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FAMÍLIA: Psicóloga faz alerta aos pais sobre o Youtuber Felipe Neto: "Péssima influência"

FAMÍLIA: Psicóloga faz alerta aos pais sobre o Youtuber Felipe Neto: "Péssima influência" Featured

"Eduquem seus filhos, não permitam que séries, blogs, digam aos seus filhos como agir ou pensar", alerta a psicóloga Marisa Lobo.
 
Após a decisão da prefeitura do Rio de Janeiro de mandar recolher gibis infantis com temáticas LGBTs, expostos para venda na Bienal do Livro, no início de setembro, o Youtuber Filipe Neto, que possui milhões de seguidores nas redes sociais, chamou atenção ao anunciar a compra de 14 mil exemplares do material para a distribuição gratuita na feira.
Com o anúncio, Felipe Neto se tornou alvo de críticas não apenas de autoridades políticas, mas também de pais, mães e profissionais de saúde, como a psicóloga, escritora e palestrante Marisa Lobo, que viram nele uma figura com o potencial de influenciar negativamente crianças e adolescentes.
"Como Psicóloga recomendei em um evento para 1.000 mulheres em São Luis do Maranhão (Ad.Tirirical) para os pais monitorarem os canais e conteúdos de youtube e não permitirem que seus filhos assistam principalmente FelipeNeto", escreveu Marisa Lobo em suas redes sociais.
Marisa Lobo viaja o Brasil inteiro dando palestras sobre temas relacionados à família, educação, sexualidade e suicídio. Ela afirmou que fará o mesmo alerta nos eventos seguintes. "Além desse evento onde palestrei sobre Sexualidade, em outro evento de família a orientação foi a mesma", contou a psicóloga.
"Desde que soube da influência que esse blogueiro exerce sobre as crianças, há 2 anos, resolvi assistir e confesso, fiquei indignada e preocupada com as temáticas e narrativas do blogueiro, desde então, em todas minhas agendas tenho recomentado aos pais e alertado aos jovens para abolir de suas lista Felipe Neto, por considerá-lo uma péssima influência", destacou Marisa.
Segundo a psicóloga, Felipe Neto "ensina crianças falarem palavrão, desrespeitar os pais na tentativa de promover claramente os movimentos lgbtts, erotizando e por vezes desconstruindo a moral, as tradições das crianças". Marisa Lobo não está sozinha em sua opinião.
Nos últimos dias, a hastag #PaisContraFelipeNeto ficou no topo das mais citadas no Twitter. Em uma matéria publicada pelo portal R7, assinada pela jornalista internacional Patrícia Lages, ela destaca que Felipe Neto "grita, xinga, fala palavrões como vírgulas, incita o bullying e, além disso, revira os olhos e ataca quem pensa diferente dele".
"Não satisfeito com isso, costumeiramente Felipe Neto dita as regras do que seus seguidores devem fazer, com a autoridade de quem sabe que tem controle sobre eles", destaca Lages. "Há um vídeo em que ele orienta seus seguidores menores de idade a criarem uma conta falsa no YouTube para poderem assistir conteúdos para maiores de 18 anos", acrescenta.
Marisa Lobo, por sua vez, ressalta que "alguns pais estão acordando, e alertando para os perigos que essas influencias causam em seus filhos", observando que "o poder de manipulação desse rapaz é impressionante e pode sim, subverter a identidade, valores de seus filhos, gerando intermináveis conflitos".
Por fim, Marisa conclui que a educação dos filhos é dever dos pais. "Eduquem seus filhos, não permitam que séries, blogs, digam aos seus filhos como agir ou pensar. Cabe aos pais este papel", finaliza a psicóloga. (Fonte: Opinião Crítica)
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    Denise recebeu 9.427 votos da comunidade acadêmica. Esta foi a segunda vez que ela entrou na disputa pela reitoria da UFRJ. Em 2015, ela perdeu para o atual reitor Roberto Leher.
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    Pequena em estatura, Denise se mostrou grande nas ideias que têm para a universidade. Ela pretende retomar a liderança entre as federais, reforçar um núcleo psicopedagógico para auxiliar alunos de graduação, além de ampliar a internacionalização e as parcerias com empresas privadas.
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    Foco na graduação
    Nova reitora da UFRJ denise pires
    Denise Pires de Carvalho, nova Reitora da UFRJ (Foto: Diogo Vasconcellos Coordcom UFRJ)
    A nova reitora disse que pretende fazer com que a UFRJ retome a liderança entre as federais. Segundo ela, será dado um importante destaque aos alunos de graduação.
    "A gente faz muita pesquisa, desenvolve muita pós-graduação de excelência, mas a nossa graduação tem estado esquecida. Muitos estudantes evadem, não conseguem concluir os cursos”, destacou a nova reitora dizendo que quer fazer a instituição voltar a ocupar um lugar de vanguarda na educação brasileira.
    Entre as sugestões, ela citou a elaboração de um projeto para diminuir a evasão que, se bem-sucedido, poderá ser aplicado em outras universidades brasileiras. "Quem sabe, a UFRJ não consegue inovar também sob esse aspecto", apostou.
    A pesquisadora defendeu ainda a necessidade de fortalecer os núcleos de apoio psicopedagógico para os graduandos. “Muitos alunos entram na universidade em cursos que não gostariam e só percebem isso ao longo do ano”, destacou.
    No início da gestão, Denise afirma que vai atacar questões que não dependam do orçamento. Ela pretende reorganizar a área de comunicação da universidade com o intuito de aumentar a interação com a imprensa e mostrar para a sociedade o que a UFRJ faz. "São questões que dependem muito mais de mudança administrativa do que orçamentária. Essas são as questões mais importantes, de início", afirmou.
    Inovação e integração
    Denise reconheceu que, embora seja feita muita pesquisa e haja produção de conhecimento na universidade, há pouca inovação. Esse é um conceito que ela pretende induzir juntamente com a ampliação da internacionalização. Na avaliação dela, a diretoria de Relações Internacionais da UFRJ é subdimensionada e ela vai trabalhar para tornar a estrutura uma superintendência – o que tornará o trabalho maior e mais relevante.
    A nova reitora propõe a integração da universidade em torno de um projeto institucional de “voltar para o primeiro lugar”. "Quem sabe a gente consegue daqui a quatro anos. Eu estou muito confiante, porque a gente tem muita excelência aqui dentro. O que falta é um ajuste administrativo".
    Parcerias privadas
    Durante a entrevista à Agência Brasil, ela citou ainda a necessidade de ajustes no orçamento da UFRJ, atualmente, deficitário. "É um momento muito difícil porque o governo anuncia cortes e a gente sabe que o financiamento das instituições públicas, em todo lugar do mundo, é majoritariamente público", destacou.
    Ela aponta como um caminho o aumento das parcerias já existentes com empresas privadas, mas critica a atual concentração de verbas em determinadas áreas. Denise cita ainda o interesse em ampliar o parque tecnológico da UFRJ para áreas como a biomedicina. Atualmente, as áreas de óleo e gás são as que mais desenvolvem pesquisa.
    "Tem que haver uma ampliação diária de atuação dessas empresas. O que nós pretendemos é que haja mais transparência na utilização dos recursos que são arrecadados por meio dos projetos com essas empresas e que esses recursos possam ser distribuídos por todas as áreas da universidade, não fiquem concentrados apenas nas áreas que têm interação com as empresas", disse Denise defendendo a democratização do uso dos recursos. (Agência Brasil - Foto: Diogo Vasconcellos Coordcom UFRJ)).

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