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Ex-vice-presidente da Argentina é preso por corrupção

Ex-vice-presidente da Argentina é preso por corrupção Featured

Amado Boudou, vice de Cristina Kirchner, é a segunda grande liderança do antigo governo argentino preso nos últimos dias

 

Além de outras caracteristicas parecidas, Brasil e Argentina convivem há anos também com um problema comum: a corrupção na política. Nesta sexta-feira (03/11), Amado Boudou, ex-vice-presidente da Argentina, foi preso em Buenos Aires, sob acusação de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, segundo informam veículos de comunicação do país vizinho. O político é a segunda grande liderança da ex-presidente Cristina Kirchner, de quem foi o número 2 de 2011 a 2015, presa nos últimos dias. No dia 25 de outubro, o ex-ministro do Planejamento de Kirchner, Julio De Vido, foi preso também acusado de corrupção.

Conforme a própria polícia gravou, ela prendeu Boudou e seu sócio José Maria de Nuñez Carmona em Porto Madero, bairro de classe alta da capital argentina, por suspeitas de corrupção. Conforme as investigações, as acusações são referentes ao período no qual ele ocupou o cargo de ministro da Economia entre 2009 e 2011, no primeiro mandato de Kirchner, informa a rede alemã DW.

Segundo o juiz Ariel Lijo, que assinou o mandato de detenção, Boudou foi detido provisoriamente para não atrapalhar o andamento das investigações. O advogado do acusado, Eduardo Durañona, afirmou estar “surpreso” com a prisão do ex-vice-presidente. O advogado citou o fato de Boudou ter sua saída do país autorizada pelo Congresso, “pois não havia a possibilidade de criar obstáculos ao caso ou de fugir”, disse ao canal C5N, conforme informou o jornal argentino La Nación.

Cristina Kirchner

A ex-presidente Cristina Kirchner, eleita senadora há poucos dias, está fora dessa acusação que levou seu vice à prisão. Porém, Kirchner também responde a vários processos por corrução na Argentina. No dia 22 de outubro, a coalizão Cambiemos, do presidente Maurício Macrivenceu as eleições legislativas na Argentina. O candidato do grupo de Macri, Esteban Bullrich, foi eleito com mais de 41,3% dos votos, enquanto a ex-presidente Cristina Kirchner foi eleita com 37,2% na disputa de três vagas pelo Senado na província de Buenos Aires.

Cristina, que sucedeu seu marido Nestor Kirchner, além de ter quebrado a Argentina, deixando o país numa tremenda crise política, social e econômica, teve também como marca negativa de seu governo a perseguição à imprensa, sobretudo, à imprensa que criticava o seu governo. Baixou medidas de censura, que poderiam ter fechado veículos centenários da Argentina como o Jornal El Clarin, caso o grupo de Kirchner continuasse mandando no país. Aqui no Brasil, Cristina Kirchner sempre teve apoio dos governos petistas, dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. (Com informações de Veja)

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