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"Vamos mostrar uma nova forma de fazer política", diz Rogério Chequer, pré-candidato do Novo ao governo de São Paulo

"Vamos mostrar uma nova forma de fazer política", diz Rogério Chequer, pré-candidato do Novo ao governo de São Paulo Featured

O Novo não aceita dinheiro do Fundo Partidário e nem financiamento público. Sobrevive somente com contribuições de voluntários que acreditam nas teses do partido

 

Nesta quinta-feira, 19, foi iniciado o Ciclo de Entrevistas – Eleições 2018, em Osasco, promovido pelo jornal Diário da Região em conjunto com a AmeCom (Associação Metropolitana de Comunicação) e com a ADJORI-SP (Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo). E o primeiro entreivistado, hoje, foi Rogério Chequer, pré-candidato do Novo ao governo de São Paulo. A entrevista coletiva foi realizada na sede do Diário da Região, com duração de 1 hora, mesmo tempo que será dado a todos os demais entrevistados. Serão entrevistados também pré-candidatos à Presidência da República. No local, Chequer foi recebido pelo empresário e propriotário do Diário, Vrejhi Sanazar, e pelo presidente da AmeCom, jornalista Euds Consoli Polito.

Rogerio Chequer 2

Rogério Chequer é o fundador do Movimento Vem pra Rua, que promoveu diversas manifestações populares nos últimos e do qual ele se desligou antes de lançar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. "Precisamos sair da nossa zona de conforto para fazermos algo de novo para o Brasil. E estamos no Novo porque vimos que havia convergências de nosas ideias com as propostas dessa legenda que prega uma nova forma de se fazer política", disse Chequer em sua apresentação.

 

Uma dessas novas formas de se fazer política, segundo explicou Rogério Chequer, é uma ligação direta do Novo com eleitorado que acredita em suas proposta, como não aceitar dinheiro do Fundo Partidário. "Nós vamos sobreviver somente com as colaborações de quem acredita em nossas propostas de uma política voltada exclusivamente para o bem da sociedade. Então, não vamos procurar viver com o dinheiro público sem oferecer nada, como todos os demais partidos fazem até hoje. Assim, se o eleitor não estiver mais confiando em nós, ele para de contribuir e, sem verba, o partido morre, some. É disso que o Brasil precisa", enfatizou.

Rogerio Chequer 3

Segundo a assessoria do candidato, o partido tem, atualmente, cerca de 18 mil associados no Brasil que colaboram com R$ 30,00 por mês. O partido participou de sua primeira eleição em 2016, quando elegeu quatro vereadores: um em Belo Horizonte, um no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Porto Alegre.

 

Neste ano, segundo Chequer, o Novo vai lançar candidatos a deputado Estadual e Federal em 20 Estados, a governadores e senadores nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, além do candidato à Presidência da República, que é o empresário João Amoedo.

 

Privatização

Uma das bandeiras do Novo são as privatizações e o enxugamento das máquinas administrativas. "Mas, quando falamos em privatizações, enfatizamos que isso tem que ser feito de acordo com os interesses da população. Precisa-se privatizar, mas, também controlar. Por exemplo, na saúde pública, que está péssima em São Paulo como no Brasil inteiro, podemos terceirizar serviços, como a realização de exames sempre com o objetivo de oferecer um serviço rápido e digno à sociedade. E temos que diminuir também esse estado gigante em todas as áreas que serve somente para fomentar a corrupção na administração pública", disse.

 

Reeleição

O Novo é contra também às reeleições infinitas para todos os cargos. "A política não pode se tornar numa profissão para carreiritas que não pensam no povo. A proposta do Novo é de apenas uma reeleição para todos os cargos de vereador a Presidente da República. Isso já será também um grande golpe na corrupção. E pensamos também que uma boa forma de todas as pessoas serem representadas na política é pelo voto distrital", afirmou Rogério Chequer.

