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VIOLÊNCIA: Atentado a tiros deixa 10 mortos em escola de Suzano, em São Paulo

VIOLÊNCIA: Atentado a tiros deixa 10 mortos em escola de Suzano, em São Paulo Featured

 

Entre os mortos, polícia confirmou cinco alunos e duas funcionárias da escola

Um atentado praticado por dois atiradores deixou dez mortos nesta quarta-feira, 13/02, pela manhã na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior de São Paulo. Cinco alunos, duas funcionárias, o proprietário de uma locadora de veículos foram mortos por dois ex-alunos da Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25. 

Os dois adolescentes que invadiram a escola para cometer o crime teriam se matado ao se deparar com militares. O coronel Salles, da Polícia Militar, disse que, antes de entrar na escola, os dois atiradores dispararam contra o proprietário da locadora de veículos. Ele chegou a passar por cirurgia na Santa Casa de Suzano, mas faleceu.
Oito vítimas foram confirmadas:
·         Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica
·         Eliana Regina de Oliveira Xavier, funcionária da escola
·         Pablo Henrique Rodrigues, aluno
·         Cleiton Antonio Ribeiro, aluno
·         Caio Oliveira, aluno
·         Samuel Melquíades Silva de Oliveira, aluno
·         Douglas Murilo Celestino, aluno
·         Jorge Antonio de Moraes, comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola
Os assassios cometeram suicidio:
Suzano atiradores
·
Luiz Henrique de Castro (25 anos, ex-aluno da escola)
Guilherme Tauci Monteiro (17 anos, ex-aluno da escola)
O coronel Salles informou ainda que os atiradores entraram na escola na hora do intervalo. Um deles usava máscara de caveira e luvas. Primeiro, eles atiraram em uma coordenadora pedagógica e em uma supervisora. Depois, se dirigiram ao pátio, onde atingiram alunos de ensino médio. Depois seguiram para um centro de línguas. 
 Suzano atentado


 Imagens gravadas dentro da escola logo depois do atentado mostram os estudantes correndo, se deparando com os corpos no chão e gritando em desespero. Eles pularam o muro da escola e procuraram abrigo no comércio da região.  
 
 
 
A professora Sandra Perez falou sobre o ataque. "Foi às 9h30. Ouvimos disparos. Estava na sala de aula, na hora do intervalo. Pensei que fossem bombas. Quando eu percebi que eram tiros fiquei lá. Só saí quando os policiais chegaram, 20 minutos depois", contou. 
Na mochila dos atiradores havia três coquetéis molotov, duas bestas (lança-seta) e um revólver 38. Uma terceira mochila foi encontrada com uma espécie de bomba, de acordo com informações do Major Caruso, subcomandante do 32º Batalhão com sede em Suzano.
A polícia fez varredura na escola porque foram encontrados artefatos com aparência similar a de explosivos. 
Em nota, a Prefeitura de Suzano informou que o Pronto Socorro Municipal já recebeu pessoas com ferimentos leves. Os feridos com maior gravidade estão sendo encaminhados ao Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, e ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba. Ao todo, são nove pessoas nessa situação.
O governador João Doria (PSDB), assim que foi informado do ocorrido, cancelou a agenda oficial e se dirigiu ao local para acompanhar o trabalho de resgate e atendimento aos feridos. "Ao chegar (...) fiquei consternado, chocado. Nunca tinha visto uma cena igual na minha vida”, disse João Doria. Segundo ele, as estruturas dos hospitais foram mobilizadas para receber as vítimas e o governo também vai encaminhar estrutura psicológica para os estudantes e familiares das vítimas. (Estado de Minas)
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    O massacre em Suzano é culpa da facilitação do acesso à posse de armas sim. Afinal, os dois atiradores:

    - fizeram curso de tiro;
    - teste psicológico;
    - teste de aptidão;
    - pediram o porte (afinal, estavam armados na rua) a Polícia Federal;
    - comprovaram residência física;
    - idade superior a 25 anos;
    - emprego fixo;
    - tiraram atestado de antecedentes criminais;
    - compraram armas legais;
    - e registraram as armas em seus CPF's. Tudo isso para depois entrar em uma escola estadual e matar adolescentes aleatoriamente.

    A culpa realmente é da facilitação do acesso às armas, e não do Estado que não consegue oferecer segurança e nem tirar as armas ilegais das mãos dos bandidos.

    É isso ai, gênio...
    Autor Ale Ferreira (Facebook)

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    A barragem 1 da Mina Feijão se rompeu em Brumadinho e um rio de lama desceu destruindo casas e o meio ambiente, na mais triste repetição de um filme já conhecido. Já foram identificadas ao menos 7 pessoas mortas e cerca de 200 estão desaparecidas.

    Por Renato Ferreira

    Até quando a impunidade e a irresponsabilidade de nossas autoridades continuarão levando à morte pessoas inocentes? Verdadeiros assassinatos coletivos causados pela ganância de empresários assassinos e pela conivência de autoridades que deveriam fiscalizar a ação devastadora dessas mineradoras no Brasil?

