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Segundo a Prefeitura, trens com passageiros da Linha 9-Esmeralda terão de circular a 20km/h por tempo indeterminado em trecho perto de viaduto que cedeu

 

(G1) Após testes na manhã deste domingo (18), equipes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Prefeitura liberaram a circulação de trens com passageiros da Linha 9-Esmeralda ao lado do viaduto que cedeu 2 metros na Marginal Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, na última quinta-feira (15). A única restrição é de que as composições terão de passar com velocidade reduzida pelo trecho do incidente (sabia mais abaixo).

O viaduto está localizado na pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido da Rodovia Castello Branco, em frente ao Parque Villa-Lobos. A Polícia investiga as causas do incidente.

Vinte quilômetros de extensão da via que cedeu continuam interditados por tempo indeterminado. As duas estações de trens que ficam ao lado da Marginal Pinheiros e estavam fechadas desde o incidente foram liberadas no final desta manhã.

Veja caminhos alternativos por causa de trecho interditado da Marginal Pinheiros

Antes da liberação foram feitos dois testes com composições vazias, só com maquinistas. Eles passaram num trilho próximo ao trecho interditado da Marginal Pinheiros para saber como o viaduto se comportava. Enquanto isso, foram usados equipamentos que mediram a vibração na estrutura de concreto durante a passagem dos trens.

“As oscilações que se apresentaram estavam dentro do esperado, então nós estamos liberando o transporte já com passageiros”, disse Vitor Aly, secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) da Prefeitura.

Segundo ele, a pedido da Prefeitura, os trens da CPTM terão de circular com a velocidade reduzida, a 20km/h (a velocidade média seria em torno de 60 km/h), por tempo indeterminado. Esse monitoramento será feito por tempo integral. “Já está toda ela sinalizada, inclusive com radares de velocidade para que nenhum operador passe dessa velocidade”, falou Aly.

Desse modo, as estações Cidade-Universitária e Villa-Lobos/Jaguaré, que tinham sido fechadas, foram reabertas aos passageiros, bem como os trens voltaram a circular nos trilhos. Também foi liberada a circulação de trens em toda a extensão entre as estações Pinheiros e Ceasa.

As estações chegaram a ser interditadas por causa do risco de desabamento no viaduto, que é monitorado 24 horas por dia por técnicos. Parte da pista cedeu e deixou um degrau de 2 metros de altura na via na quinta passada.

Cinco veículos ficaram danificados por causa do desnível. Apenas um dos ocupantes dos veículos teve escoriações. O viaduto está localizado na pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido da rodovia Castello Branco, em frente ao Parque Villa-Lobos.

Nesta manhã de domingo, equipes dectaram um aumento de 3 milímetros nesse desnível. Antes, eles já tinham registrado uma oscilação no mesmo ponto: 1 centímetro do lado direito do viaduto e 1,2 centímetro do lado esquerdo da via. Isso ocorreu por causa da mudança de temperatura na cidade.

“As variações estão dentro do esperado. Uma estrutura de uma ponte não é rigida, ela se movimenta. Ela precisa se movimentar, senão vai à ruína. Dessa manhã a movimentação foi de três milímetros”, disse Aly.

Próximos passos
De acordo com o secretário de infraestrutura, ainda na tarde deste domingo (19) a equipe que atua no local deve fazer o que tecnicamente é chamado de “janela” na estrutura que cedeu. Na prática, será feito um buraco em um pedaço do viaduto para conseguir ver como está internamente.

“A nossa ideia é abrir uma janela hoje para fazer uma vistoria visual. Pra ver que condições as pessoas que vão trabalhar dentro da estrutura a partir da semana que vem vão poder ter em termos de acesso. É só para dizer o seguinte: tem uma janela interna que a gente possa passar? Vou conseguir passar por dentro da estrutura sem ter que abrir outra janela?", detalhou Aly.

Nas últimas horas foram feitos estudos do solo que sustenta o viaduto para identificar a resistência e planejar o local onde as estacas serão colocadas para, posteriormente, dar início ao processo de alinhamento do viaduto.

“Estamos dando andamento da escavação da estaca-prova. A estaca-prova vai nos dizer a que profundidade nós vamos ter de fundação para que a gente construa o bloco de reação onde vamos posicionar o macaco para aliviar, e alinhar novamente a estrutura”.

CET e bloqueio de vias
Segundo o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, a CET elabora alternativas para melhorar a fluidez do trânsito por conta das interdições provocadas pelo incidente.

A pista expressa está completamente interditada por tempo indeterminado no sentido Castello Branco, desde a Ponte Transamérica até a Ponte do Jaguaré, para as obras de recuperação.

"Hoje estamos trabalhando na abertura definitiva do acesso à [Rodovia] Castello Branco na altura do Cadeião de Pinheiros. Outras obras vão ser feitas ao longo dos próximos dias para aumentar a capacidade de interação entre a pista expressa, que está fechada, e a pista local", disse João Octaviano Machado Neto.

Ainda segundo o secretário, equipes da Companhia passaram a última noite fazendo medições para evitar o efeito funil - que os carros fiquem represados na pista expressa.

"Estamos estudando a possibilidade de abrir os canteiros para melhorar a conexão entre a pista expressa e a local".