 

A próxima entrevista coletiva do ciclo será com Guilerme Boulos, pré-candidato do PSOL à Presidência da República, marcada para às 13h30 do dia 10 de maio. (Renato Ferreira)

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    Nesta sexta-feira, 13, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou, em sua conta no Twitter, que suspendeu a concessão do Parque Ibirapuera à iniciativa privada. A Prefeitura da Capital, que decidiu pela privatização, afirmou que vai excluir as áreas estaduais e manter o projeto.

    A concessão dos parques de São Paulo foi uma das propostas de maior repercussão da gestão de João Doria (PSDB). O ex-prefeito deixou a Prefeitura em março para se candidatar ao governo do Estado. O vice-prefeito Bruno Cova assumiu o cargo de prefeito.

    Segundo França, existem áreas públicas estaduais no parque e o governo do estado não foi ouvido e envolvido no processo. "Se depender do governo, o Parque Ibirapuera será sempre público!", disse o governador.

    @marciofrancagov
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    No último dia 7 de junho, a Prefeitura de São Paulo suspendeu temporariamente a abertura dos envelopes das propostas para a concessão de seis parques municipais, entre eles o Ibirapuera.

    O adiamento da licitação, segundo a Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias, foi determinada para que o edital possa ser reformulado. A previsão é de que um novo edital seja lançado em cerca de 30 dias. Em seguida, as empresas interessadas poderão apresentar as propostas e se adequarem aos novos projetos.

    O projeto envolve, além da concessão do Ibirapuera, os parques Jacintho Alberto, Eucaliptos, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Lajeado e Jardim Felicidade.

    A nova versão do edital, que ainda será publicada, buscará deixar mais claro, "por exemplo, a obrigatoriedade de investimentos e melhorias que deverão ser feitos pelo concessionário nos parques da periferia", diz a secretaria.

    "A paralisação do edital deve ser rápida e foi publicada agora porque a licitação ocorreria no próximo dia 12. Assm que forem efetuadas as alterações, o edital será republicado e a abertura dos envelopes ocorrerá em 30 dias. Até lá, os grupos interessados terão tempo para se adequarem as alterações fixadas no edital", acrescentou a secretaria de Desestatizações em parceria com a secretaria do Verde e Meio Ambiente. (Fonte: G1)

  • ALÉM DAS PESQUISAS: Empresários que defendem Bolsonaro nas redes sociais

     

    "Pecuarista, advogado, vendedor de picolé: a rede de empresários que se mobiliza pela candidatura de Bolsonaro"

    Matéria de capa da revista Época on-line -

     

    "Além da agenda econômica", empresários de todo Brasil e representantes dos mais diversos ramos de atividades, "veem Bolsonaro como um símbolo de combate à agenda social globalista — a que vem de fora e coloca na sala, segundo eles, desconfortáveis debates, como identidade de gênero, homofobia, xenofobia e afins". Trecho da longa matéria de capa da revista Época sobre a rede formada por empresários que apoiam Bolsonaro e que defendem com afinco a sua candidatura nas redes sociais.

    Outro trecho da matéria: Dono de um cursinho comunitário chamado Saquarema — nome inspirado na alcunha dos membros do Partido Conservador durante o Segundo Reinado (1840- 1889) —, Rodrigo Morais já deu curso de formação de professores em Moçambique, por meio de uma ONG dinamarquesa, morou nos Estados Unidos e deu aulas na rede Objetivo. Simpatiza com a ideia de Bolsonaro de “armar as pessoas de bem”, cujas casas são invadidas por criminosos. “A segurança pública é um problema individual. Primeiro preciso defender minha vida.”

    Trata-se de uma matéria que mostra a realidade atual do Brasil, da visão de grande parte do eleitorado e desta pré-campanha eleitoral no Brasil.

    Quem achava no início que Bolsonaro era um cavalo paraguaio, hoje, deve pensar diferente, pois, trata-se de uma pré-candidatura com todas as credenciais e musculatura eleitoral para figurar no segundo turno representando o centro e a extrema direita.

    Matéria completa aqui: https://glo.bo/2NPpwX1

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