Segunda, 18 Junho 2018 | Login

 

Aos poucos, porém, ainda longe do ideal, o Brasil está voltando aos trilhos do desenvolvimento econômico. Depois de três anos seguidos fechando no vermelho, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 em alta de 2,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a indústria do país teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%.

 

No entanto, apesar desse resultado positivo, a indústria ainda está longe de atingir o patamar que já havia produzido. "Quando a gente compara o patamar de produção, estamos ainda 13,8% distantes do pico da série histórica, observado em junho de 2013. Mas esse distanciamento já foi bem superior. Em fevereiro de 2016, por exemplo, essa distância era de 21,6%", disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo. 

 

No último mês de dezembro, o setor registrou alta de 2,8% em relação a novembro - a maior desde junho de 2013, quando chegou a 3,5%. No geral do ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que registrou um crescimento de 17,2%.

 

No setor automotivo, conforme os dados, a expansão foi puxada pela exportação recorde de 762 mil veículos e por aquisições de empresas e taxistas no mercado interno. As vendas no varejo, para o consumidor comum, ainda não se recuperaram, segundo dados da Fenabrave. Em seguida, vêm os seguintes da economia:indústrias extrativas (4,6%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (19,6%), Metalurgia (4,7%), Produtos alimentícios (1,1%, )Produtos de borracha e de material plástico (4,5%), Celulose, papel e produtos de papel (3,3%), Máquinas e equipamentos (2,6%), Produtos do fumo (20,4%). Dentre as sete atividades com queda na produção, a indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 4,1%, contribuindo negativamente para o resultado geral da indústria.

 

Já entre as grandes categorias econômicas, os destaques partiram de bens de consumo duráveis (13,3%) - impulsionada pela fabricação de automóveis e eletrodomésticos - e bens de capital (6%), sob influência do aumento da produção de equipamentos de transporte (7,9%), de uso misto (18,8%) e para construção (40,1%). Ainda segundo Macedo, o bom resultado do setor industrial em 2017 teve como principal destaque a categoria de bens de capital, que registrou oito meses consecutivos de resultados positivos no ano.

 

"Nesses oito meses seguidos de alta, Bens de Capital acumula uma expansão de 12,4%", apontou.À exceção dos meses de março e agosto, quando a indústria recuou, respectivamente 1,5% e 0,3%, todos os demais tiveram resultados positivos para a produção industrial do país. Macedo ponderou que isto é um indicador da recuperação do setor que, segundo ele, ocorre de maneira "lenta e gradual".Último mês do ano.

 

E na comparação de dezembro contra novembro de 2017, quem também puxou o avanço de 7,4% da indústria foi a prododuçãp de veículos automotores, reboques e carrocerias. A indúsdria de produtos alimentícios (3,3%), também contribuiu, avançaram pelo segundo mês consecutivo. Outras ramos que contribuíram também são as indústrias de produtos de borracha e material plástico (6,9%), de metalurgia (4,2%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (10,3%), entre outros. Nessa base de comparação, reduziram a produção: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,1%) e indústrias extrativas (-1,5%). (Fonte: G1)

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