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PERU: Ex-presidente Alan García se mata ao ser preso por caso Odebrecht

PERU: Ex-presidente Alan García se mata ao ser preso por caso Odebrecht Featured

O peruano chegou a ser operado em caráter de urgência. "Presidente tomou a decisão de atirar", lamentou o advogado de García.

Na manhã desta quarta-feira, 17/04, o ex-presidente peruano Alan García, de 69 anos, morreu durante uma operação em caráter de urgência por um ferimento de bala na cabeça. Ele tentou suicídio em sua casa, pouco antes de ser detido pela polícia em um caso vinculado ao escândalo Odebrecht, informou seu advogado.

"Nesta manhã aconteceu este acidente lamentável: o presidente tomou a decisão de atirar", afirmou o advogado Erasmo Reyna na entrada do Hospital de Emergências Casimiro Ulloa, em Lima.

O hospital indicou que García, 69 anos, teve "um ferimento de bala na cabeça" e estava sendo operado no meio da manhã.

"O paciente entrou no hospital com diagnóstico de impacto de bala, entrada e saída na cabeça", havia afirmado o ministério da Saúde.

Alan García, ex-presidente do Peru entre 1985-90 e 2006-2011, foi detido em sua casa de Lima no distrito residencial de Miraflores às 6h30 locais (8h30 de Brasília).

A polícia apresentou uma ordem de prisão preliminar judicial pelo prazo de 10 dias por suposta lavagem de dinheiro em um caso vinculado ao escândalo Lava Jato/Odebrecht.

4º peruano envolvido
Alan García era acusado de ter recebido propina para a construção de uma linha de metrô em Lima. O projeto era tocado pela construtora brasileira Odebrecht. Além do ex-presidente, a operação desta quarta prendeu o ex-secretário-geral da Presidência, Luis Nava, e o ex-vice-presidente da Petro Peru, Miguel Atala.
Além de García, outros três ex-presidentes do Peru são acusados de receber propina da empreiteira brasileira: Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), que renunciou ao mandato em meio às acusações em março do ano passado.

No Brasil
A empreiteira brasileira, investigada pela Operação Lava Jato, se envolveu no maior escândalo no Brasil, durante o governo Lula (PT), e também em outros países, como o Peru. Aqui, além de vários diretores da Petrobras, da empreiteira e políticos, o caso Odebrecht levou também para a prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já está preso há mais de um na Polícia Federal de Curitiba. (Fonte: Estado de Minas)

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  • IRONIA DO DESTINO: Chico de Oliveira e PHA: duas vidas que se cruzaram na ideologia e se encontraram na morte
     
    Por Renato Ferreira -
    Quis a história reservar a quarta-feira, dia 10 de julho de 2019, para a partida desta vida de duas personalidades brasileiras: o professor universitário e um dos maiores sociólogos do país, Chico de Oliveira, de 85 anos; e o conhecido e experiente jornalista, Paulo Henrique Amorim, de 77 anos.
    O curioso na vida desses dois profissionais é que ambos tiveram atuações fortes e determinantes ao longo de suas carreiras em defesa da esquerda (Chico de Oliveira), e da direita, (Paulo Henrique Amorim); porém, morreram criticando o lado que antes defendiam.
    PHA
    PHA, como era também conhecido Paulo Henriue Amorim, iniciou a carreira profissional nos anos 1960, trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil e também como correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. Todos veículos afinados com o pensamento ideológico da direita. Enquanto trabalhou nesses veículos - rádio, TV, revista e jornal - PHA sempre fez criticas aos partidos de esquerda, como PCdoB e o PT, e também às suas lideranças como Luis Inácio Lula da Silva.
    Em 1998 já TV Bandeirantes, denunciou no Jornal da Band que o, então candidato, Lula, tinha adquirido carros e imóveis de forma ilegal durante a campanha. Chegou a ser processado pelo petista. Porém, a partir dos anos 2003. ap ser contratado pela Rede Record, o jornalista foi, paulatinamente, se aproximando da esquerda. Além de atuar em outras plataformas, criou, por exemplo, o blog "Conversa Afiada", tornando-se num dos maiores críticos dos tucanos e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
    Tinha um estilo próprio de fazer televisão e, fazia suas críticas com um tom ácido e com muita ironia. E era com esse estilo que criticava os tucanos, ao mesmo tempo em que defendia o PT e Lula, passando a ser também nos últimos anos um crítico ferrenho da Operação Lava Jato, ao mesmo tempo que defendia a liberdade de Lula. Há um mês antes de morrer, quando também foi afastado do Domingo Espetacular, da Record, PHA gravou um vídeo polêmico afirmando que Bolsonaro iria morrer em breve.
    Chico de Oliveira
    Por outro lado, o sociólogo Chico de Oliveira, fez toda a sua caminhada profissional e política atuando ativamente no campo da esquerda. Chegou, inclusive, a ser preso no Governo Militar em duas oportunidades e morou no exterior, como exilado.
    Esse seu ativismo de esquerdista o levou a ser um dos fundadores do PT nos anos 1980. Sempre esteve ao lado do então, sindicalista e depois deputado Federal, Luiz Inácio Lula da Silva.
    Porém, essa ligação com o PT durou só até 2003, justamente, o ano em que Lula tomou posse como Presidente da República. Por discordar dos rumos que Lula tomou para ser eleito, e também de suas medidas tomadas logo no início do mandato, Chico de Oliveira acabou se afastando do Partido e passou a a fazer duras críticas ao presidente petista e ao seu governo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2016, disse que o PT como “força transformadora tinha acabado”.
    Chegou também a ajudar na fundação do PSOL, legenda formada, principalmente, por dissidentes petistas, como a ex-senadora Heloísa Helena. Mas, pouco tempo depois se afastou também da legenda por discordar de seus rumos políticos. Morreu como Professor Emérito de Sociologia da USP.
    Mais coerente que PHA, Chico de Oliveira nunca chegou a ser defensor da direita, assim, como PHA passou a defender a esquerda. Mas, contudo, o dia 10 de julho de 2019, que marca a partida de PHA e de Chico de Oliveira, registra também que ambos morreram criticando o lado político que antes defendiam. Ironia do destino. (Renato Ferreira)
  • LUTO: Morre o sociólogo Chico de Oliveira, um dos fundadores de PT e PSOL
    Em 2003, meses depois de Lula assumir a Presidência, o sociólogo se afastou do PT e tornou-se cada vez mais crítico das medidas tomadas pelo partido que havia fundado.
     