O plano da Prefeitura é conseguir liberar o maior trecho possível dos 20km de bloqueio até quarta-feira (22), quando o tráfego voltará a ficar intenso após o término do feriado.

Perícia

Viaduto que cedeu

Técnicos ainda apuram o que fez o viaduto da Marginal Pinheiros ceder. Mas as primeiras análises do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica sugerem um problema nos chamados travesseiros ou colchões de neoprene, que têm função semelhante a de um "amortecimento" para a estrutura de concreto de viadutos.

O material é super resistente, pode durar até cem anos se tiver boa manutenção. Mas no caso do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros, o travesseiro deveria ter uma espessura bem maior.

É o que avalia o engenheiro Catão Francisco Ribeiro, que já projetou mais de quatro mil pontes, entre elas a Estaiada.

“O aparelho de apoio já estava inoperante, estava comprometido pela durabilidade porque ele era muito baixinho para a deformação que ele tinha que suportar. Então ele foi subdimensionado. Quando o projeto foi concebido com neoprene muito baixo, ele teria que ser bem mais alto para suportar a deformação”, disse o engenheiro Ribeiro.

Encontramos um amortecimento semelhante em uma ponte no Rodoanel. Os travesseiros costumam ficar escondidos em frestas com em uma ponte na via. Parecem só um detalhe perto da imensidão de um viaduto, mas são essas peças que ajudam a dar estabilidade às estruturas de concreto.

E o nome traduz bem as várias funções que elas têm: amortecer a vibração provocada pela passagem dos carros, suportar a dilatação e a contração natural do concreto e ainda evitar o contato direto das estruturas de concreto.

O engenheiro diz ainda que os pilares que sustentam o viaduto tinham que ser maiores para apoiar melhor a pista, que ele chama de superestrutura.

“Nessa circunstância que o pilar é pequeno é que a parte da superestrutura sai de cima do pilar ou fica bem na quina. Você tem uma situação em que você está com a superestrutura aqui, o pilar está aqui e ela fica na quina, quebra e cai”, disse Ribeiro. (G1)

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Desde a inauguração, em fevereiro de 2010, um total de 3.547.673 ciclistas já percorreram a via; o funcionamento é diário, das 5h30 às 18h30
 
 
Sem dúvida, uma das mais importantes obras para o paulistano, construída pelo governo do Estado nos últimos anos, foi a ciclovia do Rio Pinheiros. O número de ciclistas que utilizam a Ciclovia Rio Pinheiros da CPTM vem aumentando a cada ano. Em 2017, foram 470.299, um aumento de 17% em relação a 2016. Desde a inauguração, em fevereiro de 2010, um total de 3.547.673 ciclistas já percorreram a via.

Aos finais de semana, são cerca de 2 mil pessoas pedalando, com média mensal de 35 mil bikes.  O funcionamento é diário, das 5h30 às 18h30, inclusive feriados. Durante o horário de verão, o horário é ampliado, das 5h às 19h30.

O mês que mais atraiu ciclistas foi o de setembro, com 48.616 entradas. Nessa época, o clima ficou mais ameno em relação ao frio dos meses anteriores e ocorreu o evento Shimano Fest, que contou com a participação de vários apaixonados pela “magrela”.

Localizada entre as margens do rio Pinheiros e a Linha 9-Esmeralda da CPTM, a ciclovia se estende da estação Villa-Lobos-Jaguaré até a av. Miguel Yunes, entre as estações Jurubatuba e Autódromo. Ao todo, são seis acessos: um pela av. Miguel Yunes, nº 620; quatro junto às estações Jurubatuba, Santo Amaro, Vila Olímpia e Cidade Universitária; e o sexto pela ciclopassarela da Prefeitura nas proximidades da ponte Cidade Jardim (Parque do Povo).

A ciclovia tem como diferencial seis pontos de apoio com banheiro, bebedouro e atendimento ao longo do percurso: av. Miguel Yunes, Santo Amaro, Vila Olímpia, Cidade Jardim, Cidade Universitária e Villa-Lobos/Jaguaré. Além disso, há um estacionamento para carros com 45 vagas, no acesso pela av. Miguel Yunes.

Por conta das obras de implantação da Linha 17-Ouro, a ciclovia está fechada entre as Estações Vila Olímpia e Granja Julieta (ponte João Dias). A alternativa para os usuários é a via aberta provisoriamente pelo Metrô na outra margem do Rio Pinheiros, com transposições nas pontes João Dias e Cidade Jardim.

Bikes nos trens
Outra forma de incentivo ao uso de bicicletas é a permissão do acesso de ciclistas nos trens da CPTM, de segunda a sexta-feira, das 20h30 até o encerramento da operação; aos sábados, a partir das 14h e aos domingos e feriados, durante todo período operacional, das 4h à meia-noite.

Os ciclistas também dispõem de 31 bicicletários ao lado das estações da CPTM, com 7.934 vagas. Desse total, 28 são de responsabilidade da Companhia. O bicicletário de Santo André é administrado pela EMTU, e o de Pinheiros pela Via 4. Todos gratuitos. A única exceção é o bicicletário de Mauá, que é administrado pela associação de ciclistas Askobike, e cobra mensalidade de R$ 25 dos sócios e diária de R$ 3 de eventuais usuários. (Secretaria de Comunicação)

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