico dos petistas,  fechou acordo nacional com o PT para não apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência da República. E esse acordo PT/PSB foi feito por imposição do ex-presidente Lula, que está preso na Lava Jato, para isolar outros candidatos, como Ciro Gomes, do PDT, que disputaria votos com o PT no campo da esquerda.

Para a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), não há contradição entre as conveniências eleitorais do partido e o discurso da direção. "Não há (contradição) porque estamos deixando claro que eles têm de apoiar Lula. Em todos esses casos, tem apoio a Lula e uma autocrítica inclusive."

O Partido dos Trabalhadores terá seis candidatos próprios a governador com chapas amplas, integradas por partidos que foram ou ainda permanecem aliados a Temer: Marcus Alexandre (Acre), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), Fernando Pimentel (Minas Gerais) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).

O caso do Ceará é o mais complicado. Contra a vontade da cúpula, o PT local fritou a candidatura à reeleição do senador José Pimentel para não atrapalhar os planos do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição. Os partidos vão se aliar informalmente, num acordo que também envolve palanque para Ciro Gomes, ex-governador do Estado, e seu irmão Cid Gomes, o outro candidato ao Senado na chapa.

Em Minas Gerais também a presença de Dilma como candidata ao Senado é apontada como um obstáculo à aliança do MDB local com o governador petista Fernando Pimentel, pré-candidato à reeleição. "Ela não quer perto dela nenhum golpista. Em Minas, eles foram sempre acolhidos pelo governo do Pimentel, mas todos os deputados federais voltaram contra ela no impeachment", disse o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). "A diferença é histórica. O MDB é, na sua essência, golpista." Mesmo assim, o PR, da base de Temer e nacionalmente coligado ao tucano Geraldo Alckmin, aliou-se ao petista.

Em Sergipe, o PT se ao PSD. Lá, o governador Belivaldo Chagas (PSD) disputará a reeleição com Eliane Aquino (PT) como candidata a vice. O partido do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) abandonou Dilma na véspera do impeachment e logo aderiu a Temer, mantendo uma representação ministerial - Kassab era ministro das Cidades de Dilma. 

O PT também faz parte da coligação do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). Na época do impeachmet, o senador Renan, pai de Renan Filho, votou pelo afastamento da presidente Dilma. Mas, foi o prórpio Renan, que ariticulou a manutenção dos direitos políticos da presidente cassada juntamento com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski. "O Renan teve um reposicionamento nessas questões que interessam ao campo progressista e popular", disse Gleisi.


Em Mato Grosso, a aliança é ainda mais ampla. O senador Wellington Fagundes (PR), que votou favoravelmente ao impeachment, mas contra a suspensão dos direitos políticos de Dilma, conseguiu uma aliança com o PT para disputar o governo do Estado. A coligação inclui ainda, entre outros, PMN, PROS e PRB, todos favoráveis ao impeachment.

Segundo o presidente do PT estadual de MT,  deputado Valdir Barranco, como não foi possível fechar um acordo que reunisse siglas de centro-esquerda, o partido teve de pensar em "suas prioridades". "A política está em permanente mudança. Neste momento, a melhor tática é essa. Sem o 'chapão', não teríamos cociente eleitoral para eleger deputados.". Ou seja, o PT permanece com o discurso de "golpe", mas, nega-o nas alianças partidárias. ( Renato Fereira -Fonte: O Estado de Minas - Conteúdo Estadão)

000

About Author

Related items

  • Quem mandou matar Bolsonaro?

     

    Por Renato Ferreira -

    Estou feliz ao ver essa recaída da esquerda fajuta do Brasil que, mesmo ignorando os demais parlamentares citados no relatório do COAF e que passou os últimos 16 anos sem se importar com movimentações financeiras irregulares de políticos, exige explicação e punição severa para o senador eleito pelo RJ, Flávio Bolsonaro. Isso é muito bom para limparmos o Brasil de quaisquer tipos de falcatruas.

    Facada em Bolsonaro

    Estamos a poucos dias da posse do Presidente Jair Bolsonaro e do Brasil entrar em nova fase administrativa com nova visão política. Mas, isso poderia não estar acontecendo, pois, em plena campanha eleitoral, alguém tentou tirar Bolsonaro da disputa com uma facada no abdômen.

    O que chama atenção e causa dúvidas às pessoas de bom senso no Brasil é o silêncio ensurdecedor da grande imprensa e desses "esquerdistas" indignados com a corrupção (?), sobre o maior atentado político no Brasil, contra um candidato à Presidência da República e os fatos que envolvem essa tentativa de matar Jair Bolsonaro.

    A quem interessava e a quem interessa a morte de Bolsonaro?

    O autor da facada, em pleno Centro de Juiz de Fora, todos conhecem, uma vez que ele não conseguiu o seu objetivo. Trata-se do ativista político Adélio Bispo, ex-integrante do PSOL, partido do ex-presidenciável, Guilherme Boulos, e declarado defensor de Lula e do PT.

    Seria muita ingenuidade de qualquer pessoa com saúde perfeita e em sã consciência acreditar que esse matador, preso com quatro celulares, computador e que alugou uma pousada dez dias antes do atentado em Juiz Fora, teria agido sozinho e por conta própria.

