Terça, 21 Maio 2019 | Login
Em entrevista, o presidente disse ainda que o ex-juiz da Lava-Jato será um aliado 'do Brasil'. Bolsonaro falou também sobre Lula, Coaf e prisão em segunda instância.
 
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou neste domingo 12/05, que vai indicar o ministro da Justiça Sérgio Moro para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal no ano que vem, quando o decano da Corte Celso de Melo se aposenta por completar 75 anos.
Em meio a uma ação do Congresso Nacional para retirar o Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos do ex-magistrado, ele afirmou ainda que o ex-magistrado continuará tendo poder sobre os serviços que auxiliam o combate à corrupção e a lavagem de dinheiro, mesmo se o órgão migrar para o Ministério da Economia.
Promessa e compromisso
Ao confirmar que irá cumprir a promessa feita ao ex-juiz – que largou a magistratura após ganhar notoriedade por conduzir a Operação Lava-Jato – para compor seu governo, Bolsonaro afirmou que o indicado será um aliado “do Brasil”. “Fiz um compromisso com ele, porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura, e falei que a primeira vaga que tiver está à sua disposição. Ele vai ter que passar por sabatina técnica e política, mas vou honrar esse compromisso com ele caso queira ir” afirmou o presidente em entrevista ao jornalista Milton Neves, transmitida pela TV Band News e Rádio Bandeirantes.
O presidente disse acreditar que a indicação de Moro, que foi responsável em primeira instância pela condenação que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, será bem recebida pelos brasileiros.
Lula e Coaf
“Acho que a nação toda vai aplaudir um homem desse perfil no Supremo”, disse. Bolsonaro também defendeu a aprovação do pacote anti-crime do ministro e disse acreditar que ela esteja sendo dificultada no Congresso porque “poderia retardar a saída do Lula da cadeia”, disse, desconsiderando o princípio constitucional pelo qual as leis criadas não podem retroagir, a não ser em benefício do réu.
Questionado sobre a mudança no Coaf, Bolsonaro disse que vai trabalhar para que o órgão fique no ministério de Moro, mas admitiu a possibilidade de o Legislativo concretizar a mudança. O presidente disse que o seu partido, PSL, vai defender a manutenção e pedir votação nominal. Com isso, segundo ele, os parlamentares que insistirem na migração da pasta vão ter que arcar com o desgaste.
“Vamos supor que (o Coaf) vá para o Paulo Guedes (ministro da Economia): Ele vai ter linha direta com o Ministério da Justiça, então é uma medida inócua e um desgaste desnecessário porque, precisando de informações, o Moro vai ter, ele vai ter gente no Coaf”, disse.
Bolsonaro, no entanto, defendeu mais controle sobre o Coaf para evitar o vazamento de informações. Recentemente, o órgão tornou pública a movimentação financeira suspeita de R$ 7 milhões do ex-motorista da família. Ele é investigado pelo Ministério Público por suspeita de participar de um esquema de rachadinha que teria sido feito pelo senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando era deputado estadual.
Imposto de Renda
Em conversa descontraída com o apresentador esportivo, Bolsonaro também afirmou que seu governo vai corrigir a tabela do Imposto de renda ainda neste ano. Segundo ele, a orientação já foi passada ao ministro Paulo Guedes.
Bolsonaro também voltou a defender a Reforma da Previdência e o decreto de ampliação do porte de armas. “Sou homem e tenho que defender minha esposa. Se o cara entra na minha casa vai levar chumbo mesmo”, disse. Segundo ele, as mudanças foram propostas por ele por estar confiando nas pessoas e vão ajudar o Brasil a “diminuir a violência”.
O presidente se posicionou contra a volta do imposto sindical e disse que a maioria dos sindicatos só atua em causa própria e atrapalha o Brasil.
Questionado se estariam tentando desgastá-lo para tomar seu lugar, Bolsonaro entendeu a pergunta como uma referência ao vice-presidente, general Hamilton Mourão, e disse que só quem está no cemitério não quer ascensão, mas que acredita que o vice não tenha essa pretensão. “Que tem gente que busca maneira de te minar para ganhar algo lá na frente, sempre existiu e existe no meu governo. A gente vai se preparando e tem que tomar as vacinas para se progredir”, ponderou. (Estado de Minas)
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Em abril o triplex foi invadido por membros do MTST e do Povo Sem Medo em protesto contra a prisão do Lula. Ontem, o imóvel foi arrematado por R$ 2,2 milhões
 
