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GOVERNO X PREFEITURA:  "Suspendemos a privatização do Ibirapuera", diz Márcio França

GOVERNO X PREFEITURA: "Suspendemos a privatização do Ibirapuera", diz Márcio França Featured

Segundo governador paulista, o maior parque de São Paulo tem áreas estaduais e será sempre público

 

Nesta sexta-feira, 13, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou, em sua conta no Twitter, que suspendeu a concessão do Parque Ibirapuera à iniciativa privada. A Prefeitura da Capital, que decidiu pela privatização, afirmou que vai excluir as áreas estaduais e manter o projeto.

A concessão dos parques de São Paulo foi uma das propostas de maior repercussão da gestão de João Doria (PSDB). O ex-prefeito deixou a Prefeitura em março para se candidatar ao governo do Estado. O vice-prefeito Bruno Cova assumiu o cargo de prefeito.

Segundo França, existem áreas públicas estaduais no parque e o governo do estado não foi ouvido e envolvido no processo. "Se depender do governo, o Parque Ibirapuera será sempre público!", disse o governador.

@marciofrancagov
"SUSPENDEMOS a privatização do Ibirapuera. Informamos o atual Prefeito Bruno Covas, que existem áreas públicas Estaduais no Parque e o Governo do Estado NÃO foi ouvido e envolvido nesse processo. Se depender do Governo, o Parque Ibirapuera será sempre PÚBLICO!", afirmou o governador em sua página no Twitter.

O outro lado

Em nota oficial, a Prefeitura afirmou que "para manter o projeto vai agora identificar e retirar da concessão todas as áreas de propriedade do estado, que continuarão sendo cuidadas pelo município, como acontece desde a inauguração do parque do Ibirapuera, na década de 50", diz a nota.

Por esse motivo, serão excluídos do pacote os parques de regiões periféricas que entrariam junto com o Ibirapuera: Eucaliptos (Campo Limpo), Jacintho Alberto (Pirituba), Tenente Brigadeiro Faria Lima (Vila Maria) e Jardim Felicidade (Pirituba).

Também na sexta-feira, ao ser questionado em entrevista coletiva, o prefeito Bruno Covas (PSDB), disse ter estranhado o novo posicionamento do Governo do Estado. "O governo do estado estava fazendo a concessão do ginásio do Ibirapuera e a gente estava fazendo a concessão do Parque do Ibirapuera. Isso foi combinado lá atrás, agora o governador, infelizmente, toma essa decisão", disse.

"A gente estranha isso porque você pega por exemplo o Parque Campos do Jordão, que é do governo do estado, está em processo de concessão. Se você for visitar, por exemplo, o Parque Villa Lobos, você vai ver uma série de empresas lá anunciando porque cuidam de vários espaços. Portanto, o governo do estado faz parceria, mas cria dificuldade para a prefeitura fazer isso", continuou o prefeito.

Na opinião de Bruno Covas, a decisão do governo prejudica "a população de Pirituba, prejudica a população de Campo Limpo, prejudica a população mais periférica, que teria um parque cuidado por um parceiro privado, remunerado no Parque do Ibirapuera, e que agora não vai ter mais".

Suspensão temporária

No último dia 7 de junho, a Prefeitura de São Paulo suspendeu temporariamente a abertura dos envelopes das propostas para a concessão de seis parques municipais, entre eles o Ibirapuera.

O adiamento da licitação, segundo a Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias, foi determinada para que o edital possa ser reformulado. A previsão é de que um novo edital seja lançado em cerca de 30 dias. Em seguida, as empresas interessadas poderão apresentar as propostas e se adequarem aos novos projetos.

O projeto envolve, além da concessão do Ibirapuera, os parques Jacintho Alberto, Eucaliptos, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Lajeado e Jardim Felicidade.

A nova versão do edital, que ainda será publicada, buscará deixar mais claro, "por exemplo, a obrigatoriedade de investimentos e melhorias que deverão ser feitos pelo concessionário nos parques da periferia", diz a secretaria.

"A paralisação do edital deve ser rápida e foi publicada agora porque a licitação ocorreria no próximo dia 12. Assm que forem efetuadas as alterações, o edital será republicado e a abertura dos envelopes ocorrerá em 30 dias. Até lá, os grupos interessados terão tempo para se adequarem as alterações fixadas no edital", acrescentou a secretaria de Desestatizações em parceria com a secretaria do Verde e Meio Ambiente. (Fonte: G1)

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    Márcio França 3

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    João Doria

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