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    Nesta sexta-feira, 25, depois de três anos da maior tragédia ambiental do país, que aconteceu na cidade de Mariana, outra tragédia ocorreu em Minas Gerais, com o rompimento da barragem de outra mineradora também da Vale. Desta vez foi na cidade de Brumadinho, região Metropolitana de Belo Horizonte.

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    Há três anos
    Além da morte de 20 pessoas - 19 identificadas e uma ainda desaparecida - a tragédia de Mariana causou maiores danos ao meio ambiente, contaminando rios e córregos, principalmente, o Rio Doce, de Minas ao Espírito Santo, além de total destruição da flora e da fauna em toda a região. Mas, parece que a maior tragédia ambiental do país não serviu como lição para evitar outras tragédias.

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    Lamentamos pelas vítimas de Brumadinho, e parece que desta vez o desfecho desta tragédia em termos de apuração e punição dos culpados serão diferentes. É o que esperamos. No caso de Mariana, a então presidente da República, Dilma Rousseff (PT), custou a entrar no caso. Demorou para se pronunciar e quando o fez chegou a minimizar a culpa dos donos da Vale como também das outras mineradoras que atuavam na mesma mina.

    Da mesma forma, o então governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), que fez uma péssima administração, tanto que não foi reeleito em 2018, nada fez no sentido de exigir, como chefe do Poder Executivo, rigorosa investigação sobre o caso e punição exemplar para os culpados. Resultado desse desinteresse do Executivo: até hoje nenhum dos responsáveis foi punido e as indenizações ainda não foram pagas aos milhares de desabrigados. Enquanto, isso o meio ambiente foi devastado.

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    A Vale é uma das maiores empresas do mundo e a maior mineradora do planeta. Só em 2017, a empresa brasileira teve um lucro de R$ 17 bilhões. Com certeza, com todo esse potencial financeiro, a empresa teria condições de cuidar melhor de suas barragens, não é mesmo? O rejeitos minerais e demais produtos químicos da barragem de Brumadinho atingiram o Rio Paraopeba e, segundo os especialistas, esses dejetos minerais poderão atingir também as águas do Rio São Francisco, o maior rio de integração nacional, causando uma tragédia ambiental sem precedentes. 

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    Infelizmente, o Brasil se tornou no país da impunidade. Nossas autoridades se acostumaram apenas a lamentar depois das tragédias, como incêndios em boates e em prédios ocupados, deslizamento de terra em locais de risco, enchentes ou desabamento de pontes e viadutos. Logo após às tragédias há uma natural comoção popular e uma corrida das autoridades em fiscalizar, mas, tudo passa muito rapidamente e as fiscalizações só voltam acontecer depois de nova tragédia.

    Mas, agora, com novo governo e novas mentalidades em termos de administração pública, esperamos que esse lamentável quadro mude no Brasil. Não podemos esperar por novas boates incendiadas, novos desabamentos de pontes e novos rompimentos de barragens de mineradoras, com centenas e milhares de mortes e destruição do meio ambiente, para se fazer as fiscalizações e as manutenções necessárias. Minas sangra em mais um mar de lama causado por uma mineradora assassina (Renato Ferreira)

  • ATENTADO! PF faz buscas na casa e escritório de advogado do agressor de Bolsonaro
    Segundo a Polícia Federal, o objetivo da operação é tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor confesso do atentado em Juiz de Fora
     
     
    Quem espera impunidade para quem paga os advogados de Adélio Bispo, réu confesso da facada em Jair Bolsonaro, pode começar a mudar de ideia. A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta sexta-feira, 21/12, dois mandados de busca e apreensão no escritório e em uma empresa de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dosadvogados de Adélio Bispo. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Juiz de Fora.
     
    Segundo informou a Polícia Federal, o objetivo da operação é tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor confesso do atentado.
    Um dos imóveis funciona em um hotel e uma locadora de veículos, além de servir como escritório e residência do advogado. O outro é a sede de uma empresa. Os dois imóveis são localizados em Contagem, na Região metropolitana de Belo Horizonte.
    Nesses locais, os policiais federais apreenderam o celular do advogado, que não disse quem foi a pessoa que o contratou para atuar no caso.
    Polêmica
    Um dia após o atentado contra o candidato do PSL, no dia 6 de setembro, dois dos quatro advogados que defendem Adelio viajaram em avião particular de Belo Horizonte para Juiz de Fora. A informação divulgada pelo EM, com exclusividade, causou polêmica.
     
    Também repercutiu muito a questão do pagamento dos honorários advocatícios. Os advogados chegaram a dizer que estavam sendo pagos por igrejas evangélicas de Montes Claros. Mas igrejas negaram o pagamento.
     
    No dia 18 de dezembro, Notícias & Opinião publicou uma perguntado: Quem matou Bolsonaro? https://bit.ly/2rLnKfq
    O ataque contra Bolsonaro aconteceu em Juiz de Fora quando o então presidenciável fazia campanha no Centro da cidade. Adélio Bispo de Oliveira foi preso em flagrante e confessou o crime. Ele está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). (Renato Ferreira com informações de O Estado de Minas)

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