Sexta, 19 Julho 2019 | Login

 Renato Ferreira -

Até as décadas de 1950, 60 e 70, os brasileiros ainda podiam se orgulhar de suas escolas públicas. Eram instituições comprometidas com a boa educação, onde pobres e ricos contavam com professores respeitados, bem remunerados e competentes.

Mas, infelizmente, isso foi mudando ao longo do tempo, principalmente, após a redemocratização, quando milhões de brasileiros foram às ruas pedir mais liberdade, principalmente, reivindicar o direito de poder votar e ter eleições diretas para Presidente da República.

Ganhamos o direito de eleger os nossos Presidentes e Governadores, porém, ganhamos também uma cruel e injusta pirâmide educacional.

Há décadas, nossas crianças e adolescentes pobres, filhos de trabalhadores e operários, estudam em escola pública de péssima qualidade com professores mal remunerados e que até apanham de alunos. Depois, adolescentes ainda ou já adultos, vão trabalhar para sobreviver e, se puderem, pagam uma faculdade particular de fundo de quintal. E com pouco conhecimento, uma vez que não tiveram boa base educacional, vão continuar sendo empregados e dominados para o resto da vida.

Por outro lado, as crianças e adolescentes ricos, filhos de milionários e de políticos corruptos, estudam em escolas particulares com professores bem remunerados e respeitados. Depois, como não precisam de trabalhar, claro, vão para as melhores Universidades Públicas mantidas com recursos dos trabalhadores. Os próprios colégios particulares exploram esse dado como propaganda, informando a cada ano a quantidade de seus alunos aprovados nas melhores Universidades Públicas do país.

O resultado dessa cruel e injusta pirâmide educacional não poderia ser outra, senão esta: só ricos se formam nos melhores cursos das Universidades Públicas. Se formam doutores em todas as áreas do conhecimento e serão os atores principais da sociedade, enquanto os pobres continuam apenas como coadjuvantes do circo e trabalhadores mal remunerados.

Devido a essa triste e dura realidade, surge o inevitável discurso de sempre: o Brasil é um país de grandes desigualdades sociais. Aqui, com raríssimas e honrosas exceções, não vemos pobres e, principalmente, negros pobres em postos-chave e importantes da sociedade, como juízes, médicos, ministros, economistas, sociólogos e cientistas. E lógico, o poder aquisitivo individual será sempre equivalente ao nível intelectual e de conhecimento técnico das pessoas. Isso é fato.

E esse quadro parece ser impossível de ser mudado. Pois, quando aparece alguém no poder que coloca o dedo na ferida, mostrando o buraco e o caos brasileiro com o objetivo de investir mais no ensino básico e inverter essa pirâmide, aparecem os chefes da fajuta esquerda brasileira e os canhotinhos revoltados acusando o governo de fascista e autoritário.

A prova disso são as manifestações desta quarta-feira, 15, formadas por estudantes e parlamentares da 'esquerda', sob o pretexto de protestarem contra os 'cortes de verbas na educação'. Só que esses manifestantes aparecem nesses atos empunhando bandeiras vermelhas e apenas com palavras de ordem contra o governo.

São verdadeiras massas de manobras, formadas por inocentes úteis, a serviço de quem torce contra o Brasil e de quem não quer mudar o quadro atual. Assim, os pobres continuarão a estudar de graça no ensino básico como um favor dos governos, enquanto os ricos continuarão a ter acesso livre e gratuito nos melhores cursos superiores.

Erros grotescos

Faixa de protesto 2

Faixa de protesto

Outra prova de que as manifestações de hoje são puramente atos de protestos  políticos contra o atual governo e não manifestações sérias em busca de uma melhor edudação para o Brasil é que esses mesmos vermelhinhos, que hoje estão nas ruas fazendo badernas e até queimando ônibus, como aconteceu no Rio de Janeiro, não se manifestaram quando os petistas Lula e Dima cortaram um volume muito maior de recursos na Educação do que a proposta deste governo. São, infelizmente, em sua maioria, alunos e professores oriundos da nefasta "Patria Educadora" do PT, que cometem os mais grotescos erros de Português numa simples faixa de protesto com uma frase, como estas: "Mecheu com a Educação, mecheu com todos", ou "Só a Educação nos trazerá crescimento". Pobre Brasil! (Renato Ferreira)

Published in Geral

Professores protestam contra projeto da Previdência. Suplicy abraça-se a uma mulher que estava sendo retirada por Guardas Municipais

 

Além do calor insuportável desta sexta-feira, 21/12, em São Paulo, o clima está também elevadíssimo no Plenário e nas galerias da Câmara Municipal da Capital. Os vereadores estão votando o SampaPrev, projeto enviado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), que trata de mudança na Previdência dos servidores municipais.

