Terça, 21 Maio 2019 | Login

 Renato Ferreira -

Até as décadas de 1950, 60 e 70, os brasileiros ainda podiam se orgulhar de suas escolas públicas. Eram instituições comprometidas com a boa educação, onde pobres e ricos contavam com professores respeitados, bem remunerados e competentes.

Mas, infelizmente, isso foi mudando ao longo do tempo, principalmente, após a redemocratização, quando milhões de brasileiros foram às ruas pedir mais liberdade, principalmente, reivindicar o direito de poder votar e ter eleições diretas para Presidente da República.

Ganhamos o direito de eleger os nossos Presidentes e Governadores, porém, ganhamos também uma cruel e injusta pirâmide educacional.

Há décadas, nossas crianças e adolescentes pobres, filhos de trabalhadores e operários, estudam em escola pública de péssima qualidade com professores mal remunerados e que até apanham de alunos. Depois, adolescentes ainda ou já adultos, vão trabalhar para sobreviver e, se puderem, pagam uma faculdade particular de fundo de quintal. E com pouco conhecimento, uma vez que não tiveram boa base educacional, vão continuar sendo empregados e dominados para o resto da vida.

Por outro lado, as crianças e adolescentes ricos, filhos de milionários e de políticos corruptos, estudam em escolas particulares com professores bem remunerados e respeitados. Depois, como não precisam de trabalhar, claro, vão para as melhores Universidades Públicas mantidas com recursos dos trabalhadores. Os próprios colégios particulares exploram esse dado como propaganda, informando a cada ano a quantidade de seus alunos aprovados nas melhores Universidades Públicas do país.

O resultado dessa cruel e injusta pirâmide educacional não poderia ser outra, senão esta: só ricos se formam nos melhores cursos das Universidades Públicas. Se formam doutores em todas as áreas do conhecimento e serão os atores principais da sociedade, enquanto os pobres continuam apenas como coadjuvantes do circo e trabalhadores mal remunerados.

Devido a essa triste e dura realidade, surge o inevitável discurso de sempre: o Brasil é um país de grandes desigualdades sociais. Aqui, com raríssimas e honrosas exceções, não vemos pobres e, principalmente, negros pobres em postos-chave e importantes da sociedade, como juízes, médicos, ministros, economistas, sociólogos e cientistas. E lógico, o poder aquisitivo individual será sempre equivalente ao nível intelectual e de conhecimento técnico das pessoas. Isso é fato.

E esse quadro parece ser impossível de ser mudado. Pois, quando aparece alguém no poder que coloca o dedo na ferida, mostrando o buraco e o caos brasileiro com o objetivo de investir mais no ensino básico e inverter essa pirâmide, aparecem os chefes da fajuta esquerda brasileira e os canhotinhos revoltados acusando o governo de fascista e autoritário.

A prova disso são as manifestações desta quarta-feira, 15, formadas por estudantes e parlamentares da 'esquerda', sob o pretexto de protestarem contra os 'cortes de verbas na educação'. Só que esses manifestantes aparecem nesses atos empunhando bandeiras vermelhas e apenas com palavras de ordem contra o governo.

São verdadeiras massas de manobras, formadas por inocentes úteis, a serviço de quem torce contra o Brasil e de quem não quer mudar o quadro atual. Assim, os pobres continuarão a estudar de graça no ensino básico como um favor dos governos, enquanto os ricos continuarão a ter acesso livre e gratuito nos melhores cursos superiores.

Erros grotescos

Faixa de protesto 2

Faixa de protesto

Outra prova de que as manifestações de hoje são puramente atos de protestos  políticos contra o atual governo e não manifestações sérias em busca de uma melhor edudação para o Brasil é que esses mesmos vermelhinhos, que hoje estão nas ruas fazendo badernas e até queimando ônibus, como aconteceu no Rio de Janeiro, não se manifestaram quando os petistas Lula e Dima cortaram um volume muito maior de recursos na Educação do que a proposta deste governo. São, infelizmente, em sua maioria, alunos e professores oriundos da nefasta "Patria Educadora" do PT, que cometem os mais grotescos erros de Português numa simples faixa de protesto com uma frase, como estas: "Mecheu com a Educação, mecheu com todos", ou "Só a Educação nos trazerá crescimento". Pobre Brasil! (Renato Ferreira)

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