Sábado, 21 Setembro 2019 | Login

Aplaudido pela multidão na Arena, Bolsonaro seguiu para a festa de Peão depois de visitar obras no hospital de câncer da cidade.

 

Enquanto a oposição não dá trégua e tenta a todo custo desestabilizar o Governo, ignorando os feitos positivos, o Presidente Bolsonaro vem conquistando apoio nos mais diversos segmentos sociais. Neste sábado, 17/08, no rodeio de Barretos, ele cavalgou, discursou e foi aplaudido por uma plateia de mais de 30 mil pessoas.
Considerado o maior evento do tipo no país, no rodeio de Barretos, a tradição manda que no último dia de competições, os peões campeões de suas categorias devem circular pela arena montados em seus cavalos.
E como um "campeão", sob os aplausos da multidão na Arena, Jair Bolsonaro seguiu o script. Ele foi festa depois de visitar obras de um hospital da cidade e participar do típico jantar da queima do alho. Passava das 21h30m quando o presidente desceu do palco onde havia assinado decreto para flexibilizar as regras de rodeios e foi para o centro da arena.
Montando o "Mito"
Bolsonaro em Barretos 2
De camisa branca e calça jeans, deu duas voltas galopando o "Mito", um cavalo da raça quarto de milha, a mais rápida do mundo — alguns alcançam 80 quilômetros por hora. Este é o quarto ano consecutivo em que Bolsonaro põe os pés na arena lamacenta de Barretos, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1985.
Neste ano, na condição de presidente da República, ele foi agradecer pelo apoio recebido na campanha do ano passado. E retribuir: justamente com o decreto presidencial que torna sem efeito leis aprovadas por vereadores de diferentes cidades que impedem a prática, sob alegação de maus-tratos a animais. Em Barretos, uma lei municipal proíbe, desde 2006, atividades como a Prova do Laço.
"Respeito todas as instituições, mas lealdade eu devo a você. O Brasil está acima de tudo. Neste momento em que muitos criticam a festa de peões e a vaquejada, quero dizer com muito orgulho, estou com vocês. Não existe politicamente correto. Existe o que precisa ser feito", disse o Presidente.
Apoio à Festa do Peão
Bolsonaro em Barretos 3
No palco, ao lado de autoridades e representantes da festa, Bolsonaro fechou os olhos no momento da oração. Junto do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e de Ricardo da Rocha, presidente do Independentes, grupo organizador da Festa de Peão de Barretos, ele saudou o público fazendo com as mãos o gesto de como se estivesse apontando uma arma.
Em alto e bom som, o locutor de rodeios Cuiabanno Lima clamava a plateia a aplaudir “o simplão da República” que, segundo ele, estava ali para provar que não é “um presidente Vaselina”. Ou seja, em suas palavras, estava de fato comprometido com as causas dos apoiadores de rodeios e vaquejadas.
"Infelizmente existem ONGs que não sabem da verdade. A gente faz um desafio: pode trazer qualquer ONG aqui pra dentro de Barretos pra assistir o rodeio daqui. Temos mais de 100 veterinários. Na hora em que o animal entra ele é inspecionado. Fazemos tudo dentro da lei. Não é qualquer um que dá a cara pra bater (pelos rodeios)", disse o Presidente.
A plateia respondeu acendendo a luz dos celulares e, braços ao alto em homenagem ao presidente, entoou refrãos de "Vai Valer a Pena", sucesso gospel da banda de rock cristão Livres para Adorar. Diz um dos trechos da canção: "Não compreendo os Teus caminhos, mas Te darei a minha canção".
A festa seguiu adiante, e Bolsonaro recebeu de presente duas grandes fivelas pretas, típicas da vestimenta de quem compete por ali. Quem entregou foi a rainha da festa em 2019, Larissa Ferreira, acompanhada da princesa, Jhennyffer Pyetra, que, por sua vez, entregou um chapéu branco tradicional. (Informações de O Globo).
Published in Política

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