Há poucos minutos, professores revoltados com a proposta do Executivo tentaram falar, mas, como houve um grande tumulto, eles foram impedidos pela direção da Casa. O Projeto provoca também discussões entres situação e oposição.

Como o clima esquentou de vez, os guardas municipais foram chamados para retirar os mais exaltados do Plenário, como mostramos neste vídeo em primeira mão.

Em determinado momento, o vereador Eduardo Suplicy (PT) abraçou uma mulher e a retirou das mãos dos policiais. A suspensão da sessão chegou, inclusive, a ser proposta, mas, prosseguiu após os ânimos ficarem mais calmos.

Hoje, os vereadores paulistanos estão tentando aprovar o SampaPrev em primeira votação, para posteriormente, fazer a segunda e também aprovar o Orçamento de 2019, provavelmente no dia 26.

Entenda o SampaPrev

Alegando que há um rombo no orçamento de São Paulo, principalmente, para garantir as futuras aposentadorias, o então prefeito João Doria (PSDB), elaborou o Projeto SampaPrev para garantir recursos para a aposentadoria.

Assim, o Executivo paulistano propõem que todos os servidores passem a contribuir com no mínimo 14%, sendo que atualmente a alíquota é de 11%. Essa é a principal mudança no sistema de aposentaria e também que vem causando os protestos dos servidores municipais de São Paulo. Hoje a prefeitura tem a obrigação de contribuir com 22%, o dobro da contribuição dos servidores. (Renato Ferreira)

Published in Política

Dívida do governo Fernando Pimentel com os municípios já ultrapassa os R$ 10,5 bilhões. Frente Nacional de Prefeitos divulgou carta em que repudia atraso de verbas. Prefeitos pedem intervenção Federal no Estado

 

A cada dia piora a situação do governador mineiro, o petista Fernando Pimentel, não somente em relação aos servidores públicos do Estado, mas, também com os Prefeitos. Nesta terça-feira, 27/11, prefeitos e servidores estaduais fizeram um protesto contra a gestão de Fernando Pimentel e pediram aos deputados estaduais apoio na luta pelo dinheiro dos municípios.

Fernando Pimentel

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) divulgou nota, nesta terça-feira, em que repudia a retenção de recursos dos municípios pelo governo de Fernando Pimentel (PT). Servidores públicos e prefeitos também fizeram um protesto durante a manhã na porta da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.

Dados da Associação Mineira de Municípios (AMM) apontam que a dívida com as prefeituras já ultrapassa R$ 10,5 bilhões em IPVA, ICMS, multas de trânsito, Fundeb, transporte escolar e assistência social. “Essa situação, que afronta a essência do sistema federativo brasileiro, impõe aos municípios e, consequentemente, à população, gravíssimos prejuízos na prestação de serviços públicos fundamentais”, diz trecho da nota.

O texto foi aprovado em assembleia geral da FNP realizada nesta terça-feira, em São Caetano do Sul, São Paulo. Os prefeitos lembram que o ato do governo mineiro é passível de intervenção federal, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

“Os prefeitos e prefeitas dos municípios brasileiros exigem respeito aos princípios constitucionais, ao pacto federativo e, principalmente, à população mineira”, encerra a nota.

Na semana passada, o presidente da AMM, Julvan Lacerda, entregou ao presidente Michel Temer (MDB) um pedido de intervenção em Minas Gerais. Prefeitos da região dos vales do Jequitinhonha e Mucuri também recorreram ao Ministério Público do Estado (MPE) para pedir que o órgão atue junto ao Judiciário e Executivo para garantir o repasse de verbas para os municípios.

O grupo protocolou um ofício requerendo que o MP estadual convoque o governo mineiro para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a regularizar os repasses e apresentar um cronograma de pagamento dos valores devidos. Além disso, solicitam que o MP encaminhe ao Tribunal de Justiça (TJ) um pedido de intervenção no Estado.

Os prefeitos querem ainda que o MP estadual ajuize uma ação direta de inconstitucionalidade (adin) contra o decreto 47.296/17, assinado por Fernando Pimentel, que destina ao caixa único do estado 100% da arrecadação com o IPVA. A Constituição Federal determina que 25% do que é arrecadado com o imposto deve ser destinado aos municípios. (Estado de Minas - Portal UAI)

Published in Política

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.