    O pernambucano Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, mais conhecido como Chico de Oliveira, morreu aos 85 anos na madrugada desta quarta-feira, 10/07. A informação foi confirmada pela Universidade de São Paulo (USP), onde ele era professor emérito. A família não divulgou a causa da morte.
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    Um dos mais influentes nomes das ciências sociais no Brasil a partir da década de 1960, Oliveira lançou ensaios que se tornaram referências, como "Crítica da Razão Dualista" (1972), "Elegia para uma Re(li)gião" (1977) e "O Ornitorrinco" (2003).
    Fundador e crítico do PT
    Chico de Oliveira ajudou a fundar o PT em 1980, mas decepcionou-se com o partido quando o ex-presidente Lula chegou à Presidência. Também esteve no núcleo de criação do PSOL em 2004, porém, logo se desencantou com a sigla.
    Nascido no Recife em 1933, graduou-se em ciências sociais em 1956 na antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco. Nesse período, foi um dos fundadores do Movimento Estudantil Socialista de Pernambuco.
    Trabalhou na Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), sob a orientação de Celso Furtado, que o influenciou decisivamente nesta época.
    Foi preso durante o regime militar, em Pernambuco, durante dois meses. Depois de ser solto, deixou o país e viveu três anos entre Guatemala e México.
    Em 2003, meses depois de Lula assumir a Presidência, o sociólogo se afastou do PT e tornou-se cada vez mais crítico das medidas tomadas pelo partido que havia fundado. "Lula não tem objetivos porque não tem inimigos de classe", escreveu em ensaio publicado na revista Piauí em 2007.
    Para o sociólogo, os últimos anos foram marcados por um acentuado ceticismo em relação à política e à economia do país. No livro "Brasil: Uma Biografia Não Autorizada", o mais longo ensaio tinha como título "O Adeus do Futuro ao País do Futuro". (Diário do Nordeste)
  • COPA AMÉRICA: Brasil confirma favoritismo e é campeão da América em 2019
    Com gols de Cebolinha, Gabriel Jesus e Richarlison, a Seleção venceu o Peru, no Maracanã.
     
     
    Neste domingo, no Maracanã, deu a lógica do futebol na final entre Brasil e Peru, com a Seleção Canarinho sagrando-se campeã da Copa América, vencendo por 3 x 1. Como havíamos antecipado hoje, à tarde - https://bit.ly/2FYb9gE - pelo histórico entre os dois países e pelo número de craques de cada seleção, o Brasil era o franco favorito. Só não foi mais fácil devido a uma péssima arbitragem do chileno Roberto Vargas, que confirmou um pênalti duvidoso contra o Brasil.
     