    E o fato mais claro dessa empreitada de morte, mostrando que Adélio foi apenas o último elo dessa corrente assassina contra Bolsonaro, é que no dia seguinte ao atentado, apareceram em Juiz de Fora 4 advogados que partiram de Belo Horizonte em vôo fretado para a zona da Mata mineira.

    Preste atenção! Você que é inteligente e que pensa com a própria cabeça, acredita que se o autor da facada fosse uma pessoa normal, trabalhador simples, que não tivesse nenhuma ligação com partidos políticos, sindicatos ou qualquer outra organização poderosa, conseguiria ter quatro advogados ao seu dispor um dia depois do crime e durante todo o processo?

    Pois é, mesmo indagados por várias vezes, os advogados não revelaram quem os contratou e nem quanto recebiam para fazerem a defesa do criminoso.

    Então, parabén imprensa investigativa e esquerda fajuta que pedem punição severa para Flávio Bolsonaro! Vocês estão corretíssimos, afinal, quem erra tem mesmo que pagar.

    Mas, não lhes cheira mal a falta de transparência e o silêncio que envolve esse grave atentado contra o candidato que foi eleito Presidente da República? E ainda mais o silêncio dos advogados que negam informar quem lhes contratou para chegar tão rapidamente a Juiz de Fora?

    O Brasil honesto espera mais esclarecimento sobre esse atentado. Pois, temos certeza que o Adélio não agiu sozinho.

    Quem discordar, por favor, poste aqui a sua opinião com argumentos e fatos que nos convençam ao contrário. Contamos também com a opinião daqueles que concordam conosco. (Renato Ferreira)

  • Candidatos impugnados terão que devolver R$ 38,7 milhões; só o Lula terá que devolver R$ 20 milhões
    Valores são de fundo eleitoral e de doações oficiais feitas aos candidatos. Lula foi enquadrado na Lei de Ficha Limpa
     
     
    As candidaturas que foram impugnadas nas eleições deste ano receberam juntas R$ 38,7 milhões do fundo eleitoral e de doações oficiais – valor que, pelas regras da Justiça Eleitoral, deverá ser integralmente devolvido. Desse número, R$ 20 milhões são apenas da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além dele, outros 1,2 mil candidatos incorreram na mesma irregularidade.
    Desse total, R$ 36,3 milhões foram gastos; ou seja, há ainda R$ 2,4 milhões repassados que não foram utilizados. Lula, por exemplo, declarou ter gastado R$ 19,7 milhões dos R$ 20 milhões recebidos.
    Os dados foram organizados pela ONG Movimento Transparência Partidária, com base nas informações publicadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na internet. O Ministério Publico Eleitoral (MPE) estuda como reaver os valores.
    Além de elucidar os gastos que devem voltar aos cofres do Tribunal, a organização também lançou uma plataforma para que os cidadãos possam acompanhar outras informações disponíveis. “A Justiça eleitoral não tinha, por exemplo, uma ferramenta para agregar todas as informações sobre os principais gastos de campanha por exemplo”, explicou Marcelo Issa, diretor da ONG.
     
    Uma das informações apresentadas, por exemplo, é o principal gasto dessas eleições. Segundo o relatório, todos os candidatos (impugnados ou não) gastaram um total de R$ 572 milhões com impressões de material publicitário. O segundo maior gasto foi com despesas pessoais. A plataforma possibilita ainda a divisão de gastos com base na idade, gênero e raça dos candidatos. “Acredito que, hoje, a plataforma é capaz de responder a qualquer pergunta sobre os gastos de campanha”, concluiu Issa. (Jovem Pam. Com informações do Estadão Conteúdo)
     
    Opinião
    O Lula e o sabiam que a sua candidatura seria impugnada, mas, mesmo assim engaram o eleitorado. Daqui a pouco, o PT lança outra vaquinha para arrecadar diheiro de seus eleitores para saldar essa dívida. (Renato Ferreira)
     
  • Bolsonaro visitará Estados Unidos e Israel em suas primeiras viagens internacionais
    O primeiro país a receber o novo = presidente eleito do Brasil será o Chile
     
    Confirmando que o seu governo terá novas diretrizes em termos de política externa, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já definiu quais serão suas primeiras viagens internacionais. O capitão reformado deverá ter o Chile como seu primeiro destino, depois irá para os Estados Unidos e Israel.
    Primeiro país a receber o futuro presidente, o Chile é considerado como uma referência de prosperidade e crescimento na América do Sul por Bolsonaro. Depois, o político deve visitar Donald Trump, com quem conversou por telefone neste domingo (28) após a confirmação de sua eleição. Em seguida, Bolsonaro deverá visitar Israel, onde esteve há dois anos, e com quem quer mater relações estreitas para a troca de informações sobre tecnologia.
    As viagens, entretanto, só acontecerão após o futuro presidente se recuperar totalmente da facada que recebeu em setembro, durante evento de campanha na cidade de Juiz de Fora. Em dezembro, ele deverá passar por uma cirurgia para retirar a bolsa de colostomia que carrega desde o atentado.
    Transição
    Antes disso, o presidente eleito trabalhará com Michel Temer (MDB) na transição do governo. Bolsonaro e seus ministros de confiança, Paulo Guedes (Fazenda) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), vão se reunir nesta terça-feira (30) para definir quem fará parte da equipe que irá participar das primeiras reuniões com os representantes de Temer, em Brasília, a partir da próxima semana. (Fonte: Jovem Pan)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.