 
No dia 16 de abril deste ano, com o objetivo de defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o juiz Sérgio Moro, dezenas de pessoas dos Movimentos Povo sem Medo e do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), criado por Guiherme Boulos, pré-candidato à Presidência da Repúbica pelo PSOL, invadiram o triplex do condominio Solaris no Guarujá. E pasmem! Os sem teto, pessoas simples usadas como massa de manobra pelos seus líderes, tentaram, inclusive, contestar as provas jurídicas que levaram Lula à prisão, afirmando que o triplex não tinha passado por nenhuma reforma e nem possuía elevador privativo. Mas, de nada adiantou o espetáculo dantesco promovido pelos defensores do ex-presidente. Nesta terça-feira, 15/05, o triplexzinho do Lula, totamente reformado pela empreiteira OAS, foi arrematado pela bagatela de R$ 2 mihões e 200 mil no primeiro dia do leilão autorizado pelo juiz Sérgio Moro.
 
Triplex do Lula 2
 
O novo dono do imóvel mais comentado do país nos últimos meses é o empresário Fernando Costa Gontijo, de 64 anos, de Brasília. Contijo tem três dias para depositar os R$ 2,2 milhões, valor mínimo do imóve estipulado no edital do leilão. Conforme determinou o juiz Moro, esse valor será encaminhado para a Petrobras para ressarcimento dos recursos retirados da empresa no escândalo apurado pela Lava Jato. Segundo Contijo, o seu desejo pelo triplex se justifica pela localização e pela história do imóve. O apartamento tem mais de 200 m² e uma vista privilegiada da orla do Guarujá. Para o empresáro, ele fez um bom negócio.
Fernando Gontijo atua no mercado imobiliário há mais de 30 anos e se diz apolítico. O empresário criou a empresa Guarujá Participações especificamente para comprar o triplex, que foi o pivô envolvendo Lula e a empreteira OAS. Segundo informações, Contijo teve passagem pela Via Engenharia, empresa investigada no chamado mensalão do Distrito Federal, escândalo de 2009 que envolveu o ex-governador do DF, José Roberto Arruda (então, no DEM).
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Nesta segunda-feira, 05/02, o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, marqueteiros do PT, reafirmaram ao juiz federal Sérgio Moro que receberam recursos não contabilizados (caixa 2) em todas as campanhas que participaram, incluindo as do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. O casal, que assinou acordo de delação premiada, prestou depoimento na ação penal que investiga o caso do sítio de Atibaia (SP), na qual Lula é réu.
Ao responder às perguntas feitas pelos representantes do Ministério Público Federal (MPF) na audiência, Mônica reafirmou que os recursos que receberam como pagamento do trabalho de marketing nas campanhas eram entregues em mãos e por meio de depósitos no exterior. As transferências eram enviadas para uma conta que João Santana mantinha na Suíça, destinada a receber valores de caixa 2.
“Não existe campanha política no Brasil sem dinheiro não contabilizado, caixa 2. Não se faz. Se alguém disser que faz, não está falando a verdade”, disse Mônica.
Segundo Mônica Moura, na campanha à reeleição de Lula em 2006, os serviços dos maqueteiros custaram cerca de R$ 18 milhões, mas somente R$ 8 milhões foram pagos pelas vias oficiais.
Durante o depoimento, Mônica Moura também afirmou que não tratava de questões financeiras de campanha com o ex-presidente Lula, mas com o ex-ministro Antônio Palocci. “Nunca falei de dinheiro com o presidente Lula”, afirmou.
João Santana também reafirmou que parte dos recursos da campanha foram pagos pela empreiteira Odebrecht, mas disse que não tinha conhecimento da suposta origem em contratos desviados da Petrobras, conforme denúncia do MPF. “Era um dinheiro que vinha da Odebrecht, como se fosse ajuda de campanha, ajuda política da Odebrecht”.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), a Odebrecht e a OAS pagaram reformas feitas no sítio de Atibaia, utilizado por Lula e pela família dele, com recursos desviados de contratos superfaturados da Petrobras. (Fonte: Agência Brasil)
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