    Brasil campeão da Copa América Cebolinha
    A partida foi emocionante do princípio ao fim. O Peru começou até melhor que os brasileiros nos primeiros minutos. Com muita garra, os peruanos conseguiam segurar a superioridade dos brasileiros. que acabou se transformando no primeiro gol aos 14 minutos, marcado por Cebolinha.
    Com muita expectativa dos mais 58 mil no Maracanã e outros milhões pelo país afora, a partida teve início após um minuto de silêncio em homenagem ao músico João Gilberto, falecido ontem. E, logo no início, aos 2 minutos de jogo, o juiz marcou uma falta para o Peru, batida por Cueva com perigo, no canto inferior direito de Alisson. Mas, a bola acabou indo para fora. Aos 5 minutos, um ataque do Peru foi parado com falta em cima de Guerrero.
    A partir dos 12 minutos, no entanto, o domínio passou a ser do time brasileiro. Até que aos 14 minutos, um passe de Gabriel Jesus encontrou Everton Cebolinha dentro da pequena área. O jogador do Grêmio chutou de primeira sem chances para Gallese. Foi terceiro gol de Cebolinha, artilheiro da Copa ao lado de Paolo Guerrero.
    O gol brasileiro desestabilizou o time peruano, que passou a errar passes e demonstrar nervosismo em campo. Aos 24 minutos, Coutinho recebeu de Firmino e chutou com perigo, com a bola passando próxima à trave. Aos 30, Gabriel Jesus fez falta de ataque e recebeu cartão amarelo. Aos 34, passe de Firmino cabeceou por cima do gol, mas o assistente já havia marcado impedimento.
    A partir dos 36, o time peruano conseguiu se reorganizar em campo e passou a atacar o gol de Alisson, mas sem maior perigo. Até que aos 41, a bola toca o braço esquerdo de Thiago Silva dentro da área e o juiz marca pênalti, após conferir o VAR (árbitro de vídeo). Guerrero bateu colocado no canto esquerdo de Alisson, que pulou para o lado errado.
    Porém, a alegria peruana só durou até os 47 minutos, com gol de Gabriel Jesus recebendo de Arthur e tocando rasteiro no canto direito de Gallese.
     
    SEGUNDO TEMPO
    Logo a 1 minuto da segunda etapa, o Brasil começou atacando e conseguiu um escanteio, sem levar perigo ao gol peruano. Aos 3 minutos, Tapia parou ataque do Brasil fazendo carga contra Coutinho e levando cartão amarelo. Aos 7 minutos, Thiago Silva fez falta sobre Cueva e também levou cartão amarelo. Aos 9 minutos, tabela entre Gabriel Jesus e Firmino levou perigo ao gol peruano, mas não foi aproveitada.
    Aos 11, Everton Cebolinha fez vários dribles em cima da zaga peruana e cruzou na cabeça de Firmino, que não aproveitou e jogou para fora. A pressão brasileira continuou, mas não intimidou o Peru, que optou por não se fechar, mesmo sem levar perigo para Alisson.
    Aos 22 minutos, Zambrano fez falta violenta em Gabriel Jesus e levou cartão amarelo. Aos 24, Gabriel Jesus fez falta, levou o segundo cartão amarelo e acabou expulso, saindo inconformado de campo, empurrando e quase derrubando a cabine do VAR . A expulsão motivou os peruanos que partiram para cima. Tite tirou Firmino e colocou Richarlison. Em seguida, tirou Coutinho e colocou Éder Militão.
    Aos 32, o técnico Gareca tirou Yotún e colocou Ruidiaz. Aos 38, Advincula fez falta forte em cima de Everton Cebolinha, parando o ataque brasileiro. Aos 40, saiu Carrillo para a entrada de Polo. Em seguida, aos 41, Everton Cebolinha foi trombado por Zambrano na grande área e o juiz marcou pênalti, após consultar o VAR. A cobrança coube a Richarlison, que chutou à direita de Gallese, que ainda foi na bola, mas não alcançou, chegando aos 3 x 1, levantando a torcida aos gritos de “É campeão”.
     
    Brasil campeão da Copa América Daniel Alves ergue a taça
    Tite ainda fez mais uma substituição, colocando Allan no lugar de Everton Cebolinha. O Peru ainda tentou uma reação, mas não havia mais tempo, com a partida terminando aos 51 minutos.
     
    FESTA E BOLSONARO
    Brasil campeão da Copa América Bolsonaro
    A taça foi erguida pelo capitão Daniel Alves, que a recebeu das mãos de Alejandro Domingues, presidente da Conmebol, consagrando a festa brasileira no campo e nas arquibancadas. O presidente Jair Bolsonaro participou da comemoração. Antes, logo no início da partida, ele tomou lugar na tribuna de honra. Bolsonaro estava acompanhado dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, da Economia, Paulo Guedes, da Cidadania, Osmar Terra, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. O senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também estavam presentes.
     
    ANTES DA PARTIDA
    Brasil campeão da Copa América Maracanã
    Para a festa de encerramento, o campo foi coberto com uma lona colorida e um palco com o formato da América do Sul foi montado no centro do estádio. A cantora Anitta se apresentou e cantou ao lado do porto-riquenho Pedro Capó. Ao final do show, ela homenageou o cantor e compositor João Gilberto, chamando-o de mestre. (Com informações da Agência Brasil)
     
    ESCALAÇÃO
    O Brasil jogou com: Alisson, Dani Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro, Arthur, Casemiro, Philippe Coutinho (Éder Militão), Gabriel Jesus, Roberto Firmino (Richarlison) e Everton (Allan).
    O Peru jogou com: Pedro Gallese, Luis Advíncula, Carlos Zambrano, Luis Abram, Miguel Trauco, Renato Tapia (Gonzales), Yoshimar Yotún (Ruidiaz), André Carrillo (Polo), Christian Cueva, Edison Flores e Paolo Guerrero.
    Árbitro: Roberto Vargas (Chile). Assistentes: Christian Alonso (Chile) e Claudio Ortiz (Chile).
    Renda: R$ 38.769.850
    Pagantes: 58.504.

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